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20/maio

Mais um final surpreendente, vamos combinar! Eu senti que fui possuída pela síndrome Daniel Radcliffe (aquela empolgada demais) com cada salto incrível da trama deste season finale de Doctor Who. Entrei em curto circuito mental quando apareceu aquela o de perfeita aos Doctors anteriores, sem contar os pulos de Clara para ajudar cada um deles, com figurinos que remetiam determinada época. Eu queria abraçar esse mundo whovian que faz meu dia, de certa forma, muito melhor. Esta semana que passou enfrentei dois finales de séries amadas e fico aliviada por saber que apenas uma me decepcionou (The Vampire Diaries). Bem, DW nunca me deixou na mão, então, nem deu tempo de pensar em uma possível decepção.

 

O episódio já começa com inúmeros golpes baixos para testar nosso emocional. Detalhes como o túmulo do Doctor, a TARDIS implodindo de dentro para fora, as lágrimas desesperadas do nosso querido Senhor do Tempo e Gallifrey como costumava ser antes da Guerra do Tempo enriqueceram este episódio. Nem preciso mencionar o 1º Doctor, muito bem honrado, com aquela expressão de sapeca muito dele, quando chegou o momento do qual ele tinha que pegar a TARDIS e partir para ajudar alguns humanos em aventuras entre o tempo e o espaço. Foi realmente nostálgico, de fazer suspirar, de fazer qualquer um ficar feliz e orgulhoso por amar um seriado que tem 50 anos de existência.

 

A história começa com Vastra, Jenny e Strax em Londres, 1893, para dar força ao que foi mostrado no início da segunda parte desta temporada que girou em torno do mistério de Clara. O trio foi responsável pela Conferência, incitada pelo maior segredo do Doctor, aquele que ele teme, aquele que possui uma única palavra e que foi descoberto. Nessa hora, bateu um pânico que jamais conseguirei descrever. O que se destacou no plot desses personagens foi o amor entre Jenny e Vastra, uma coisa muito linda de se ver. Eu superaprovei o relacionamento das duas.Lembro como fiquei chocada no especial de Natal com a informação, mas amo Jenny e Vastra juntas e, depois deste episódio, só amei mais. Strax também aproveitou as piadinhas para quebrar o clima sério, sempre muito bem-vindo.

 

Esse trio perfeito por mais engajado que estivesse com a causa do Doctor, bateu de frente com a Grande Inteligência, a peça misteriosa que foi lançada no primeiro episódio que Clara estreou, com sede de vingança com relação ao Senhor do Tempo. Adorei a ideia de terem usado o corpo do Dr. Simeon, pois ele representou uma fatia importante referente à aparição da companion. Todas as peças que foram soltas ao longo da história da Garota Impossível foram encaixadas e dá vontade de dar uns tapas no Moffat por ele ser tão %¨%$%#.

 

O que eu queria muito ver realmente aconteceu: River e Clara frente a frente. Nunca esperei tanto o retorno de uma personagem como o da Prof.ª Song, e foi excelente a importância que deram a ela, longe dos joguinhos de sedução para cima do Doctor. Por mais que River tenha sido toda educada, ela não disfarçou o apelo de superioridade, típico dela, ainda mais por se tratar do marido. Adorei as caras de Clara, típica de toda companion que jura com 3 Js que sabe tudo sobre o Time Lord (a cara dela quando o Doctor fala que River era esposa dele foi ótima também).O encontro das duas atendeu todas as minhas expectativas, mas nada venceu quanto o comentário de Vastra ao desafiar Clara e o conhecimento dela sobre o Doctor ao lançar a fatídica pergunta: você sabe o nome dele? Quando a River confirmou com uma simplicidade, toda metida, que sabia, morri mil vezes.

 

River agiu certíssima com relação à Clara, pois a companion estava muito espaçosa perto do Senhor do Tempo. Está na hora de se respeitar, moça, mesmo você sendo a Garota Impossível (gente, até minha irmã, que não assiste a série, achou esse apelido muito tosco. Alguém compartilha dessa opinião?) que tem como função salvar o Doctor em todas as regenerações.

 

Imaginei que o mistério de Clara seria dado na próxima temporada. Até porque este episódio, em teoria, era para ser focado no nome do Doctor. Nem isso aconteceu. Não reclamo, pois eu queria que esse segredo perdurasse por um pouco mais de tempo, mas foi ótimo saber logo de cara qual é a função real da companion. Só achei que demoraria mais um pouco, mas, na abertura do episódio, Moffat fez o favor de meter um in your face para me matar do coração. Pega essa!

