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03/ago
One thing I’ve learned is that you should never look back. The past is dead and buried, you get nothing living there

Eis que chegou a vez do Cook nessa temporada final de Skins. A primeira parte de Rise deixou meu pobre coração na mão e eu perdi as contas das vezes que suspirei ao ver um personagem tão querido depois de tanto tempo. Assim como aconteceu com Effy e Cassie, a pergunta que perambulou com relação ao Cook foi se ele matou ou não o terapeuta maluco que ocasionou o fim de Freddie, o melhor amigo. Juro que nunca superei o que aconteceu! Nunca aceitei, na verdade. Ainda me lembro do barulho do taco de beisebol, das pancadas e do sangue jorrado para todos os lados. Não tem como não querer saber o que aconteceu além da porta do maior dilema da 2ª geração desse seriado que está perto de se despedir para sempre.

 

Skins Rise - Cook

Da mesma forma que consigo relembrar os detalhes do ocorrido com Freddie, Cook também. Na adolescência, o personagem sempre foi festeiro e escondia as inseguranças em álcool, drogas e sexo. Vê-lo anos depois foi um baque, pois nada da animosidade de antes está presente na “nova” personalidade de Cook. Agora, ele é mais fechado, receoso e assombrado. O rapaz apenas faz o serviço dele e volta para algum buraco só para dormir. Assim como imaginei com a Cassie, não esperava que Cook fosse ser o cara mais bem-sucedido do mundo, o que entra em conflito com o que aconteceu com Effy, teoricamente, a garota que era toda estragada, mas que se deu miraculosamente bem.

 

Cook encara uma nova realidade por cima do muro, se sente perseguido pela lembrança da morte que causou, é assombrado pelos fantasmas do crime que cometeu e pelas sirenes da polícia. Um conjunto de fatores que o empurraram para o estilo de vida de agora.

 

Today means nothing. Today is a ghost that’s just haunting me

 

Skins Rise - Cook

Cook se desligou da vida. Ele vive o presente em um constante blur. O personagem abriu a trama como um traficante andarilho que trabalha para Louie, um cara muito rico e que tem problemas de temperamento. Em meio à distribuição da droga, vemos um garoto perdido, sem residência e sem expectativa, do jeito que costumava ser. A diferença é que ele é misterioso e não sente o menor prazer em contar sua história. Não é à toa que as principais questões do episódio foram quem é você? e de onde você veio?, pois Cook surgiu do nada na vida das pessoas que estão na primeira parte de Rise e, literalmente, ele continuou a seguir o destino conforme o fluxo dos fatos.

 

O rapaz não consome drogas, não frequenta festas e age como um ser incógnito. O personagem não esconde certo descontentamento com o que é agora, mas ele ainda não faz o tipo que luta contra a realidade da qual se encontra. Cook só sabe pensar no assassinato que o consome como um parasita. Esse fato anulou o bom humor que ele sempre esbanjou e o fez se perder de si mesmo. Agora, Cook é uma pessoa invisível. É meio impossível acreditar nisso, mas é verdade. O único suposto alicerce que ele tem é Jason, outro traficante, que logo se revela o maior duas caras e se ferra bem lindo no final da história.

 

Skins Rise - Cook

A trama foi direto ao ponto sobre a nova vida de Cook dentro de um universo onde ricos ditam as regras, matam quando estão descontentes e se fecham em pequenas gangues para manter o império. Dentro dele, o personagem ganha a vida com o tráfico, mas não tem contato íntimo com ninguém (nem com as drogas). Ele é bem organizado nas tarefas, cobra quem deve e espia por cima dos ombros, como se fugisse o tempo inteiro do passado que o assusta a todo instante. Ao contrário do pentelho que ele era na adolescência, o rapaz ganhou os holofotes com um novo caráter que tornou Rise muito interessante de acompanhar logo de cara.

 

Mesmo bonzinho, por assim dizer, ele ainda tem inclinação para o perigo, como se fosse algum tipo de autopunição ou carma com o que aconteceu com o Freddie e com o terapeuta.

 

Skins Rise - Cook e Emma

Como Cook sempre foi rodeado por garotas, logo elas são apresentadas com estilos de vida bem diferentes. A primeira foi Emma, uma combinação perfeita com o personagem central, pois ela também não sabe o que quer da vida. A jovem quer fugir da realidade e faz isso por meio de algumas viagens com o auxílio de drogas. Gostei da dupla, ainda mais por Cook ter demonstrado o quanto se preocupa e se importa com ela. Ambos compartilharam as cenas mais quentes do episódio e é nítido que, male, male, um curte a companhia do outro. Emma gosta dele, mas como Cook nunca foi muito bom em falar sobre o que sente, ele tenta sair pela tangente a todo o instante. Esse comportamento tem a ver com a omissão do passado dele.

