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10/nov

Sem sombra de dúvidas, este foi o melhor episódio de The Vampire Diaries até aqui. Ele focou de forma certeira no que realmente interessa, foi direto para a ação e não fez pausa para chorumelas. Tudo bem que sempre tem uma coisinha para estragar o ritmo da trama e, mais uma vez, a chatice veio por parte de Bonnie e Jeremy. Não tinha como cortar a presença fantasmagórica dela? Putz, coisa chata! Façam logo a bruxa voltar para o mundo dos vivos, pois as aparições, com todo aquele mimimi, é insuportável. Melhor: que tal deixar a Bonnie curtir o Outro Lado, mas sem aparecer? Seria muito mais conveniente, pois a personagem não acresce em nada no desenrolar da história. Simplesmente não tem necessidade de fazer a típica pausa dramática para mostrar algo que já sabemos: Jeremy quer a namorada de volta para tocá-la e tudo mais. Bleh!

 

Mas vamos falar de coisa boa! A trama do episódio desta semana teve dois focos: a busca pelo âncora que segura o Outro Lado e a saúde de Katherine depois que ela foi tragada por Silas. Esses dois pontos foram bem desenvolvidos, com pitadas de tensão e diversão balanceadas e comedidas. Não houve uma chuva de informações, nem inserção absurda de outro plot para gerar confusão e nenhuma melação de shipper. Digamos que estava tudo na medida e escrevo este review com um pouco daquele sentimento bom de matutar o que virá a seguir, pois, ao mesmo tempo em que The Vampire Diaries fecha muitas portas, outras se abrem, e este episódio representou justamente isso.

 

Tessa me maravilhou o episódio inteiro por ser insana, mas sem perder a racionalidade. Só ela consegue ser doida e ter consciência dos próprios atos. Queria ser assim também. Sei que disse que não fui com a cara dela, mas a personagem mostrou um potencial de tirar o fôlego e não tem como negar que o episódio inteiro foi dela. A bruxa maquinou um plano perfeito durante 2 mil anos e fez do seu verdadeiro amor um completo babaca. Ela simplesmente mostrou que pensou em tudo, até na hora de criar o âncora, aquilo que Silas sempre quis para destruir o Outro Lado e morrer em paz. O problema é que esse item estava o tempo todo na responsabilidade da pessoa que ele mais queria reencontrar: Amara.

 

A bruxa foi muito perspicaz e sádica, pois enganou todo mundo. Enquanto Silas acreditava que ela não passava de uma coitadinha com o coração partido, Tessa se provou mais esperta e jamais parou até conseguir a vingança perfeita. No final das contas, todas as decisões dela, mesmo barrada pelo feitiço de Silas na cabana, aconteceram na hora certa. Quem diria que a doida, de alguma forma, se daria bem, né?

 

Adorei também a maneira como Tessa incitou Elena a ter ciúmes de Stefan. Na minha opinião, foi uma das partes mais engraçadas, pois a vampira é muito contraditória com relação ao que sente pelos Salvatore. Em outras palavras, ela é hipócrita. Até dias atrás, Elena estava muito bem resolvida sobre os sentimentos dela por Damon. Fez promessas que sabemos que ela jamais conseguirá cumprir. Jurou amor, sendo que não é isso que ela sente, ao menos, não quando Stefan está por perto. Tudo o que Elena diz ou faz cai por terra. Tessa apenas esfregou na cara da sociedade que Elena não é digna de confiança. Quer coisa mais baixa que uma garota se jogar para cima do ex, forçá-lo a se lembrar do que viveram, sendo que nem estão mais juntos, e aceitar um quase beijo?

 

Isso ela não contou para o Damon, né? Mas ela se achou no direito de ficar irritadinha porque o namorado quebrou o pescoço de Stefan algumas vezes. Please! As caras de ciúmes dela foram impagáveis. Elena precisava sentir o gostinho da rejeição na pele, ainda mais por achar que Stefan a odiava.

