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17/nov

Este episódio de The Vampire Diaries não precisou de mais ninguém a não ser Paul Wesley e Nina Dobrev. Deu até para se perguntar quem eram os outros atores da série, pois eles ofuscaram todos que estavam ao redor deles. Ambos provaram que podem muito bem encarnar qualquer versão doppelganger e voltar para as versões originais, Stefan e Elena, sem causar estranheza. Mais uma vez, a dupla roubou a cena e mostrou o empenho de tentar fazer com que esta temporada seja agradável de assistir. Porém, sem muito sucesso. Eu não sei se é apenas impressão minha, mas sinto que muitas pessoas largaram TVD de mão, pois o buzz está menor em comparação à temporada passada. Concordo que está tudo muito chato, a exemplo deste episódio que só se salvou de novo por causa das cópias, de Silas e de Tessa. Mesmo com a tentativa de retornar às raízes e trazer a mitologia de volta, ficou nítido que o plot daqui para frente será um completo sonífero. Afinal, Silas se foi, né?

 

Silas abriu o episódio com extremo senso de humor e acharia bem digno se ele tivesse uma web serie só para falar do quanto o amor é uma pedra no sapato. Acho que seria sensacional dar de cara com ele no ponto de ônibus – sem toda a parte da maldade que ele tem, claro – para escutar as lamúrias de um homem que só aparenta ser insensível, mas é um tremendo bobão apaixonado. Com curta aparição, ele não deixou de ser divertido. Vê-lo bolado por ter sido mordido por Amara, bem como estar extremamente disposto a destruir qualquer romance, quase me fez rolar no chão de tanto rir. Nem preciso dizer que bati palma quando ele se recusou a trazer Bonnie à vida, como também a imensa vontade de continuar a boicotar o relacionamento de Damon e Elena, duas coisas que ele fez sem perder o glamour e o tom irônico. Posso lamentar – e muito – a morte dele? A série vai ficar insuportável sem Silas.

 

Do lado oposto, tivemos Stefan e o início dos traumas gerados pelo período em que ele ficou no fundo do lago. O vampiro tem muitos pesadelos e a dor o impulsionou a ir atrás de Silas. O personagem estava muito diferente em comparação à versão sem memória, mais fechado, calado e bem magoado. Ao menos, ele não ficou com a sanidade ótima de uma hora para a outra, algo que acontece muito em TVD, e, pelo visto, ele não vai conseguir se recuperar sozinho. Stefan mergulhou de cabeça de volta a tudo de ruim que aconteceu na vida dele, intensificado pelo drama de ter sido engolido por 3 meses. Em todo o episódio, a única coisa que acometeu o Salvatore na “nova rotina” foi reviver o drama dentro do cofre e, quando ele afirmou que nem os momentos felizes conseguia mais segurá-lo, meus sentimentos foram da tristeza para a raiva. Digo isso pela maneira como ele foi descartado e esquecido na transição da temporada anterior para essa.

 

Eu realmente senti muito por Stefan, pois não há ninguém que possa conversar verdadeiramente com ele. Nessas horas, sinto falta da Lexi, pois, por mais que Caroline tenha se mostrado uma excelente amiga, ela ainda não atingiu o mesmo nível da antiga BFF do Salvatore. O vampiro está em desespero por não saber acalmar a dor e ficou nítido que ele não quer Elena e Damon por perto, pois isso reforça e amplifica tudo de ruim que ele sente.

 

Eu só não quero que Elena se envolva nisso, mesmo sendo completamente impossível. Independente do assunto, ela sempre tem que se meter e ser a chata, especialmente na hora de repetir a todo o momento quem Stefan é, que ele é o único que a conhece, que sentia a falta dele e mimimi. Morre diabo! O mais engraçado é que ela tem uma autoridade e um direito de ir e vir na mansão Salvatore que é irritante a essa altura do campeonato. Culpa dos irmãos é claro! Só sei que de nada adianta a vampira tentar ajudar Stefan ainda com foco no próprio umbigo, pois é isso o que ela faz. O alívio veio quando ela se ofereceu para ajudá-lo em nome da amizade e não pelo que ambos representaram um para o outro, mas isso não me convenceu. O discurso dela foi desnecessário, bem como o abraço no ex e o falatório deselegante na frente de Damon de que Stefan foi isso e aquilo na vida dela. Ainda não entendo qual é a necessidade de fazer uma protagonista ser tão odiosa, sendo que devíamos torcer por ela.

 

Ao menos, no quesito Elena, Stefan ficou na defensiva, pois os interesses dele nesse episódio eram outros. Achei bom ele ter transmitido a sensação de estranheza com o súbito interesse da ex-namorada pelo seu bem-estar. Na mente do Salvatore, ninguém ligou para o repentino sumiço dele e, do nada, Elena chega toda solícita? De todas as pessoas, ele não esperava que ela o esquecesse, independente de quem ela namorasse. Ambos sempre tiveram uma forte cumplicidade e isso foi anulado a partir do momento que Stefan ficou no fundo do lago e Elena foi curtir o relacionamento com Damon. Não vejo nada que possa uni-los da maneira como era antes, a não ser um desastre natural que seja justificável para colocá-los no mesmo espaço para voltarem a se amar.