 

Souffle Girl, Garota Impossível e a folha de outono mais importante da história da humanidade. Todos os detalhes que envolviam Clara foram respondidos e funcionaram muito bem dentro do season finale de Doctor Who. A ideia de manter River e ela conectadas foi bem bacana, pois reforçou o papel crucial da professora. Juntas, ambas deram aquele toque de emoção que tanto gosto. Pelo menos, a lacuna principal referente à Clara ficou esclarecida e até que gostei da função dela. Afinal, só uma explicação como essa poderia sustentar o fato dela morrer e voltar sempre à vida interligada ao Doctor. A próxima temporada estará focada em outras coisas, então, seria muito chato se prolongassem o suspense dela.

 

Eu só achei a storyline da Clara meio Bad Wolf. Na abertura mesmo senti isso, com todos aqueles efeitos especiais e com a narração tipo o episódio Doomsday. Sei não, hein! Esse papo de eco não colou muito bem comigo.

 

O adeus de River Song foi muito triste. O túmulo dela em Trenzalore foi algo que bateu tão forte por ter me feito se lembrar dos Pond. Tudo bem que eu acho que ela pode muito bem reaparecer, ainda mais por ter metido a palavra spoilers, mas não será uma prioridade como antes, pois o Doctor finalmente conseguiu aceitar o fim entre eles. Eu achei esse “término” muito bem feito, não conseguiria imaginar algo melhor, pois já deixaram a personagem de lado com a saída dos Pond e não faz tanto sentido mantê-la na série. O foco é Clara e ela não tem nada a ver com a nova companion. A linha temporal de River é um tanto quanto isolada do que acontece agora, mas nada a impede de voltar para ajudar o raggedy man dos apuros. O beijo entre ela e o Doctor me fez pular em círculos, pois foi para valer, nada de brincadeiras rolando, mas puro amor. É assim que eu gosto! Doa a quem doer! Casal lindo, sem mais!

 

Como era de se esperar, o nome do Doctor não foi revelado e teremos que nos contentar com o bom e velho John Smith. O segredo envolvia o túmulo do Senhor do Tempo e no que haveria de tão interessante por lá. De Gallifrey para Trenzalore, o Doctor não perdeu a dignidade e nem a oportunidade de se sacrificar pelo próximo. Vastra deixou isso bem claro e o alienígena não agiu nem um pouco diferente. Ao embarcar na TARDIS, ele não hesitou em ir atrás do túmulo para manter Vastra, Strax e Jenny vivos. Vale mencionar a autoproteção com Clara que perdurou até o final do episódio. Foi justo ele salvar a companion com o discurso de que seria a primeira vez que faria isso, mas dispensava aquele abraço cheio de beijo.

 

Até diante da sua cronologia sendo corrompida, ele não cedeu. Eu fiquei extasiada com as vozes dos Doctors anteriores no rastro das lágrimas do alienígena, sem contar a presença fantasmagórica deles. A jaqueta de couro no Nine, gente, quase tive um AVC! Nessa cena, tive fé que rolaria um flashback básico das companions, mas sempre crio esperança para nada. Chateadíssima! Espero, ao menos, que haja menções honrosas no episódio de 50 anos ou vou ficar muito irritada, é.

 

Por mais que o season finale tenha ganhado peso com relação ao nome do Doctor, o episódio pertenceu do começo ao fim à Clara. A Garota Impossível realmente mostrou serviço ao salvar o Senhor do Tempo mais uma vez e emocionou. A conclusão da trama foi como um novo soco no estômago by Moffat com a versão dedo-duro do Doctor. Peguei alguns comentários de ele seria o Valeyard, mas isso indicaria que a última regeneração do Senhor do Tempo está bem próxima. John Hurt fechou o episódio bombástico fazendo carão e deixou a lacuna em aberto mais uma vez sobre o nome do Doctor e sobre uma suposta regeneração que não foi esquecida, até mesmo por Clara.

 

O que me deixa encucada é que Clara também sabe do nome real do alienígena, pois ela leu no livro da História de Gallifrey. Se nada de mais grave aconteceu, a companion voltou a se lembrar de tudo o que aconteceu no centro da TARDIS e este detalhe é um deles. Ou eu fiquei maluca?

 

Hurt estará presente no especial de 50 anos e ele dará as caras na oitava temporada para reforçar essa grande e tortuosa lacuna que só será respondida Deus sabe quando.