 

Skins Rise - Charlie

Charlie é a segunda garota de Cook, uma Effy 2.0. A jovem é rica, namora Louie (o líder da gangue e o pop do pedaço), é chata, vive de aparência e é festeira. Sem contar que a garota acha que o relacionamento que tem é o bastante para ter status. Cook entra na vida dela por ter sido o escolhido para ser babá e motorista da dondoca. As coisas ficam intensas quando, ao escolher uma casa, Charlie tenta provocá-lo. A recusa dele foi mágica, assim como a atitude de negar um salto na piscina, algo que ele toparia com facilidade.

 

Uma cena que merece ênfase é quando Cook vai comprar roupas com ela e lhe dá um conselho que me fez bater palmas. Ele foi categórico ao dizer que o vestido que Charlie escolheu não valia a pena comprar, pois o intuito do traje não era um agrado pessoal, mas, sim, uma forma de impressionar. Juro que fiquei pretérita com esse comportamento dele.

 

Skins Rise - Cook e Emma

Cook surpreendeu por causa das inúmeras recusas dos convites que recebeu tanto de Louie como de Charlie. Ele só sai do limite uma vez, na festa do patrão, quando finalmente usa drogas com Emma e se deixa levar pelas batidas da música eletrônica. Como de praxe, ele se ferra! Cook pode estar amuado, mas ele sempre amou quebrar barreiras, ainda mais quando apresenta um desejo oprimido de possuir  alguém. No caso, Charlie. O breve affair entre eles promete grandes dores de cabeça na parte dois de Rise. Não vamos nos esquecer de que o dono da festa tem sérios problemas de temperamento.

 

Vale mencionar, com certa tristeza, que as cenas picantes de Cook não tiveram o fatídico grab my balls. Precisava ter isso, por favor, pois era o jargão dele (Cassie também deveria ter falado wow, lovely!). As frases clássicas dos personagens foram chutadas de lado, pois são coisas do passado.

 

Skins Rise - Cook

Mesmo com as oportunidades de festas, de ficar com Charlie, de ganhar grana com o tráfico e de fugir, Cook apareceu triste, abalado e distante. Ele não é mais o amigo troll, o cara que faz as coisas por fazer. Ele agora raciocina antes de tomar qualquer atitude, um ponto de amadurecimento para quem sempre foi explosivo. Como no episódio de Cassie, a primeira parte de Rise manteve a personalidade de Cook, com nuances de uma vida que parou no tempo, onde ele corre em círculos para fugir do passado. O melhor conselho que ele deu sobre isso foi para Charlie, quando ela começa a interrogá-lo mais uma vez e Cook simplesmente fala que sabe das coisas.

 

Temos aí a adolescência querendo bater de frente com ele de novo.

 

Gostei bastante do episódio, especialmente por ele ter uma dose de reflexão. Eu amo quotes e essa sacada combinou certinho com Cook. O personagem é andarilho, não tem alicerces, camufla as inseguranças no papel de babá feat. traficante, e tenta fugir do ruído deixado da vida adolescente conturbada. A primeira parte de Rise foi intensa e sexy. Foi mais quente que Fire e mais triste que Pure, e respeitou o universo James Cook. Agora, ele só precisa se aceitar e se perdoar para seguir em frente. Afinal, ele não matou uma pessoa de propósito, mas porque ela lhe tirou um amigo querido, o que o impulsionou a ser um lobo solitário.

 

Emma é a que dá tranquilidade ao Cook. Charlie é a que o enfia em problemas, bem do jeito que Effy fazia, por ser totalmente desequilibrada. Por causa dela, Cook terminou o episódio em um novo buraco negro. Não é à toa que, ao invés de seguir em frente, ele retorna para os problemas.

 

Estou extremamente curiosa para saber o que será encontrado no final da curva.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    :( ai sério? To indo assistir ele agoraaaaaaaaaaa! Foi o que o tempo me permitiu. Logo mais posto a review aqui *_*

    Obrigada pela visita e pelo comentário *_*

    Beijossssssss!

  • Samara Assis

    Vi o último agora e, ah, que triste :( torci TANTO pra que ele desse certo com a Emma (aliás, gostei dela), e tudo foi por água abaixo (sorry, Jason :b). Enfim, o mundo é um lugar triste.