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18/jun

Eu sei que estou atrasada na review, mas eu quase desisti dela. Se eu não escrever mais, estão todos avisados, ok?

 

A quarta temporada de Pretty Little Liars retornou e já rendeu muito pano para a manga. Como aprendi em temporadas passadas, não criarei tanta expectativa. Afinal, a série é famosa por colocar a lenha na fogueira nos primeiros episódios e depois amorna, até a última faísca ser apagada. Lembro que, no ano passado, enchi a boca para falar da estreia da terceira temporada e me decepcionei com a trama, até mesmo com o especial de Dia das Bruxas. Como aprendi, olhos brilhantes e palpitações ficarão reservados para depois do primeiro hiatus, pois é quando a situação das liars fica mais interessante.

 

Eu peguei muitos spoilers e fiquei até aliviada por não ter me importado com isso. Só fiquei meio bravinha ao saber que, no porta-malas, a coisa arrebatadora que Marlene falou, tendo até a confirmação da Troian, tratava-se de um pobre porquinho. Primeiro: não gosto quando usam animais para esse tipo de coisa. Séries que ainda tolero “chacina” é Game of Thrones, por exemplo, pois naquela época ninguém poupava um cavalo na guerra. Segundo: muito deselegante pilhar meio mundo para mostrar isso. Ok! O porquinho estava lá no lugar do Wilden, tem seu significado lá na Terra do Tio Sam por indicar a morte de um policial, mas pouco me importa. Usassem uma das bonecas mascaradas, fim.

 

Passada essa minha raiva, devo dizer que Mona foi o destaque e ofuscou as liars. Essa tese de que ela se reuniria ao quarteto aconteceu como previsto, só não esperava que ela fosse desabafar tudo que sabia de uma maneira tão fácil. O Jogo da Verdade incitado por Spencer esclareceu muitas coisas, como CeCe ser parecida com Ali, Shana e Jenna terem medo de Melissa e a imunidade dela sobre a morte de Ian. A Queen of Hearts (que eram duas) saiu das sombras e foi bem chocante ver a irmã de Spencer na situação. Se é que é ela mesma, pois o vídeo foi cortado bem na hora da revelação. Achei que a personagem por detrás da máscara seria algo bem óbvio, mas fiquei satisfeita se essa for a escolha. Melissa precisa mesmo crescer, parar com o papel de pseudo-boba e colocar todo mundo para trabalhar.

 

Com todas essas revelações e mais algumas que foram extremamente importantes, Mona tentou cativar as meninas, especialmente Hanna, a liar que tem o coração mais mole. Achei digno Mona ter retirado o HD com a filmagem do confronto de Ashley com Wilden e, mais tarde, dar a Hanna como pedido de trégua. Pelo menos, não colocaram Mona como tolinha ou mendiga de afeto, ou com aquela necessidade crescente de se enquadrar. A jovem sabe que todas estão ferradas, independente de quem estava ou não dando suporte a Big A. Achei essa pegada da personagem bem bacana, especialmente por parte do quarteto que, mesmo intencionado a usar Mona, não se focou no desespero de saber de tudo para ontem.

 

Wilden apareceu morto. Eu posso dizer que fiquei surpresa? Claro que ele estava bem desesperado com o ocorrido com Ashley, sem contar o medo de ser culpado pela morte e pela suposta gravidez de Ali. Pavor de morrer é uma boa tese que explica todo o comportamento sem nexo dele, ainda mais quando foi anunciado que geral tem medo da Melissa. Achei mesmo que veria Jason morto, o que o mantém como alvo, pois ele ainda é o filhote que sobra do N.A.T Club. Mesmo chapado na noite do desaparecimento de Ali, ele deve saber de coisas, mas ainda não está pronto para revelar. Ou então, ele pertence ao B Team.

 

Daí que entra a mama DiLaurentis, Jessica, com uma pegada bem creepy. Aquela simpatia toda não me convenceu e não me inspirou confiança. Ela deve pertencer ao time de desequilibradas, porque não é possível uma mãe, depois de 2 anos da morte da filha, ainda ficar alienada quanto ao assunto. Claro, acredito que Jessica tenha enlouquecido, pois o assassino real nunca foi descoberto e é óbvio que ela vai rodear as liars para saber de alguma coisa. Afinal, ela veio para montar o santuário de Ali, a garota que ninguém sabe se está viva ou morta. Só sei que a mulher deve ter uma mágoa de Spencer, o que não me surpreende, pois a liar sempre foi a que bateu de frente com a filha dela. Aquela cena da janela foi de arrepiar, sério.

 

Big A mostrou o poder maligno para dar à trama mais força. Novamente, as liars são ameaçadas por serem cúmplices ou supostas provocadoras de uma morte. É fato que este episódio ficou com a cara do piloto, como se fosse uma ode a velha guarda da série, algo que não precisa, pois ela é muito amada mesmo com tantos altos e baixos. Confesso que adorei essa pegada sinistra, a visita ao covil de Mona, o computador tendo as informações deletadas. Foi tudo realmente de arrepiar e de altear muitas sobrancelhas. A pessoa por detrás da máscara e agora do véu deve ser muito awesome, porque não poupou a pressão quanto ao Toby e à Mona.

