Menu:
17/nov

Então que este episódio de The Originals marcou o primeiro crossover da série com The Vampire Diaries. Tyler, o bichinho de estimação de Klaus, apareceu em Nova Orleans para o início de um acerto de contas. O personagem, que nunca foi meu favorito desde a passagem dele por Mystic Falls, meio que me surpreendeu com a forte presença e atitude. Em meio à visitinha do híbrido, o episódio ainda reservou momentos para muitos acertos de contas e para o nascimento de novos laços de amizade/inimizade. As bruxas não deram sinal de vida, a não ser Sabine, que ainda tem poder, algo que me deixou com a pulga atrás da orelha. Afinal, a anciã morreu, então, teoricamente, não há mais magia em Nova Orleans, certo?

 

Independente disso, o episódio começou animado, quente e muito sexy com Marcel, o anfitrião de sempre. Esperava que a noite da luta fosse mais explorada, pois a causa da festança era para pegar Josh na botija. Porém, Klaus e Elijah tinham que estragar tudo. Os irmãos ainda prolongaram o clima de desunião e estranheza, mas é impossível não perder o fôlego toda vez que eles aparecem juntos e com expressões cínicas. Imaginei que ambos fossem começar uma carnificina, só assim para compensar a interrupção em meio ao duelo que valia um daylight ring. Mesmo com a presença dos Mikaelson, me questionei sobre o controle de Marcel por toda a cidade, sendo que metade dos vampiros não pode andar a luz do dia. A ajuda do Conselho de humanos não é o suficiente para mim e Davina me vem à mente como a única que consegue controlar todo o Quarter.

 

As tensões entre Klaus e Elijah se mantiveram e se intensificaram com a busca por Hayley. A mágoa e a pirraça que ambos sentem um pelo outro sempre viram veneno em momentos de tensão. Klaus não deixou passar batido em nenhum segundo o quanto o irmão mais velho, nobre e bom samaritano estava preocupado em demasia com a loba. Se eu reclamava que o híbrido era extremamente petulante, neste episódio ele estava no auge da TPM, completamente impossível. Deu vontade de dar uns tapas nele! Tudo bem que já cansou esse mimimi todo, mas é do Klaus que estamos falando. Ele ainda ficou com o humor pior ao sentir o cheirinho do antigo pupilo. O encontro deu em confronto, claro, e foi bem mais do que eu esperava. Os dois saindo na porrada foi algo meio inesperado.

 

O embate entre Klaus e Tyler foi o ponto alto do episódio, sem sombra de dúvidas. A maneira como ambos conseguiram engatar um plot sozinhos ficou excelente. Realmente, não esperava que eles fossem se atracar no meio da mata, pois o destino de Hayley ficou em jogo o episódio inteiro. Tyler sempre foi uma sombra em The Vampire Diaries e só ganhou um pouco mais de destaque na segunda e na metade da terceira temporada por causa da vida de lobisomem e de híbrido. E só. O namoro dele com Caroline foi nada além de chato e uma conveniência, pois a vampira é um bebê lindo e carente, e Tyler não tinha ninguém com quem se relacionar. Além disso, a união deles pode até ter feito sentido quando ambos passaram ao mesmo tempo pela transição da vida humana para a sobrenatural, mas foi só isso. Eles cresceram como personagens, mas não amadureceram.

 

Tyler nunca foi um personagem consistente e fiquei com um pé atrás por ele ter sido o primeiro personagem a migrar para Nova Orleans. A presença dele encheu os olhos, pois o personagem estava destemido, com presença forte e muito focado na vingança contra Klaus. Em nenhum momento ele hesitou para pensar na Caroline, e o ex-mestre bem que tentou, mas sem sucesso. Isso foi muito bom, pois dá respaldo de que ele quer acabar com Klaus de qualquer jeito e não coloca em cheque o fato dele ter deixado a namorada para trás. Tyler mostrou que tem potencial, mas não foi muito bem explorado ao longo de TVD. Acho que, se ele ficar em The Originals, o personagem terá mais futuro.

