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05/maio

E finalmente a protagonista voltou à normalidade sentimental. Elena lutou, lutou e lutou contra tudo e todos, mas cedeu e, pelo visto, com um belo desejo de vingança. Além do retorno da personagem à vida real, The Vampire Diaries trouxe aqueles momentos bem tensos e tristes, daqueles dignos de fazer chorar. É fato que toda a parte pesada da série fica concentrada no final da temporada e, dessa vez, não foi muito diferente. Liz quase me matou do coração, literalmente, e Caroline quase se dando mal gerou uma nova crise de revolta. Porém, até com as aparições de Klaus aka Silas, os olhos ficaram voltados para Elena. A vampira vem com uma nova versão, agora com humanidade, e nem sei o que esperar. Confesso que perdi totalmente a fé nela e, mesmo com o retorno à dura realidade, ela ainda não voltou a ganhar meu carisma.

 

Eu digo isso, pois, ao longo dos reviews que fiz durante o período em que Elena se desligou da humanidade, pontuei o quanto era grotesca a forma como ela tratava as pessoas que a amam. Por mais que a dor pela perda de Jeremy tenha sido excruciante, isso não foi o suficiente para eu compreender todas as mancadas que ela deu, especialmente com Caroline e Bonnie. A bruxa foi muito certa em ignorar a BFF depois do ocorrido, eu teria feito o mesmo, e Caroline me tirou do sério com a crise de bondade e preocupação com uma garota que quase matou a mãe dela.

 

Sei que é do feitio de Caroline ser assim, mas, amenizar o lado de Elena, em uma fase tão crítica, foi o mesmo que afirmar que está tudo bem, que ela poderia ficar assim pelo resto da eternidade, porque ninguém é capaz de se revoltar ou machucá-la de verdade.

 

A todo o momento, Elena sabia muito bem o que fazia. Não é à toa que ela aproveitou todas as brechas para caçoar daqueles que tentavam ajudá-la e isso, na minha opinião, é muito imperdoável. Se fosse comigo, eu nem quereria ver Elena pintada de ouro. É diferente bloquear sentimentos por não querer lidar com o mundo a querer se fazer de imbatível e maltratar as pessoas que se preocupam, a troco de nada, para satisfazer um ego ferido. Era óbvio que o mundo dela ruiria assim que a sanidade dela retornasse e o fato dela ter sido isolada para ser torturada ainda foi muito pouco pelas coisas que ela provocou. Como já dizia Justin Timberlake, tudo que vai volta.

 

Eu não via a hora de Elena retornar a ser o que era. Não sei, ainda tenho em mente que esta temporada de The Vampire Diaries escorregou em detalhes que eram para ser o real destaque, como a transição dela que começou bem, mas virou motivo de chacota pelo fato dela vomitar sangue e, depois, se achar a rainha por não ter humanidade. Por um lado, isso foi bom para Elena aprender que as coisas não são fáceis, que não é apenas uma questão de desligar os sentimentos, de divertimento como ela bem dizia, pois a hora da verdade sempre chega e é preciso pagar as consequências.

 

Como Damon bem pontuou, vampiros que vivem sem sentimentos fazem burradas e retornam, mas, no caso de Elena, as burradas foram tão marcantes que ela sentia vergonha de voltar ao normal depois do mau comportamento e não queria lidar com tudo o que provocou.

 

Damon colocou em palavras uma coisa que também escrevi em reviews passados, o quanto esse comportamento de Elena foi típico de uma criança mimada. Em um quadro geral, a vampira não ficou totalmente desligada, pois ela se manteve presa aos sentimentos desagradáveis que a fazia cometer idiotices. Por qual outro motivo ela roubaria o vestido de Caroline? Para se sentir superior e humilhar a amiga. A meu ver, Elena não foi torturada apenas para voltar a ter a humanidade ou para voltar a amar um dos Salvatore, mas para enfrentar a vergonha e a culpa pelo que fez contra aqueles que não hesitariam em se jogar da ponte por ela.

 

O mais irônico disso tudo foi ver Katherine e Elena frente a frente, duas mulheres que, teoricamente, não tinham nada a perder. Ser cruel para ambas era a única opção para se manter no poder. Isso é muito Klaus, mas não deixa de ser um fato condizente. Uma levou um fora e a outra se fechou por comodismo. Como Katherine lindamente falou, ao contrário da doppelganger, ela enfrenta as consequências ao invés de sair pela tangente. Bravo!