 

Além de fritar as liars, Mona e Toby foram afugentados. A garota teve que esconder o covil que servirá de muita ajuda para as liars (ou não!) e o garoto teve que devolver o carro alegórico em homenagem à Ali em troca de informações da mãe. Isso nos deu um pouco para se pensar sobre o que aconteceu quando a Queen estava viva, por conta do primeiro flashback prometido tendo Toby e ela. Foi muito estranho vê-lo todo manso, com os trejeitos bobos da primeira temporada, com exceção da juba.  Ali realmente jogou para todos os lados e vimos mais uma vez o quanto ela era insensível. Porém, o destaque da cena foi para a frase do beijo, que também ocorreu quando Ian e ela estavam envolvidos.

 

Pausa para os casais

 

Paige e Emily poderiam tirar umas férias. Nada contra o casal, mas elas poderiam sumir com esse papo de felizes para sempre. Por outro lado, Ezra e Aria geraram a mesma sessão sonífero da qual não estava com saudades. Espero mesmo que Ezria não volte com aquele clima de querer e não poder. Já deu!  A única coisa entre eles que foi um pecado terem cortado, por justamente ter ficado sensacional, foi a alucinação de Aria quanto à prisão do professor. Nossa! Eu queria que fosse verdade, não para não vê-los juntos, mas por dar uma abordagem diferente ao shipper.

 

Gosto do Ezra, não queria vê-lo preso, mas acho que ajudaria a dar uma animada nesse plot, pois realmente eles são muito imunes ao que acontece em Rosewood.

 

Spencer e Toby estavam em harmonia para minha alegria e voltaram a trabalharem juntos. Eu queria muito apertá-los, ainda mais por ver minha liar favorita tão bem, tão confiante e tão linda. Ela toda babona quando Toby fala namorado deu vontade de dar saltinhos em círculos. Depois de todo o sofrimento da temporada passada, nada mais certo ambos respirarem um pouco para voltarem com um novo fôlego ao jogo contra o A Team. Eles vão ter muito trabalho, ainda mais por ele ter sido membro e saber o mesmo tanto (ou menos) que Mona. Percebe-se que ele ainda vai tentar poupar Spencer de muita coisa.

 

Caleb ainda ignora Hanna. Isso me chateia, ainda mais por saber que todo esse gelo terminará em Ravenswood.

 

Spencer: o que A tem tanto contra elas?

 

A questão de vídeos na trama voltou a ser o ponto de incriminação para as liars e atraiu mais um personagem novo, o oficial Holbrook que mostrou certa pinta de Garrett. Não curto o ator e já detestei o personagem. Pode começar a contagem regressiva para ele morrer? Ao menos, espero que ele não dê uma de Wilden, apesar de que ficou bem claro que o novo policial agirá no mesmo modus operandi dos dois antecessores, com aquele jeito chatíssimo de sabe-tudo, cheio de malícia que já vimos nas temporadas passadas. Não precisamos mais disso. Quero um policial mais eficaz, por favor.

 

Por ser quarta temporada, espero que as coisas sejam mais esclarecedoras que enroladas. As respostas dadas por Mona lacraram fatos de temporadas passadas, mas agora tem o dilema de Wilden e o incêndio. Eu achei incrível focarem em Jenna e Shana mesmo que por comentário, pois dá certa força ao B Team. Por falar na irmã de Toby, é impressão minha ou a visão dela foi comprometida, ironicamente, por causa do incêndio? E a marquinha no braço dela, hein? Jenna deve ter um grande segredo para virar cachorrinha de Melissa, só digo isso.

 

O velório não foi nada arrebatador, só ganhou pela presença da Big A, que tem trejeito de mulher, mesmo embaixo do papel de viúva negra. Porém, nota-se que, seja quem for, perdeu o medo de aparecer em público para enfrentar e aterrorizar as meninas. Isso se encaixa muito bem na falta de crença de algumas liars quanto à possibilidade de Ali estar viva. Enquanto houver essa dúvida, Big A continuará a agir. Ainda tenho minhas dúvidas quanto à Mona, que ainda não se sabe onde fincará lealdade.

 

Tudo nesse episódio apontou que Ali está entre nós, mesmo 2 anos depois. Nada é aleatório, não em Pretty Little Liars. Depois da recuperação dos covis e das ameaças para todos os lados, podemos esperar que A, sejam quem for, voltou a botar as garras nas little bitches. O episódio foi bem bacana, gostei de ter uma nostalgia PLL e espero (mesmo sabendo que não vai acontecer) que a qualidade se mantenha nesse pique.

 

PS: Aproveito e menciono o isqueiro na mão de Toby. Ele realmente pareceu reconhecê-lo e, no mínimo, pertence à meia-irmã. A insígnia parece uma bússola ou eu preciso de óculos?

 

E o que acharam das pequenas liars com as bonequinhas dadas pela Ali? Mal posso esperar para saber quem está realmente por detrás disso.

Stefs
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