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20/out

Este episódio de The Vampire Diaries foi bem fechado, onde apenas três plots se destacaram: a união entre Katherine, Elena e Damon na missão de encontrar Stefan, as revelações de Tessa (Qetsiyah), e Matt (Gregor) e Nadia. Mesmo com a exclusão dos outros personagens da série, não gostei dele tanto assim. Ao contrário dos episódios anteriores, este foi monótono demais e se sustentou durante 40 minutos, sem necessidade alguma, nas revelações de Qetsiyah. Isso me rendeu tédio e sono. Sim, teve os pontos relevantes como a história do passado de Silas que foi interessante, mas não era preciso arrastá-la durante a trama inteira. Eu cheguei a um ponto que não aguentava mais escutar true love e doppelganger, juro!

 

Por mais que eu não tenha gostado tanto, este foi o episódio que fez The Vampire Diaries subir na audiência. Porém, é meio claro por qual motivo: o lado ripper de Stefan. A promo da CW foi altamente enganosa, pois o estripador não estava de volta. O Salvatore saiu do cofre e apenas fez o que todo vampiro precisa para sobreviver: se alimentar. Ele não desligou a humanidade, tomou todo cuidado para alertar as vítimas com o intuito de não matá-las e pareceu muito ameno e tranquilo para quem deveria estar perturbado e confuso. Afinal, ele passou 3 meses trancafiado e em processo de regeneração constante. Stefan estava muito equilibrado, algo surreal demais. Uma hora ele sai todo maluco e na outra ele parecia ótimo. Algum sintoma traumático ele deveria ter apresentado.

 

Ao ser liberado do castigo, Stefan foi parar nas mãos de uma jovenzinha que só parecia simpática. Afinal, ela é a Qetsiyah, uma bruxa de altíssimo padrão. A revelação da identidade da mulher foi a única parte bombástica desse plot. Ela deu aval a um giro no tempo, onde voltamos 2.000 mil anos até a Grécia Antiga, onde todos os dilemas de doppelgangers e o papo da cura começaram. A história se iniciou com Silas e Qetsiyah prestes a se casarem até ele se apaixonar pela criada, Amara, uma das doppelgangers da linhagem de Elena. Ok! Até aqui as coisas foram totalmente funcionais, gostei da explicação, mas o ponto em que Qetsiyah começa a choramingar pelo amor não correspondido quebrou todo o encanto da cena. Eu via tédio na cara de Stefan e não interesse.

 

Depois de contar como se deu a mitologia dos doppelgangers e a cura para Stefan, a história de Qetsiyah poderia ter sido interrompida. Foi muito chato a repetição de que ela foi enganada por Silas e do porquê ela querer que ele ingira a cura. Achei desnecessário tudo isso e não consegui levar a personagem a sério. Tudo bem sofrer por amor, mas, com tanto poder e depois de 2.000 mil anos, ainda é possível viver em torno disso? Se a tentativa era fazer com que a história de Qetsiyah fosse bonita, para mim soou extremamente patética. Se fosse só para mostrar como a linhagem de cópias surgiu, tudo teria sido muito melhor. Tudo bem que ela tinha direito a expressar a mágoa, mas o problema é que a maluca não sabia falar de outra coisa. Nada a ver Qetsiyah repetir a mesma cerimônia do quanto Silas partiu seu coração e do quanto ela quer mostrar a ele o quanto foi ferida, óh!

 

Para piorar, como levar uma personagem a sério depois dela enumerar os próprios defeitos? Falta de confiança, paranoica, psicótica, louca e odeia até o próprio nome, algo que a fez aderir o codinome Tessa. Como respeitá-la? Eu já quero que o Silas dê um kick nela para acabar com essa ladainha logo. Ela me irritou com tanto drama desnecessário, sendo que nem ela foi santa quando estava com Silas. Só sei que a suposta chateação dela poderia ter sido eliminada para manter o foco na situação dos doppelgangers e a na solução de tirar Silas do caminho.

