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08/nov

Mas que lambança esse episódio de The Originals, hein? Ele foi muito bom, mas, conforme a trama avançou, um dos maiores erros de Julie Plec ficaram bem nítidos: misturar um monte de plot e dar muita informação em um curto espaço de tempo. Ao contrário da semana passada, onde 1 flashback foi o suficiente para sabermos o que os Mikaelson enfrentarão, nesta as resoluções começaram a acontecer. Ao invés do foco ter sido em Marcel, como sempre é, a reviravolta gerada por Sophie colocou as bruxas de New Orleans como o novo alvo. Porém, sem se esquecer de manter a segurança de Hayley. A rotina na casa dos irmãos foi muito bacana de assistir – Rebekah limpando o chão, Elijah todo querido com a loba e Klaus em um momento de trabalhar a mente por causa da leitura. Parecia até uma família normal, sqn!

 

Klaus e Elijah estavam presos ao mal-estar típico, algo que acontece sempre quando o híbrido quer ser mais sabido que os irmãos. A cena de abertura do episódio parecia que foi tirada de Entrevista com o Vampiro, onde vi claramente Klaus como o impulsivo Lestat, Elijah o dócil Louis e Rebekah a mimada Claudia. Música clássica, livros antigos e uma casa senhorial. Até parece que foi a Anne Rice que foi responsável pelo episódio. Comparações à parte, o que ganhou destaque na relação dos irmãos foi o desconforto de Klaus em ver Elijah assumir as rédeas dos planos para tomar New Orleans. O brother mais velho se tornou o líder, tirou o foco de Marcel para proteger Davina, como era de se esperar, e o híbrido não soube lidar muito bem com isso. Nem com o fato de Elijah cobiçar Hayley.

 

Mesmo em caminhos separados, deu para notar perfeitamente como ambos lidam em momentos de crise: Elijah nunca deixa a nobreza de lado e Klaus não deixa o lado sádico. Por mais que eles briguem, as forças deles se contrabalançam ao invés de conflitarem, o que traz resultados satisfatórios. Nada mais justo que unir perspicácia e racionalidade. Basta um não empalar o outro, apenas.

 

O atrito entre Elijah e Klaus foi colocado em teste quando ambos resolveram dar um jeito nas bruxas. Agnes se tornou a “vítima” – amém – enquanto Sophie viu todos os seus planos começarem a caírem por terra. Eu super gostava da bruxa, mas ela ganhou toda a minha antipatia depois do episódio passado. O mesmo sentimento abalou Elijah que não escondeu o inconformismo em ter sido ludibriado por razões que não eram verdadeiras e que arrastaram os Originais de volta à New Orleans. O Original não hesitou em matar Agnes e achei sensacional o in your face lançado na hora de ter quebrado o pescoço dela.

 

Elijah sabe o que faz e deixou bem claro que, independente do que houver, família vem primeiro. Morro de orgulho do vampiro por sempre manter a calma em momentos de crise. A ação dele só ficou ainda mais brilhante quando Klaus deu aquele sorrisinho de orgulho. Ah! Gente! Eles são muito amor! Por mais que o híbrido tome atitudes de cabeça quente e pense no próprio umbigo, ele admira Elijah. Como Klaus disse em episódios passados, ele quer honrá-lo e uma das melhores formas para isso ser possível é não acatando as ordens dele.

 

As bruxas saíram como perdedoras neste episódio e me pergunto como Sophie se virará agora que o link dela com Hayley se quebrou. Achei meio precoce acabar com esse plot, mas a loba não ficou na paz por tanto tempo assim. Eis que a moça acabou nas garras do grande vencedor da noite: Marcel. Já prevejo Elijah enlouquecido, porque é certo que ele começará a gostar dela, uma perda para nossa amada Katherine. Pensando nela, bem que seria interessante o Original visitar Mystic Falls para ver o amor da sua vida na versão humana. Ia ser épico!

 

Finalmente, Marcel percebeu que Klaus mente e omite, e procurou arrego com Thierry. Até que fiquei feliz pelo retorno dele, viu? O rei de NO não tem em quem confiar e a base de um reinado perfeito – ou quase – é ter um conselheiro para manter a casa em ordem. A desconfiança o levou ao ponto onde ele foi escravizado, um toque de ironia tremenda de Klaus, o que acarretou outra reviravolta. Afinal, Marcel descobriu onde o ex-mestre se esconde. Ambos mostraram que não lidam bem com mentiras ou enganações, e Marcel começará a apertar o calo não só de Klaus, como de Elijah também, pois ele capturou Hayley. Para o grito da vitória, Marcel ainda teve tempo de um revival com Rebekah, um vamp sex que demorou a acontecer, o que o torna dono do score do episódio.

 

Sobre Rebekah: eu a amo. De verdade. Mas, desde The Vampire Diaries, essa sede dela em querer ser humana deixou de ser bonita para ser irritante. Quem não se lembra, ela pagou de normal na festa de formatura na tentativa de provar que era merecedora da cura. Rebekah é uma vampira velha, que deveria ter aprendido com a vida, e desistir dessa ideia, mesmo que seja a curto prazo. Tudo bem que é isso que faz a personagem especial, mas ela vive em um universo onde isso não é possível. A vampira nunca foi útil para Klaus e para Elijah, ambos se unem para lidar com os dilemas da família enquanto ela limpa a sujeira. Rebekah sempre ficou de lado, o que realmente dá um aperto no coração, pois ela tem muito potencial. A solução? Dar adeus! Até aí, tudo bem, já imaginava ela chegando em Mystic Falls para dar umas pegadas no Matt, mas ela termina na cama do Marcel antes de ir embora.

 

Sim, eu torcia para que isso acontecesse, mas o discurso dela de montar família e mimimi com Marcel conseguiu me irritar. Cara, nunca ficou nítido se ele é o amor da vida dela e, de repente, ela tem essa ideia de jerico? Por desespero de ser amada? Please, Rebekah, se dê o valor! De fato, ela estava muito bem ao lado de Hayley, a amizade começava a se fomentar, não sei porque a necessidade de enfiar macho no meio. Coisas de Julie Plec. Só espero que Klaus não jogue a culpa na irmã, pois foi Elijah quem deu a bênção dela ir supostamente embora.

 

Rebekah deu o recado da noite ao Marcel: que impérios não duram se você não tem com quem compartilhá-los. Isso agitou o parasita do poder no vampiro que seguiu Josh – que provavelmente morrerá – até a casa real dos Mikaelson. Ele terminou o episódio em vantagem e não se esqueceu de deixar um recado ao ex-mestre.

 

O episódio teve muitos plots que passaram um por cima do outro, mas só um foi resolvido: o link Hayley/Sophie. Davina não apareceu tanto assim, mas tem tudo para ser bem treinada conforme o grimório da mama Original. A menina precisa de um pouco de dose de autoestima.

 

Para não dizer que o episódio inteiro foi sobrenatural, vale mencionar a Facção, um tipo de conselho de humanos que ajuda a combater o caos em New Orleans, e Cami que vai fazer o que previ: lutar contra a compulsão de Klaus agora que sabe a verdade sobre Sean.

 

Foi um episódio equilibrado que se salvou pelo rei do camarote Elijah e os trejeitos sempre cínicos de Klaus. O sumiço de Hayley será a pauta da vez e estou preparada para a guerra começar.

 

PS: quero saber a dificuldade de doar um daylight ring. Quero saber também o porquê do feitiço ter sido banido de New Orleans.

Stefs
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