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13/out

O que falar deste segundo episódio de The Vampire Diaries? Eu ainda estou completamente afetada, especialmente com a promo do próximo que me fez cair no chão de tanta emoção. Achei a trama ótima, mas com algumas coisas altamente dispensáveis. Os personagens estavam bem envolvidos com os acontecimentos, mas ainda tenho medo dos inúmeros plots que têm tudo para crescer e não se concluírem, como aconteceu com o pobre do Conselho que finalmente teve uma menção de Elena. Contudo, desde o primeiro episódio, eu sinto como se TVD tentasse voltar ao que era lá na primeira/segunda temporada, onde o foco da história eram as mitologias.

 

Desde a temporada passada, a parte mais sombria da série foi abandonada para dar espaço aos casais, a transição de Elena e os Originais que não tinham mais nada o que fazer em Mystic Falls. O início da história de The Vampire Diaries foi marcado pela revelação dos vampiros, depois a dos lobisomens e da família Original, e logo em seguida soubemos da questão dos híbridos. A quarta temporada não trouxe nada disso, só a transição de Elena que foi um perfeito fracasso e um sire bond irritante. Agora, temos muitos plots com capacidade de se encontrarem ao longo dessa nova aventura, onde cada personagem tem sua mitologia. Bonnie e o Outro Lado, Jeremy Caçador, Matt sendo sobrenatural, Silas e Katherine e os doppelgangers. Era de assuntos assim que sentia muita falta e não tenho pena de dizer que esse marketing em cima dos casais já deu.

 

Bonnie abriu a trama e eu fiquei com muita dó dela. Finalmente, ela se tocou que não há vantagem em ser fantasma, especialmente pela falta de contato humano. Porém, ela não está pronta para morrer. O primeiro contato “real” dela foi com Matt e eu queria que Bonnie se convencesse a abraçar o Outro Lado, mas sabemos que Mystic Falls está sem bruxa. Estarei no aguardo do retorno da personagem quando o barraco começar. Acho que Bonnie e Matt serão responsáveis pelos dramas do Outro Lado, um lugar que Silas quer destruir. Tudo porque Matt tem a habilidade de morrer e voltar, algo que pode ser preocupante, pois vimos o que aconteceu com Alaric. Finalmente soubemos mais da mitologia em torno do anel Gilbert. Ric foi responsável pelos efeitos colaterais do acessório e Matt pela demonstração de como acontece a desconexão entre corpo e alma. Estou feliz pelo destaque dele, pois o humano (se é que ainda posso chamá-lo assim) deixou de ser isca para entrar em ação.

 

O arco faculdade não trouxe nada de interessante. Teve o clima de festa e de memorial para Megan, mas nada bombástico. Houve a apresentação do professor gatinho Wes que tem ligação com o pai de Elena. Achei o personagem bem enigmático, mas nada superará meu amor por Alaric. O que me deixou com a pulga atrás da orelha foi a questão de Jesse ter contado à Elena sobre uma sociedade secreta, cujos encontros acontecem em alguns dias da semana. Pressinto que o pai da Elena está envolvido nisso se estiver vivo. Só me pergunto porque o professor é de Microbiologia. Como já disseram que Wes sabe tudo sobre Mystic Falls, não me espantaria se rolasse o papo sobre a cura de novo.

 

Só eu que achei a Caroline resmungona e insuportável neste episódio? Ela estava muito cri, cri para o meu gosto. Na primeira temporada, o lado desesperado e certinho dela era engraçado, mas a vampira está com uma necessidade tão grande de ser normal que chega a ser irritante. O mundo começou a pegar fogo e ela quer ter uma experiência humana. Please, Caroline! Não a culpo de querer um pouco de pacificidade, ainda mais depois do toco deselegante de Tyler. As partes boas dela foi com Jesse, mas a vampira tinha que estragar tudo ao mencionar um namorado que não existe mais.

 

Pontos de destaque

 

Katherine conseguiu ajuda em lugares inesperados: em Jeremy e Matt. A atitude inédita da personagem é ter mostrado fragilidade por ser a moonstone, aquilo que todo mundo quer. Vimos o quão funcional foi a hipnose de Silas sobre Mystic Falls, pois a humana não tinha para onde escapar por ser associada com Elena. O bom de Katherine é que ela não perdeu o lado kick ass e não refutou em nenhum momento em salvar a própria traseira. Só achei que ela tossia demais e não confiei tanto assim no papo de resfriado. Tudo bem que ela virou a noite de roupão, mas não é possível que a cura não tenha um efeito colateral. Não acho que seja apenas engolir e está tudo certo, sabem? Se Silas está tão desesperado para pegá-la por causa da substância, imagino também que tenha prazo de validade para sair do organismo.

