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03/nov

A trama desse episódio de The Originals foi devagar, quase parando. Ao menos, teve uma justificativa para isso: Davina. Para quem achava que a saga da bruxa tinha terminado, eis que recebemos informações mais aprofundadas sobre o fato dela ser tão desejada e necessária para Marcel, como também para Sophie, a responsável pela reviravolta da história que transcorre na quase ditatorial New Orleans. As coisas estavam bem sossegadas para o choque emocional da semana passada e, com a volta de Elijah (amém, senhor), o foco na família voltou à tona com um pouco de flashback que sustentou o desenrolar do episódio.

 

Elijah retornou e foi o responsável pela narrativa do episódio. Além de ser nobre, elegante e contido, o Original teve jogo de cintura para lidar com a fome e com a pequena Davina. Ambos foram o coração da trama, onde uma parte muito influente do passado da bruxa foi revelado. Conversa vai e conversa vem, e o propósito da amizade que surgiu entre os dois tem como objetivo não incitar a guerra entre bruxas e vampiros. Contudo, Davina quer ir mais longe, pois o desejo dela é fazer com que as “amigas” paguem pelo que aconteceu com ela e fiquem sem os poderes. Elijah se viu em uma realidade desconcertante, onde tudo o que ele acreditava mudou de uma hora para outra.

 

Pelo menos, o vampiro foi bem-sucedido em conseguir a confiança de Davina que ficou extremamente encantada com ele. Seria pedir demais para Elijah adotá-la, sem compromissos? A relação deles tem tudo para ser uma graça.

 

Davina. Uma bruxa em ascensão. O único desejo da garota é ser normal, um pensamento extremamente clássico, ainda mais para quem é tão jovem. Depois do que ela passou com Tim na semana passada, essa vontade da jovem se tornou maior, bem como o repúdio e a sede de vingança pelas bruxas que ganhou força por conta do flashback que nos ensinou que as aparências enganam. Davina foi apenas parte de uma trama macabra, uma das meninas iludidas com a tal Colheita, um assunto que virou outro ponto para Klaus e cia. se preocuparem. O que era para ser uma distribuição de poderes aos ancestrais mágicos, se tratava de um banho de sangue que fez Davina uma bruxa muito poderosa por abrigar os poderes das companheiras que foram sacrificadas.

 

Em meio a tudo isso, quem se destacou foi a história vaga de Monique, sobrinha de Sophie, a razão de comprovar que as bruxas não são confiáveis.

 

O que me chamou atenção foi o fato das bruxas não serem tão bacanas dessa vez. Assim como os Originais tentam as duras penas se manterem unidos para lutar com aqueles que perturbam a paz deles, as bruxas se fecharam no próprio coven em benefício próprio, só que foram mais malévolas para tentar manter o balanço dos poderes. Sem contar que tudo o que as moveu até o presente onde se situa a trama de New Orleans foi por poder, mas que acabou se tornando assuntos de família. Davina é o alicerce que sustenta a história após o massacre e ela se revelou como ponto-chave desta temporada, o que desvia um pouco dos planos de Klaus em tomar a cidade de Marcel. Pelo menos, um assunto a mais ajuda a contrabalancear as coisas, só não pode ser demais, senão vira um caos que nem em The Vampire Diaries.

 

Davina é o calcanhar de Aquiles de New Orleans. Se ela morre, todos os poderes mágicos são destruídos, o que dá mais poder ao Marcel sobre a cidade. Mas, se o ciclo for completado, as bruxas sacrificadas voltam à vida e só Julie Plec sabe o que virá logo a seguir.

 

A história de Davina foi bem mastigada, mas não acho que deveria ter durado o episódio inteiro. Ao contrário dos anteriores, esse foi o mais maçante de assistir. Senti falta de Klaus botando todo mundo para correr, mas isso foi compensado pelos resmungos afiados de Rebekah. Porém, o híbrido também foi responsável em dar respaldo ao flashback ao saber como tudo aconteceu do ponto de vista de Marcel. O pupilo do Original só provou mais uma vez o quanto protege quem precisa de ajuda, no caso, uma bruxa. Mesmo assim, vem aquele embate de que o vampiro apenas mantém Davina presa porque ela é poderosa o bastante para garantir o trono dele. Ele pode amar a bruxa, sem dúvidas, isso ficou evidente pela maneira que ele decidiu protegê-la, mas o ego sempre cresce e isso se refletiu no domínio do vampiro sobre toda a cidade.

