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13/nov

Eu não podia deixar de falar um pouco sobre a Jennifer Lawrence nesta semana que está completamente em chamas. Não é segredo para ninguém que a atriz é muito diva, muito humilde e muito popular, não só por encarnar a querida Katniss Everdeen, mas por ser despojada e dona de uma personalidade marcante. Sem contar a língua ácida. Com pouca idade, Jen ganhou atenção da crítica ao ser protagonista do longa Inverno da Alma, lá em 2011, atuação que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar, como Melhor Atriz Coadjuvante. Este ano, a nossa princesa faturou o posto mais alto, sendo a Melhor Atriz por Um Lado Bom da Vida. Tão jovem, tão linda e tão troll.

 

Jennifer não faz o tipo estereotipado de atrizes que são populares no circuito de tapetes vermelhos de Hollywood. Hoje, ela é peça carimbada em grandes eventos e nunca deixa de tratar bem os jornalistas, como também não esconde o quanto é divertido estar na companhia dela. A atriz simplesmente não liga para o que meio mundo pensa dela, e isso ajuda a torná-la uma peça rara, única, que prova que as aparências não são tudo nessa vida.

 

É verdade que ter dado vida à Katniss lhe abriu muitas portas, um papel que foi extremamente concorrido se querem saber. Atrizes que agora pertencem ao universo YA/fantasia, como Shailene Woodley e Sairose Ronan, bem que tentaram, mas JLaw (J-Law, J.Law, como preferirem) abocanhou o papel da heroína de Jogos Vorazes. Ela chegou a pensar em não interpretá-la por não se sentir preparada para ter tanta atenção, ainda mais porque, na época, a atriz estava acostumava com papéis menores no circuito de filmes independentes. Graças ao conselho da mãe, ela aceitou, e colhe louros pelo reconhecimento e tem respeito de muitos fãs.

 

Jen teve seu debut no cinema em 2008 e o currículo dela é repleto de filmes independentes (e séries de TV), por vezes, onde ela fez uma curta aparição, como aconteceu em Like Crazy. De todos, The Poker House foi bem marcante para mim. Porém, Inverno da Alma realmente merece destaque, pois foi o longa que deu oportunidade para Jen mostrar que é uma ótima profissional. A personagem exigiu muito dela, especialmente no que condiz ao apelo emocional. Inclusive, era como se Jen estivesse em fase de treino para ser Katniss no futuro, pois o papel era de uma menina que vive na pobreza, que tem que arranjar meios de sustento para a família e que tem que lidar com muitos impasses ao longo da jornada.

 

Eu afirmo fácil que J-Law é uma perfeita garota aleatória. Nunca se sabe o que ela irá dizer ou como irá se comportar. Ela faz o low profile, mas, quando aparece, ofusca grandes figurões do entretenimento. Ninguém sabe do que ela é capaz de fazer em cada aparição e o público, sempre que a vê, aguarda por algo engraçado e espontâneo. Por mais que eu e meio mundo a ame e a venere, há quem ache o comportamento dela forçado e mentiroso. Claro, pois é mais conveniente ser fútil, azeda e apática. É o comum e fugir disso lhe faz um alien.

 

Porém, Jen é um alien adorável. Em aparições e entrevistas, dá para ver que ela age por instinto e não tem vergonha nem de soltar piada para tirar sarro de si mesma. Eu digo que é totalmente impossível não se apaixonar pela atriz e é óbvio que ela é uma das inspirações da Random Girl por ter personalidade, um detalhe que faz toda a diferença.

 

Personalidade. Agir como você realmente é e não como o ambiente exige. Como diria Coco Chanel: eu não ligo para o que você pensa de mim. Eu não penso em você de jeito nenhum. Esse quote clássico cabe muito bem na vida da Jen e de qualquer garota que ama a si mesma, do jeito que é, independente se o cabelo é liso ou enrolado, se tá magrinha ou gordinha. Como dizem, as pessoas te recebem a partir das emoções que você transmite para o universo. Bobo, mas é a mais pura verdade. Por isso, não penso em qualquer outra pessoa a não ser na Jen para servir de inspiração para as jovens de hoje em dia, sério. Ela é tudo o que uma garota comum pode ser: desengonçada, fala de um jeito espalhafatoso, com muitos gestos, tem rosto oval, mas com bochechas rechonchudas, tem curvas… Mas o que vence é o senso de humor e o respeito que ela demonstra ter por si própria, mesmo com todas as exigências de Hollywood.

 

Eu sei que muitas pessoas a acham extremamente falsa, mas acredito que seja por um motivo muito simples: ela é ela mesma. Quando você é sincero demais, você é insensível. Quando você diz que se ama, é arrogante. Quando diz que não liga para o que os outros pensam, você é feiosa. Eu li um tempo atrás uma matéria (vou dever o link) que não dava crédito ao comportamento trollador da Jen, por julgar que há ausência de naturalidade, sem contar que a maneira como ela “causa” é totalmente inconveniente.

