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30/jul

A primeira coisa que me chamou a atenção quando fui consultar o nome Graceland no IMDB foi Aaron Tveit. Esse amor que nasceu em Gossip Girl e se estendeu em Os Miseráveis, me deu mais um ator para stalkear, pois é assim que minha vida fangirling funciona. Não tenho culpa se as celebridades que eu gosto me atiçam e me fazem puxar os cabelos feito uma doida varrida. Um dia serei internada por causa dos meus surtos, que não tem nada a ver com estresse da rotina ou por não estar com o peso ideal. O elenco de TVD sabe muito bem como meu comportamento funciona, fato!

 

Graceland - Hey, Random Girl

Brincadeiras a parte, a série tem o Aaron como protagonista. Ele interpreta Mike Warren, um recém-formado agente do FBI que, com a nota máxima na prova de Quantum, ganhou destaque e foi enviado para uma casa chamada Graceland. A storyline se apoia em fatos reais: em 1992, o governo americano iniciou um processo de controle de drogas nessa casa, localizada na Califórnia, riquíssima, de frente para a praia. Esse lugar era point de traficantes. Em um belo dia, o disfarce do local caiu por terra e, dissolvido o caso, serviu de abrigo aos agentes federais do FBI, ICE e DEA, todos com identidades secretas para combaterem o tráfico nas redondezas tendo informantes como apoio.

 

É nesse cenário banhado a muito sol, praia e gente bonita que Mike é infiltrado. Digo isso, porque a missão real dele logo é revelada: vigiar o agente Paul Briggs, o líder de Graceland. O que parecia ser uma oportunidade gigantesca para se aprimorar profissionalmente, se torna uma teia cheia de emboscadas contra os grandes criminosos das redondezas, onde se destaca o maior traficante de armas e drogas da Califórnia: Bello.

 

Além de Mike e Briggs, há outros moradores em Graceland: Charlie, Johnny, Paige e Jakes. Todos eles são uns amores! Além de serem agentes disfarçados, o grupo age como pessoas comuns, com direito a arrumar a casa e sair para a azaração, mas sem perder o foco da função de agentes. Os personagens são bem-humorados e unidos e, como em qualquer “república”, dividem as tarefas do lar que vão desde lavar a louça até fazer a faxina do dia.

 

A saga de Mike Warren em Graceland

 

Mike é um garoto da cidade que não faz a mínima ideia de como viver no litoral. Ele nem sabe falar espanhol, algo exigido, pois é a língua falada entre os criminosos. Além de enfrentar a tarefa de se acomodar, o personagem não demora muito para ser colocado em ação e bate de frente com Donnie, um dos agentes que teve o disfarce descoberto em meio a uma ação. Esse agente fica foragido até a situação apaziguar, mas é eliminado da casa, dando vaga para Mike.

 

Graceland - Hey, Random Girl

No meio desse novo universo, Mike é coordenado para tomar iniciativas que o faça ser bem visto diante de Briggs para ganhar a confiança dele. É a partir disso que Bello surge, o bandido principal desta temporada. O engraçado é que ele não faz o tipo de chefão que dá ódio só de olhar. Claro que Bello faz coisas cabulosas, como queimar o olho de um dos membros da gangue, o que o torna um pouco sádico. Contudo, a relação que Mike e ele constroem ao longo dos episódios apresenta o traficante como uma figura caseira, estrategista quando o assunto são os negócios indevidos, que ama assistir filmes de faroeste e usa até as falas dos personagens como quotes para a vida. Bizarro, mas real!

 

Bello foge do típico vilão que tudo quer e acha que tudo pode e é bastante minucioso. Ele é um dos personagens muito bem explorados na trama de Graceland, onde uma surpresa diferente é levantada sobre o caráter do bandido a cada episódio.

 

Graceland - Hey, Random Girl

O elo entre Mike e Bello cresce e isso se reflete na relação do agente com Briggs. Com a confiança enraizada, fica a critério de Mike trilhar um caminho ainda muito incerto para saber o que o chefão de Graceland supostamente esconde. O bacana é que, em hipótese alguma, Briggs revela o tipo de caráter que possui. Não há nada de olhares tortos ou receosos, nada de atitudes insanas para fugir de algo que pudesse denunciá-lo. Ao longo da trama, vemos um agente muito dedicado ao trabalho e às pessoas que moram na casa. Briggs ama lealdade e é realmente difícil desconfiar dele, algo que desespera Mike.

 

Briggs não consegue gerar tantas dúvidas por ter pinta de bacana, sempre sorridente e brincalhão. Por causa desse comportamento, Mike não consegue compreender o porquê dos seus superiores quererem a cabeça de um agente aparentemente tão incrível.

 

O grupo dentro de Graceland

 

Graceland - Hey, Random Girl

Para quem tem curiosidade de conferir Graceland, saiba que o piloto é bem arrastado, pois é muito focado na introdução dos personagens. Não é nada que fará você desligar e mudar de série, pois essa apresentação é muito necessária para compreender a personalidade de cada morador da casa e do tipo de trabalho que exercem. Eu achei esse “arrastar” excelente. Em apenas um episódio, já escolhi meus favoritos (além do Mike): Charlie e Johnny. Eles são a graça do seriado e a união deles já me fez chorar horrores.

 

Briggs também é um ótimo personagem, não tem como não desejar ser parceiro de um agente tão descolado, e Paige e Jake representam a parte engraçada. Enfim, o elenco tem muita presença, o que torna as cenas de ação mais convincentes. Até mesmo as partes tristes tocam o coração, como Charlie que se encontra em uma posição extremamente delicada.

 

Graceland - Hey, Random Girl

A partir do segundo episódio, as coisas ficam mais quentes e é mostrado um pouco mais da rotina dos agentes em meio aos disfarces e à vida real. Isso inclui um perdido Mike. Eles trabalham juntos, mas em casos diferentes, o que faz com que a série não bata na mesma tecla. Graceland parece uma típica série policial, acho até que se enquadra, mas ela apresenta um dilema em cada episódio. Há o plot principal que é a vigilância de Mike sobre Briggs, mas outros assuntos são pautados para dar dinâmica aos personagens.

 

Enquanto Mike lida com o Bello, Charlie lida com Wistler, por exemplo. No final das contas, cada episódio tem plots menores que se diferem do principal, mas se concluem. Isso deixa a história principal ganhar força.

 

Agentes sem raízes dentro de uma casa sem amor. Identidades secretas e uma rede de drogas que avança ao longo dos episódios. Graceland tem dedo do criador de White Collar, Jeff Eastin, e não é de se surpreender que a série soe como mais um enlatado policial americano. Porém, ele não deixa de ser atraente e convidativo, com suspense e ação na medida certa.

Stefs
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