 

Ainda em Katherine, ela não abandonou o lado girl power. Mesmo que ela guarde muitas inseguranças, a nova humana ainda ofusca. Kath rendeu partes divertidíssimas, como também foi favorável ela mostrar fragilidade e ficar assustada com o fato de Jeremy cobri-la com uma manta. Ela também arrasou quando atirou em Silas, um momento fuckyeah ao extremo que me encheu de orgulho. Jeremy e ela foram uma versão distorcida de irmandade. Adorei a maneira como ele a estimulou durante todo o episódio a ser uma humana melhor, como não fugir ou abandonar as pessoas na hora que o bicho pega. A interação deles com Matt superfuncionou, formando um trio inusitado. Escuto os sinos cantando Matherine ou Mattherine, ainda há dúvidas sobre o shipper.

 

O romance Delena foi testado e as conclusões não foram muito animadoras para quem ama o casal. Com direito à verbena, cuspida, pedaço de madeira e quase um incêndio, Damon e Elena tiveram a primeira DR impulsionada por Silas. O que tenho a dizer sobre todos os efeitos colaterais é: oops! Só acho que Damon mereceu ser torturado por motivos muito óbvios. Primeiro: ele afirmou meio que indiretamente que o que sustenta o romance dele com Elena é o sexo. Segundo: ele mentiu para ela sobre Jeremy, Katherine e Cia. Terceiro: ele se recusou a dizer a verdade sobre Stefan diante de uma Elena chorosa. Três atitudes imperdoáveis que o fez merecer uma golada digna de água com verbena.

 

Silas foi muito sábio ao dizer para Damon que a “arrogância camufla o medo”. O Salvatore só demonstrou que não se garante, nem na presença do doppelganger de Stefan que o humilhou lindamente ao usar Elena. Durante toda a cena de ira da vampira, eu me surpreendi com o fato dela se machucar para não agredir o namorado. Essa investida foi muito bacana, pois demonstra que ela gosta dele, que ela se importa. Porém, o conflito mostrou que nada é mais forte que a presença de Stefan, onde Damon fez a cartada da humilhação ao pedir para Elena pensar nele e descrever o que ela sente para amenizar a raiva. Nessa parte, eu senti muito por Damon, aquele olhar triste me fez esquecer por breves segundos de que ele é um cretino, pois, depois de tanto tempo, Stefan ainda é sombra dele.

 

Porém, eu me irritei quando Damon relutou de novo a dizer onde está Stefan para Elena. Eu fiquei extremamente enraivecida. Tudo isso é medo de perdê-la? Ele realmente precisa ser tão infantil, abraçar o mundo, enquanto o irmão dele sofre dentro de um cofre? Ele viu Elena se entregar ao desespero por Stefan e, mesmo assim, ele não podia apresentar um pouco de dignidade em dizer o que realmente aconteceu pelas costas dela?

 

Damon ama Elena, do jeito distorcido dele, mas só acho que o Salvatore deveria parar de achar o que é melhor para ela e perguntar o que ela deseja fazer. Stefan dava essa liberdade para Elena, algo que Damon precisa aprender para dar conta do romance. Na mente dele, o que o garante são suas maravilhosas qualidades, como ser bom de cama, e isso para mim é muito complicado para quem planeja ter um relacionamento. Ao invés dele se garantir sendo honesto, Damon prefere apelar para os lados fáceis de qualquer situação por meio do sexo, do desligamento de sentimentos, da manipulação e da tortura. Eu só acho que o Salvatore não está pronto para dar o que Elena precisa e não acho que ele aprenderá, pois ele é muito “eu e meu ego”. Claro que isso muda quando ele quer salvar as pessoas que gosta, Elena conseguiu mudar isso nele na primeira temporada, mas, quando o assunto é relacionamento, desde Katherine, Damon sempre foi possessivo e egoísta.

 

Damon e Elena estão claramente apaixonados e felizes, mas não podemos nos esquecer que ainda há Stefan. E é ele que ainda exerce influência sobre a vampira. Não sei afirmar o quanto isso é bom ou ruim, pois, honestamente, estou farta desse triângulo amoroso. Não aguento mais Damon e Elena se atracando a todo o momento, como também não queria que Stefan voltasse para ela. Faço das palavras do Paul as minhas: eu queria que Stefan seguisse em frente. Porém, há esse romance para alimentar, algo que já perdeu toda a magia. Eu acho que esta temporada é decisória para a escolha de Elena, pois não dá para seguir com essa brincadeira mais uma vez. Espero que isso aconteça, pois esse assunto virou uma competição sem precedentes e o pior é que isso influência nas decisões dos produtores da série.

