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18/nov

Este episódio de The Tomorrow People foi bem triste e intenso, não? A parte boa e que me deixou bem contente foi saber um pouco do passado de Russell, meu personagem favorito e que só perde atenção quando John aparece. O plot do personagem unido à história do passado de Darcy, mais o retorno de Irene, deu um tom bastante emocional à trama. Foi um episódio muito bacana mesmo sem toda a ação da semana passada e fiquei surpresa com a falta de atenção que deram ao Jedikiah, um detalhe que não fez tanta diferença assim. Afinal, até ele revelou que é detentor de muitos segredos que colocam o desejo dele em eliminar os seres do amanhã em cheque.

 

Russell nos levou ao passado dele, 7 anos atrás, onde ele convivia com o pai tirano que queria que ele se tornasse um pianista famoso. Um reflexo da rígida educação que jovens orientais sofrem ao longo do tempo. Muito treino, muitas regras e, claro, muitos poderes. O personagem implodiu em meio ao estresse do pai ditador e foi meio triste vê-lo chegar ao limite de se envolver com a máfia de apostas para pagar pela própria liberdade. A história só ficou ainda mais triste porque o pai de Russell faleceu e o ser do amanhã não soube lidar com isso. Se não fosse o companheiro John, que sempre demonstra que é um excelente amigo mesmo sendo ranzinza, ele jamais teria seguido em frente com a iniciativa de ir até o funeral para dar adeus ao homem que só aprendeu a lhe dar valor tarde demais.

 

Piper foi a personagem que também pesou bastante no lado emocional do episódio, simplesmente por ser irmã de Darcy. A Shana de Pretty Little Liars migrou para brincar de garota com superpoderes e as cenas dela não foram tão imbatíveis se formos compará-las com as de Kurt e Killian, que agitaram a vida dos seres do amanhã. Até que demorou para colocar uma mulher para ser caçada por causa da implosão de poder. A aparição dela fez com que Darcy (RIP) entrasse em destaque. Eu gostava muito dela e o sentimento aumentou por ela ter mostrado que não é cruel como qualquer outro agente Ultra. A parte bacana é que ela também era capaz de matar, um ponto que será muito explorado nesta temporada pelo visto.

 

A saída de John do esconderijo dos seres do amanhã só reforçou que Cara e ele estão de mal a pior. Isso abriu brecha para Stephen que estava completamente irreconhecível na trama. Ele estava soltinho demais, chegou sem respeitar ninguém, especialmente John, e agiu como se o tiroteio na balada não tivesse acontecido. Do nada, o objetivo de vida dele se tornou Cara. O personagem chegou como se fosse o rei do camarote, provocou a garota para quebrar as regras e, sem mais nem menos, a beija em meio a uma ação, assim, sem compromissos. Eu fiquei passada com a ousadia do televirgem, pois, depois do dramalhão da semana passada, não fez o menor sentido Stephen agarrar Cara. Está certo que rolou um climinha, mas não precisava de toda essa agarração.

 

Cara não estava comprometida com John, mesmo com raiva dele? Não me lembro de ter escutado nada com a palavra término. Sinto cheiro de traição e mal-estar no ar, e tenho raiva de Julie Plec quando ela começa com esse papo de triângulo amoroso. A série já é boa, não precisa disso para se sustentar. Eita, mania! Plec é péssima em moldar um romance em forma de triângulo, assisto isso toda semana em The Vampire Diaries. Ela tem potencial para destruir The Tomorrow People só por iniciar a bagunça entre Cara, Stephen e John.

 

Stephen teve um clima maior bonitinho com Astrid e isso foi simplesmente ignorado. A personagem nem apareceu, foi sondada por Darcy e ele nem se abalou tanto assim. Sim, eu sabia que a produtora investiria no triângulo amoroso, mas desse jeito? Cara simplesmente vai na onda e se entrega, sendo que ainda nem resolveu as pendências com John? Please! Acho que a pressa de causar intriga emocional se tornará uma perda de tempo para o contexto da série.

 

Tirando a parte de romance furado, este episódio focou em outro ponto interessante, que é salvaguardar uma pessoa que gostamos, especialmente se ela é um ser do amanhã. Todos nós temos segredos e a necessidade de proteção enraizada, o sentimentalismo que Stephen disse que não queria sentir. Enquanto John não preza tanto a humanidade, algo que com certeza ele terá que aprender, o concorrente abraça esse lado, mas ele é o responsável por grande parte dos estragos. Sim, Stephen é chato ao dizer que todo mundo pode ter contato com a família e tudo mais, mas não é bem assim. Eu não suporto esses personagens que se acham donos da verdade, um detalhe que começa a transparecer demais nele.

 

Está certo que é sempre bom sair da zona de conforto, mas o ser do amanhã causou e causará muito caos dentro do esconderijo. Ele é uma pessoa propícia a causar a separação do grupo. O impasse fica porque Cara começa a ceder e eu a acho tão incrível que, só de imaginá-la molenga e sensitiva, passo mal. Nem quero ver o estresse que John passará. Ainda mais por ter sido traído na cara larga.

 

Aviso: estou no aguardo de Jedikiah incluir o sobrinho no Projeto Anexo. Ele está muito felizinho e seguro de si para o meu gosto, de verdade. Está na hora de tocar o terror.

 

Por falar em Jedikiah, ele ficou na penumbra e nos apresentou Morgan, um dos milhões de mistérios dele. Nesse episódio, ele estava sossegado, preso aos próprios segredos, e não interferiu na busca de Piper, uma ação que sempre faz questão de estar envolvido. Quem seria essa mulher? A esposa? Isso justificaria a dualidade do personagem, pois ainda acho que ele não é tão cruel assim. Ele só teve azar de nascer humano e isso foi algo bom, pois lhe daria aval para ser perverso. Jedikiah apenas reforçou que todo mundo tem segredos quando o assunto é um ser do amanhã e ele será condenado como Darcy se for descoberto.

 

No geral, nada de surpreendente aconteceu, mas fiquei feliz de saber da história de Russell.

Stefs
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