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29/nov

Eu estou completamente passada com este episódio de The Originals. Não pelo quesito trama, mas por causa das atitudes de Klaus, o que influencia diretamente na atuação impecável de Joseph Morgan. Eu acho muito sensacional quando uma série se empenha em mostrar o crescimento de um personagem e, por mais que o híbrido esteja preso à mesma faceta desde The Vampire Diaries, é impressionante como ainda é possível odiá-lo pela maneira como ele trata os irmãos e ao mesmo tempo adorá-lo pela fragilidade tão intensa que ele camufla com maldades. Não há dúvidas de que o ator realmente encarna o personagem com extremo afinco para criar essa dualidade, onde muitos não conseguem simplesmente detestá-lo.

 

Se o amor por ele não fosse tão óbvio, não haveria possibilidades de Klaroline não é? O que ficou evidente mais do que tudo neste episódio é que, no fundo, torcemos para que Klaus amadureça e melhore, mas, ao mesmo tempo, não queremos perder o lado sádico, parte essencial da personalidade dele.

 

Os temas centrais deste episódio de The Originals foram traição e lealdade. Rebekah foi responsável em dar uma apunhalada nas costas do irmão, mas sem sucesso. Quando ela aparece 24 horas antes da treta, imaginei que ela tivesse feito algo extremamente cruel. Ver o irmão levar umas porradas de um bando de vampiros não foi metade da dívida a ser paga por tudo o que o híbrido causou na vida dela e, mesmo assim, o lado sentimental de Rebekah, mesmo empenhada em destruí-lo, aflorou. E foi isso que me surpreendeu, pois não descaracterizaram a personagem de uma hora para outra. Rebekah é badass, mas quando os assuntos não envolvem a família. Por mais que ela odeie Klaus, ele e Elijah são duas pessoas que sempre estarão ao lado dela.

 

Isso é família, o ponto que Elijah quer tanto reconstruir. A reação da vampira durante o embate de Klaus e de Marcel foi bem típico, pois, apaixonada, ela não consegue colocar a razão acima de emoção. Imagino que muitos esperavam que Rebekah simplesmente deixasse Klaus ser machucado e, de quebra, permitir que ele matasse todos os vampiros da corte do atual “namorado”, mas ela não é assim. A Original precisa de mais desenvolvimento para ser maligna e seria ridículo isso acontecer do nada. Afinal, ela é a parte sensível dos Mikaelson e torná-la 100% fria tiraria o charme dócil dela.

 

Sim, eu acreditei que Rebekah seria responsável por uma tragédia pela maneira como ela entrou no confessionário, mas foi tudo uma questão de peso na consciência. O irmão nunca poupou o verbo ao insinuar quase sempre de que ela é uma incompetente, como também fez questão de atrapalhar todos os relacionamentos amorosos dela. Acho que a Original não deveria se importar tanto. Ela fez, curtiu o momento, e é isso aí. A parceria dela com Marcel tinha sido uma incógnita do último episódio e ficar ao lado do ex-rei de Nova Orleans foi uma atitude que surpreendeu até mesmo ela. A delicadeza de Rebekah camufla os raros momentos rebeldes, e o bom coração sempre a denuncia. Basta lembrar de que ela queria destruir Klaus e garantir a defesa do bebê da Hayley.

 

O dilema da família Mikaelson também se estendeu até Elijah que continuou a sofrer com a mordida que ganhou de brinde de Klaus por tê-lo julgado. Durante todo o episódio, me perguntei por que diabos a loba simplesmente não arranjou um jeito de tirar sangue do bebê para dar a ele. É desumano, tudo bem, mas suponho que funcionaria. Afinal, Tyler provou a tese de que a criança tem sangue de híbrido, o que contribuiria para curar Elijah. Ou eu viajei? Enfim, os efeitos colaterais da mordida trouxeram alucinações que guiaram o Original até Celeste, uma bruxa que ele se apaixonou e se importou. Em meio aos delírios, um pequeno flashback entrou em cena para retratar um dos poucos momentos felizes que o personagem deve ter tido na vida.

 

O que gosto tanto em Elijah é que ele não perde a dignidade até mesmo em batalha. Todas as reações dele são racionais e pesadas na balança. Isso o torna a ponta mais forte dos Mikaelson, pois ele tem algo que Marcel bem pontuou no episódio: fazer com que os outros sejam leais por amor. Isso cabe muito bem para Elijah, pois os irmãos sempre o veneraram e Klaus se contorce pelo simples fato de conseguir status e poder, mas de forma cruel, e não é reconhecido. Sendo assim, ninguém o respeita. Elijah é dócil, calmo e diz a verdade quando é conveniente, mas de uma maneira que não desrespeita o ouvinte. Ele não perde a pose e faz tudo de forma comedida. Em meio aos cuidados de Hayley, Elijah penou com a perda de um bem precioso e o mais tenso disso foi ele se culpar, porque Klaus notou que ele se importava com a mulher e, por causa disso, o híbrido simplesmente deu cabo nela.