 

Mesmo com todo o drama, me pergunto porque ela viria ao auxílio de Stefan. Seria para fazê-lo se reencontrar com Elena? Afinal, foi ela que implantou os sonhos, embora tenha sido com o intuito de atrair a Katherine também por causa da cura. Vai entender…

 

O flashback de Silas me lembrou do Stefan na juventude. Dessa vez, não consegui descaracterizar os personagens, pois até as expressões de traição e de perda ficaram muito parecidas, coisas de pessoas que têm milhões de cópias durante gerações. Porém, a ganância de Silas permaneceu, um item que Stefan não possui. A volta no tempo só serviu para fincar de vez a mitologia doppelganger como plot central da temporada, como também para esclarecer como o fenômeno acontece. As cópias são apenas uma resposta contra a imortalidade de Silas. Elas são balanços da natureza. Daí, pergunto: se Silas morrer, esse assunto acaba junto com ele? Isso também me fez lembrar de um comentário da mama Original, Esther: Elena é a única capaz de destruir a “maldição” das doppelgangers. Isso seria possível ainda? Para quem não se lembra, a cada 500 anos, uma cópia nasce. Da linhagem de Elena já temos Tatia, Amara, Katherine e a própria Elena e isso já soma 2.000 mil anos. Stefan não é o primeiro da linhagem dele e me pergunto se aparecerão os outros, algo que não estou disposta a assistir.

 

Enquanto a história transcorria, Elena, Damon e Katherine se uniram para encontrar Stefan com base no sonho das duas doppelgangers  Acho que essa foi a parte realmente boa do episódio justamente por causa do conflito e do comportamento dos três personagens que renderam surpresas instigantes. Katherine e Elena tiveram um acordo mútuo, o que me deixou de queixo caído. Quem imaginou que a Santa Gilbert salvaria a inimiga humana, né? Na confusão gerada por Nadia, digo que Elena foi quem se destacou por causa da iniciativa dela durante a ação. Ela protegeu Katherine e deixou Damon ser o responsável em encontrar Stefan, algo que ela relutaria com facilidade.

 

Elena estava muito presente neste episódio, muito confiante em meio à incerteza se seria errado ou não se importar com Stefan. A vampira preferiu proteger Kath a encontrar o ex que ela sonhou por três meses, e não choramingou em nenhum momento, algo que era típico dela. Além disso, Elena foi ótima em sair na porrada com Nadia, algo inédito para quem sempre teve um Salvatore como escudo. Isso me deixou bastante satisfeita, pois quem acabou sendo a segurança da vez foi a vampira que se saiu muito bem.

 

Depois de todas as irritações que Damon me causou nos episódios passados, neste ele parecia o bom e velho Damon: petulante, brincalhão, protetor e inseguro. Ele nunca foi muito bom em esconder os próprios sentimentos e gostei da transparência dele em não aprovar os sonhos de Elena com o ex, mas voltar atrás para escutá-la. Outra coisa, o Salvatore deu plena liberdade para a vampira agir contra Nadia, algo que ele não aceitaria por sempre querer assumir qualquer situação. Damon ainda tem aquele jeito protecionista e petulante que ficou nítido quando ele pediu para Elena abandonar Katherine se rolasse algum problema, como também por acudir Stefan quando o encontrou.

 

O Salvatore estava muito bem para um personagem que está muito descaracterizado. Porém, toda confiança caiu por terra quando ele encontrou Tessa que mexeu com os sentimentos dele ao dizer que o vampiro é como ela, um obstáculo que deixa as coisas mais interessantes e que, enquanto houver Stefan, Delena não terá futuro.

 

Pausa dramática para o momento Stefs, a sincera.

 

Com a saída dos Originais, The Vampire Diaries ficou desfalcado e eu via como desafio a ideia da série se reiventar, mesmo com o triângulo amoroso. Eu defendi a ideia do plot das mitologias, pois elas sempre foram a parte boa de TVD e, de certa maneira, são itens que sustenta o seriado. A história de fundo sempre segurou todo o resto, independente de com quem Elena estava no momento. Neste episódio, Delena e Stelena tiveram motivos para celebrarem, mas, digo por mim, os shippers costumavam ser mais mágicos. Agora, soa muito forçado. Não há necessidade de fazer pausas e cortes de cena para fazer Elena dançar entre os irmãos que nem uma barata tonta. O que me fez desgostar deste episódio em grande parte foi essa jogatina que já me cansou e que eu quero muito que se resolva de uma vez.