 

Eu não vi e nem li a Sarah Jessica Parker reclamar da súbita aparição dela em meio a uma fotografia, mas tudo bem. Ambas se divertiram. Claro que poderia ser uma pessoa ogra, que poderia fácil tentar queimar a Jen, mas acho que a atriz tem noção de quem ela pode zombar. E se não souber também, who cares? Ela não é parte do elenco do Jackass ou aqueles tontos do Pânico. Esses sim são forçados e inconvenientes.

 

Jen é uma quebra de protocolo e de etiqueta no ramo em que trabalha, um universo que já tem manual pronto para ser seguido fielmente. Ela não se rendeu a isso, o que é um choque para toda a nação do entretenimento. Ainda mais por se tratar de uma vencedora do Oscar, que deveria esboçar a riqueza na capa da People e a arrogância no site do Perez Hilton. Conforme acompanhei as desventuras em série dela em meio à divulgação de Jogos Vorazes no ano passado, afirmo que a Jen sempre me transmitiu autenticidade. Ela é uma pessoa que eu adoraria ter como BFF (quem não quer, né?), cujo entusiasmo deve ser altamente impregnante e contagiante. Não tem como não querer ser ou estar perto da JLaw.

 

Jen entra em cena como um exemplo de que é possível ser bonita, sem abandonar os prazeres da vida. No caso dela, é comer. Muito. Em meio à ditadura da magreza, esboçada em demasia no Instagram, onde as barriguinhas negativas brilham, bem como os efeitos colaterais de uma anorexia, Jen deveria sentar e bater um papo com essas meninas e lhes ensinar que, depois de dormir, comer é vida!

 

Digo isso porque, no começo da carreira, Jen escutou muito que deveria emagrecer, pois só assim a carreira dela alavancaria. Houve também críticos que cutucaram ao dizer que ela não estava magra o bastante para interpretar Katniss. Que eu saiba, o que importa é encarnar o personagem e dar o melhor, e não o número que a seta da balança aponta.

 

Embrace your J-Law side!

 

Jen não é perfeita, mas é uma quebra de paradigma, um exemplo de que dá sim para ser bem-sucedida sem ser igual a todo mundo. Ela teve inseguranças como qualquer outra adolescente e, acrescido a isso, os problemas de ansiedade a perturbaram, ao ponto dela fazer terapia. A melhora surgiu quando ela começou a atuar.

 

Eu acredito que Jennifer Lawrence é um dos maiores exemplos da atualidade, que manda a mensagem de que não há nenhum problema em ser quem você é. Hollywood é cruel, mas não é só ela. A sua vizinha pode ser maldosa e aqueles que se dizem seus amigos nem sempre são sinceros, mas o que basta é o quanto você se ama e se respeita. Trata-se de um processo de amadurecimento que se desenrola devagar. É o desenvolvimento da autoaceitação, um ponto tão difícil de obter quanto à autoestima, mas não impossível.

 

Eu acho que todos nós, independente da idade, devemos abraçar o nosso lado Jennifer Lawrence. Deixar os outros falarem o que quiserem, mostrar o dedo do meio nem que você esteja em um casamento, não deixar de gritar  quando algo que realmente gosta estiver diante dos seus olhos e pouco ligar se há algumas gordurinhas na barriga. O que importa é o que você pensa de si mesmo e o resto que vá para o inferno! Insatisfações todo mundo tem, vejam como a J-Law encontrou o caminho para superar os dela. É mais fácil corrigir e melhorar muitas coisas quando se tem consciência de si mesmo e, claro, o clichê: se amando sempre.

 

J-Law é um exemplo magnífico para as adolescentes que ainda têm receio de demonstrar quem realmente são, com medo de serem julgadas. Isso é um fato, um marco que muitas pessoas precisam passar. Eu também enfrentei altos perrengues, mas, aos poucos, você aprende que ninguém pode mudar você. No final, você ainda vai dizer: é o que tem para hoje, se não quiser, adeus!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Mayara, obrigada pelo comentário *_* O que importa é que vc descobriu essa coisa linda a tempo e poderá participar da apreciação dessa mulher maravilhosa que ela é Hahahahahah. Não tem palavras para descrever a Jen e olha que me segurei bastante. Acho ela o exemplo ideal para a juventude de hoje em dia, especialmente nos quesitos que pontuei no post. Todo mundo tem um lado troll like J-Law e não é vergonha nenhuma agir dessa maneira.

    Concordo contigo: Jen foi a melhor coisa que Hollywood ganhou. Espero que ela mantenha sempre a atitude e a personalidade (L)

    Beijosss, sua linda, e obrigada pelo coments mais uma vez 😀

  • Mayara Sales

    Eu amei o texto. Realmente é difícil ser gente nessa sociedade, e tudo piora quando se trata de uma mulher fora dos padrões exigidos. Eu descobri a Jen a pouco tempo e foi amor a primeira entrevista. Ela é tão sem noção em certas coisas e atitudes ao mesmo tempo que consegue dizer a coisa certa no momento certo. Eu realmente espero que outras atrizes vejam que elas podem ser elas mesmas fora das telas e palcos. Jen é disparado a melhor coisa que aconteceu à Hollywood nos últimos anos, décadas.. rs