Menu:
16/out

É bem provável que muitos de vocês tenham aquela ideia superincrível no banheiro, não é? Porém, não é todo mundo que é fã dessa atitude, como Michael Bloomberg, o prefeito de Nova York, que compartilhou um conselho contra esse ambiente que inspira muitos de nós. Para ele, o lugar de se inspirar não é no banheiro. Tudo porque as idas e vindas atrapalham a rotina dele, o que proporcionou dispêndio de tempo fora da mesa do escritório. Isso inclui até a pausa para fazer uma boquinha. Em 2011, Bloomberg deu o mesmo tipo de conselho: “nunca tire um momento para almoçar ou para ir ao banheiro. Continue trabalhando”. WTF?

 

Independente se estou em processo criativo ou não, o banheiro é minha fuga. No trabalho, é lá que mimico gritos de ódio ou solto suspiros para que o expediente termine. Não vamos levar isso para o lado de necessidades fisiológicas (rindo por dentro), pois conheço pessoas que apenas sentam com a privada tampada para pensar na vida. Na agência, cansa ficar que nem robô em frente ao computador, especialmente no meio da tarde, quando o sono bate e a vontade de ir embora também. Os conselhos de Bloomberg podem ser eficazes para ele, mas sou daquelas que ama se trancar no banheiro, pois é lá que também tenho ideias até que brilhantes, seja para novos ou antigos projetos. Eu passo muito tempo embaixo do chuveiro e o boxe é minha lousa, vejam só.

 

Em contrapartida à afirmação de Bloomberg, Shelley H. Carson, psicóloga da Harvard, autora do livro Your Creative Brain, afirmou que os intervalinhos, seja para ir ao banheiro ou não, podem ser realmente muito bons quando o assunto é a busca pela criatividade. A autora explica que interrupções e distrações podem nos guiar para um processo de brainstorm. Ainda de acordo com ela, a distração propicia uma pausa eficiente para solucionar problemas. Nada como um “olhar mais fresco” diante de uma situação. No meu caso, em textos.

 

Esse negócio de arranjar inspiração em lugares inusitados faz parte da vida de muitos artistas que conhecemos e adoramos. Woody Allen gosta de passar, pelo menos, 1 hora no chuveiro, às vezes, em pé (ele é rico, tem banheira) para deixar a criatividade fluir. Com água bem quente, Allen afirmou para a revista Esquire que esse é o momento em que ele abandona a vida real e abre a mente para novas informações, um antídoto para o desbloqueio que o impede de escrever.

 

Há muito tempo, o queridíssimo John Lennon também revelou momentos sagrados que lhe rendiam muitos processos criativos, e um dos mais marcantes foi quando ele saiu para almoçar e visitou uma loja de antiguidades. John encontrou um pequeno pôster que deu aval para a composição de Being For The Benefit Of Mr. Kite. Surreal, né?

 

Claro que não poderia deixar a tia J.K. Rowling de fora. Todo mundo sabe que a inspiração para o nascimento de Harry Potter surgiu em uma viagem de trem. Porém, a situação propiciou um drama, porque ela não tinha caneta ou papel para escrever o brainstorm. Assim, ela se viu na tarefa árdua de repetir as ideias na mente durante as 4 horas de viagem para que ficassem trancafiadas no cérebro. Assim que chegou em casa, ela colocou tudo em prática.

 

Um exemplo histórico é Arquimedes que saiu peladão da banheira quando anunciou Eureka! Eureka!. Ele estava focado nos princípios da densidade enquanto assistia a água fluir. O que aconteceu? O físico percebeu que poderia determinar isso ao submergir um objeto na água.

 

No meu caso, minhas melhores ideias acontecem embaixo do chuveiro e já me peguei desenhando no boxe com sabonete. Na época em que estava bloqueada com o WP, praticamente fazia mind maps completos e era obrigada a me lembrar depois das ideias para inseri-las nas minhas dezenas de arquivos. Meus momentos criativos também acontecem no ônibus e eu sofro do mesmo problema que a Rowling: tenho que prender as ideias no cérebro, tudo porque detesto o senso de curiosidade das pessoas quando tiro meu bloquinho da bolsa.

 

E aí? Você também é a favor do banheiro? Conta para mim onde acontece seus processos inusitados de inspiração :)

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Isis Renata

    ai que bacana prima xD. sabe que nunca exatamente prestei atenção nisto, mas concordo em ter um 'break' para uma inspiração sim. eu amo caminhar, meu querido me ensinou sobre caminhar e olhar o caminho que se faz, enquanto medita sobre ele. além de baixar a ansiedade, e ajudar nas gordurinhas, também surge inspiração o outra.
    devo parte de certas coisas minhas à música. música é meu forte sempre. sou movida basicamente a musica e ouço tanto no caminho de ida e volta do trabalho, e ida e volta da faculdade. rs
    mas em geral não tenho locais inusitados. somente o caminhar mesmo, a não ser que ele me leve a algum local rsr

    beijoooos <3