 

Vejam bem, nos dois episódios passados tivemos cenas eletrizantes. Cada personagem contribuiu à sua maneira e tudo funcionou muito bem. Bastava apenas cortar as cenas referentes ao triângulo que, atualmente, não fariam a menor diferença. Todo esse papo de true love só dá perrengue inacabado e eu estou farta desse círculo vicioso. É meio frustrante depois de 5 anos de seriado ver que todos os envolvidos na série ainda insistem no assunto que deveria ter tido um final, no mínimo, na terceira temporada. Eu nunca vi, em toda minha vida, uma escolha ser “descolhida” de uma hora para outra. Sim, as pessoas podem não amar o companheiro/a para sempre, mas, no caso de Elena, eu acho sensacional como ela se esquece de tudo que viveu com absoluta facilidade.

 

Eu não duvidaria se (SE) Delena terminasse e ela agisse com indiferença contra Damon, por exemplo. Tudo é fácil para ela, sendo que não é. Mas ela é a protagonista, né? Ela tem o direito de sentir o que quiser.

 

Julie sabe que há uma guerra dentro do fandom de TVD sobre esse assunto e o que eu sinto da parte dela e de toda a equipe da série é que eles não se importam mais e fazem disso um trabalho visto como prêmio de consolação para que ninguém reclame e diga: vocês não fizeram meu shipper acontecer. Eu acharia mais digno se eles reconhecessem que um dos lados sairá magoado nessa batalha e parassem de prolongar o inevitável. Não é novidade para ninguém que sou Stelena, que quero ver meu shipper feliz, mas está tudo muito chato. Eu leio outros reviews e as reclamações são as mesmas: chega de triângulo amoroso.

 

E a Julie não está nem aí mais, pois a dondoca tem The Originals e The Tomorrow People, ambas que ganharam pedidos de novos episódios da CW e estão superbem na audiência. Acham mesmo que ela vai ficar preocupada com a administração da Caroline Dries? Tá!

 

Fim da Stefs, a sincera.

 

Para piorar, Tessa colocou mais lenha na fogueira em cima do triângulo amoroso. Além de linkar Silas e Stefan, ela jogou verdades na face de Damon que era óbvio que o destruiria. Isso gerou a cena final entre Damon e Elena que foi sensacional. A dinâmica deles durante o episódio foi muito boa, uma surpresa para quem só vivia de sexo desde a temporada passada. Adorei a dinâmica dos dois juntos contra Nadia, como também amei a iniciativa de Damon em se declarar de uma vez por todas para Elena. Se isso foi uma deixa, um recado para que ela se lembre quando tiver que escolher mais uma vez, não sei, mas não deixou de ser tocante. Pior que ainda sinto aquela sensação de despedida entre eles, pois as finalizações do casal têm sido meio tristonhas, ainda mais depois deles terem enfrentado uma sessão verdadeiro ou falso e agora a história de que doppelgangers estão destinados a ficarem juntos.

 

Stefan não brilhou o quanto foi prometido, mas acho que isso pode acontecer no próximo episódio. Agora sem memória, o Salvatore terá uma terceira vida (já que a segunda foi ele sair do cofre e não ser ripper). Isso seria uma forma de recuperar o que Elena e ele tiveram no passado? Bem, até quarta-feira passada, eu não via solução para Stelena e, pela promo do próximo episódio, haverá muitos revivals do 1×01, onde o meu, o seu e o nosso vício por TVD começou. Posso dizer que estou com medo de que tudo seja uma alucinação? Não confio na Tessa, ainda mais quando ela sugeriu ao Damon que poderia tirar Stefan da jogada para que ele ficasse com Elena. Eu só sei que Defan será testado e eu espero não ficar decepcionada.

