Menu:
27/out

É realmente muito bom como a trama de The Originals, depois de quatro episódios, continua a surpreender. Depois da premissa inicial que deu movimento ao Klaus na busca pelo reinado em New Orleans, da chegada de Rebekah e da busca por Elijah, este episódio focou em dois personagens essenciais dessa história intrigante entre os Originais versus Marcel: Davina e Cami. Embora tudo tenha começado em ritmo de festa, fomos levados para o lado sensível e obscuro dessas duas mulheres que são as pérolas e os motivos de Marcel ter uma autoestima extremamente elevada. Afinal, ele crê que será presidente da cidade para sempre.

 

Klaus e Cami estavam bem próximos, mas claro que isso só aconteceria graças à compulsão. As narrativas do Original que abrem os episódios têm sido um grande destaque, pois aumenta o suspense que nos guia para o lado obscuro dessa linha de inimizades prestes a se tornar uma guerra. A única humana da cidade mostrou os dotes de psicóloga, algo que Leah Pipes já tinha comentado sobre a profissão da personagem, como também o fato dela acreditar que todas as pessoas são boas – este último, presente no desenrolar da trama. A análise dela sobre Klaus me fez rir, pois Cami disse apenas a verdade. Klaus tem muitos problemas particulares mal resolvidos, causados desde a transição da vida humana para a de híbrido, o que incluiu a fuga do alcance do pai mais os complexos sobre o fato de Elijah sempre ser o bom irmão. Ele tem problemas de segurança, esconde o medo na arrogância, e não assume que se sente extremamente solitário.

 

Para deixar o clima ainda mais contagiante entre Klaus e Cami, o híbrido só podia estar de brinks quando falou que precisava de alguém para escrever as memórias dele. Teremos um futuro best-seller aí? Não sei, mas além dos objetivos do híbrido ainda estarem em alta, o tema central do episódio foi o quanto uma pessoa, independente de ser vampiro, bruxo ou lobisomem, usa outra para atingir os objetivos, sem se preocupar com o tipo de sofrimento que pode causar no percurso. Esse lifestyle de Klaus ganhou destaque, o que o impulsionou a mover Cami – com o coração na mão –, a rainha do seu tabuleiro, ao encontro de Davina.

 

A história da bruxa que defende o reinado de Marcel não foi aprofundada, mas recebemos informações suficientes. Por mais que ache Danielle Campbell bem ruinzinha, ela conseguiu me solidarizar justamente pela personagem ser uma adolescente aprisionada sem saber exatamente o motivo. O que deu a entender é que Davina era como qualquer outra garota da faixa etária dela: ia à escola, tinha uma rotina pacata e uma quedinha pelo melhor amigo, o Holden de Pretty Little Liars, digo o Tim. Esses amores da infância sempre me tocam, pois já passei pelo drama, e deu para notar o quanto Davina é meio injustiçada sem saber. Afinal, ainda não se sabe os motivos de Marcel ser “dono” dela, mas, sem dúvidas, a magia é a questão.

 

Isso a torna uma peça tão eficiente quanto Cami é para Klaus. Davina passou muito tempo presa e o único desejo dela é ser uma garota normal, sem a responsabilidade de fazer a manutenção do reinado de Marcel, o cara que ela confia e que, muito provavelmente, agora desconfia por causa do Klaus.

 

Davina não sabe o porquê de estar presa. Ela só sabe que Marcel precisa dela. Klaus foi sensacional mais uma vez com os joguinhos mentais, e apoiei todos os argumentos que o Original pontuou para ela. Ela é poderosa e pode muito bem se defender sozinha, isso ficou nítido com a cena da igreja. Davina tem confiança no que é capaz de fazer com qualquer um que a ameace, mas ela é emocional, bastando apenas apertar o botão certo para atiçá-la. Nesse caso, foi Tim, que se tornou a dívida que o híbrido cobrará em breve por tê-lo salvado em mais um ataque de como matar sem olhar para trás e ainda dar risada do ocorrido. Foi muito sátiro ele jogar o violino e dar aquele sorrisinho de canalha, digo logo.

 

Enquanto Klaus brincava com a humana e a bruxa, Rebekah manteve-se no bloco do eu sozinho para recuperar Elijah. A vampira nos trouxe um novo personagem, o padre Kierin, que se mostrou bastante insatisfeito com o domínio impecável de Marcel. A conversa entre eles parecia até uma sinalização de que havia uma precariedade em New Orleans, o que não duvido, pois eram os Mikaelson os responsáveis em fazer a cidade prosperar. Além do embate entre bruxas e vampiros, parece que há uma treta religiosa representada não só pelo padre, como pelo massacre que custou 9 seminaristas, cujo o homicida foi Sean, irmão gêmeo de Cami.

 

A partir disso, fomos apresentados a um novo plot que nos levou ao auge emocional de Cami que revelou os reais motivos de ter se mudado para New Orleans. Ela quer saber o que aconteceu, mas esse livre arbítrio lhe foi tirado. Contudo, a afinidade de Klaus por ela o fez prometer que assumiria a responsabilidade de saber quem provocou o massacre e estou no aguardo de um belíssimo banho de sangue. Imagino que muitas pessoas já shippam Cami e Klaus, mas acho que a relação deles seria meio Lexi e Stefan, mas de uma maneira muito mais hardcore, pois ambos têm muitos demônios para lidar e muito drama nas costas para carregar.

 

O que me deixou tocada na conversa entre Klaus e Cami foi o fato dela implorar para não esquecer o que a aflige e é aí que entra a temática do episódio de usar alguém e causar sofrimento em troca do benefício próprio. Klaus a quer para jogá-la contra Marcel, mas até que ponto isso dará certo? Cami foi compelida muitas vezes e não tenho dúvidas de que haverá uma confusão mental. Imagino algo meio Jeremy quando ele descobriu sobre Vicki, um breakdown que quase o fez se tornar vampiro, justamente por se sentir confuso, vazio e desesperado. Como aprendemos em TVD, a hipnose nunca rende resultados bacanas.

 

Em meio a tanto drama, Hayley conseguiu sair da zona de conforto e ganhou um pouco mais de destaque. Agora, ficou confirmado que as bruxas querem algo devido à descendência dela, dedurada na marca de nascença da loba. Há sem dúvidas lobisomens que a protegem, e queria que já rolasse um crossover. Sei que Tyler jamais se envolveria nisso, não faria o menor sentido, a não ser que ele queira morrer, mas ele tem contatos que se assimilam com os de Hayley. E Tyler está todo garoto ativista ajudando alcateias, né? Independente dessa teoria louca, Hayley mostrou seu lado agressivo e de mãe protetora para salvar o bebê das bruxas malucas (algo bem sinistro, né? Ela está grávida e deu altos kicks, comoassem?). O que diabos as bruxas querem? Se não houver resposta, Klaus triturará todas.

 

Para finalizar, Elijah saiu do caixão e voltou a ganhar importância, algo que magoou Klaus desde o final do episódio passado, pois ele não entende como o irmão é tão amado, querido e digno de obediência, até quando está empalado. Meu emocional foi lá embaixo quando o híbrido meteu que quer honrar o irmão, mas é claro que ele não faz a menor ideia de como fazer isso. A ligação de Elijah com Rebekah foi a coisa mais fofa, ainda mais por ele pedir para a irmã proteger Hayley e o bebê, enquanto ele tenta fazer amizade com Davina. Parece que Klaus ficará revoltadinho pelo fato do irmão ter saído na frente.

 

O episódio honrou a questão de impacto de trama e as situações estão cada vez mais curiosas. Quero que o barraco role logo, pfvr!

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3