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10/maio

Semana passada, comecei com as postagens especiais sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias. Falei um pouco da minha experiência com a trilogia de cinco e pontuei alguns fatos importantes sobre o início desse universo incrível criado por Douglas Adams. Hoje, para dar continuidade à contagem regressiva para o Dia da Toalha, no tão aguardado 25 de maio, falarei sobre o autor e sobre novas curiosidades só que, dessa vez, com relação aos livros.

 

Antes, vamos relembrar o que inspirou Adams a criar o Guia. O plot veio depois de uma grande bebedeira e Ford Prefect era para ser o narrador, mas ficou decidido que a história seria focada no Guia, o que acarretou em um narrador onisciente. Antes de chegar às livrarias, a história figurou na rádio e só depois do sucesso o autor adaptou a trilogia de cinco para que pudéssemos guardá-la na prateleira com muito amor e carinho.

 

O Guia do Mochileiro das Galáxias: os livros

 

O Guia do Mochileiro das Galáxias, ou HG2G ou HHGTTG ou H2G2, este batizado por Neil Gaiman, ou simplesmente o Guia se tornou livro graças ao sucesso do programa de rádio. Adams foi persuadido para colocar a história no papel e, entre os anos de 1979 e 1992, o autor se dedicou e conseguiu publicar a trilogia de cinco.

 

O primeiro livro, que leva o nome do qual a história é conhecida, foi uma versão expandida dos 4 primeiros programas de rádio. Assim que foi publicado, demorou algumas semanas até ele se tornar um best-seller. Você deve pensar que foi bem fácil transferir a ideia da rádio para o papel, né? Nem tanto! Adams não foi tão comprometido com relação aos prazos e a editora responsável pela publicação meio que pediu para que ele encaminhasse o material conforme as páginas ficassem prontas.

 

No que isso deu? Ele fez tudo, encaminhou o manuscrito para um entregador e pronto! O primeiro livro foi lançado de maneira abrupta, o que refletiu lá no final da história.

 

Em 1980, o segundo livro, O Restaurante no Fim do Universo, chegou às livrarias e foi mais ou menos nesse período que o primeiro livro foi lançado nos Estados Unidos. Ele condensou os episódios 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 da versão radiofônica. O terceiro livro, A Vida, O Universo e Tudo Mais, foi lançado em 1982 e a história começa um pouco mais sombria, com o intuito de estender o plot além do que foi transmitido na rádio.

 

Porém, a trilogia ganhou mais um livro, Até Mais, e Obrigado pelos Peixes!, nascido em 1984, meu livro favorito, que abordou, pela primeira vez, a temática amorosa, cujos personagens que estrelaram o romance foram Arthur e Fenchurch. O último livro, Praticamente Inofensiva, ganhou as prateleiras em 1992, o final do arco da história com direito a destruição da Terra mais uma vez.

 

Agora, você deve se perguntar: por que trilogia de cinco?

 

Na verdade, a história na versão radiofônica foi produzida em três atos. Conforme adaptava o Guia para livro, Douglas percebeu algumas brechas e questões não respondidas, o que pediu mais dois volumes para resolver esse deslize e para dar entonação de conclusão. O último livro é a união dos anteriores, especialmente com o fim da Terra, detalhe que sempre acontecia na rádio.

 

Um fato bacana: em 2009, Eoin Colfer, autor de Artemis Fowl, escreveu um sexto livro, And Another Thing, com o apoio da esposa de Douglas, Jane Belson.

 

Uma curiosidade televisiva: o sucesso do programa de rádio fez com que O Guia do Mochileiro das Galáxias ganhasse espaço na TV. A série foi transmitida em 1981 pela BBC e, para agradar todos os geeks de plantão, o guarda-costas do personagem Hotblack Desiato foi interpretado pelo ator Dave Prowse, o Darth Vader na versão original da franquia Star Wars.

 

Ao contrário de séries como Doctor Who, que começou com efeitos especiais bem precários por falta da tecnologia que temos hoje, o Guia na versão TV chamou atenção nesse quesito, como aconteceu com o programa de rádio, onde as versões gráficas computadorizadas, técnica que não era aperfeiçoada na época, foram criadas pelo estúdio de Rod Lord. Ele criou os efeitos à base de desenhos de acetato com iluminação a gel para criar as cores de cada episódio.

 

Sobre Douglas Adams

 

Nada mais justo do que mencionar o autor que deu vida ao Guia do Mochileiro das Galáxias, né? Muito bem! O autor nasceu em 11 de março de 1952, em Cambridge, Inglaterra. Depois de se formar no colegial, passou um tempo em crise para descobrir o seu lugar na vida enquanto trabalhava em lugares bem chatos. Parece até eu! Como nada nessa vida acontece por acaso, Adams foi roteirista de alguns episódios da minha amada série Doctor Who.

 

Viciado pelo universo sci-fi, Adams se dedicou ao longo da carreira na produção de histórias de ficção e não ficção. Ele sempre foi muito interessado em tecnologia e contribuiu para a elaboração de muitos videogames, incluindo o que foi baseado no Guia.

 

Adams morreu devido a um ataque cardíaco enquanto malhava.

 

Sabe o que ele fazia antes disso acontecer? O roteiro da versão cinematográfica, item que será comentado aqui no Random Girl na semana que vem.

 

Fiquem de olho, pois ainda faltam duas semanas para o Dia da Toalha e muitas curiosidades para compartilhar aqui no blog.

 

Créditos das fotos: Your Ultimate Hitchhiker’s Guide to the Galaxy

Stefs
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