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25/nov

De acordo com o dicionário Aulete, limbo significa: condição do que está indefinido ou esquecido. Acredito que isso tenha resumido um pouco do que Stephen passou neste episódio de The Tomorrow People, apesar de que definiria toda a situação dele como um belíssimo carma por tudo que ele provocou no último episódio. Confesso que, conforme a trama avança, ele tem se tornado bem petulante, quase nos moldes Elena Gilbert, um protagonista que tem tudo para ser detestável o mesmo tanto que a garota de The Vampire Diaries. Afinal, Julie Plec assina a série e, sozinha, ela consegue estragar o personagem principal como todas as relações que o rodeia. Digamos que eu fiquei bem contente por tudo o que Stephen passou, pois, na semana passada, eu o achei muito espaçoso e folgadinho para o meu gosto.

 

Como era de se esperar, a situação de Stephen com Cara ficou altamente estranha. Antes mesmo de ambos embarcarem na nova missão do episódio, confesso que fiquei bem passada com a qualidade da noite que eles tiveram juntos. Eu fui bem tolinha em acreditar que eles iam a algum quartinho do esconderijo, mas Cara simplesmente levou Stephen em um hotel top, a cara da riqueza, do mesmo jeito que acontece entre John e ela. Como sempre gosto de falar de relacionamento (sqn!), fiquei meio com raiva da personagem, pois não me lembro de ter escutado um término entre John e Cara. Porém, as poucas cenas que ambos compartilharam deixou meio claro que o namoro estava em pausa, mas não entendo isso como uma desculpa suficiente para que ela dormisse com Stephen. Tudo bem que ela começa a alimentar sentimentos por ele, mas não justifica. Percebo que vou detestar esse shipper.

 

Mesmo com a cachorrada de Cara, gostei do fato dela ter sido sincera ao menos em contar para John o que fez. No mesmo caminho, também adorei o kick que John deu nela.

 

Digo isso porque John é dono de uma dignidade sincera e é altruísta demais, mesmo sendo muito mala em alguns momentos. Não me conformei com o fato dele ter salvado Stephen em meio ao dilema com o tarado sexual, mas isso foi apenas uma prova de que ele é uma ótima pessoa, até mesmo quando está muito magoado. Cara lhe deu um tapa tremendo na face ao contar a verdade sobre ela e o recém-chegado, e eu gostei da chamada de atenção de John. Até parece que dormir com alguém compensa o fato de ser capaz de matar, e nem foi algo dado por vontade própria. Como o personagem bem pontuou, ele guardou por anos que foi filhote de experimentos de Jedikiah, um processo que não deve ser nem um pouco fácil em contar, ainda mais quando se torna a exceção da espécie.

 

Pelo segredo, John ganhou um belo de um galho na cabeça. Sinceramente, desisto de entender a concepção de “o que uma mulher precisa” de Julie Plec, pois todas elas têm a tendência de ficar com a outra ponta do triângulo pelos motivos errados.

 

Por mais que goste muito do John preciso fazer uma ressalva: o comportamento dele com Stephen na escola foi bem feio, né? Tudo bem que foi engraçada a cena do jogo de basquete, mas a briga parecia algo do jardim de infância. Que eu saiba é Stephen que ainda está no colegial e não ele. A provocação dele foi bacana, mas levar para o pessoal e declarar ser “dono” da Cara foi pedir para forçar amizade.

 

As partes mais bacanas do episódio, além de todo esse drama chato de com quem Cara ficará, adorei a rotina de Stephen na escola. Realmente, era uma parte que precisava ser mais bem explorada e isso só aconteceu por causa do dia de folga dele longe dos agentes Ultra e de Jedikiah. Eu gosto muito das interações dele com Astrid, confesso que apoio se ambos resolverem se dar uma chance no futuro, pois acho bonitinho relacionamentos que começam com amizade. Astrid pode ser uma chata também, mas até certo ponto ela tem razão. Do primeiro episódio para cá, já dá para sentir as mudanças de Stephen e ele tem sido bem babaca desde então. Para quem prezava a humanidade, ele estava muito desesperado com a pulseira que o deixou sem poderes. Achei bem digno isso. Para cortar as asinhas dele.

 

Sobre o revelado estuprador, o caso bateu de frente com Cara que não tem doces memórias com um assediador. Afinal, foi por causa de um homem assim que ela foi convidada a se retirar da casa dela. Foi bem justo ela ter dado umas porradas nele, mas isso a comprometeu e atraiu Jedikiah de novo para ela. Adorei essa cena, pois valorizou a personagem. Eu queria que Cara não fosse descaracterizada por causa do elo amoroso, pois ela tem presença forte e é decidida. Não quero vê-la choramingar por causa de macho, faz favor! Mas sei que será inevitável. Infelizmente!

 

Vale outras ressalvas para Irene que ganhou um pouco mais de destaque e Russell que deu uma animada nas coisas ao ter quebrado um pouco do sonífero que era Stephen atrás de Cara e John aborrecido com ela também. Bleh!

 

Além desse bafafá todo, Stephen nadou na praia e ganhou uma lembrança ou mensagem direta de Roger. O que viria a ser Thanatos? Seria referente ao fato dele ser um ser do amanhã um tanto quanto diferente? Não sei, mas a trama parece que esquentará as turbinas atrás do homem, mas é bem provável que isso aconteça a passos lentos e com muito drama amoroso em cima da cabeça desse trio.

 

O episódio poderia ter sido melhor sem esse dramalhão todo. Senti falta da ação de verdade.

Stefs
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