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02/maio

O mês de maio chegou e com ele vem muitas nerdices. A começar pelo Dia da Toalha (25 de maio), que será o grande responsável pelos posts destinados ao Guia do Mochileiro das Galáxias aqui no Random Girl. Para quem não sabe, esta data é uma homenagem à trilogia de cinco de Douglas Adams, que deveria estar na prateleira de todas as pessoas do universo, até dos alienígenas de Marte.

 

A partir desta publicação, a pessoa que escreve fará uma sequência de posts sobre algumas curiosidades que rondam O Guia do Mochileiro das Galáxias para convencer todo mundo a lê-lo. Além disso, é uma ótima chance para atrair aqueles que ainda não tiveram contato com a obra ou que não tem domínio de como se deu o universo de Adams.

 

Antes, eu tenho que começar com um pouco de história e depois partirei para a primeira parte deste especial sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias. Todos  prontos?

 

Random Girl e O Guia do Mochileiro das Galáxias

 

A leitura do Guia me acompanhou no começo do ano, onde li todos de uma vez. Eu parecia uma pamonha de tanto que me divertia sozinha, como uma criança que acabou de descobrir o universo da leitura. Para quem anda de ônibus e de metrô como eu, rir sozinha não é algo natural, pois as pessoas ao redor que não leem não entendem o porquê de você agir desse jeito. Só quem lê compreenderá que comportamentos deste tipo são totalmente normais.

 

Para os apaixonados pelo gênero de ficção científica, com direito a fim do mundo, personagens alienígenas, robôs e computadores que falam, a aventura de Ford Prefect  e Arthur Dent é a escolha certa. A dica é ler um livro seguido do outro, pois o primeiro contato pode fazer com que você se sinta meio baqueado, com a sensação de que leu e não entendeu nada. Calma que não é síndrome Percy Jackson, é o efeito dos livros mesmo. Pode ser que haja certa confusão inicial, ainda mais porque não há uma sequência lógica de uma aventura para outra (algo que todo mundo está acostumado por causa das trilogias). Por isso, recomendo a leitura quantas vezes for preciso.

 

No caso dessa trilogia de cinco, não há preocupação alguma com conexões, a não ser o dilema sobre a vida, o Universo e tudo mais e o mistério do número 42. Uma hora os personagens estão em um restaurante no espaço, no outro estão em um novo planeta. Sem contar os saltos de nave espacial para outra, onde somos apresentados a personagens diferentes. Nada com que se abalar, basta não cair na leitura com a crença de que tudo será mastigadinho.

 

Para você que se interessou, os títulos são esses:

 

O Guia do Mochileiro das Galáxias – Vol. 1

O Restaurante no Fim do Universo – Vol. 2

A Vida, o Universo e Tudo Mais – Vol. 3

Até mais, e Obrigado pelos Peixes! – Vol. 4

Praticamente Inofensiva – Vol. 5

 

Saiba que eles são bem fininhos, então, nem tem desculpa para não lê-los hein? Além de Arthur e Ford, prepare-se para se apaixonar pelo ogro do Zaphod, pela fofa e sensata da Trillian que abandonou tudo, como uma companion de Doctor Who, ao sair da Terra, e o meu robô amado Marvin, cujo humor é cínico e depressivo, simplesmente porque ele meio que não gosta da vida.

 

Douglas deu à obra futurista um toque irônico, com humor negro e divertido, onde ele pontua detalhes do cotidiano humano como uma piada interna que faz todo o sentido. Exemplos básicos são os comentários dos domingos serem chatos, como é desagradável ser incomodado por vendedores em um restaurante e como fazer hambúrgueres é a coisa mais sensacional do mundo.

 

Dos cinco, o quarto se tornou meu favorito por causa da pegada romântica (não melosa) de Arthur com Fenchurch (Até mais, e Obrigado pelos Peixes!), algo bem diferente do que aconteceu nos três antecessores. Sem contar a emenda com o livro seguinte (Praticamente Inofensiva), o último que muitos fãs dizem ser um “spin-off” ao invés de uma continuação por causa, especialmente, do distanciamento de anos entre os personagens. A coisa boa é que algumas incógnitas são finalmente respondidas.

 

Com muito orgulho há uma personagem chamada Random, mas admito que ela não é a pessoa mais agradável da vida, do Universo e tudo mais. Parece até comigo, vejam bem.

