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25/out

Eu irei direto ao ponto sobre este episódio de Pretty Little Liars. Eu não entendo porque os envolvidos no marketing da série se esforçam tanto para vender a palavra “épico” toda vez que algum episódio novo está prestes a ir para o ar. É muita promessa para pouca emoção. Este episódio de Dia das Bruxas conseguiu ser mais decepcionante com relação ao do ano passado e de mind blowing não teve nada. A minha sorte é que não criei expectativa, pois fui esperta em ler alguns spoilers. Eu sabia que não haveria algum plot destinado ao Ezra, o que influiu para a baixa do meu interesse. No final das contas, a resposta do universo e tudo mais foi dada (algo que nem precisava, pois estava mais do que óbvio): Ali está viva.

 

Eu pensei: precisou de 40 minutos para Ali perguntar se as liars sentiram a falta dela? Really?

 

Mais uma vez, Pretty Little Liars peca na enrolação, essa sim muito épica. Eu deveria ter contado quantas vezes o quarteto berrou o nome de Ali, pois parecia que elas só tinham isso no script. Inclusive, o quarteto estava com uma falta de sincronia irritante. Sei que elas estavam desesperadas em saber se a amiga estava viva ou não, até eu estaria com sangue nos olhos e pilhada, mas o comportamento das liars ficou forçado e sem dinâmica, o que tornou certas partes da trama dispensáveis. Por exemplo, o fato óbvio de que o sinal de celular não funciona no subterrâneo, como também o fato da Emily, de repente, tremer na base. Tipo, não era ela a garota valente da temporada?

 

Quem mais se destacou, talvez, por influência do crossover do piloto backdoor de Ravenswood, foi Hanna. A liar nos guiou para as profundezas de uma mansão aterrorizante, um local que é cenário do spin-off de PLL. Desde o começo do episódio, foi Hanna quem recebeu as “mensagens subliminares” com relação à Ali, como ver as meninas loiras e trajadas de Red Coat, como também por ter visto a suposta falecida sendo capturada por um Ezra disfarçado. Confesso que a cena da cabine telefônica foi boa, pois interferiu no embate entre dois mundos onde um lado procurava uma lenda urbana e a outra, representada por Miranda, enfrentava o sobrenatural de uma casa que pertenceu ao tio dela.

 

Aria chamou minha atenção. Sei que ela é vítima de todas as paranoias e teorias que a colocam no “A” Team, especialmente agora que Ezra saiu da penumbra, mas eu a achei inquieta de uma maneira negativa. Ela estava cheia de iniciativas também, algo que sempre foi característico de Spencer, que estava muito apagada no episódio e foi facilmente descartada com um golpe na cabeça. Eu senti que Aria parecia a mais tranquila de todas elas, mesmo com os esperneios. Ela também parecia irritadiça e eu esperava o momento em que ela diria que não era babá de ninguém toda vez que uma liar sumia do encalço dela. A ligação de Ezra foi tudo nessa vida, mas achei o tratamento urgente, não pela liar estar em Ravenswood, mas como se ela já soubesse as tramoias do namorado.Eu achei também que ela foi a menos chocada quando a Sra. Grunwald falou que uma delas foi tocada pela pessoa que Ali mais teme. Não senti confiança na liar e não sei se é porque Aria tem culpa no cartório ou se Lucy Hale estava com preguiça de atuar. Espero que seja apenas uma má impressão.

 

Depois de 35 minutos, eu já estava enraivecida. Nada acontecia e as cenas de Miranda e Caleb quebravam toda a dinâmica do desespero das liars. Lembro-me que, no especial de Dia das Bruxas do ano passado, mesmo sendo fraco, rendeu um final que realmente me fez pensar em inúmeras coisas e querer desesperadamente o retorno da série. Dessa vez, não fui surpreendida, pois Marlene deu o óbvio. Afinal, a sobrevivência de Alison era uma convicção que bastava apenas de uma confirmação. A aparição real da menina não causou histerismo e nem frisor. É como se alguém tivesse acabado de me contar algo que eu já sabia.

 

Contudo, o retorno da Ali colocará as liars para trabalhar. O que acho sinistro, mesmo que soe bonito, é o tipo de fidelidade que elas têm com uma menina que fez a vida delas um inferno. Vamos reconhecer que Ali trouxe sim mudanças para o quarteto, como o fato delas desabrocharem, mas, dizendo por mim, eu não seria tão receptiva. Mais uma vez, volto a citar Aria, que ficou no foco constante por causa de Ezra e não transmitiu tanto sentimentalismo. Talvez, só no final, mas ela foi impedida de sentir qualquer coisa relacionada à ex-falecida por causa da chegada do namorado. A única liar que eu esperava que fosse me fazer ter certeza de que há pendências a serem resolvidas e de que a sobrevivência de Ali ainda não é um fato a se comemorar seria Spencer. Elas tinham o atrito principal. Só achei que as meninas aceitaram muito facilmente o retorno da Queen A.