 

Para ser bem honesta, o que estraga TVD é essa batalha de shippers e não me espantaria que essa seria a causa principal da queda de audiência dos dois episódios (sim, gente, o ibope caiu de novo). TVD está na pior, mesmo com episódios com tramas bem-sucedidas. Espero que Caroline Dries comece a rever certos conceitos, pois a série não precisa de casais para sobreviver. Ela consegue se sustentar com a ótima atuação de um elenco muito carismático. Digo por mim: estou mais preocupada com Silas ao que acontece entre Damon e Elena.

 

Silas voltou a sambar na cara de todo mundo e eu sambei junto com ele. Simplesmente amei ele jogar na cara de Elena o fato dela ter se apaixonado por Damon e ter tirado de debaixo do tapete todas as omissões que o namorado dela tentou camuflar. A performance de Paul Wesley está realmente impecável e volto a frisar que, se tudo afundar, ele levará a temporada muito bem nas costas. Silas é totalmente diferente da versão ripper de Stefan. Ele é blasé, irônico, desapegado e cheio de TOCs. A elegância do personagem é algo muito importante de frisar, pois ele enfrentou situações bem distintas neste episódio e não mudou os trejeitos.

 

O personagem mostrou aborrecimento por não conseguir controlar Matt, mas não perdeu a compostura. Ele não é veloz, não vai direto na jugular e não é forte o bastante, mas sabe administrar os objetivos por ter um foco invejável. Depois de tudo, Silas simplesmente reclama de um péssimo dia como se chegasse a um bar e pedisse um drinque. A maneira como ele fez o dono da lojinha de conveniência se cortar, bem como a maneira como ele conduzia o copo para se alimentar, deu ainda mais ênfase no quanto Paul Wesley é extremamente versátil. Eu adoro o jeito que o ator conduz o personagem, tão sedutor e tão perigoso. Silas gosta de causar discórdia e faz isso de uma maneira tão elegante que é impossível odiá-lo. O mesmo acontecia com Klaus quando ele fazia as pausas para a hora da verdade. Os vilões sempre têm razão no que dizem, pois eles veem toda a situação de um ângulo completamente diferente. Paul não precisa forçar a barra para atuar e ele aceitou o risco de interpretar três personagens nesta temporada: o vazio Silas, o esfomeado Ripper e o romântico Stefan. Preciso dizer mais alguma coisa sobre quem é que rules em The Vampire Diaries? Essa não é a temporada Stelena ou Delena. Esta é a temporada do Paul Wesley.

 

Comentários gerais

 

Jeremy teve uma performance excelente. Ele tomou iniciativas muito importantes sozinho, o que dá força para o lado caçador dele. A macumba em torno de Matt era um meio de vigiar Silas e que nos serviu para conhecer os Viajantes ou Travelers que querem colocá-lo dentro do caixão. Porém, há um cronograma para seguir. Será que isso tem a ver com os doppelgangers? Nadia pode ser vista como uma vilã também? Só sei que esse elo com Silas vai dar o que falar.

 

Por mais que tenha amado a nova alucinação de Stefan, ela quebrou o ritmo do episódio. Porém, vale meu comentário sobre a maneira como o Salvatore se agarrou às lembranças significantes para não desmoronar. Eu só consigo defender a parte dos sentimentos de Stefan, que não encontrará nada do que imaginou agora que foi libertado. Mas o que importa é que The Ripper is Back! Eu sabia que isso aconteceria, por mais que Stefan estivesse apegado às alucinações com Elena. Tendo como referência a linda alucinação deles juntos, acredito que a força de vontade alavancada pelo amor que ele sente pela vampira o tirou de lá. Pelo lado ruim, acho que Silas o libertou para distrair a galera enquanto ele tenta capturar Katherine.

 

A questão é: como Stefan saiu de lá sem o anel? Silas teria sido tão gracinha em liberá-lo à noite?

 

A declaração final entre Damon e Elena me soou como uma despedida. Eu me senti dessa forma. Ela disse que o amará mesmo ao encontrar Stefan. Não confio em nada nas formas de amar da vampira e estou de olho na próxima mágoa que ela dará ao Damon. O Salvatore foi bem gracinha ao dar o anel de Stefan para ela, como também por fazer o comentário que se incomodou com o fato dela ainda pensar no ex. Porém, vou frisar: um relacionamento de quase 4 anos não se elimina em 3 meses. Damon só precisa entender que certos sentimentos não tem um botão para desligar.

 

Fora da faculdade, eis um Ripper andando faminto por aí…Ventilando e vomitando arco-íris no presente momento.

Stefs
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