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06/maio

Eu não tenho uma opinião formada sobre este episódio e é bem provável que o review seja mais curto que o normal. Sei lá, depois do que assisti da semana passada para cá, me bateu uma saudade imensa dos Pond, até mesmo da Donna, de uma forma que eu não sei explicar. O que de certa forma influenciou um pouco a diminuição da minha empolgação com relação a esta temporada de Doctor Who é que boa parte do elenco da versão moderna não participará do especial de 50 anos. Sim, estou feliz pela confirmação de David Tennant e de Billie Piper, mas eu queria mais, muito mais. Depois da negativa de Christopher Eccleston e da notícia de que ninguém mais participaria, cheguei à conclusão que o trabalho por detrás das câmeras de DW não deve ser lá essa felicidade toda.

 

O Universo Who representa a parte feliz do meu dia e eu acho normal estar insatisfeita com certas coisas, mas nada forte o bastante para me fazer abandonar a série. O fato da poeira de empolgação ter baixado, me fez ver coisas que acho que precisam ser comentadas. Na verdade, uma coisa só: Clara. Este episódio aconteceu na Yorkshire Vitoriana e a trama deu respaldo à Madame Vastra, Jenny e Strax. O Doutor apareceu um tempo depois dos créditos iniciais, totalmente robótico e pintado de vermelho. A primeira coisa que ele pensa quando melhora? Clara! Eu acho que essa preocupação excessiva com a companion já se tornou uma forçada de barra das grandes.

 

Sei que a ideia é gerar a curiosidade de quem assiste para o mistério dela, mas, para mim, esse fator ganhou proporções onde o mais importante se torna desimportante. O Senhor do Tempo ao invés de pensar com prioridade no real problema assim que se depara com um, pensa na garota. Não que ele não esteja engajado, claro, isso seria um absurdo, mas depois que ele trocou a TARDIS por Clara em palavras, comecei a fazer vista grossa com o relacionamento dos dois.

 

Quando eles se reencontram na casa da freak Gillyflower, aquele chamego todo me incomodou. No episódio passado, eu até tolerei as aproximações, por achar que fazia certo sentido. Porém, esse grude entre eles se intensificou e a explicação para isso terá que ser homérica, do tipo que me fará morrer como aconteceu com a River que se revelou como filha dos Pond. Vejam bem, no caso do 9º e do 10º Doutor, a história de ambos com Rose foi algo construído de forma gradativa, que ficou lindo e teve um final de fazer todo mundo soluçar. Passou Martha, que também se apaixonou, mas não deu em nada, e depois a ranzinza linda da Donna. Chegou Amy predestinada ao Rory, que também tentou seduzir o alienígena, mas sem futuro. Clara pulou na TARDIS toda íntima, com uma liberdade gritante.

 

O que falha nela graças a esse envolvimento emocional com o Doutor é que ela não faz nada além de trocar abraços e palavras fofas com ele. Até aqui, só senti que a companion enfrentou algo de verdade em Cold War. A presença dela, por enquanto, não chega aos pés das outras companions que se descabelaram logo nos primeiros cinco episódios.

 

Fora isso, Clara só aparece para trocar olhares com o Doutor e dar abraços. Para fortalecer esse vínculo, ela foi intitulada como Sra. Smith, com direito a um “querida” emendado com a afirmação do Senhor do Tempo sobre a falta que ela fez. Sem contar que ele deixou escapar que imagina quem ela possa ser e só há uma explicação: Rose. Eu não quero acreditar nisso, pois parece muita doideira, mas, como ninguém mais fará parte do especial de 50 anos da série, só me resta pensar na conexão entre as duas.

 

O Doutor fica facilmente embaraçado com as investidas de Clara, mas se sente seguro para fazer o mesmo e inflar o ego dela. Sei lá, só não estou gostando dessa abordagem escancarada, pois quesitos amorosos não foram apresentados com prioridade ao longo do reboot de Doctor Who. No caso de Rose, simplesmente aconteceu e teve uma elaboração para isso. Ela não precisou forçar a barra para ser amada pelo Senhor do Tempo.

 

À primeira vista, eu não fui com a cara de Clara, mas isso deu uma suavizada quando ela estreou de verdade. Porém, ela voltou a me irritar. Como companion, ela está passiva demais e, o que me deixou mais revoltada, é que a bonita viaja no tempo e depois volta para casa. Como proceder?

 

Entre as cenas de carinho de Clara e do Doutor, o trio da era Vitoriana voltou a marcar presença, mas quem ganhou destaque foi Jenny, com direito a um beijo esperto do Senhor do Tempo. Madame Vastra continuou impetuosa ao ajudar a investigar o caso do Horror Escarlate e Strax arrasou como sempre com o senso de humor, especialmente na cena com o cavalo que me joguei para trás de tanto rir. Ah! E na parte em que Vastra comenta com Jenny sobre precisar de um homem altivo para xeretar as coisas de Sra. Gillyflower e ele foi descartado por não atender o requisito.

 

A inimiga da vez, a Sra. Gillyflower, parecia àquelas pessoas bitoladas em religião. Completamente desumana e, claro, louca por ter pendurado no peito um alien que não tinha nada de Sweet. Que bicho mais feio e nojento, por favor! Me lembrou o ET de Varginha, elemento não identificado que me tirou o sono durante a infância, misturado com um Slitheen, só que vermelho. A perversidade da mulher se refletiu na filha, Ada, que também foi muito importante para mostrar o outro lado da moeda da história. Foi muito fofa a atitude dela em cuidar do monstro aka Doctor. A compassividade do alienígena em fazê-la ver que é perfeita à sua maneira foi realmente comovente.

 

Eu não peguei nenhuma dica dessa vez e não cheguei a vasculhar nenhum outro review, mas encontrei certa semelhança na porta da casa da Madame Vastra com a casa dos Pond. Quando vi o tom de azul, pensei na hora que era a casa deles, mas, por ser 1893 e por ter ido atrás das portas para verificar a curiosidade, descartei a ideia. Afinal, todas as portas da Inglaterra são feitas com o mesmo design. Moffat tem sido muito cruel em reviver pedaços da vida de Amy e Rory, pois sinto demais a falta deles, especialmente das caras de bobo do The Last Centurion.

 

Clara descobriu seu delay no tempo e no espaço e isso pode gerar algumas perguntinhas para o Senhor do Tempo. De quebra, duas crianças entrarão na TARDIS. Semana que vem tem o episódio escrito por Neil Gaiman e os Cybermen. Os homens de lata me fizeram sentir falta também dos saleiros aka Daleks. Como lidar?

 

PS: eu acho que este review ficou maior que o esperado!

Stefs
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