 

O Guia do Mochileiro das Galáxias: a série radiofônica

 

Agora vamos para a parte bacana do especial rumo ao Dia da Toalha!

 

A obra de Adams não começou como livro, mas como um programa de rádio. Em fevereiro de 1977, o autor e Simon Brett, o produtor da BBC na época, firmaram uma parceria onde Brett ajudou o escritor a produzir um show de rádio voltado para a comédia, onde nasceu o amado Guia do Mochileiro das Galáxias.

 

A ideia do plot da trilogia de cinco apareceu na vida de Adams quando ele estava deitado na cama e bêbado. Sem eira e nem beira, ele segurava uma cópia do Guia do Mochileiro da Europa. A ideia surgiu, mas faltava o plot principal que não demorou muito a aparecer: o fim da Terra. No fim de cada programa, o nosso planeta era destruído, mas de uma maneira nova e interessante.

 

Conforme a história se desenvolvia, o alien Ford Prefect foi um forte candidato a ser o único narrador das aventuras no espaço, mas a ideia foi alterada para ter foco apenas no Guia.

 

Depois de muito trabalho, o programa estreou na rádio BBC 4, em uma quarta-feira de março, em 1978, onde a primeira temporada contou com seis episódios e se tornou a pioneira no gênero comédia e na versão estéreo. Embora a história fosse interessante, o que chamou a atenção na transmissão do Guia do Mochileiro das Galáxias na rádio foram os efeitos sonoros. Adams era apaixonado por essa parte do trabalho e sempre quis aquela barulhada digna de um álbum de rock moderno.

 

A dedicação de Douglas lhe rendeu boas críticas. Em 1978, ele ganhou o Imperial Tobacco Award, no ano seguinte o Sony Award e em 1980 o Society of Authors/Pye Awards como dono do Melhor Programa para Jovens. O Guia do Mochileiro das Galáxias foi o único programa de rádio a ser indicado na categoria Science Fiction Achievement Award, mais conhecido como Hugo Awards, aquela premiação que Neil Gaiman sempre sai com uma lembrancinha, sabem?

 

O sucesso do programa de rádio não parou por aí. O Guia ganhou uma versão em áudio no formato vinil em 1979, condensando os primeiros quatro episódios. Porém, isso rendeu um pouco de dor de cabeça, pois ele foi gravado de uma maneira diferente da versão radiofônica.

 

Como assim?

 

A alteração de formato teve alguns impasses e um deles foi no quesito trilha sonora, que não pôde ser distribuída sem o pagamento das licenças autorais.

 

Ainda em 1979, Adams começou a trabalhar, ao lado de Dirk Maggs, na adaptação dos livros da trilogia de cinco baseados no programa de rádio. Em 1992, os livros estavam supostamente prontos.

 

Aqui vão outras curiosidades que você precisa saber sobre a fase inicial que deu vida ao Guia do Mochileiro das Galáxias:

 

• O nome de Arthur Dent era para ser Aleric B. A alteração aconteceu durante uma viagem de táxi em direção a uma reunião na BBC;

 

• Marvin, meu personagem favorito e mais amado, o robô paranoico, era para ter uma única aparição piadista, mas caiu no gosto dos fãs e ganhou destaque. Geoffrey Perkins, produtor da série radiofônica, pediu para Adams tornar o personagem um dos principais.

 

Na semana que vem falarei um pouco dos livros. Fiquem de olho aqui no Random Girl e vamos juntos rumo ao Dia da Toalha!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Xodóooo! O filme é superengraçadinho, eu gostei! Compre os livros, mas leia do jeito que eu expliquei, ok?Tudo em uma tacada só, leva uma semana no MÁXIMO Hahahahahahaha

    Semana que vem terá mais posts sobre o Guia. Semana que vem vou falar um pouquinho dos livros, mas só curiosidade mesmo!

    Beijos, gata! :)

  • Vanessa Barros

    Meu, amei o post!!

    Eu to louca pra ler, amei o filme, e fiquei super curiosa. Tô pra comprar faz tempo, Té. Como lidar? Eu já tinha ouvido falar do Dia da Toalha, sabia que era por causa do livro, mas nunca fui a fundo nisso.
    Gostei de saber mais sobre como surgiu a trilogia de cinco.
    Parabéns pelo post.