 

Stefan sem memória é uma oportunidade de trabalhá-lo do zero, mas o quanto isso seria interessante? Os escritores da série fizeram o que Rebekah não quis fazer: apagar cada memória, cada beijo, cada dor e o amor que ele sentia por Elena. Quem não se lembra do quanto Elena ficou desesperada quando a irmã de Klaus deu essa proposta para o Stefan? Dizem que ela enfrentará a própria jornada emocional e isso teria a ver com a falta de amor do Salvatore? A amnésia servirá para aproximá-los, mas, e quando as memórias voltarem? Ficará tudo por isso mesmo? Eu já consigo imaginar um fim sem doppelgangers e eu acho que, tristemente, isso afetará na relação Stelena – de novo.

 

Até porque Katherine é a cura. Se ela morrer e Silas também, danou-se. Ainda não ficou muito claro o objetivo dele com Nadia, mas a traveler tem os próprios objetivos, especialmente quanto ao Gregor, que ela matou só para garantir a confiança de Silas. Nessa relação, quem se destacou foi Matt e eu fiquei muito feliz por darem um plot decente ao personagem, além de muitos choramingos e o fato dele ser o único humano. Espero que Zach nos traga uma excelente interpretação ao incorporar Gregor, mesmo eu achando esse papo de usar mesmos atores para fazer personagens diferentes um gasto de talento homérico.

 

Pausa para o fangirling: eu posso dizer que a cena da Elena colocando o anel no dedo do Stefan me fez ficar no chão? Eu estava preparada para um reencontro das galáxias, com direito a explicações e chorumelas, mas já que o Stefan perdeu a memória, terei que respirar fundo para saber o que acontecerá a partir de agora. Não sei se aguento um Tefinho apagado.

 

Eu não sei quantas pessoas leem meus reviews de The Vampire Diaries. Eu sei que, às vezes, sou muito dura e fria, como se não gostasse de nada ou sou muito amorosa quando não é para ser. Eu acho que o pretexto de comentar um seriado que você gosta é ser o mais honesto possível e isso significa levantar os pontos bons e ruins. É um relacionamento. Se fosse para falar só bem, eu não gastaria tanta energia. Só digo isso porque sei que fui meio maligna nesta resenha. E eu também evito falar de shipper, pois nunca presta. Porém, se o episódio da semana que vem for como imagino, vou ter que levantar minha bandeira Hahahaha.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Acho que eu fui a única pessoa com pé frio neste episódio ou todo mundo tá mto iludido HAHAHAHAAHAHAHAH. Tinha tanto furo neste epi que eu chorei lágrimas de sangue. Sim, foi linda a história do Silas e tudo mais, mas já chega desse triângulo amoroso, tá mto cheio de mimimi universo mimimi amor que consome, enough HAHAHAHAHAAHH

    Nossa! A Elena é campeã de sofrer e esquecer em menos de 5 segundos. Isso que me dá mais raiva dela. Mas, tudo bem, na temporada passada ela estava pior Hahahahaha

    Beijos, gata!

  • Isis Renata

    bom você viu meu surto do wtss. eu gostei muito do episódio. acho qie esperava pelas revelações que teve, embora você tenha razão em dizer que Tessa tipo, gata? né? entendo que traição é a pior coisa que existe, mas mil anos depois tá na hora de sei lá né? rsrsrs
    um ponto importante que você levantou, pois não vejo previews. o Stefan e essa milagrosa recuperação. bem isso. uma hora ele tava tipo 'muaaa que fome' e então ele começa a conversar como se nada tivesse acontecido. MEW tu tinha que estar acabado até o fim do epi hahaha. mas como tinha que contar a história do Silas né?

    Fiquei muito feliz com a história das dopplegangers. É um snap on the face da galera Delena (sou uma delas hahaha) mas como te disse, sou porque achei a Elena muito FDP com o Tefinho.

    outro ponto fortíssimo. Essa coisa da 'Elena esqueço rapido'. caray né? isso realmente pode acontecer. ela termina e finje que nada aconteceu. afcu típico hahaha

    bom é isso gata :* até a próxima review.