 

Em meio a esse caos, o drama de Katherine foi uma surpresa, pois a queda do dente e a mecha branca no cabelo não era nenhum efeito colateral da cura, mas do tempo. O corpo dela está em processo de envelhecimento e digamos que 500 anos presa em uma bolha de juventude provocará um belo estrago. As interações dela com Nadia me deixaram chateada, mas, por ser Katherine, o descaso é uma das coisas que ela entende muito bem. A humana jamais contaria o que acontece com ela para as pessoas que bem lá no fundo se importa. Ela corre atrás do desconhecido, sem nenhum elo emocional, como Wes e Tessa. Confesso que fiquei passada com essa ideia de envelhecimento, o que colocou a personagem em estado terminal. Isso me faz ter mais certeza de que dessa temporada Katherine não passa. Especialmente por ela não conseguir ingerir sangue de vampiro para curar pequenas feridas.

 

Comentário aleatório: se Stefan tivesse ingerido a cura, ele morreria também. Analisando bem, essa substância sempre foi inútil e todo mundo foi atrás dela de otário. Ninguém seria curado para viver feliz e longe do vampirismo. Aplausos!

 

Ao longo da trama, a ideia brilhante de fazer Bonnie o novo âncora me tirou do sério. Eu queria dar um tapa em alguém, pois acho bárbara a falta de necessidade de matar certos personagens e depois ter que sambar para tentar corrigir o erro. Já sei que vou me irritar muito com o 100º episódio, pois há boatos que fantasmas darão um passeio. Com essa ideia de jerico apoiada por Jeremy, todo mundo foi lá se humilhar e barganhar pela ajuda de Tessa, que não pensou em ninguém a não ser nela mesma. Mais uma vez, a bruxa tinha a faca e o queijo na mão: a ira de Silas, uma doce e perdida Amara e as doppelgangers. O confronto dela com a rival foi muito suave se formos colocar na balança o ódio que Tessa sentia por ela, mas esse reencontro só serviu para mostrar que, no final das contas, a terceira ponta do triângulo dá um jeito de vencer, mas precisa destruir o amor principal.

 

A partir de um feitiço, Tessa iniciou a festa das doppelgangers. Amara. Katherine. Elena. As três apenas tornam o trabalho de Nina impecável. A atriz conseguiu transmitir em curtos instantes a diferença mais forte entre as cópias: a personalidade. Claro que vale mencionar o comportamento e a atitude: Amara dócil, Katherine ácida e Elena cheia de si. Nina conseguiu mudar as facetas com grande talento e foi incrível ver as três versões dela lado a lado. Imagino o trabalhão para fazer essa cena, fato. De todas as três, é muito fácil escolher a preferida, e o voto sempre será para Katherine Pierce. Uma pena que ela, muito provavelmente, será a próxima a ser eliminada da série. Bem, não vejo um futuro muito promissor para Katherine e, agora que Amara se foi, acho que no final só nos restará a Santa Gilbert para tolerar.

 

O reencontro Silas e Amara foi intenso e tocante. Ambos ainda se amam apesar dos 2 mil anos separados. A cena ficou muito bonita e as juras de amor entre eles foram de quebrar o coração. Foi possível sentir que o amor que habitava ali era real, mútuo e compassivo, sentimentos particulares que tentaram sobreviver a todas as intempéries e o destino. É um amor visível, que machuca e que se sacrifica. Eles queriam ficar juntos, mas os anos de sofrimento, às vezes, superam o amor, e Tessa fez questão de fazer isso ao longo do tempo. A morte deles foi justa, pois o casal não aguentava mais viver na mesma condição, especialmente por não terem um ao outro. Foi um final extremamente justificável e lamentável, pois com Amara se foi Silas, e a série voltará a ficar sem graça.

 

Nessa bagunça, Tessa aproveitou para partir dessa para melhor. Amara segurou tempo suficiente para se manter viva, a bruxa se matou para ir atrás de Silas e Bonnie voltou. Pensei que ficaria feliz pelo sucesso do feitiço, mas não. Eu queria que Damon falhasse. Queria que Elena chorasse. Tudo está muito fácil de ser corrigido na série. Basta um gole da cura, basta uma noite dos fantasmas para compensar as mortes, basta ceninhas Stelena para não perder um público de peso… Está ridículo! A vitória de Elena foi um ato de egoísmo puro, como sempre é. Ela nunca pensa na quantidade de pessoas que se sacrificam no percurso, imune a dor de qualquer um. Elena só pensa no quadrado dela e Damon, o egoísta rei, apenas alimenta essa doença toda. Pior disso tudo, é ela ter dito ao Stefan que venceu. Tinha mesmo necessidade disso? Com aquela expressão toda fingida? A situação toda foi forçada e falsa demais.

 

Só de pensar que essa vitória de Elena causou a vida de personagens que sustentaram os últimos episódios da temporada, tenho vontade de chorar. Tudo ficará focado na faculdade e na sociedade secreta de Wes. No aguardo do porre que vai ser. Pelo menos, Bonnie vai sofrer e eu fico feliz, pois isso fará Elena ficar doidinha. Mystic Falls é um lugar onde todo mundo morre, então, a bruxa sentirá muitas cólicas sobrenaturais dos espíritos passando por ela. Quero ver isso ser corrigido sem Tessa.

 

E o Stefan bolado, como fica?

 

Falha nossa: Matt está possuído por aí e ninguém se lembra? Ah! Tá! Até a Nadia estava tranquila demais, vejam bem.

 

Desabafo: se TVD continuar assim, acho que não gastarei mais energia com as resenhas depois do hiatus de final de ano.

Stefs
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