Menu:
27/nov

Trocadilhos a parte com o nome desta casa linda, tento aqui honrar esta coluna. Em meio a aleatoriedades na medida certa, escolhi compartilhar o meu mais atual estado de fangirl, mas, antes disso, vale entender o porquê do meu fascínio e conexão com o universo teen.

 

Com meus vinte e sete anos – cof cof confessei minha idade – percebo que, por vezes, tento recuperar o tempo perdido da minha adolescência. Mesmo esta sendo acalentada por diversas coisas positivas, a maior delas carrega o nome de Harry Potter, sinto que não me foi permitido e também não me permiti relaxar e curtir certos aspectos desta fase tão estranha, mas ao mesmo tempo tão especial.

 

Se alguém me perguntasse: Se pudesse voltar a determinado momento de sua vida, você faria algo de diferente?. Confesso que não saberia o que dizer instantaneamente, mas, se fosse concedida tal oportunidade, acredito que escolheria ser mais minha amiga, algo que aprendi nesses últimos cinco anos.

 

Agora, você deve se perguntar por que raios desta introdução tão “mimimi”, não é mesmo? Acredito que tudo aquilo que ama deve ser capaz de lhe proporcionar algo que vá além e é exatamente isso que sinto quando leio um livro, assisto a um filme ou série e, principalmente, quando escuto uma música.

 

Música, como a mamãe deste blog mesmo disse, tem um poder terapêutico sobre cada um de nós e é por causa desta singular manifestação que escolhi expressar o amor e a admiração quase maternal que sinto por Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock e Perrie Edwards que, unidas a um acaso nada casual, formam hoje o Little Mix, que, em 2011, foi coroado como primeiro grupo a vencer o reality show britânico, The X Factor.

 

A jornada das Little Mix no X Factor

 

Em meio a tantos produtos enlatados e sem inspiração, que inclusive nem merecem ser citados, Little Mix compõe um quarteto pra lá de fantástico e nada quadrado. Com pequenos passos, conquistam seu espaço na indústria e naturalmente no meu coração.

 

Provando que a vida lhe dá segundas e terceiras chances, o que afundou numa oportunidade de carreira solo e depois de grupos, sendo que Perrie e Jesy foram colocadas em um grupo e Jade e Leigh Anne em outro, o destino uniu as pontas formando o Rhythmix .

 

Lembro como se fosse hoje o momento quando elas cantaram juntas pela primeira vez. Considerando que quase foram eliminadas na fase “Bootcamp”, o até então Rhythmix sobrevoava o oceano a caminho da casa de Tulisa na Grécia, tentando honrar que a decisão da produção foi certa, mesmo com os nervos e as estranhezas iniciais.

 

Big Girls Don’t Cry foi a canção apresentada, mas, de longe, foi a escolha perfeita, principalmente se pretendiam mostrar o potencial individual, além, claro, do mais importante: a harmonia como grupo. Ainda assim, era cedo demais para julgar e havia algo de diferente nessas quatro, algo de especial que fez os olhos de Tulisa e Jessie J (mentora convidada) brilharem. E foi com esse mesmo brilho no olhar que a mentora apostou no grupo, colocando Jade, Jesy, Leigh-Anne e Perrie sob suas asas, levando-as diretamente para os Live Shows.

 

Acostumados com o formato lead vocals de grupos femininos como Destiny’s Child, Girls Aloud e Pussycat Dolls, Tulisa assumiu um grande risco. Além de ser a mentora estreante pouco conhecida, a não ser por fazer parte do grupo britânico de hip-hop N-Dubz, ela viu a oportunidade de valorizar o talento e a individualidade de cada uma das Rhythmix – um nome que mudaria após pedidos de uma instituição de caridade que já levava o mesmo nome. Além disso, ela queria batalhar para torná-las um modelo real para as jovens que, assim como elas, querem ser ouvidas e vistas por aquilo que são.

 

Foi neste momento que vi a regra se transformar em exceção e, mesmo classificada como uma banda fabricada assim como as Spice Girls foram na década de 90, o quarteto provaria desde o primeiro dia que com muita dedicação, união e autenticidade podem vir a ser consideradas a melhor girl band que já existiu, título este que já recebem no meu hall, doa a quem doer.

 

O formato de votação do The X Factor é sempre um mistério para aqueles que acompanham o programa, principalmente no que se diz respeito ao termômetro dos prediletos do público. Somente quando a edição encerra que a produção libera as porcentagens de cada ato semana a semana, ou seja, somente depois sabemos como funcionou o dedo mágico dos votantes e quem afinal eram seus favoritos.

 

Durante as três primeiras semanas, o Rhythmix caminhava a passos tímidos e mesmo não causando tanto furor como, por exemplo, Janet Devlin – a ruiva fofa do time de Kelly Rowland. Era visível que elas se uniram e ficavam mais à vontade uma com a outra, algo primordial para um grupo, principalmente tão jovem como elas, onde o ego e as diferenças se colocam no meio.