 

Marcel é um bom vampiro, mas não esconde o prazer de comandar. Ele foi um tremendo sem vergonha também ao dizer que pegava Sophie nas horas vagas. Da mesma forma que ele, tenho certeza que a bruxa uniu o útil ao agradável ao pedir para Marcel destruir o ritual da Colheita, mas se ferrou ao ver o peguete retirar Davina de circulação.

 

Elijah deu vida a The Originals. Não que Rebekah e Klaus não façam isso, mas o Original é o ponto de equilíbrio entre os irmãos que só sabem almejar a morte um do outro. Com toda a cortesia, charme e senso de confiança, Elijah conquistou Davina e isso é uma vantagem muito maior em comparação ao plano de Klaus que é guiado pelos impulsos pessoais. O híbrido não pensa na situação como o todo, ao contrário de Elijah que comeu pelas beiradas, e fez bem, pois Davina desistiu de fugir por dar confiança ao Original. Além disso, ela não abandonaria a chance de controlar os poderes, itens que a fazem perder o controle com facilidade. Davina tem um forte alicerce e Elijah está disposto a cumprir todas as condições, pois ainda abraça a esperança de unir os Mikaelson como uma boa família.

 

O retorno de Elijah também só causou o medo e a infelicidade de Klaus, pois significa que o híbrido falhou. Inclusive que o preferido retornou para tomar conta dos assuntos da casa. Além de proteger o bebê de Hayley, ele terá que proteger Davina, não só de Marcel, mas como de Sophie e até mesmo de Klaus. A menina simplesmente vale ouro.

 

Sophie se entremeou entre os Originais e Marcel decidida em terminar o ciclo da Colheita. Ela foi responsável por uma importante reviravolta, pois a cara de boazinha da personagem sempre deu a entender que todas as propostas dela eram nobres. De cética ela não tinha nada, e Hayley conseguiu cutucar essa falha ao questionar as premonições de Sabine. Enquanto Marcel se acha muito esperto, as bruxas saíam na frente nos próprios propósitos que foram revelados por Davina e contados para Elijah. Agora, os Mikaelson estão em alerta, especialmente porque Sabine previu que o bebê de Hayley pode acabar de vez com as bruxas.

 

Pergunta: se Davina e um baby híbrido são capazes de destruir a magia de New Orleans, qual seria a maneira das bruxas se garantirem? Lobisomens?

 

Além do mistério que rodeia Davina e as bruxas de New Orleans, os assuntos da família se prolongaram até o padre Kieran e descobrimos cedo demais como se deu o massacre dos seminaristas e que ele nada mais é que tio de Sean e Cami. O cara tem até que firmeza e presença em desafiar Marcel e eu não deixei de me perguntar por que o rei da cidade simplesmente não o matou. Seria o amor por Cami? Não sei, mas New Orleans é regida por regras e quem ajuda a mantê-las é o padre, responsável em “cegar” os humanos com relação à existência do lado sobrenatural da cidade. Mas até quando? Kieran alegou que o Quarter era dele, o mesmo fala Marcel e isso também bate de frente com Klaus. Três futuros reis para 1 trono? Barraco na certa.

 

Hayley ganhou um pouco mais de importância e finalmente os pais dela foram comentados. Não me espantaria se a proteção dela contra as bruxas veio da parte deles. Ou quem sabe, Tyler? Eu não me surpreenderia, pois o lobisomem arrumou as malas para perseguir Klaus. Ele ainda tem posto de líder na alcateia que não existe mais, mas por ser híbrido, ele tem plena capacidade de formar um exército de lobisomens para tentar arrancar a cabeça de Klaus.

 

Sophie se revelou como “vilã” em pele de cordeiro. Como Elijah bem disse, não se trata de uma guerra, mas de impasses que englobam questões familiares. Sophie quer Monique de volta devido à promessa feita para Jane-Anne. Marcel quer coordenar todo o Quarter e trata todo mundo como brother. O único lado que está desequilibrado é dos Originais, onde Elijah e Rebekah se apoiam, e Klaus continua no bloco do eu sozinho. Que saudades do Kol para gerar atrito nessas horas, fala sério.

 

Este episódio não me agradou muito, mas gostei do cunho histórico. Além disso, os personagens precisam ser introduzidos à trama e isso significa conhecer o passado deles. Por se tratar de uma série nova, essa lentidão é normal e, ao menos, trouxe muitas novidades. Porém, a pergunta que vale um milhão de barras de ouro que valem mais do que dinheiro: Davina ainda procurará uma forma de matar os Originais?

 

E só eu que shippa Hayley e Elijah?

Stefs
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