 

Sobre os Salvatore, eu não posso julgá-los. Ambos amam Elena e fariam tudo o que tivesse ao alcance deles para trazê-la de volta. Isso chega até ser um egoísmo também, pois não é justo Damon e Stefan se unirem só porque a Santa Gilbert está mal. Nesta temporada, os dois foram meras marionetes da vampira. Por causa disso, não consigo mais ver os irmãos como pretendentes para Elena. O papo de elo e tudo mais quebrou o encanto que os casais tinham para mim. Eu não acredito mais no amor Stelena ou Delena e, para eu me converter a um dos dois de novo, Plec terá que fazer um milagre daqueles. Ainda mais porque, o que vem a seguir, é aquele clichezão insuportável, mas na versão 2.0: quem Elena escolherá? Putz, de novo?

 

Sinto que Damon se dará mal, como é de se esperar, mas tudo pode mudar, não é? Afinal, nada se falou sobre o elo que o liga à Elena e eu acho que ele ainda existe. Eu só queria que a vampira escolhesse de uma vez por todas com quem ficar e o casal definido se tornasse fixo até quando TVD deixar de existir. Esse triângulo me gastou a temporada inteira e, no mínimo, espero que essa seja a última coisa da qual Elena pense até o season finale.

 

Rebekah foi uma linda ao tentar ajudar Matt com os estudos. Eu me perguntei depois do episódio da semana passada o que ela continuaria a fazer em Mystic Falls, pois Klaus e Elijah se fixaram em Nova Orleans, sem data de retorno. Como ela tem a síndrome Caroline em amar a escola, faz até sentido ela se “formar”.  Mesmo chateada por ter perdido a cura, achei válido ela continuar na busca pessoal de ser uma vampira melhor, parar de fazer maldades e ser menos egoísta. A ideia de trapacear os resultados de Matt na escola só é uma prova de que Rebekah não conseguiria sobreviver 1 semana como humana.

 

Por falar em humano, Matt é o lembrete de que ainda há humanidade em The Vampire Diaries. Ele é o equilíbrio da coisa toda. Por mais sofredor que seja, ele é a lembrança de que todos em Mystic Falls já foram humanos um dia e, o mais bacana, é que o personagem nunca pediu para ser transformado em algo sobrenatural, mesmo que tenha sofrido demais. Por mais lamurioso que ele seja, eu o acho muito mais forte que Elena. Matt realmente deixou transparecer medos pessoais, o desespero e a incapacidade de não mudar as coisas ao redor e assistiu os amigos se tornarem coisas das quais ele nunca acreditou que fossem reais. Por mais sensível e chorão que ele possa ser, o humano foi o único a demonstrar sentimentos verdadeiros sobre o que acontecia ao redor dele, que só renderam resultados negativos.

 

Matt foi o único personagem que mostrou os altos e baixos de ser o que é e de conviver no universo do qual se encontra. A escolha de Damon pelo rapaz foi certeira, pois o susto brutal que a possível morte do personagem causou me fez ficar em pânico. Sei que os dias dele podem estar contados, mas eu queria que Matt ficasse. Mas, depois da formatura, acho que ele não tem mais utilidade. Ele poderia fugir com Rebekah e usar o auxílio da hipnose para se dar bem na vida. Afinal, ele merece um momento feliz e não acredito que isso seja encontrado na morte.

 

Damon praticou aquele ditado dos fins justificam os meios ao inclui-lo nos planos de trazer a humanidade de Elena de volta. A vampira caçoou da capacidade dos irmãos em acordá-la para a vida e Matt era o único ali que poderia causar um sério dano, por ter uma ligação muito forte com a personagem. Quando ela volta aos poucos ao normal, era de se esperar que ela surtasse. Por sempre ter sido sentimental e protetora com relação às pessoas que a circundam, é compreensível ver o mundo dela ruir e desejar que ela realmente pague por tudo que provocou. A pergunta que fica é: de onde saiu o anel. Refresquem minha memória!

 

O bom é que Elena reconheceu as falhas e recuperou o senso de realidade sozinha. Ninguém precisou colocar o dedo em riste e lhe dizer o quão absurda ela foi ao tentar ser sacal com os amigos. No final, a vampira teve que duelar consigo mesma, a briga mais brutal que existe, para dar espaço para que os sentimentos bons e ruins se fundissem para que ela finalmente voltasse a ser livre. Elena voltou, cheia das típicas lamúrias e querem saber?  Eu sentia falta dela assim, por mais chata que ela possa ser em meio às crises.

 

You think you’re better alone

For the sake of your sanity

It won’t resolve If you just learn to breathe, again

You never had the nerve to begin with

You think you’re better alone

 

Elena voltou a ter sentimentos. Isso a faz perdoável? (aqui a arte imita a vida).

