Menu:
16/out

Posso dizer que The Tomorrow People foi até que uma surpresa para mim, pois não acreditava que a nova série da CW fosse me cativar. Afinal, estava crente de que seria um perfeito flop na noite, mas ela ganhou uma encomenda de novos episódios. Digo isso porque, desde Heroes, não acredito na possibilidade de nenhum seriado funcionar com a premissa de pessoas comuns que se tornam extraordinárias. Porém, por ser o reboot de uma série infantil que estreou na década de 70, não dá para exigir muito, pois o plot é uma reprise. Eu só quero que as pessoas entendam que TTP não é Heroes, pois as tramas são totalmente diferentes e não merecem ser comparadas entre si. Até porque, defendo Claire Bennet e companhia até o fim.

 

Stephen

O foco de The Tomorrow People sempre tangiu a galera infantil. Agora, com um caráter mais moderno e com atores mais atraentes, era óbvio que a trama com requintes tecnológicos cativaria a galera mais velha (tipo eu!). O seriado nos guia até a história de Stephen, o personagem principal, que abre o episódio ao relatar a rotina banal cheia de clichês: a vida escolar, a melhor amiga chamada Astrid, a mãe endividada para pagar o tratamento psicológico dele, o irmão (Luca) e um pai que sumiu do mapa quando ele ainda era pequeno. A parte mágica é que ainda não temos a garota, porque sempre tem que ter A garota. Porém, isso já ficou nítido: Astrid será uma delas e representará a parte humana da série.

 

Além da rotina, Stephen tem um problema maior: ele se amarra na cama por simplesmente dormir e acordar em lugares diferentes. Ele se teletransporta e não sabe disso, e a mãe acha que é sonambulismo. Por causa desse comportamento esquisito, o adolescente precisa visitar o psiquiatra que nada lhe ajuda, pois o dilema dele é simplesmente genético. Além disso, Stephen ainda escuta uma voz feminina e jura com 3 Js que está maluco. Como toda jornada do herói, ele sai da zona de conforto para conhecer aqueles que se chamam Tomorrow People, mais precisamente John e Cara.

 

John e Cara

A dupla é bem conformada com os poderes e estão bem a par do que acontece no universo de pessoas extraordinárias. John e Cara são inclusos na trama por quererem Stephen, não só pelos poderes, mas porque o pai dele era líder do Tomorrow People. Os dois querem encontrá-lo, mas, para isso, precisam do herdeiro. John se tornou meu personagem favorito logo de cara, ainda mais pela cena de abertura da série, onde ele lutou de uma maneira eletrizante que quase me fez cair da cama. Adoro cenas deste tipo, por favor! Ele “namora” com Cara, a menina que fala na cabeça de Stephen – e que tenho certeza que será a chata da vez em criar um triângulo amoroso, bleh! Ambos são, digamos, líderes do grupo e, juntos, tentam recrutar aqueles que também nasceram com um probleminha genético. Vale mencionar Russell que também é parte essencial do grupo.

 

Não tem como negar, mas The Tomorrow People é banhada de clichês. Porém, clichês que não fogem do plot que séries desse tipo meio que exigem: pessoas aparentemente comuns se tornando extraordinárias. Não tem como contornar isso. A maioria das histórias de “heróis” tem o salvador universal (Stephen), a loucura da descoberta dos poderes, o desespero de fugir do caçador que, nesse caso, são os agentes Ultra liderados pelo Lúcifer, digo, pelo Jedikiah, interpretado pelo divo Pellegrino. Sempre há a isca e o predador, e o dilema dos humanos não aceitarem o que é diferente e quererem aniquilar a ameaça. Sendo assim, não dá para cobrar muita coisa no quesito história de fundo, pois ela já estava pronta.

 

Jedikiah

Ao contrário de muitos vilões, como o pai da Claire Bennet que queria expurgar todos os “heróis”, Jedikiah fica na corda bamba. O trabalho em cima dele foi muito bom, pois não dá para saber se ele é bom ou ruim. Não dá para apontar e dizer com firmeza: olha o vilão ali! E isso é brilhante! Jedikiah tem uma dupla faceta. Para piorar, ele é tio de Stephen, o que aumenta a tensão. Ele é um geneticista dedicado a descobrir como se dá o processo de mutação que gerou o Tomorrow People. O que fica em aberto é que o pesquisador quer encontrar uma cura, outro item que não poderia ficar de fora, pois sempre temos as nossas Vampiras – se é que me entendem. O personagem é enigmático, o que aumenta o suspense ao redor dele. Sem contar a poker face clássica do Mark. Eu sou muito suspeita para falar do ator, porque ele arrasa no papel de péssimo cidadão.

 

Ao longo da trama, Stephen começa a se libertar para o que realmente é e prova as delícias e as infelicidades de ter poderes. Além de ter um pai importante, o rapaz é o novo “escolhido”, pois tem dons que os outros integrantes do Tomorrow People não possuem. Porém, ele tem algo de diferente, que é o desejo de se manter humano.

 

John, Stephen, Cara e Russell

Os “mutantes” da vez possuem uma abordagem “diferente” também. Todos são detentores dos 3 Ts: teletransporte, telecinese e telepatia. Por mais que seja um reboot de uma série pronta, só acho que os poderes são mal distribuídos. Se teletransportar é uma tarefa muito fácil, o que fere a ideia de luta, sendo que eles podem “aparatar” para qualquer canto e continuar a fugir dos agentes Ultra, uma equipe que também é formada por pessoas com superpoderes. Foi uma coisa que não aceitei muito bem, pois sou daquelas que apreciam poderes individuais por serem uma espécie de marca registrada. Como associar os personagens sendo que todos têm poderes iguais?

 

Outra coisa, o bando Tomorrow People é incapaz de matar, mas são capazes de roubar? Sabemos que todas as pessoas com poderes extraordinários são divididos entre aqueles que usam e abusam da ideia de serem o Homo Superior sobre os humanos e aqueles que reconhecem o talento, mas não o esbanja. Essa ideia de não matar é meio fora do padrão, como Edward brilhando, pois se a genética foi boa com você, e há inimigos na sua cola, quem é que não tentaria matar para se proteger? Só acho que o grupo é muito fraco para lidar com uma organização que aparenta ser imperial. Porém, devemos lembrar que a série foi lançada para o público infantil. Então, é feio matar o próximo!

 

Embora tenha os clichês e as abordagens sem sentido, The Tomorrow People é bom, é agradável e atraente. Em meio a toda grade da CW, pessoas com poderes voltaram à televisão e eu, como muitas pessoas, sentia falta disso. Ainda não me conformo com a trollagem de Heroes, não que TTP vá substituir meus heróis do apocalipse, mas gosto demais da conta de ficção científica e estou meio que farta dessas séries adolescentes sem conteúdo. Com esta série, até que estou otimista.

 

Vale mencionar os excelentes efeitos especiais e o elenco que conseguiu me cativar, um elemento primordial para uma série nova.

 

The Tomorrow People é eletrizante, mesmo com toda a receita pronta de como fazer pessoas com poderes sobreviverem. Mais uma vez, Julie e companhia são responsáveis em me dar mais um vício.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3