 

O plot de Tessa teria sido bem melhor se não fosse pelas sensações de Stefan em proteger Elena. Eu não queria a morte dela (às vezes, vai!), mas eu ficaria mais feliz se a vampira se empenhasse em um plano para salvar o dia, tomar uma atitude para assumir as rédeas para conseguir sair das garras de Tessa e não ficar encolhida choramingando. Eu sei que uma das partes mais bonitas do Salvatore é o lado protecionista, aquele que cuida, que dá atenção, mas não nesse caso. Stefan estava tão ácido sem memórias e mais verdadeiro com o que sente pelas outras pessoas, que achei desnecessário ele afirmar que protegeria Elena. Ele está sem memória, de onde veio isso? Instinto? Ora, por favor! O Salvatore está (estava) sem memória e era totalmente possível ele simplesmente não ligar.

 

Isso seria excelente, pois, se ele foi capaz de dar coices no casal Delena, ele podia simplesmente deixar Elena de molho no tapetinho da disciplina. O ódio pode não ter nascido, claro, não faria o menor sentido, mas tem horas que o lado altruísta de Stefan é meio irritante. Não há mal algum ignorar as pessoas, nem que seja por um dia, e isso poderia ser dado ao personagem na hora de lidar com Elena.

 

Stefan está (estava) ótimo sem memória, com opinião e atitude que geram faíscas. Mesmo sem um plot, o Salvatore ganhou um espírito mais clean que passou por cima de todo o drama do passado. Daí, ele tinha que salvar a Santa Gilbert e o presente foi ganhar as memórias de volta. Tessa jamais deixaria a puxada de tapete passar batida, ainda mais quando dois doppelgangers, aqueles que pertencem à velha história de que estão destinados a ficarem juntos no final, continuam a se safar das garras dela, mesmo 2 mil anos depois.

 

Silas brilhou bastante, como sempre. Plec não o colocou como um verdadeiro vilão da temporada, ao menos, não no estilo Klaus. E eu concordo com isso, pois, até aqui, o personagem de inimigo de Estado não teve nada. Ele é esperançoso na própria crença do amor eterno e querer morrer por isso soa até poético. Silas e Tessa arrancam faíscas, uma tensão sexual muito reprimida, vamos combinar. O atual bruxo tem presença forte, é irônico, caçoa a si próprio e tem um lado piadista extremamente sacal. Não tem como não adorá-lo e desejar que ele consiga alcançar o que Tessa insiste em negar: o true love.

 

O personagem é ótimo em acarretar a sensação de perigo e insegurança de todas as pessoas que o circundam, mas ele não passa de um bruxão emo que gosta de ter poder, apenas para conseguir o que deseja com mais facilidade. O que ele fez até aqui foi para alcançar Amara e isso o torna incrível, um personagem transitável, que muda da água para o vinho e não tem medo da verdade. O poderio dele se prova pela liberdade de ir e vir, não necessariamente para machucar alguém, como também na falta de opção que ele dá para todo mundo que quer ficar contra ele. Tudo para Silas não passa de um jogo de xadrez. O personagem é apenas um homem sobrenatural perdidamente apaixonado e ele só usa poder e força para conseguir o que quer. Quem nunca, né? Silas para rei do camarote.

 

Piadinhas de Silas a parte, ele sentiu o veneno de Amara ao ser traído, um backstabbing surpresa, uma lição para ele não confiar mais na mulherada. Amara me deixou passada com a atitude contra sua alma gêmea. Esperava aquele momento de amor alucinado, mas esse foi o preço de viver por muito tempo e chegar a um ponto desesperador de querer morrer. Resta saber se Silas está vivo por conta da traição da amada. Se Katherine conseguiu se manter de pé, acho que ele ainda pode voltar para dar um sustinho na galera.

