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21/maio

E mais uma semana com um post (atrasado) sobre algumas curiosidades relacionadas ao Guia do Mochileiro das Galáxias. Depois de falar da origem da trilogia de cinco de Douglas Adams e sobre a maneira como o programa de rádio se tornou livro, agora é a vez de trazer como prometido alguns fatos que rodearam a adaptação cinematográfica que dividiu muitas opiniões. Para mim, foi uma experiência superválida, sem contar que o elenco é perfeito.

 

No início, a Touchstone foi o estúdio responsável em fazer do Guia uma história adaptável para o cinema. O filme, ou ao menos a ideia de um filme, teve o roteiro preparado por 20 anos. Como comentei aqui no blog, a trilogia de cinco é adorável, mas um tanto quanto confusa quando se pega pela primeira vez e uma releitura sempre é recomendada. Assim, precisamente em 1982, Douglas Adams escreveu três versões do roteiro ao lado de Ivan Reitman, Joe Medicuk e Michael C. Gross. Enquanto eles decidiam como a trama ficaria, o foco também foi estendido para os atores que fariam Ford Prefect.

 

Depois de muito trabalho, Douglas terminou com uma comédia dentro do gênero sci-fi e apresentou o roteiro para a equipe de produção. A adaptação acabou adiada porque Reitman ficou focado na produção de Ghostbusters. Com essa negativa, a adaptação do Guia foi engavetada e a ideia só voltou à tona em 1997, quando Douglas assinou um contrato com a Disney. Estava aí uma grande oportunidade para o filme finalmente acontecer.

 

Adams trabalhou em cima do roteiro, literalmente, até a morte. Deve ter sido um choque na época quando a notícia do falecimento do autor foi anunciada, ainda mais por estar empenhado na nova tentativa de adaptação do Guia. O autor facilitou o trabalho para que ele realmente acontecesse e o projetou de maneira que o roteiro fosse respeitado até na hora da revisão final. Ele teve tempo até de criar um personagem para John Malkovich, Humma Kavula, especialmente para o filme.

 

Para o elenco, a Disney sondou Hugh Laurie para fazer Arthur, Jim Carrey para ser Zaphod Beeblebrox e Nigel Hawthorne para fazer Slartibartfast. Sabemos que nada disso aconteceu, porque Martin Freeman ficou com o papel de Arthur, Sam Rockwell com Zaphod e Bill Nighy com Slartibartfast. Os três tiveram a companhia de Anna Chancellor, Warwick Davis (Marvin ♥) e a linda da Zooey Deschanel, entre outros.

 

Em 2005, o filme saiu da gaveta e foi dirigido por Garth Jennings. Nem preciso dizer que a adaptação é uma divisora de críticas até hoje.

 

Comentário sobre o filme:

 

Eu gostei muito dele. Por ter sido produzido pelos estúdios Disney, era de se esperar que ele fosse ingênuo e ficasse centrado no gênero comédia, como Adams queria. Sem contar que é um filme que foi destinado para que pais e filhos pudessem assistir juntos.

 

A adaptação condensou a trilogia, com foco maior no primeiro e apenas algumas menções com relação ao segundo e ao terceiro livro. Os efeitos especiais são muito bacanas, assim como o elenco que torna o filme muito mais divertido e interessante. Nem preciso dizer nada sobre o Marvin, com corpo de Warwick Davis e a voz do Alan Rickman, né? Melhor personagem não há.

 

Depois de ter lido os livros e ter assisto à adaptação, não tenho do que reclamar. Uma coisa que se aprende é que não dá para exigir fidelidade no cinema quando falamos sobre livros roteirizados. Em 2005, esse ponto de vista poderia ser muito diferente, mas, agora, não dá para julgar, pois o longa foi bastante fiel, na medida do possível. O roteiro criado por Adams foi respeitado de certa forma, mas houve nuances que ajudaram o filme a ser mais assistível, como o romance Arthur/Tricia (Trillian).

 

Nos livros, eles chegam a ter uma filha, a caríssima Random (não sou eu, juro!), projetada artificialmente, mas não dá a entender se Arthur e Trillian ficam juntos. No primeiro livro, Arthur realmente quer reencontrá-la, há todo um feeling por parte dele, mas ela sempre foi muito fria para mim. Porém, a ideia romântica foi muito bem-vinda, pois ajudou a dar sentido ao final da história. Tudo bem que ficou meio Arthur em busca da mulher amada, mas é o que deu graça ao filme.

 

Outras coisas que vocês precisam saber sobre o Guia:

 

 

• O jogo de computador do Guia foi lançado em 1984 e era muito avançado para a época, quase impossível de ser completado;

 

• O Guia chegou a ter uma peça de teatro e foi produzida por Ken Campbell, apresentada no Institute of Contemporary Arts, em 1979, e foi bem-sucedida;

 

• No universo do Guia, o peixe Babel é colocado dentro do ouvido do mochileiro para traduzir de forma automática qualquer língua da galáxia. O falecido Altavista incluiu essa forma de tradução depois da criação de Douglas;

 

• Há um programa de mensagens instantâneas que se chama Trillian, batizado depois do filme;

 

• Acho que este todo mundo sabe: quando você digita no Google qual é a resposta da vida, do universo e tudo mais, o buscador lhe dará 42 dentro da calculadora. Porém, só funciona em inglês;

 

• A música do Radiohead, Paranoid Android, é referente ao Marvin;

 

• No aniversário de 42 anos, Adams tocou guitarra em um show do Pink Floyd. Na oportunidade, David Gilmour pediu ajuda a ele para nomear o álbum do qual a banda trabalhava na época. Eis que nasceu The Division Bell;

 

• Antes da morte de Adams, The Minor Planet Centre of the International Astronomical Union, nomeou o asteroide 18610 de “Arthurdent”.

 

Eis que os posts especiais para O Guia do Mochileiro das Galáxias terminam por aqui. Gostaram?

 

Não se esqueçam que dia 25 de maio é Dia da Toalha. Yay!

Stefs
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