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24/set

Então que ontem (22.09) foi o show do Bon Jovi featuring Nickelback (ou vice-versa como preferirem). A semana inteira fez aquele calor infernal para chover justamente em um dia que era para ser bem mais incrível, algo que qualquer domingo não tem a tendência de ser. Tudo porque minhas domingueiras são banhadas com a síndrome Harry Potter: ficar no meu quarto, fingindo que não existo. Não que não tenha feito isso ultimamente, mas, por ser meu primeiro domingo de férias, esperava que a previsão do tempo fosse mais boazinha não só comigo, mas para todos que estavam na arquibancada descoberta do Morumbi.

 

Enfim, depois de adiantar a vida no trabalho para descobrir como curtir 1 semana de férias, não tive tempo de ficar empolgada com o show, pois os jobs da agência engoliram meu tempo na semana passada. Podem ver que nem atualizei o Random Girl direito, pois me dediquei a deixar tudo certo para me divertir com a mente tranquila nos dias de folga. Hoje, tiro as traças do blog e trago meus pequenos comentários sobre cada apresentação que fez meu coração parar na garganta de tanta emoção.

 

Nickelback: todas as impressões

 

O show do Nickelback superou todas as minhas expectativas. Chad não escondeu em nenhum momento sua simpatia e nem sua risada maligna (e divertidíssima) que só aumentou ainda mais o carisma do cantor. A banda marcou minha adolescência e ela pertencia a minha lista de shows que preciso ver antes de morrer. Ontem, matei mais uma horcrux feliz da vida!

 

Com extrema pontualidade, a banda subiu ao palco e abriu o show com Animals. Eu quase saltei da arquibancada de emoção, pois essa música é incrível. Emendar com Something In Your Mouth, uma das músicas mais fuck yeah do álbum Black Horse, me fez crer que realmente assistia ao show do Nickelback. Depois de duas canções, tinha certeza que meus pseudos-cachos tinham atingido o nível Hermione Granger, pois incorporei o travesti e comecei a bater cabelo.

 

Logo em seguida veio Photograph e eu comecei a chorar, algo que se intensificou quando Far Away levou o Morumbi a uma pausa de puro romantismo. Ownnnnn!

 

Reprodução

De Burn It To The Ground até Figure it Out, eu nem precisei de muito tempo para me convencer de que o Nickelback, aquela bandinha que me fez comprar alguns CDs e gravar os videoclipes, é muito mais incrível ao vivo. O repertório foi um flashback da carreira deles e vi partes da minha vida entoada em cada canção. O álbum All The Right Reasons é meu top favorito ao lado do The Long Road, um projeto que poderia ser mais explorado no show, pois faltou Feeling’ Way too Damn Good no setlist, fato.

 

Rockstar, Someday e Too Bad firmaram que os caras (infelizmente!) são conhecidos pelas canções que trouxeram visibilidade a eles, sendo que todos os álbuns são muito, muito bons. How You Remind Me, a clássica que trouxe o Nickelback ao estrelado, encerrou a noite, mas levou o estádio do Morumbi a plenos pulmões. Quem não conhecesse essa também, pedia para ser jogado da arquibancada.

 

Assim como no Rock in Rio, o Nickelback deixou o palco com as músicas que moldaram a carreira deles. A banda fez lindo, mostrou todo o potencial, seja na bateria, na guitarra ou nos vocais, mesmo com a falta de empolgação do público. A voz do Chad é incrível, o cara manda superbem e foi muito atencioso com a galera. Eles me emocionaram do começo ao fim e me renderam muitos momentos de nostalgia. Tio Chad, você pode voltar, tá?

 

Bon Jovi: todas as impressões

 

O Bon Jovi nunca pertenceu a minha top lista de shows que devo assistir antes de morrer. Se fosse, eu viveria para sempre. Esse era o pensamento quando fiz minha lista há anos, mas matei uma pequena horcrux por não acreditar na própria sorte. Ele estava na lista de shows que um dia eu irei se tiver sorte de conseguir o ingresso. Digo isso, porque a banda tem uma carreira de longa estrada e fãs fieis em todas as partes do Brasil que fizeram guerrilha para conseguir os melhores lugares. Quando chegou minha vez, nem botava tanta fé.

 

Eu tive que criar essa lista, porque só me chateei na tentativa de ir ao show do U2 e, depois da treta, terminei de mãos vazias. Isso me inspirou a fazê-la na tentativa de não me estressar. Se der para ir ao show, ótimo, se não, vamos guardar dinheiro para comprar algo bacana.

 

Por um milagre divino, mal consegui acreditar quando meu cartão permitiu que eu conseguisse dois ingressos para ver o tio Bon Jovi e os caras do Nickelback.