 

Quando Tessa faz o joguinho mental com Damon sobre quem seria o âncora que ajudaria a trazer Bonnie de volta, só não me joguei no chão por causa da revelação de Amara, porque tinha visto as stills. Porém, sempre fica a dúvida se na foto é Stefan ou Silas, se é Elena ou Katherine. Agora, temos a maluca da Amara para competir atenção. A maneira como ela estava mortificada dentro da caixa me fez lembrar dos weeping angels de Doctor Who, até os trejeitos das mãos. Por mais que Nina tenha dito em entrevista que está cansada de fazer as doppelgangers, por exigir muito dela, preciso dar um elogio à atriz pela versatilidade e facilidade de mudar de sapatos. Nina não teve papéis fortes no cinema até ingressar em TVD (digamos que a maioria do cast) e esta vem sendo a oportunidade de ouro para ela se provar. E tem sido um absoluto arraso, pois dá para sentir as diferenças de um personagem a outro, da mesma forma que acontece com Paul Wesley.

 

Por falar em Paul, ele merece elogios também e nunca vou conseguir entender como algumas pessoas não o curtem. Ele é absolutamente implacável, bem como a Nina. Já está mais do que óbvio que ambos levarão The Vampire Diaries nas costas. Até porque não dá para manter o chove e não molha entre Stefan e Elena, e nada mais justo que explorar as outras facetas dos atores, como Katherine e Silas, que roubam a cena e garantem as melhores atuações do Paul e da Nina. Aplausos!

 

Hoje não falarei mal do Damon, pois até que ele se saiu bem neste episódio. Elena falou algo importante sobre o “novo” caráter dele: o fato do namorado, pela primeira vez, colocar alguém a frente dela. O Salvatore nunca hesitou em colocar qualquer pessoa, até mesmo a atual namorada, para morrer em nome da causa. Ele jogou Katherine na boca de Silas e isso foi bizarro, até porque ele foi loucamente apaixonado por ela. Ele não foi compelido a amá-la. Damon sempre defendeu que o que ele teve com Kath foi real, mas, para salvar o dia, ele sempre comete burradas por achar que faz o certo. Não direi que a saga dele em trazer Bonnie de volta é bonita, não acho isso, pois é algo que não tem nada a ver com a estirpe do personagem. Porém, o que gostei foi o fato de trabalharem o emocional dele.

 

Damon foi consternado. Desafiado. Viu-se na linha tênue de decidir quem queria salvar, Elena ou Bonnie. Damon queria tanto que algo, pela primeira vez, desse certo para o lado dele, e é realmente de perder a cabeça ao ver todas as promessas caírem por terra. Ele não agradou Elena, bem como não agradou Jeremy, mas ambos não o culpam, o que é um fator positivo. O Salvatore tentou, isso é muito importante, mas, ao menos, ele viu que nem tudo funciona do jeito que ele quer. Não é dando à Elena o que ela precisa o tempo inteiro que ambos viverão felizes para sempre. Sei que querer mais melhorias na storyline do personagem é o mesmo que pedir por um milagre, mas gostaria de pensar que o que aconteceu neste episódio serviu de aprendizado. Se Bonnie aceitou a situação, bem como Elena, Damon também pode.

 

Outra coisa, Damon teve que sair da bolha do ceticismo, da arrogância que camufla a verdade, da confiança que não existe quando Elena respira o mesmo ar que Stefan. Ficou claro que ele não tem essa segurança toda, pois ele ficou perturbado e possesso ao saber que a namorada foi atrás do irmão por ciúmes e que ela ficou presa com ele na cabana de Tessa. Damon esteve em uma perfeita cilada e até que ele mandou bem, preferindo tapar o sol com a peneira. O Salvatore não passou no teste de resistência quanto aos sentimentos de Elena por Stefan. Mesmo que a ideia de destino seja muito forçada e surreal para ele, o ex-casal tem história e não dá para se sentir “confiante” demais para achar que isso tudo acabou, só porque Stefan está (estava) sem memória.