 

A conclusão do foco em Hanna foi muito básica: Ali a escolheu como post-it ao reviver a cena da enfermaria. De todas, ela foi a escolhida. No aguardo de explicações, pois votava em Emily.

 

As partes boas foram causadas por Ezra que deu uma animada no episódio por surgir sempre em momentos certeiros para dar uma sobrevida à trama, como também por ter criado aquela expectativa se ele seria descoberto ou não. O momento digno do filme Pânico em que Spencer se vê prestes a tirar a máscara do seu agressor me fez beijar a televisão. O que me perturba é que o personagem, que sempre foi bonzinho e solícito, entrou no mesmo erro cometido quando Toby foi revelado: começou a ser descaracterizado porque a máscara caiu. Eu senti estranheza nítida no comportamento de Ezra e só mesmo as liars para não notarem isso – apesar de que eu acho que a Aria notou sim.

 

Nós, telespectadores, sabemos o verdadeiro caráter de Ezra. Será que era muito difícil tentar manter o suspense para as liars? Já foi comentado que uma delas descobrirá a verdade parcial sobre ele (acho que era Hanna, não lembro), mas eu ficaria muito desconfiada com a preocupação (e perseguição excessiva do professor). Meu “A” Teamômetro estaria em alerta. Pelo menos, Spencer deixou uma marquinha em Ezra e o espertinho soube esconder a mão ferida. O brilhante da participação dele não vem da fala, mas do olhar. Ele não precisa dizer nada. Basta olhá-lo e ver o fascínio doentio que ele tem por Ali e, porque não, pelas liars também. Afinal, uma coisa leva a outra, e ele precisa delas por “saber” que sua obsessão está no mundo dos vivos.

 

Por falar em mundo dos vivos, a apresentação de Ravenswood no quesito plot seguiu o mesmo erro que PLL sempre comete: enrolar na metade e revelar o que tem de bom nos cinco minutos finais. Como era uma apresentação, nem culpo tanto, pois os detalhes ficaram concentrados no piloto que foi transmitido logo em seguida. Eu achei a premissa sobrenatural bem interessante. Eu gosto desses assuntos e a dinâmica Caleb e Miranda até que me convenceu, mesmo sendo forçado demais dar auxílio a uma completa estranha.

 

Vale mencionar a despedida de Caleb e Hanna que dê quebrar o coração não teve nada. Nesse caso, fiquei à espera desse momento desde o começo da temporada e queria um motivo plausível que fizesse o casal entrar em hiatus. Meus dedos ainda tamborilam de indignação por saber que Caleb ficou na cidade fantasma para ajudar uma menina que ele conheceu em menos de 24 horas.

 

O episódio de Dia das Bruxas de Pretty Little Liars se apoiou na apresentação de Ravenswood. Senão houvesse o piloto backdoor, o episódio não teria trama. O cenário foi impecável para pouca história e pela falta de coerência das meninas que não me convenceram no pavor de encontrar Ali. Eu queria dizer coisas melhores, pois a série tem a mão certa na hora de criar momentos de suspense, mas, para mim, tudo falhou e não houve aprendizado. Não havia necessidade dessa continuação que poderia muito bem ter sido finalizada na summer finale para usar assuntos mais pesados – como a revelação de Ezra – para elaborar um especial de Halloween com mais qualidade. Mais uma vez, foi muita promessa, muito burburinho e muita decepção.Quando o Nate Buzolic aparece mesmo? #KolFeelings

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Heyyyy desculpa a demora em te responder, tava uma correria aqui desse lado, juro!

    Então, eu fiquei bem frustrada com este episódio. Eu o achei mto péssimo, sem nada de interessante. Achei que era doideira minha e fui atrás de informação, mas uma boa parte dos fãs meio que ficaram indignados tbm :( É aquele erro de fazer promos incríveis e, quando chega a hora do episódio, nada é como o esperado. Por isso parei de ver para não criar expectativa em demasia.

    Eu ainda não tive tempo de assistir Ravenswood, mas só vejo comentários positivos. Vc já viu?

    Beijosssssss!

  • Karohane Fonseca

    eu ñ estou podendo ver pll mas já estou chateada porque particularmente sempre gosto dos episódios de Halloween e achei que esse ia ser o melhor de todos. E também tenho um pouco de receio desde que fiquei sabendo que ia existir Ravenswood, porque acho que para sustentar essa nova série eles vão deixar Pll de lado, e também ñ queria Caleb fora.