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25/set

Quem tem certos compromissos, como um livro para escrever, sabe que procrastinar é a última coisa que se deve fazer. No meu caso, esse dilema acontece quando sento na frente do Rory e penso em escrever. Eu fico parada por uns bons minutos para considerar a tarefa de colocar as palavras mentais no Word. Para deixar o clima mais tenso, essa situação acaba de ficar mais hardcore, pois coloquei como meta encerrar os capítulos finais da segunda parte do We Project no meu curto período de férias. Isso quer dizer que nem tudo é pijama.

 

Sim! Há aqueles dias que o desejo de escrever não vem. Toda vez que isso acontece, preciso analisar bem a situação, pois, sempre que dou aquela pausa, percebo que começo um novo manuscrito. Isso faz com que eu fique imersa a mais um período em que faço novos capítulos e refaço milhares de outros. Quando a preguiça bate, dá aquela vontade de ficar na cama, de simplesmente não fazer nada, mas o peso na consciência sempre surge para afirmar que procrastinar é um pecado capital.

 

Se você for uma pessoa que fica com remorso assim como eu por não cumprir a tarefa do dia (ou de bater a meta de palavras escritas), saiba que a procrastinação é algo que deve ser chutado com certa classe. Afinal, eu amo ursar e sei que meio mundo também ama e, convenhamos, ficar de pernas para o ar sempre é uma oportunidade muito bem-vinda.

 

Depois de passar por todas as dificuldades do We Project e ainda conviver com elas, procrastinar é meu vício. Não só com o pseudolivro, mas com o Random Girl também. Há dias que acordo realmente inspirada e deixo posts prontos para não ter que me “forçar” a atualizar a casinha. Além da preguicinha, sou uma pessoa que se distrai com muita facilidade. No trabalho, preciso usar os fones no último volume por causa do barulho. Em casa, quando chega o momento de escrever, preciso deixar a internet desconectada.

 

Com tantos empecilhos diários, a missão é contornar o desejo de procrastinar e ir direto para a ação. Mas como fazer isso? Contarei dando como exemplo a minha vida repleta de distrações.

 

Seja blogueiro, aspirante a escritor, webwriter, jornalista ou qualquer projeto que exija que você escreva, na hora de cogitar pelo direito em procrastinar, pense nos motivos de querer fazer isso. Um programa de TV vale mais a pena a escrever aquela cena que você se remoeu o dia inteiro para despachá-la para o Word? Ou deixar para editar depois aquela matéria jornalística que você suou tanto para conseguir? Faça uma lista das causas que querem lhe fazer pular as tarefas para investir no momento pijama. Se o problema é a internet, desligue-a. Se for o ambiente, mude para outro. Juro, tomar essas atitudes não doem.

 

Pessoas extremamente distraídas têm o problema de fazer uma tarefa com foco em outra coisa. Quem precisa de pausas constantes, possui um prato cheio para procrastinar um pouco mais na desculpa que só está refrescando a memória. Quer um exemplo maior que a pausa para o cafezinho? Quem é revisor, por exemplo, precisa de pausas, pois, com a leitura insistente, muitos erros passam despercebidos. Confesso que há dias que meus breaks no trabalho costumam ser constantes, mas me defendo ao dizer que sempre rola a depressão de não aguentar mais fazer a mesma coisa e isso me tira da ação do fazer para a ação do enrolar.

 

Quando chego em casa e ligo o notebook para me envolver com o WP, só tenho meus personagens em mente e o que os aguarda. Não é à toa que tenho horário e dia para escrever, assim como para fazer os posts do blog. É uma regra que sei que, se eu quebrar, vou ter pesadelos durante o resto da noite. Por ter um cronograma para tudo nessa vida, não tenho desculpa para chegar em casa e ir direto para a cama. Cumpro as palavras que estipulei para escrever e depois me aventuro para fazer outras coisinhas, como atualizar o Tumblr.

 

Para quem escreve, uma coisa que ajuda muito é ter um amigo consultor. Quando paro de produzir por muito tempo, sei que meu desejo é começar tudo de novo, o que já aconteceu várias vezes. De vez em quando a situação fica tão ruim que a minha metade aka consultora do WP me surpreende com muitos clarões, ainda mais quando menciono que preciso fazer o casal se amar. Isso é muito bom para sair da desculpa: estou sem criatividade e quando ela vier eu escrevo. Se você tiver alguém de confiança e que esteja disposto a ouvir os dilemas quanto a qualquer projeto que esteja empenhado, não hesite em pedir uma luz. Essa atitude dá uma animada, acreditem!

 

Escolher um lugar ideal para escrever é sucesso. Esse canto é meu quarto, um ambiente perfeito para procrastinar. Eu queria muito abusar da Livraria Cultura, mas duvido que conseguiria, pois muitas pessoas perambulam no local e isso me distrairia. De manhã, minha casa está em um silêncio mortal, o que me rende duas horas de escrita sem parar. Por vezes, as pausas entre capítulos pedem um café, o que me ajuda a pensar na próxima ação dos personagens. De maneira geral, não faço mais nada até terminar a quantidade de palavras que prometi para aquele dia e, quando realmente sobra tempo, escrevo até minha tendinite gritar.

 

A minha dica geral é estipular um período para escrever ou para se empenhar em qualquer outro projeto. É bem melhor cumprir o prometido para poder procrastinar sem culpa.

Stefs
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