 

Para mim, não, por enquanto. É muito fácil tapar o sol com a peneira e tocar o fuck off na hora que a vida fica complicada. Afinal, soa mais fácil, soa mais seguro. Após ter a humanidade de volta, Elena explicou os porquês de não ter voltado ao normal antes e, o mais tenso disso tudo, é que eu entendi e me identifiquei. Talvez, eu fui muito dura com Elena por me encontrar na mesma vibe e, como muitos dizem, você costuma detestar uma pessoa quando ela é muito parecida com você. Isso é repelente e eu repeli Elena nos últimos episódios like a boss.

 

Não, ela não é minha heroína, não é meu símbolo de bravura, pois tudo o que ela fez ainda me é patético. Elena tirou algumas palavras dos meus pensamentos, especialmente sobre colocar uma parede para evitar que qualquer um invadisse o espaço para perturbá-la.

 

A vida com azedume é meio caminho andado para machucar as pessoas. Quem se encontra nesse estado, sabe que é legal o poder da provocação e da sensação de superioridade que fica quando uma atitude fria ganha a resposta esperada. É um comportamento tentador, que oferece a sensação de autossuficiência. Afinal, ninguém vai lhe cobrar nada por agir dessa forma, pois todas as pessoas estão bloqueadas e não podem chegar perto de você. E Elena fez isso o tempo inteiro. Quando se cria uma barreira é difícil derrubá-la e, quando ela se torna confortável, você não quer largar dela.

 

Assim, é mais fácil ignorar todo mundo, pois quem quer viver na redoma não quer lembrete daquilo que se costumava ser ou daquilo que se é. Quando se despluga, o desejo é não ser lembrado, nem de uma forma e nem de outra. O status de motherfucker fica bem bonito, algo que Elena apreciou e aproveitou enquanto pôde. Esse tipo de comportamento é totalmente egoísta, pois ninguém é obrigado a digerir determinadas palhaçadas, mas ninguém sabe a dor que o outro sente.

 

Não vou soltar que Elena foi incompreendida, jamais, pois os Salvatore e cia. foram compassivos e pacientes até demais. Se fosse comigo, teria dado uma de Bonnie, simples assim. Contudo, por mais que todos conhecessem Jeremy, o luto pertencia à Elena. O surto dela ao ver a família Gilbert definhar foi meio tardio, mas essa experiência pode ser muito bem explicada com aquela vontade louca de chorar e você não se sujeitar a isso. Daí vem àquela sensação de falta de ar, os olhos ardem como se tivessem com duas cebolas e as piadas para amenizar a agonia é a solução para a sensação de choro se dispersar. Tudo porque você não quer se mostrar fraco diante das pessoas e Elena fez de tudo para não abaixar a guarda.

 

Eu só consegui compreender a personagem agora, por ela ser um reflexo de algo que eu não queria ver.

 

Stefan tentou justificar a resistência de Elena ao dizer que ela não tinha nenhum motivo para ligar os sentimentos. Discordo. A vampira se fechou tanto na bolha dela que foi capaz de cuspir no rosto dos amigos e brincar com dois caras que são loucos por ela. Como assim ela não tem nada a perder? Ela tinha tudo e mais um pouco prestes a cair na lixeira e, como foi apresentado no início do episódio, se ela não voltasse a tempo, Elena perderia tanta coisa que só implicaria no crescimento da amargura dela.

 

Elena ignorou os amigos e fez da vida deles um inferno. Isso é imperdoável, independente da dor que se sente. Se você está na miséria, fica na sua, simples assim. Para que incitar o ódio sem motivo? É nesse quesito que não consigo perdoar Elena e não sei como ela se perdoará. O que a vampira fez foi baixo e o luto dela não justifica tanta discórdia. Simplesmente, não é o suficiente ela reconhecer os erros e seguir em frente. Não é natural. Ela precisa sentir muita dor até o final da temporada, mesmo que a raiva dela esteja focalizada em Katherine.

 

Seeking safety or something to blame

 

O sentimento de ódio que veio à tona na personagem assim que o botão da humanidade foi ligado é totalmente compreensível, pois é o que resta quando você sai do lado negro. Elena precisa mostrar que é perdoável daqui para frente. Ao longo de todo esse dramalhão, fiquei feliz por, ao menos, ela ter concentrado a raiva em algo pertinente, no caso, Katherine. Caiu do cavalo quem achou que era Stefan. Não que me incomode, mas seria muito fácil dar Stelena para a galera logo no final da temporada.

 

O próximo episódio promete ser incrível por causa da queda do véu entre os mundos. Nem preciso dizer que estou ansiosa para rever Kol e pelo embate entre Elena e Katherine. E Bonnie? Será que a nova amiguinha dela será imortal graças a ela?

 

Só espero que o papo de season finale épica faça jus à propaganda da promo que a sucede. O que acho bem difícil!

Stefs
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