 

Hayley foi uma linda ao preferir cuidar de Elijah a saber mais da família dela por meio da bíblia que lhe foi dada de presente. Eu não sei o que esperar do shipper, pois, no final do episódio, ficou bem claro que o relacionamento deles pode seguir a ideia de algo proibido. O Original se importa com ela e vice-versa, mas há a fatídica questão de que Klaus sempre empata a vida dos irmãos. Como Elijah disse, o híbrido não deixa que eles sejam felizes. Eu não consegui não me derreter quando ela toma a iniciativa de pegar a mão dele. Foi muito bonitinho! Gosto muito de relacionamentos que começam devagar, sem aquele desespero de que eles precisam ficar juntos logo, pois dá para assistir a evolução dos personagens. Espero que façam isso direito se a ideia é fazer com que ambos fiquem juntos.

 

A loba ainda teve que lidar com Eve, uma das membras da família dela. Isso me faz retomar aquele papo de sangue de híbrido. Talvez, essa ideia não tenha sido usada para curar Elijah logo de cara pelo fato do sangue de Hayley ser um pouco mais mágico. Afinal, Eve, a única herança até então da árvore genealógica dela, espetou Elijah nas costas e ele simplesmente se curou. Como isso? Se for real, Hayley pode ser uma arma muito poderosa contra Klaus, pois acho que, com a bruxaria certa, ela consegue derrubá-lo. Além dessa indagação, quero saber o que Hayley fará agora que sabe que quem deu fim na família dela foi Marcel, em nome do poderio em Nova Orleans. Talvez, até acho que foi por isso que ela concordou em ir embora com Klaus no final do episódio, vai saber.

 

Não há dúvidas de que Klaus foi a estrela deste episódio. Acho incrível como a história dele sempre consegue me envolver e me fazer sentir a fundo a dor que ele guarda por ter sido renegado por tantos séculos. Confesso que a cada episódio se torna um pouco mais difícil torcer tanto por ele, pois a maneira como o personagem trata os irmãos é meio imperdoável. Admito que acreditei que o personagem ruiria com a armação de Rebekah e de Marcel, mas ele é mais forte que todos os vampiros de Nova Orleans e era claro que ele daria um jeito de vencer o desafio. Daí que o ex-pupilo se humilhou, mas foi por uma belíssima causa, o que coloca em cheque o motivo de cada um deles em querer ser rei do Quarter.

 

Klaus pode ter ficado com o reinado em uma luta um tanto quanto covarde, a cara dele, mas lealdade não se compra e ele sentará no trono sem ninguém para poder admirá-lo. Para ser respeitado, Klaus mente, ameaça e corrompe, o que nunca lhe deu bons frutos. Por causa disso, preciso fazer um adendo breve: tudo no personagem está repetitivo, o que me faz pensar se ele não mudará para poder sustentar a série. Está certo que Klaus disse que quer reconstruir a família, mas, dando as costas a eles, só porque ficou boladinho demais com uma traição, como ele pretende contribuir com isso? Acho que o fato dele sempre ter sido um vilão maravilhoso, com frases sacais e com um comportamento que o torna meio difícil de odiar, pode desgastar a presença dele por se apoiar na mesmice.

 

Eu já não consigo encará-lo como antes, pois para mim já virou excesso de mimimi. Espero que com o trono ele consiga amadurecer de maneira gradativa, pois a versão mala do Klaus uma hora deixará de ser a sacada genial que o faz totalmente insuperável e insubstituível.

 

Cami trouxe surpresas além de ser redatora de Klaus. Ela disse tudo o que eu falaria para o híbrido: é um ser neurótico por achar que o universo conspira contra ele, como ele não se esforça para enxergar de que é a causa da própria miséria pessoal e como ele tem medo de confiar. A psicóloga tem razão em ser a única humana da série, pois alguém precisa dizer as verdades para Klaus por ver a situação de um ângulo além do sobrenatural. Já que ele tem uma empatia por ela, o máximo que a jovem ganha pelo atrevimento é ser compelida a esquecer. Mesmo lidando com os conflitos do Original, Cami começa a cavucar a memória, mas a atitude parece que está prestes a enlouquecê-la. Ela estava com uma imagem que julgou ser um desenho de uma tatuagem, que sinalizou para Klaus e uma publicação de jornal de 1919.

 

Uma mensagem para si mesma. Posso abraçá-lo pelo toque genial? Estou muito intrigada para o que vem depois e o que esse material quer dizer.

 

Klaus ganhou o trono, as propriedades e o bebê e a loba de volta. Porém, por quanto tempo? Não acho que isso ficará barato, ainda mais quando se tem Tyler preso no Jardim. Sinto cheiro da possível criação de híbridos, pois só assim para consumar o desejo de tirar o Original do mapa. Confesso que gostei do chororô no final do episódio, onde ele finalmente desabafou como se sente perante os irmãos, mas o falatório apenas provou como ele é injusto. Rebekah e Elijah perderam tudo à mercê da impetuosidade do híbrido, e ele acha que tem direito de passar batido? Juro que quero muito ver Klaus pedindo por piedade.

Stefs
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