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10/nov

Este episódio de The Tomorrow People foi simplesmente awesome. Amei tudo nele, do começo ao fim. O que acho bem interessante com relação à trama da série é que sempre algo novo se destaca e faz os personagens passarem por um teste emocional. Stephen começou com os dilemas de ser e conhecer os seres do amanhã, depois veio o embate de família, e a crise de ser ou não ser humano. Pelo menos até aqui, esses impasses vistos como principais na vida de pessoas com poderes extraordinários foram bem destrinchados, o que permite às storylines começarem a extrapolar limites, como aconteceu neste episódio que foi de pura ação. Sem se esquecer de que há personagens que precisam ter os backgrounds apresentados.

 

Por mais que Stephen seja por vezes bem chato com o papo de levantar a bandeira humana, é muito fácil compreendê-lo. Afinal, ele estava em ambiente familiar quando descobriu dos poderes e ele não merece ser julgado por isso. Ele possui uma humanidade interior muito presente, um detalhe que o faz hesitar, como aconteceu na abertura do episódio em meio a um treinamento Ultra. O adolescente tem um coração bom, não sabe o que é maldade, pelo menos, não no quesito ser humano. Jedikiah ficou o episódio inteiro na cola dele com o intuito de fazê-lo provar o que ele chama de fidelidade e “apresentou” o sobrinho a um de seus misteriosos parceiros.

 

Como era de se esperar, Stephen é muito mais poderoso que o pai, o que o torna um aliado como também uma ameaça, pois ele trabalhará ao lado dos seres do amanhã e não com os inimigos. Claro que isso lhe custou muitas coisas neste episódio e o emocional dele parou no auge ao ver momentos que nunca imaginou que assistiria.

 

Jedikiah estava preocupado, mas não deixou de mostrar que ainda tem muito interesse em moldar Stephen, como também capturar John. O comportamento dele gera dúvidas sobre a morte do irmão, pois fico na corda bamba em acreditar ou não que ele bateu palmas quando isso aconteceu. Stephen segue pelo mesmo caminho de Roger e Jedikiah camuflou certo protecionismo, pois não pode se apresentar como fracote. Quem quer que seja o responsável pela Sede, o pesquisador tem falhado demais e isso chamou a atenção, justamente para Stephen. Depois da maneira como ele se comportou com John, tenho lá minhas dúvidas sobre o aval de Jedikiah em matar Roger. Afinal, o pesquisador é apenas uma ponta que quer destruir os seres do amanhã, sendo que tem um poder muito maior acima dele. Ele apenas atém as ordens, nada mais que isso, e, se falhar, morrerá como qualquer outro agente.

 

Quem roubou a cena foi John e a insistência em defender a bandeira dos seres do amanhã. Ele também chega a ser chato ao afirmar toda hora que ninguém ali é normal. Ele é tão irritante em certos momentos quanto Stephen na hora de defender as próprias crenças. Neste episódio, o personagem saboreou o doce e o amargo de ter as ordens que impôs aos seres do amanhã acatadas por Cara por causa de uma noite de curtição. Eu gosto muito da firmeza de John. Tudo bem que aquela carinha fofa dele nem sempre convence, mas ele deixa muito claro que é impossível ter uma vida dupla. Graças à chacina na balada, John provou todas as teses do quanto é perigoso os seres do amanhã ir para a superfície apinhada de agentes Ultra. Ele foi contestado, boicotado e um pouquinho humilhado na luta com Cara, mas, no final do dia, o personagem saiu como vencedor e provou que um líder sempre tem razão.

 

Sem contar que os primeiros atritos dele com Stephen começaram, o que é muito bom. Porém, Cara ficou no meio disso e achei até que bem feito os seres do amanhã se ferrarem para ela ficar com cara de tacho. Afinal, ela se deixou levar pelo lifestyle de Stephen e era óbvio que as coisas dariam errado. O problema é que ela se esqueceu de diferenças primordiais: Jedikiah é tio de Stephen. Isso dá vantagem ao garoto, por mais macabra que seja. Stephen tem família que o recebe sempre. Ele tem uma vida antes de descobrir o que realmente era. Por causa desses itens, Cara deu aval a uma oportunidade que falhou impulsionada pelos motivos errados.

 

Para completar o problema, Cara compartilhou muitos climinhas e pausas dramáticas com Stephen. Ela só foi ludibriada com as possibilidades e enfrentou o seu parceiro para conseguir um dia de folga para todo mundo. Digamos que Cara nunca foi a favor da vida, pois, até algumas semanas atrás, ela odiava os humanos. Só porque Stephen brilha muito sendo “normal”, ela quer também? Já começou as dualidades das personagens femininas conduzidas por Plec. Cara se achou incompreendida por John e foi atrás de Stephen que, supostamente, a entende. Ela falou ao parceiro que tomou a decisão sem considerar as opiniões do sobrinho de Jedikiah. Daí a mocinha encontra Stephen e afirma que foi ele quem a inspirou. Nada de síndrome Elena Gilbert para Cara, pois ela é muito mais rainha, for Christ Sake.

 

O papo de dia normal cheirava muito mal, especialmente com o atrito Kurt/John. Stephen tinha que se apresentar como o bom samaritano e foi bacana vê-lo com cara de tacho também. A cena do tiroteio, que mais parecia uma chacina, foi muito bem construída e gerou o efeito surpresa, um ponto altíssimo para o episódio. Vale mencionar Irene, uma das personagens que foram apresentadas esta semana, que foi atingida injustamente. Espero que ela fique bem, pois sempre tem que ter uma doidinha que manja de coisas que ninguém compreende, nesse caso, genética. Russel também merece um comentário, pois o acho muito sucesso e estou louca para saber qual é o passado dele.

 

A derradeira fuga dos seres do amanhã fez John se revelar como um daqueles que não faz parte da regra devido à habilidade de matar. Pior, ele fez isso na frente de Cara. O que eu gostei é que ele agiu de maneira espontânea para proteger a parceira, como também Irene. Ele não hesitou, simplesmente fez, e isso foi arrasador. A vida com segredos é um fardo e John se livrou disso sem pensar nas consequências. O impasse é como isso mudará a rotina dele no grupo, a relação dele com Cara e o por quanto tempo mais ele esconderá que foi um rato do Projeto Anexo, um rato ainda muito desejado por Jedikiah.

 

A conclusão do episódio foi realmente uma surpresa. O papo da cura dos seres do amanhã entrou em cena graças à Irene que apareceu com o objetivo de encontrar um antídoto.  Porém, a substância parou na jugular de Kurt e achei simplesmente lindo. Detesto personagem metido a sabichão e altamente petulante. Cara surpreendeu com a atitude vingativa, bem como protetora, a favor dos seres do amanhã.

 

Além de muito sangue e ação, Stephen finalmente revelou a verdade parcial sobre o que realmente é para Astrid. Eu até acredito que ambos se gostem, mas é aquela velha história de que “herói” nunca fica com a mocinha humana.

 

A chacina contra os seres do amanhã mudou a rotina do grupo. O que ficou provado é que realmente não tem como conciliar duas vidas sem estar preparado para isso, algo que acontece com Stephen. John só precisou dizer eu avisei para fechar a trama, mas ele é nobre demais para isso.

Stefs
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