 

Live Show #4 trouxe o tema Halloween, só que esta semana não marcou somente a mudança do nome do grupo para Little Mix. Com a sensacional rendição de E.T, cuja performance trouxe um tom ala Pretty Little Liars, Jade, Jesy, Leigh-Anne e Perrie fincaram seus pezinhos na competição e dali pra frente se tornaram uma das favoritas, sempre ocupando posições entre os quatro atos mais votados.

 

Minha torcida só aumentava e, enquanto os demais atos eram familiares demais em estilos ou seguros demais nas escolhas, Little Mix vinha ao palco regado de um ritmo jovialmente urbano e colorido. Os sinais já estavam evidentes e, quando chegaram à Week #8, sem ao menos ficarem uma vez no “Bottom 2”, realizariam o maior feito de um grupo até então na história do programa: se manteriam de pé bravamente com grandes chances de irem para a final.

 

Se existe uma artista que representa bem a minha adolescência é a Christina Aguilera, especificamente depois que ela deixou o Clube do Mickey pra trás, trazendo ao mundo seu maravilhoso segundo álbum Stripped. Uma de suas faixas, a belíssima Beautiful, tornara-se uma espécie de chamado interior para qualquer pessoa e, principalmente, para qualquer garota, jovem ou mulher que passou boa parte de suas vidas a contemplar-se pejorativamente no espelho. Esta imagem refletida, na maioria das vezes, não representava o retrato fiel de sua essência, somente servia para transmitir um padrão considerado ideal e é nesta quebra que minhas lindas meninas se sustentam.

 

Tulisa escolheu a canção de Aguilera como a segunda do grupo naquela noite e essa, talvez, tenha sido a escolha mais feliz. Sentadas em banquinhos, vestidas com blusas brancas e calça jeans, as LM silenciaram toda a arena com esta emotiva e sincera performance que, contrária a primeira vez que cantaram nervosamente juntas, mostrou que as vozes e as interações que as unem formaram um casamento perfeito. Além disso, todas receberam o holofote merecido durante cada solo. A mentora sempre defendia esta decisão e como o mentor Louie Walsh mesmo disse: Vocês são uma girl band onde todas as integrantes sabem cantar.

 

As duas últimas semanas da oitava edição do The X Factor voaram e foi no dia 11 de dezembro de 2011, um dos dias mais especiais nesta minha longa jornada como fangirl, que Tulisa uniu-se ao quarteto cantando o mash-up de Alicia Keys If I Ain’t Got You/Empire State of Mind. Mesmo antes do grande resultado ser anunciado, era difícil visualizar Marcus Collins levando o título, mesmo com a voz deliciosa e o charme de bom moço.

 

Como já é de praxe, os dois finalistas gravam um single, canção que servirá para divulgar a carreira pós-X-Factor e a escolhida para as Little Mix foi Cannonball do Damien Rice. Dificilmente meu favorito vence um reality show musical, então, quando o nome delas foi anunciado, me senti sendo transportada para aquele palco, com lágrimas nos olhos. Pulava e saltitava com essa vitória linda mais do que merecida.

 

Escolhi o primeiro e último momento delas no programa justamente para contrapor o crescimento e amadurecimento de cada uma dessas pequenas grandes meninas-mulheres. Se antes todos destacavam muito o vozeirão de diva da Perrie – poderiam facilmente colocá-la como lead vocal – era com muito orgulho que via a promessa de mantê-las unidas sendo cumprida e o vídeo preparado pelo canal do reality não poderia ser mais autoexplicativo.

 

Não fujam do Random Girl, pois até o final da semana tem a continuação da trajetória dessas lindas <3

 

Imagens: divulgação | Vídeos: hospedados no YouTube e podem sair do ar a qualquer momento

Mari
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Isis Renata

    que orgulho ser espectadora de tamanho talento. conheci as meninas por ti (mana – colaboradora rs) e elas me impressionaram desde o primeiro momento com sua alegria contagiante.
    eu, que amo tanto música, e assim como você sou feita de canções, de fato podemos concluir e bater palmas para essas meninas
    o mundo estava em falta não somente de vozes, mas de vozes com personalidades e de vozes que fazem história.
    ao ler essa trajetória, conclui que mais que merecido a vitória, essas meninas cresceram e amadureceram com a música e com elas mesmas
    que coisa linda.
    que bom que podemos ver tudo isso.
    cada vez mais com espaço no meu coração, as little mix tem <3

  • Carol Munhoz

    Simplesmente a melhor girlgroup desde as Spice Girls. E eu me sinto voltando no tempo, quando eu ainda era uma criança, e como eu era viciada e apaixonada pelas Spice Girls, toda vez que eu ouço o cd ou vejo videos das Little Mix! Fazia muito tempo que eu não tinha uma paixão por um grupo assim, é bem coisa de adolescente, mas eu não me envergonho em nada em dizer isso, com 23 anos nas costas! hahahahah. X Factor UK lançando sucessos mundo afora com louvor (Olly, 1D, e agora LM!), acho digno, por ser um dos melhores realities da TV atual :)