Menu:
13/maio

Na minha humilde opinião este episódio ficou pau a pau com o Asylum of the Daleks. Todos que me conhecem sabem que sou muito mais apaixonada pelos saleiros aos Cybermen, mas nada como uma mão santa do Neil Gaiman para dar uma agitada no que condiz às aventuras do nosso amado Doctor. Eu estava um pouco desanimada com a série, como comentei no review passado e, por estar prestes a finalizar mais uma temporada, era de se esperar que as coisas esquentassem um pouco mais. Assim como os Cybermen exigiriam uma atualização, Doctor Who sofreu um up pra lá de notável e eu devo agradecer e muito ao Sr. Gaiman, um dos meus autores preferidos, por mais uma vez nos oferecer um deleite de criatividade

 

O combo trama foi excelente, mas devo admitir que as crianças foram irritantes demais. Bem, Angie foi a mais chata em comparação ao Artie e ela poderia ter ficado o episódio inteiro de boca fechada (o que em parte aconteceu). Crianças tendem a ser petulantes e curiosas, mas Angie começou toda errada ao ofender a TARDIS e ganhou minha antipatia daí. Nem as duas sacadas dela com relação aos segredos do Spacey Zoomer me fizeram ir com a cara dela. Pelo menos, a explicação para a criançada teve uma lógica muito boa, pois a dupla ajudou a trazer os Cybermen à tona.

 

As participações de Warwick Davis, o eterno Professor Flitwick da saga Harry Potter (indicação da Random: quem ainda não assistiu Life’s too Short, façam isso, porque é DEMAIS!) e o eterno Alo de Skins, Will Merrick, foram as coisas mais lindas do mundo neste episódio. Tudo bem que Warwick teve mais destaque, por ser o imperador Porridge, que ficou o tempo todo ao lado da Clara, mas, desde que anunciaram esses dois atores, saltitei em círculos de tanta alegria e mal via a hora de vê-los na telinha juntos. Uma pena que ambos não atuaram diretamente, mas valeu a pena, né? Pelo menos para mim valeu!

 

Ainda vejo o Will como um irmão distante da Amy Pond, assim como o Rupert Grint, o Ed Sheeran e todos os Weasley. A família Pond tem diversas raízes ou seriam os Weasley? O que importa é que todo mundo é ruivo e eu não sei como cheguei até aqui com esse raciocínio cheio de sono.

 

Acho que preciso de um upgrade.

 

Os Cybermen não são meus favoritos, mas os bonitinhos tocaram o terror no episódio. Sem contar que aprendemos mais um vocabulário Cybermenês: Cyber Planner, Cybermites, Cyberiad e assim por diante. Graças a mais um erro da TARDIS (ou seria do Doctor?), paramos em um parque de diversões abandonado, uma armadilha para quem chegasse ali, pois simplesmente ninguém voltava. Sobre o design dos homens de lata, não vi tanta diferença. Porém, a crueldade deles e a ânsia pelo poder estavam bem forte, com todo um jeito pretensioso, sem contar a obsessão sempre presente em controlar mentes para se dar bem no final do dia.

 

Graças aos Cybermen, Clara se mexeu com dignidade, algo que ela não fazia desde que entrou na série. No review passado, eu fui meio chata com a passividade dela e gostei da companion ter tomado às rédeas para controlar os homens de lata e, de quebra, não permitir que um planeta explodisse. Contudo, não aceitei tão bem o fato do Doctor, guiado pela obsessão por Clara, ter dado poder a ela para manter um lugar que terminou destruído do mesmo jeito. Confesso que fiquei meio irritada com isso, ainda mais porque teve novos olhares e paradinhas de admiração de ambos, e eu não estou com paciência por precisar de mais ação em Doctor Who e não de romance.

 

Lembro que reclamaram tanto dos episódios lentos do começo da temporada, mas há uma grande diferença aqui. Os cinco primeiros episódios foram uma despedida gradativa aos Pond, pois eles reinaram por três temporadas e meia. O casal mereceu uma trama lenta por ter caráter de adeus. No caso de Clara, perdida na lerdeza, só com o objetivo de deixar o Senhor do Tempo embaraçado, faz a atuação dela ser boba e, por vezes, dispensável.

 

Pelo menos, o Doctor estava excelente no episódio e pareceu quase normal. Fiquei pretérita com o fato de Matt Smith representar um inimigo de si mesmo. Sempre vou pontuar o quanto o ator amadureceu ao longo do seu trabalho em Doctor Who e como muita gente já deveria ter aceitado que ele é tão awesome como qualquer outro Senhor do Tempo. Se dispam do amor pelo Tennant por alguns segundos e reconheçam que Matt tem muito amor para dar também. A atuação dele foi impecável, o duelo do dominador e do dominante, onde só um deveria sair como vencedor. Adorei cada lance dessa cena, ainda mais com a sacada brilhante de colocar um jogo de xadrez para resolver o impasse.

 

Gaiman tem o típico dom de começar uma história superfofa, parecendo que todos os personagens terão um final feliz, mas sempre puxa para o lado sombrio com uma excelência de arrepiar. Esse duelo do Doctor só mostra o quanto Gaiman fez um roteiro desafiador que levou Matt ao auge mais uma vez. Tem como ele ser escritor fixo dos episódios, por favor?

 

A parte que me fez ficar chocada foi quando o dark Doctor se “declarou” para Clara. O discurso foi tão convincente que me vi xingando o universo inteiro. Vocês não tem ideia do quanto respirei aliviada por isso não ter sido “real”, pois ficaria ainda mais desapontada com esse suposto elo romântico entre os dois personagens. Eu assisto tantas séries adolescentes que esse papo de casal sempre me estressa e Doctor Who sempre foi para mim uma série muito limpa disso e eu sou totalmente contra.

 

River e o Senhor do Tempo nem conta como um namorico, pois entre os dois rola uma safadeza oculta com um toque de ironia que gosto muito. Agora, revelar que o Doctor só pensa em Clara, agora chamada de garota impossível (não tinham um “slogan” melhor para ela, não?), foi apelação demais. Sei lá, gente, eu sinto que querem empurrar de qualquer jeito que os dois personagens devem se amar.

 

Este episódio foi lindo! Tirando o pseudo-romance do Doctor, não tenho nada do que reclamar. Raramente nunca tenho. Rever todos os Time Lords foi amazing. Bem que poderiam colocar as companions, né? Surtaria em cheesus com a imagem da Donna e, claro, dos Pond. Por que o Moffat tinha que dar finais irreversíveis para minhas companions favoritas? Queria muito Doctor-Donna no especial de 50 anos. Chateadíssima!

 

Semana que vem, é a vez do fatídico episódio que me fez ver certa comoção entre os whovians internacionais que não querem saber o nome do Doctor. Só pela promo, pressinto uma choradeira, pois o Senhor do Tempo já deu o gostinho de algumas lágrimas que serão muito bem derramadas pela pessoa que escreve. Duvido muito que esse segredo em específico será revelado. É quem nem jurarem que a A de Pretty Little Liars sairá das sombras e, no final das contas, outra coisa mais tensa surgir no meio do caminho.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3