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27/ago

Faz tempo que não comento nada do We Project e faz muito tempo que penso no tema de hoje: mudança de nome dos personagens. Vamos dizer que não sou chata com relação à escolha de nomes, desde que me sinta confortável com eles.

 

Acho que foi por causa da J.K. Rowling que as escritoras de plantão acharam que caçar nomes era o mesmo que formar um “palavrão”. O pensamento de hoje é: quanto mais diferente, melhor. Ainda bem que Stephenie Meyer não caiu nessa. Posso até incluir Veronica Roth e Cassandra Clare que optaram por nomes cotidianos para os personagens. Nada contra a minha bebê Katniss Everdeen, mas tenho quase certeza de que as novas autoras (e autores) que optaram por nomes vindos do além se inspiraram em Harry Potter (ou em Tolkien). Contudo, acho que originalidade é muito importante, ainda mais para quem quer escrever e contornar os clichês de livros YA (a grande moda da vez).

 

Para me autoafirmar, pertenço ao grupo da Cassandra, da Veronica e da Stephenie. Prezo nomes simples e que sejam fáceis de lembrar.

 

Inovar no nome do personagem é uma ideia válida, pois ninguém merece ter o nome do protagonista igual à criação de alguém que já foi publicado. Atualmente, as bases de fãs são mais cruéis que na minha época e não hesitam em reclamar de qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo! E não me espanto quando a galera esperneia e dá “elogios” à obra e ao autor (plagiador, paga pau, sem criatividade e derivados). Rowling escolheu para o protagonista um nome banal, sem considerar os demais personagens, claro, que marcou para sempre. Harry. Qual é a dificuldade em escolher um nome assim tão típico?

 

Quando comecei a bolar o We Project, consultei listas de nomes no Google. Sim, no Google. Sem frescura, sem chorumelas, sem drama. É isso que tenho para hoje. Não vou criar um nome impossível de pronunciar ou que seja difícil de lembrar. Por mais que Peeta seja até que fácil escrever e falar, duvido que vocês se lembrem dos outros nomes mais complicados de Jogos Vorazes, como Cressida e Pollux (a não ser que você seja fã roxo da trilogia de Suzanne Collins, daí não vale!).

 

O nome da protagonista do WP era algo que tinha em mente há séculos. Nome curto. Simples. Inconfundível. Eu tinha duas opções, mas a segunda parou no nome de outra personagem que também terá muita utilidade. Nome curto. Simples. Inconfundível. Essa minha preferência por nomes curtos, simples e inconfundíveis vem de experiência própria. Vou-lhes explicar os motivos.

 

Meu nome pertence a milhões de garotas, grafadas das maneiras mais bizarras e impossíveis. Como se ser Stefanny fosse o mesmo que nomear um alienígena. Stephenie Meyer não deve sofrer o mesmo tanto que eu, pois o nome dela é “normal” na terra do Tio Sam e no Brasil não é. Simples assim! Os pais deveriam parar com os estrangeirismos nas crianças, só digo.

 

Stefanny. Nome grande. Nada simples. Confundível. Até demais!

 

Toda vez que pronuncio meu nome (que detesto, diga-se de passagem), tenho que dar um sorrisinho amarelo, seguida da piadinha: é Stefanny, mas deixa eu soletrar para você. Isso me mata de ódio, mas não tanto quando alguém grafa meu nome assim: Estephánie. Além desse drama de soletrar, todo documento que recebo tenho que ler duas vezes para ver se meu nome está certo e torcer para que realmente esteja para não ter dores de cabeça e querer enforcar a tia da secretaria (Eu fiquei uns 3 minutos medindo meu diploma. Sintam o drama!).

 

Com esse trauma, por que deveria fazer meus personagens passar pelo mesmo perrengue?

 

Jamais! Todo mundo foi batizado com nome simples, curto e inconfundível.

 

Conforme escrevia o WP, sentia afinidade com alguns nomes e outros nem tanto. Por mais incrível que possa parecer, eu estava com um problema muito sério com o moço principal. Essa parte eu vou revelar, porque o nome dele mudou, então, esse exemplo é verídico.