 

Em meio ao corre-corre, ficou confirmado que o bebê de Hayley é capaz de gerar mais híbridos, mas todos serão, em tese, fiéis a ela. As cenas de Tyler com a loba foram bastante preocupantes, pois esperava que, a qualquer momento, ele fosse matá-la. Porém, faço um adendo: é meio surreal ele chegar à cidade já por dentro de tudo, como se a vida dos lobisomens fosse um site do Perez Hilton, onde todos estão antenados nas últimas fofocas do mundo da licantropia. Tudo bem que Tyler precisava se encaixar o mais rápido possível na trama, mas isso não deixou de ser um furo que, felizmente, deu certo. De fato, não daria tempo de explicar toda a missa ao redor de Klaus e Cia., mas a falha fica por conta no foco da vingança, pois Tyler agiu por meras suposições que ele teve sorte de se confirmarem.

 

A parte boa da presença de Tyler, além de ter dado uns belos socos em Klaus, foi fazer Hayley se movimentar. Finalmente houve um comentário sobre a marca de nascença dela e do fato da loba ser parte de uma nobre família de lobisomens que foi detonada por vampiros. De codinome Andrea, a personagem ainda tem muito o que descobrir sobre si mesma e a família. Acho que os pais dela estão vivos. Só eles poderiam protegê-la.

 

Klaus perdeu tempo com os autoelogios em meio à acusação de Elijah sobre o suposto desejo dele em querer o bebê para gerar um novo exército de híbridos. Será que ele poderia resmungar menos? Eu tento odiá-lo, de verdade, mas toda vez que ele faz aquela cara de magoado, com biquinho, todo injustiçado, me bate um aperto no peito. Ele é ruim demais e honra o código de perdoar só depois de fazer quem o magoou sofrer. O manipulador, cruel e bastardo foi acusado injustamente e o fato de Elijah se importar muda a história. Porém, a maldade de Klaus é sem limites e, de acordo com ele, não deixa de ser uma forma de autopreservação, o que o fez dar uma mordidinha de leve no irmão. Nem me preocupo com isso, pois o sangue do bebê de Hayley tudo cura.

 

O comportamento de Klaus foi debatido entre Marcel e Rebekah que representaram um plot muito importante e que tem tudo para ser interessante: uma possível união. O rei de Nova Orleans foi sincero com a vampira e deu para notar que ambos se gostam, talvez, não com tanta intensidade, mas, ao menos, se respeitam. Ele foi muito bom ao dizer que ela tem liberdade de escolha, que enterrar Klaus é uma medida que eles e mais dezenas de vampiros podem fazer juntos. Esse laço ficou em aberto, pois Rebekah voltou para casa trabalhada na poker face e não se sabe se ela ocupará o lugar de Elijah ao ser a peça do irmão na trama contra Marcel. A Original agora vale muito ouro.

 

Quem merece atenção é Davina que estava uma graça neste episódio. Me apaixonei pela suposta amizade que ela criará com Josh. Posso dizer que foi bem bacana colocarem um vampiro gay na história? Era algo que realmente faltava e espero que Josh dure por muito, muito tempo. Ele tem muitas coisas para mostrar e contar para Davina, especialmente sobre a sensação de viver e realmente curtir cada momento. A suposta nova amizade ainda não foi o suficiente para ela desistir de se vingar das bruxas e vê-las mortas, o único meio para que ela possa sair do porão da igreja.

 

A trama deixou algumas lacunas em aberto, mas o que realmente prendeu o fôlego foi a atitude de Tyler em dedurar tudo o que sabe sobre Klaus para Marcel, depois de quase ser morto. Nem preciso dizer que Hayley voltou a ficar em perigo, né? Repito também que ficou no ar a aliança de Rebekah, bem como o que Klaus fez para ela sofrer tanto e depois perdoá-la. Há tantas coisas a se pensar, mas deve ser pior que ficar empalada por 90 anos.

 

A bíblia que Hayley recebeu de algum anônimo também será de grande utilidade para ela saber das próprias origens. Ao menos, ela continuará a ter plot antes de se tornar fugitiva de Marcel, que não sairá da cola dela agora que Tyler deu com a língua entre os dentes.

 

Confesso que estou curiosa para semana que vem.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3