 

O episódio teve o toque certo e foi comedido, bem pontuado e sem exageros. O segredo principal do Doctor continua à tona, agora preso a figura de outro Doctor que terá que dar respaldo ao mistério do nome do Senhor do Tempo, entre outras coisas.Deixo vocês com este vídeo que encontrei pelos sites de DW, que denuncia o maior medo do Time Lord: ele mesmo. O que encaixa muito bem com a presença do Senhor do Tempo na versão de John Hurt (Sr. Olivarassssss!).

 

Stefs
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  • heyrandomgirl

    E aew, Diego, tudo belezinha? Malzão a demora em responder, mas tive uma semana tãoooooo corrida e só de pensar que começará tudo de novo bate uma tristeza! Hahahaha Eu gosto muito das reviravoltas do Moffat, mesmo que meio mundo reclame da ~era~ dele. Não acho que ele seja menos inteligente. Tudo bem que essa temporada eu achei bem fraquinha em comparação as duas anteriores, mas espero que a oitava venha com tudo. Afinal, é a despedida do Matt :(

    A despedida oficial da River meio que casou com a saída do Matt Hahahaha eu master achei essa coicidência bem fatal. Mas acredito que ela volte a aparecer e realmente o Eleventh não tem tanta maturidade para a versão da River. Se ela ao menos regenerasse em alguém mais novo, quem sabe, Hahahahaah

    Nossa, as temporadas clássicas é um investimento master. Eu assisti em tantos pedaços que acabei me perdendo. Tenho umas partes perdidas aqui no note. Quem sabe me empolgo e penso em algo para o especial de 50 anos Hahahaha.

    Eu estou presente em todas as redes sociais Hahahaha Eu fico bastante no twitter do blog (@HeyRandomGirl), meu Feicebrook é este aqui (http://www.facebook.com/stefanny.lima.14) e ainda tem Tumblr e uma pá de coisa Hahahaha, mas essas são as duas redes que fico mais online. AI BATEU SAUDADES DO ICQ HAHAHAHAAHAHAHAH

    É bem a cara do Moffat dar esses apelidos. Espero que ele não roube o meu, pq daí ele vai ter que me levar junto HAHAAHAH

    Beijão e obrigada pelos coments nas reviews *_*

  • Diego

    Aproveitando o feriado, consegui finalmente ver a temporada até o fim! O episódio final foi muito bom! Eu não sei se eu sou muito inocente, ou se o Moffat é realmente um gênio na criação e resolução de mistérios (ou as duas alternativas), mas eu nunca poderia prever que a explicação para as mortes da Clara seria essa, e eu achei fantástico!Após ver a resolução, dá pra perceber que a história dela foi realmente muito bem construída e não deixou nenhum buraco. Mais uma aula de roteiro!

    Também gostei da participação da River, mas não esperava que fosse acontecer a “despedida oficial”. Quando ela aparece pela primeira vez, lá na aparente longínqua quarta temporada, ela diz que o Doctor que ela conheceu era mais maduro, abria a Tardis com um estalar de dedos e tal… Eu achava que o grande plot dela seria com um Doctor mais maduro, num futuro distante. Afinal, o Smith também segue uma linha meio infantil (não que seja uma crítica, pelo contrário), assim como o Tennant, na maior parte do tempo. Ainda assim foi uma despedida bonita!

    Quanto ao final, o que falar? Nada a declarar, hahaha, foi muito bom, e ainda me deixou ansioso para saber o que vai acontecer a seguir… Aliás, como eu assisti as sete temporadas em seguida, agora não sei mais o que fazer da vida… As outras séries não estão tendo mais graça. The Mentalist, por exemplo, que eu assistia antes de Doctor Who e adorava, ficou chato. Eu assisti o início dessa última temporada e pensei: “Eu gostava disso?” hahaha. Realmente Doctor Who me deixou muito mais exigente. Acho que vou assistir as temporadas clássicas (podia rolar uma reviews, heim, hehehe).

    A propósito, você teria facebook, email, icq (ok, peguei pesado)? Gostaria de bater uns papos contigo de forma mais instantânea!

    Mais uma excelente review de um ótimo episódio! Que venha o especial de 50 anos!

    PS: Eu achei o apelido “Garota Impossível super legal! O Moffat gosta mesmo dessas coisas… já teve “A Garota Que Esperou”, “O Ultimo Centurião” (é assim mesmo que escreve?)… toma cuidado pro Moffat não plagiar o “Random Girl” pra próxima companion!

    Bjss!