 

Eu posso ter algumas críticas com relação ao Bon Jovi, mas, depois de muito pensar, cheguei a seguinte conclusão: ele pode. O cara tem uma carreira respeitada, vendeu milhões de álbuns e mulheres e homens gostariam de dormir do ladinho dele. O cara tem poder e mandou muito bem ao vivo (sempre mandou bem, diga-se de passagem). Detalhes que não são surpresa para ninguém. Bon Jovi e companhia tem uma incrível química e presença de palco. Não tinha como não gritar, nem mesmo quando o estádio ficava imerso na escuridão. Foi um show animal, sem palavras para descrever, que chega até dar aquele lamento de não ter madrugado para comprar ingresso para a pista (algo que não faria, porque estava absurdamente caro).

 

Reprodução

A turnê Because We Can chegou ao Morumbi com o setlist bem semelhante ao show do Rock in Rio, apoiado nos hits, com algumas alterações, como não cantar Always, algo que frustrou minha caríssima irmã. Eles abriram com That’s What The Water Made Me e emendaram com You Give Love a Bad Name, canção que me trouxe à mente, logicamente, meus queridos Stefan e Lexi e aquele season finale do inferno da quarta temporada de The Vampire Diaries. Quem é fã de TVD não pensaria em outra coisa quando essa música fez geral ir a loucura e eu bem que gostaria de um Tefinho ao meu lado para vadiarmos (#sonha). Eu cantei essa música com tanto gosto que fiquei sem voz e, de quebra, com dor de ouvido.

 

Em meio as músicas, Bon Jovi se mostrou preocupado com as interações com o público, sem se esquecer das pausas dramáticas de adoração ao ego (ele pode!). O que me deixou dividida com relação a uma opinião plausível sobre o show é que depois da terceira música (Raise Your Hands), senti o clima amornar, pois não havia tantas pessoas empolgadas ao meu redor. A pista fervia enquanto eu estava rodeada por uma galera que achava elegante assistir ao show sentada.

 

Você. No show do Bon Jovi. E fica sentado? Olá?

 

O Morumbi só voltou a se agitar quando It’s My Life entrou em cena. Because We Can também deu uma superanimada, mas foi só isso.

 

Keep The Faith também deu uma aquecida e o Bon Jovi resolveu divar com os chocalhos e a dança do pato que estava mais para pomba gira. Um comportamento permitido, porque essa música é awesome. Eu queria fazer a dancinha do pato que ele fez dezenas de vezes, algo que me fez rir que nem uma panaca, porque foi muito bizarro. Com momentos de rebolados e pausas altamente cheias de si, Bon Jovi e companhia levou a galera ao delírio.

 

Eu só fui sentir a emoção do show quando os acordes de Wanted Dead Or Alive surgiram. Minha voz se foi junto com a canção, porque é uma das minhas favoritas. Sem contar que o Bon Jovi pediu para a galera levantar o celular, o que fez o Morumbi ficar lindamente iluminado. Lá estava eu toda boboca aos prantos de novo. Depois de mais algumas canções, como Have a Nice Day, Livin’ On A Prayer deu indícios do final do show e lá estava eu no chão, morrendo. Para que viver, gente?

 

Born To Be My Baby foi a saideira embaixo de uma chuva que resolveu despencar na última canção. O que isso deu? Todos fugiram para as colinas.

 

O que acontece com bandas com muito tempo de estrada é o seguinte: há aqueles que esperam a era clássica e há aqueles que acompanham a banda de trás para frente. Isso acontece, por exemplo, com o Metallica, que voltou no tempo no Rock In Rio ao fazer um setlist com as melhores músicas da década de 80. Acredito que o Bon Jovi poderia sim ter investido mais nos clássicos, pois deu para sentir que era isso que boa parte da galera esperava, mas o show não deixou de ser épico, de forma alguma. Foi perfeito!

 

Não tem como descrever um show do Bon Jovi, pois isso seria uma calúnia. Ele foi muitas vezes “eu e meu ego”, mas fazer o que se o cara pode? Ele levou o show inteiro nas costas e tentou ao máximo animar o público embaixo do mau tempo.

 

Eu fui ao show com o pretexto de curti-lo e o balanço dos resultados foram 100%. Não levei celular e nem máquina fotográfica e isso fez toda a diferença. Não fiquei preocupada em registrar cada momento, não fiquei preocupada em tirar foto do rebolado de ninguém e nem me incomodei com o peso da câmera no pescoço. Isso tornou tudo mais lindo.

 

Valeu a pena ter tomado chuva, ter rangido os dentes e ter usado o banheiro imundo, pois tenho dois shows incríveis para recordar para o resto da minha vidinha.

Stefs
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