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15/jul

Ok! Eu ensaiei muito para escrever a review da segunda parte de Fire, do seriado Skins, pois eu fiquei meio atônita quando o episódio terminou. Não fiquei emocionada, nem indignada e nem surpresa. Sei que dei muitos elogios ao primeiro episódio da sétima temporada que investiu em Effy como carro chefe e não vou retirá-los, pois realmente gostei do que assisti. Porém, a conclusão da trama da Srta. Stonem não me deixou tão feliz assim. Li muitos comentários de insatisfação da galera e abracei a grande maioria. Vou-lhes explicar os motivos.

 

Minha irmã assistiu o episódio primeiro que eu e falou várias coisas negativas. Eu adoro compartilhar comentários com ela, pois temos pensamentos parecidos. O que pegou entre nós foi quanto à profissão de Effy e do quanto ela se deu bem. Na verdade, supostamente bem. Eu defendi essa engatada que a carreira da personagem ganhou e continuo a defender sobre o status empresarial dela. Por mais que a adolescência tenha sido cruel com muita gente, nem todos ficam rolando na lama. Acredito que Effy foi uma dessas pessoas, pois se existe uma coisa que nunca morreu com ela foi a ambição e a capacidade de usar qualquer um para conseguir o que deseja. Trabalhar como operadora financeira, em meio a muitos homens, foi uma conveniência que deu certo a curto prazo.

 

Este episódio deixou ainda mais claro o que comentei na review de estreia. Effy ainda vive na sombra da adolescência e tentou fugir pela tangente. Neste episódio, o passado dela se sobressaiu a qualquer talento que a personagem poderia ter. Ela começou a dormir com Jake, o chefe, algo que era muito óbvio. Usou o fofo do Dom para atingir o sucesso instantâneo e não se recusou a usá-lo mais uma vez. Nas horas vagas, Effy continuava a fazer sexo à toa e fumava maconha, dois itens que não se afastaram da personalidade dela, nem mesmo tendo um cargo conquistado com um pouco de joguinho de cintura. Mas nada, nada se comparou a falta de interesse dela por Naomi.

 

Enquanto Effy sofria as consequências de ter conseguido milhões para a companhia de Jake, por causa da dica de Dom, Naomi enfrentava a radioterapia que não deu certo. Quando o câncer da personagem se tornou persistente, achei que Effy fosse se comportar como a amiga que deveria ser, mas nada disso aconteceu. O pior foi ver Naomi receber o aviso de óbito e ela continuar a se preocupar com os trâmites do trabalho, a reunião com a FSA e o fato de estar com Jake. Ela saiu de um primeiro episódio quase madura para voltar a agir como a little bitch que costumava ser. Effy começou bem e despencou.

 

Como já diziam em Game of Thrones, o inverno chegou e o mundo de Effy ruiu. A atitude ilegal dela na empresa foi descoberta, Jake não a defendeu, Mark, o macho invejoso que queria puxar o tapete da menina de qualquer jeito, não se escondeu na hora de dar com a língua entre os dentes e Dom foi o efeito colateral dessa tramoia que só beneficiou uma pessoa: a própria Effy. A teia que ela formou foi basicamente o que ela construiu com Cook e Freddie, algo manipulativo e doentio, que não chegou a ter mais danos porque se trata da vida adulta da personagem. Como mencionei, nunca gostei da Effy. Achei que ela me surpreenderia, pois gostei do posicionamento dela na primeira parte, mas este episódio me fez ver que era melhor eu continuar a detestá-la.

 

Effy viveu na fantasia de ter o homem gostoso (o Freddie 2.0), dinheiro, festa, drogas e comodismo. O embate com Victoria parecia um momento mãe e filha e foi muito ridículo. Tipo, você acusa Jake e nós nos vingamos daquele canalha que nos levou para a cama e nos usou. Nem posso reclamar tanto disso, pois há mulheres com essa capacidade mental.

 

O que mais machucou foi ver Naomi despencar. Não fez o menor sentido, como também não vi objetivo em matá-la. Naomily foi o casal mais top da segunda geração de Skins, um relacionamento que chegou até aqui cheio de amor para dar, e tinham que encontrar a necessidade estúpida de eliminar mais alguém para impor dramatismo? Fiquei é com muita raiva mesmo. Naomi sempre foi focada nos objetivos, queria ser presidente no lugar do Cook, tinha ideias. Foi inadmissível vê-la com o desejo de ser comediante, brincar com a própria doença e esconder isso de Emily. Foi tudo muito injusto e sem propósito. Naomi foi totalmente distorcida.

 

E cadê a família dessa galera em um momento tão tenso? Cri, cri, cri.

 

Naomi e Emily deram certo e era um relacionamento intocável. A lealdade que uma representou com a outra serviu de inspiração para heterossexuais e homossexuais fãs da série, pois foi um amor que quebrou barreiras, que evoluiu e que teve um propósito. Naomi me emocionou ao mostrar antes de morrer o quão fiel ela é com relação ao que sente por Emily, do quanto não queria machucá-la. Foi a única parte bonita de Fire.

 

Eu chego à conclusão que Fire foi um episódio de pura fantasia. No final das contas, Effy se mostrou uma garota que não amadureceu nada e que continuou a resolver tudo à base do sexo. Foi lastimável vê-la se humilhar para transar com Dom, só porque o menino começou a surtar e lhe falar um monte de m¨$@#@. O bizarro é chegar até aqui para notar que nem ela confiava no próprio potencial. Effy ficou com Jake porque ele a achava foda e ficou claro como ela sentia vergonha do que era antes.

 

Moral de Fire: Effy usou mais um cara para se dar bem, se deu bem, perdeu o respeito e vai ter que continuar a viver na mesquinharia. Enquanto Naomi morria, ela termina dentro de um carro com um sorrisinho cínico.

 

Episódio decepcionante, que descaracterizou uma das melhores personagens de Skins.

 

Que venha minha linda da Cassie agora, por favor!

Stefs
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  • Márcia Fernanda Carbonel

    Nossa , realmente concordo com tudo isso ai;