 

É fato que Damon amou o fato do irmão estar com amnésia, não é à toa que ele tentou privá-lo do contato com Elena. Pena que isso acabou! Eu só queria saber como ele reagiria ao saber do clima Stelena perto da ponte… Isso ninguém conta, né?

 

Eu suspiro só de escrever o nome Katherine. O que foi ela neste episódio, gente? Fiquei tão feliz pela humana ter ficado viva e por ter representado todos meus dilemas: cabelo branco e fome constante. Só não perdi o dente ainda e tomo conta para que isso não aconteça, pois só quero usar Corega aos 70 anos. Kath estava perfeita. Ri demais com o comportamento faminto, como também a ideia dela em tingir o cabelo. Esses são alguns efeitos colaterais causados pela cura, sem sombra de dúvidas. Ela está murchando de dentro para fora, mas isso não a impediu de assumir brilhantemente o papel de Elena em Whitmore.

 

Ao se unir com Caroline – que estava ótima demais para quem foi trocada por Klaus –, a dupla teve uma dinâmica muito boa e abriram espaço para um dos mistérios que foram apresentados lá no primeiro episódio: a sociedade secreta, que se chama Augustine. Além de termos um nome, sabemos que os membros possuem um vampiro para fazer experimentos, bem como um interesse genuíno por Elena.

 

Onde Wes conseguiu toda a certeza do mundo ao apontar Elena como uma vampira? Uma pesquisa no passado de Isobel? Uma relação suspeita de Grayson Gilbert? Wes ser um vampiro? São muitas perguntas que se abriram e só apontam para experimentos malucos. Pergunto-me onde está Jesse, pois sem chance ele ser o vampiro da Augustine (bem, agora ele é!), pois Megan morreu antes dele se transformar. No aguardo de mais informações e espero que sejam absolutamente ótimas.

 

Para colocar mais pimenta, Katherine pediu para Wes salvá-la. Isso que gosto na personagem. Ela pode ser útil, mas nunca age sem pensar no que pode ganhar de benefício. Nesse caso, Wes foi uma dádiva, e ela não hesitaria jamais em não usá-la.

 

Balanço geral: Amara maluca. Wes e a sociedade secreta. Stefan com as memórias de volta.

 

Memories are too important

 

Essa frase me arrepiou inteira e deixou ainda mais macabro o efeito Tessa neste episódio. Ela apenas reprisou uma das falas mais marcantes de Stefan antes de lhe dar todas as memórias de volta. Fiquei passada com essa jogatina de palavras e, da mesma forma que doeu em Stefan em ter todo o passado enfiado na sua cabeça de volta, isso doeu em mim também.

 

Desde o final da quarta temporada, imaginei como Stefan lidaria com o relacionamento Damon e Elena, como também com o fato dele afogar, morrer e regenerar dezenas de vezes. Além disso, ele foi meio que esquecido por aqueles que mais preza, que curtiam o verão de suas vidas enquanto ele se lascava. Paul afirmou em entrevista que o efeito desse período dentro da caixa deixaria o personagem em choque e eu aguardei isso até aqui. Acredito que esse momento chegou. Pelo menos, conforme a promo do próximo episódio.

 

A novidade faria Elena entrar em uma jornada emocional, pois é inegável que isso é apenas mais um ponto de aproximação dela com Stefan, pois a vampira se sentirá culpada de novo, como aconteceu com Bonnie. Tessa fechou o episódio com chave de ouro, sem perder o gosto pela vingança, mas, sendo bem honesta, queria que Stefan ficasse sem memória para sempre. Só para ele não ter que sofrer com tudo o que lhe espera.

 

Pergunta que vale barras de ouro que valem mais do que dinheiro: cadê a Nadia, gente?

 

Ansiosíssima para o próximo episódio. Quero muito ver a atuação de Nina como Amara e o que ela causará em Mystic Falls. Estou espantada em terminar a review assim, pois sempre fico em estado de revolta.

Stefs
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