 

O moço se chamava Kaleb. Eu sou apaixonada por esse nome. Tinha tudo para dar certo. Em um período de assídua leitura, estava com Divergente embaixo do braço e descubro que o nome do irmão da Tris é Caleb.

 

Leia-se eu broxada.

 

Desesperada e ardida no ódio das trevas, fiz consultoria com a minha metade que tentou me acalmar. Ela foi paciente (como sempre é) e explicou que eu não sabia, que as formas de escrever eram diferentes, que ninguém me encheria o saco, etc., etc.. Engoli a explicação, pois realmente fez sentido. Porém, o Caleb da Veronica ficou na minha cabeça e cheguei ao ponto em que não conseguia mais desenvolver o meu personagem. Eu me sentia invasiva, como se roubasse o Caleb, mesmo com letras iniciais diferentes. Enfim, o cara de Divergente não era o mesmo que o meu, mas era como se fosse.

 

Eu mantive o Kaleb até o começo deste ano, quando fiz uma pausa do WP para decidir se reescreveria o milésimo manuscrito ou não. Como todos bem sabem, deletei e comecei de novo. Mantive o nome do moço na nova versão e percebi que meu grande problema era ele. Eu poderia fazer minha protagonista sambar que ela continuaria linda, mas o Kaleb já não era o Kaleb para ela. No fim, percebi que metade dos meus bloqueios de escritor não era por causa das minhas meninas, nem dos personagens mais velhos, mas ele. Eu não conseguia ver mais a personalidade, os trejeitos, a maneira cretina da qual ele age algumas vezes. Por mais que tivesse superado a fase Caleb de Divergente (achei que realmente tivesse), eu não estava mais apaixonada pelo moço da história. E, pior, nem minha protagonista.

 

No que deu? O rebatismo.

 

Lá vou eu no Google buscar um novo nome. Descobri que tenho uma queda por aqueles que começam com a letra “A” e me vi alterando em massa o nome de muitos personagens. De A a Z, fiz uma busca total e nenhum me tocou lá no fundo como Kaleb. Em mais uma consultoria com a minha metade, ela me deu uma opção. Torci o nariz. Mas, depois de algumas horas, considerei o novo nome (que não será revelado, claro). No que isso deu? Em uma reviravolta de plot no WP e tudo voltou a se encaixar. A nova versão do moço tinha mais força e começou a dar mais intensidade à história. Voltei a me apaixonar por ele. E a protagonista também.

 

O problema é que o Kaleb era um moço moreno. Agora não é mais. Quando minha metade me deu um nome era como se um clarão abrisse minha mente, literalmente, pois a mudança dele não foi só de nome, mas de visual, de personalidade e de trejeitos.

 

Meu último bloqueio de escritor se deu por causa de um nome. É difícil de acreditar, mas foi exatamente isso que aconteceu. Por isso, acho que a dica de hoje vai para os nomes simples, a não ser que você tenha o dom de criar simbolismos e tudo mais, daí te respeito e te admiro, pois não nasci com isso. Vale também pensar no significado, se o nome realmente toca lá no coração e se lhe faz se sentir confortável com ele. Todo esse combo influenciou na minha escrita. Não basta chamar um personagem de John sendo que de John ele não tem nada. Ou Luís com cara de Fernando.

 

O status do WP está muito bem (eu acho). Em breve, trago mais informações do pseudolivro.

Stefs
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  • Isis Renata

    😀 interessantíssimoooo
    estou um pouco chateada, gosto de morenos mais de loiros. não acho loiros façam parte de pessoas que fazerm muita coisa, sei lá
    não sei se é o fato de que relaciono personagens fodas a herois. e principes que são loiros acho m tanto mimimi sabe?

    por isso abandonei Peeta e fiquei com Gale sem pensar duas vezes.hahahaha ironico, visto que sou cheia de mimimis ><

    😛