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13/out

Este episódio de The Originals foi um clássico retorno ao tempo, tudo por conta do flashback que nos levou a entender a relação mestre e pupilo de Klaus e Marcel, e a irmandade entre o híbrido e Rebekah. Houve a apresentação dos motivos dos quais o relacionamento entre os três personagens se destruiu com o passar tempo, um item que abala a convivência deles nos tempos atuais em New Orleans. Rebekah fixou estadia na cidade e ela foi a responsável pela trama deste episódio se desenrolar muito bem. Ao contrário do que vimos na semana passada, que focou na irmandade Klaus e Elijah, agora foi a vez da vampira despejar o veneno em cima do híbrido.

 

New Orleans é um ponto turístico onde os visitantes fazem parte de um self-service sanguinário. Os vampiros se alimentam e os humanos são compelidos a se esquecerem. Nessa festança, Rebekah chegou sendo a responsável em abalar a organização impecável de Marcel ao matar os vampiros das redondezas. Além de causar discórdia, ela conheceu Hayley, onde uma união de proteção mútua se iniciou. Ambas sabem que Klaus é um ser que vive de TPM e decidiram se proteger, influenciadas pelo que aconteceu com Elijah. A interação das duas foi melhor do que imaginei, e acho que elas têm tudo para mostrar um pouco de girl power ao lado de Sophie e das bruxas. Adorei as verdades dela lançadas contra Hayley, o falatório cheio de asco contra Klaus e a demonstração de quanto Elijah é extremamente precioso para qualquer propósito, especialmente para proteger o bebê.

 

O episódio bateu na tecla da redenção de Klaus e como os outros Mikaelson tentaram manter essa chama viva no híbrido. De volta a 1820, o vimos da mesma maneira: temperamental, possessivo, sarcástico, descontrolado, entre outros elogios. Porém, esses sentimentos foram calados quando ele adotou Marcel, o único que ele tratou como filho até então. O desenrolar dessa união e da troca de aprendizado entre mestre e pupilo caiu por terra por causa de Rebekah. Ao invés de apoiá-la, ainda mais por saber que Marcel seria um bom partido para a irmã, o outro caráter de Klaus foi apresentado, que foi justamente se achar como o único homem que deve permanecer na vida dela. Com o passar dos anos, Klaus boicotou todos os relacionamentos de Rebekah, só para que a vampira aprendesse a não se apaixonar mais por ser uma fraqueza. Algo que, convenhamos, ela fazia com extrema facilidade.

 

Foi bem interessante entender um pouco mais dos motivos de Rebekah detestar Klaus e era de se esperar que fosse por motivos de ciúmes com relação aos namoros dela. Acho que o único namorado que o híbrido aprovou foi Stefan, mas na versão Ripper. O flashback da vida dos Mikaelson nos mostrou o drama da vampira em sempre se apaixonar com facilidade e achar que pode se casar com todos, bastando apenas transformá-los em vampiros. Como Klaus bem pontuou, se Rebekah transformasse todos os caras que ela sente afinidade, a humanidade seria extinta. Nossa, eu ri demais nessa parte, juro!

 

Não podemos nos esquecer de que o flashback foi apenas para nos apresentar como Marcel e Klaus eram interligados. Foi muito interessante a maneira como o híbrido cuidou do pupilo ao longo dos anos, todo dedicado ao aprendizado dele. É simplesmente mágico toda vez que Klaus é gentil com alguém, como vemos com Caroline, e adorei mesmo o tipo de cuidados que ele ofereceu ao pequeno Marcel. O híbrido demonstrou um orgulho do pupilo, da maneira como ele evoluiu, um aliado perfeito quando fosse transformado. Agora, deu para entender muito bem o porquê dessa “traição” doer tanto no Original, pois quem tomou tudo dele foi uma das raras pessoas que confiou. E, o mais tenso, é que Marcel não está nem um pouco a fim de retroceder. Porém, o pupilo ainda tem uma devoção camuflada pelo mestre. Afinal, M é de Mikaelson e não de Marcel.

 

Rebekah aprendeu a detestar Klaus porque ele sempre partiu seu coração. Isso a fez se apoiar em Elijah, o Mikaelson dócil que também acredita no amor, na redenção e na família. Ao longo deste episódio, percebi que a vampira é o ponto que deixa Klaus maluco não por ela se apaixonar com facilidade, mas por ser o lembrete de que não é errado sentir. Não é errado se importar. Hayley e Rebekah agem como uma arma contra o impiedoso Klaus, aquele que não sente nada, aquele que só quer ser rei. Rebekah é a parte humana que o híbrido enoja, ao contrário de Elijah que é o irmão que ele respeita, talvez, por não deixar de ser sensato por mais que esteja apaixonado.

 

O ápice da briga entre Klaus e Rebekah se deu por conta de Hayley querer abortar o bebê. Isso colocou em cheque os sentimentos do híbrido que, mesmo sendo distorcidos, há um camuflado lá no fundo que o faz se importar. Marcel conseguiu tirar parte da essência bondosa que existia no Original, pois ele tinha moldado alguém não por interesse, mas pelo gesto altruísta que agora se tornou uma raridade. Klaus acha melhor não esbanjar sentimentos justamente para não apresentar fraquezas, mas é isso que o faz cometer os erros mais horrendos por causa da impulsividade. A presença de Rebekah o forçou a se importar, custe o que custar, para não se esquecer de que, sozinho, ele não terá nada.

 

Marcel apareceu o suficiente para mostrar como as coisas funcionam na cidade. Até humanos em transição são tratados com discrição para poupar um caos. Ele todo meloso com Cami foi uma gracinha, pois, ao contrário de Klaus, ele não tem nenhum problema em se apaixonar. O descaso dele com Rebekah foi épico, mas acho que ainda há sentimento entre ambos que pode gerar um revival. A vampira é ótima em estragar as coisas e não me espantaria se ela dormisse com o vampiro. Eles têm assuntos pendentes que ficaram em aberto por culpa de Klaus. Nada mais justo que tentar resolvê-los.

 

Klaus foi um perfeito jogador neste episódio e foi muito incrível as maneiras das quais ele arquitetou o início de um plano que parece perfeito. O Original deixou o terreno pronto para atacar. Não tem como negar, mas Klaus sabe agir sozinho. Ele é egoísta, mas faz as coisas direito. Tudo soaria ainda mais perfeito se não fosse a existência de Davina que agora ganhou a incrível missão de descobrir como se mata os Originais.

 

Nós já sabemos disso, vejam só…

 

Uma pergunta: Marcel tem o daylight ring. E a nação vampiresca de New Orleans também tem? Que chique…

Stefs
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