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20/out

É engraçado assistir The Tomorrow People e continuar com o pé atrás, mesmo tendo me apaixonado pelo novo esquadrão de pessoas com poderes extraordinários. Desde o episódio passado, fico com muito receio de assisti-la pelo simples fato de não querer ficar viciada demais com medo de ser cancelada. Eu gostei do reboot da trama, dos personagens e da riqueza de efeitos especiais. Sei que a série já tem episódios encomendados, mas, por se tratar da CW, ainda não entregarei meu coração por completo. Mas é verdade que o seriado me conquista pouco a pouco e já sinto aquela necessidade doida de assistir o que vem a seguir. Vamos dizer que estou na fase de curtição, sem amarras. Um relacionamento aberto.

 

Este episódio foi extremamente empolgante, onde o balanço dever e família entraram em cena para abalar alguns fatores da vida de Stephen. O garoto ainda experimenta o fato dos poderes oscilarem e esconde o lado esquisito da mãe, do irmão e até mesmo da melhor amiga, detalhe que sabemos que gera muita tensão para quem tem poderes extraordinários. Família sempre é o fardo dessa galera que tem gene errado e Stephen percebeu isso ao longo da trama. Enquanto lidava com novos sentimentos causados pela revelação de ser um membro do Tomorrow People, ele iniciou as tarefas como aprendiz de agente Ultra para colocar os poderes em prática. A partir daí, a ingenuidade de Stephen foi testada, não só dentro do grupo contra os seres do amanhã, mas também nas relações do grupo liderado por John que quer se manter na penumbra.

 

A história da família de Stephen ganhou foco neste episódio. O sacrifício recebeu forma no pai que, em meio a tantas mudanças que nada mais eram fugas contra, provavelmente, os agentes Ultra, resolveu dar adeus aos entes queridos da pior forma possível. Roger aceitou o chamado, como toda pessoa que tem poderes extraordinários, e pulou fora para assegurar a família. Stephen assistiu a situação ainda criança e é um dos pontos que ainda lhe geram muita mágoa. O tenso é que o adolescente é visto pela mãe como um novo projeto do pai por ter os mesmo comportamentos esquisitos e as mesmas necessidades de se manter são por meio de medicamentos. Stephen se vê no conflito entre passado e presente e fica sobre a linha tênue em abraçar de vez ou não a busca por Roger e os propósitos dos seres do amanhã.

 

Enquanto isso não acontece, ele continua entre os agentes Ultra e recebe a primeira missão: capturar Kurt, o mestre da ação deste episódio. Jedikiah mostrou o verdadeiro caráter e é incrível como ele é contido na própria crueldade. Ele fala em aniquilar os seres do amanhã de uma maneira tão poética que soa até natural. Pellegrino sempre dá um show de atuação e eu ainda não consegui pegar raiva do personagem. Jedikiah é sádico, tem um ego inflado e acha que o que faz é extremamente correto. Ele é apenas a representação daqueles que odeiam e temem o que é diferente. Não me espantaria se ele quisesse os poderes dos seres do amanhã só para ele, pois esse papo de querer matá-los ainda não me convenceu. Seria o mais lógico e, quem sabe, mais viável. Afinal, os agentes Ultra agem no lugar do governo e ele deixou evidente que há pessoas acima dele na briga entre humanos e aqueles que representam a nova evolução humana.

 

Entre as tentativas de capturar Kurt, responsável em colocar tanto os agentes Ultra como os Tomorrow People em ação, Stephen se viu na corda bamba ao ter as crenças pessoais levadas ao auge durante o trabalho com os agentes de Jedikiah. Todo super-herói passa por isso e com pessoas com poderes extraordinários não seria tão diferente. Nesse sentido, a premissa segue a mesma: abrir mão das pessoas que ama para protegê-las. Cara abandonou a irmã para se esconder e Stephen não sabe o que fazer com relação ao irmão e à mãe por ter medo do que Jedikiah pode fazer com eles. Ao se lembrar de como o pai foi embora, o rapaz se vê no desespero de ter que fazer o mesmo, de se esconder junto com os outros que são como ele e manter a poker face dentro do Tomorrow People.

 

John fez a revelação do século ao afirmar que já trabalhou com os agentes Ultra enquanto eu imaginava que ele tinha sido rato de laboratório. As verdades dele servem para abalar as estruturas de Stephen que vê que o trabalho do qual se envolveu não é tão digno assim. Jedikiah não tem medo de matar e quanto mais antissocial for o ser do amanhã, melhor. Nada mais sensato que matar tendo uma suposta razão. É engraçada a maneira como os objetivos de Jedikiah ainda não são muito explícitos. Ele paga de salvador na metade do dia e pelas costas ele é apenas um homem ambicioso que quer destruir uma suposta ameaça. Para tudo ele tem uma justificativa, o que dá respaldo para as ordens infames dele. O mais genial é que o personagem não muda o tom de voz em qualquer momento, nem quando Stephen ajudou Kurt a pular fora.

 

Além disso, o outro impasse abordado neste episódio foi a questão de ir à luta ou continuar nas sombras. Como líder, John tem em mente a proteção do grupo e isso significa não sair da toca. Ao contrário dele, Stephen quer causar algazarra para lutar contra os agentes Ultra. Eu não queria que os dois brigassem, pois eles têm – por enquanto – uma compreensão mútua. Sem contar que ambos receberam os mesmos cuidados de Roger que pediu para que eles fossem corajosos ao longo da jornada. Isso ficou provado com o relógio com o chip D, um objeto sensacional para evitar contato telepático. Eu queria pensar que os desejos deles não criem uma rivalidade. Eles podem ter se compreendido agora, mas tenho certeza que Cara será a fonte de dor de cabeça, pois foi ela quem fez John mudar de ideia para sair da zona de conforto e enfrentar os inimigos inspirada por Stephen.

 

Eu preciso comentar uma coisa: a luta entre Cara e John. Que coisa mais sensual de se assistir não, é? Parecia até uma dança do acasalamento (podem rir, eu deixo! Tô rindo também, Hahaha). Os dois possuem uma química muito boa e eu queria muito que eles não se separassem por causa do Stephen. O John é muito fofo! Dá vontade de apertá-lo. O dilema é que, provavelmente, Stephen provocará o instinto de guerra nos outros amigos especiais, algo que John não estava tão disposto a fazer. A série ainda está equilibrada e falta o ponto de atrito dentro do próprio grupo, algo que sempre tem para gerar aquela típica divisão que termina em treta. Espero que isso não aconteça por meio do triângulo amoroso, mas, como a Julie também assina a série, já estou preparada para me irritar.

 

O que Stephen tirou de lição neste episódio foi o óbvio: não acredite em tudo o que vê. A frase mestre do pai dele. Os agentes Ultra não estão a favor dos seres do amanhã e eles não hesitarão em matá-los. O que sobra para ele é se manter como espião. Porém, da mesma forma que ele agirá como bom soldado, Jedikiah aproveitará desse comportamento para descobrir onde o grupo está escondido. Eu imaginei que isso fosse acontecer neste episódio por conta do relógio. Vai que o tio de Stephen tivesse colocado algum programa para rastrear o sobrinho.

 

No final das contas, John deixou algo muito claro: os seres do amanhã não são super-heróis, mas uma espécie em extinção. Até quando eles pensarão dessa forma?

Stefs
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