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03/nov

Bonnie e Clyde. Rainha Anne Boleyn. James Dean. Só faltou a Lady Gaga para dar uma animada nesse episódio que de “homenagem” de Dia das Bruxas não teve nada. Se a ideia era transmitir a sensação de primeira festa na faculdade, isso não deu muito certo, pois a galera parecia que ainda estava em Mystic Falls, em meio a uma pausa escolar. A festa só mudou de endereço, pois todos os personagens pareciam presos à nostalgia da primeira temporada de The Vampire Diaries, um sentimento que parece que se prolongou e fincou estadia na nossa caríssima Elena Gilbert. Eu dei risada quando ela anunciou a fantasia dela. Esclarecendo: Anne Boleyn era uma maldita no ponto de vista da corte. Destruiu o casamento mais respeitoso do Rei Henry e mudou a religião de um país. Foi mandada para a guilhotina e a Inglaterra que era contra ela bateu palmas. Vamos dizer que Elena Gilbert não está muito longe disso e não ficaria tão triste se ela fosse decapitada, assim, sem compromisso. De fato, a fantasia foi perfeita para a personagem.

 

Piadinhas a parte, mesmo com a fantasia indevida, Elena Gilbert parecia Elena Gilbert. A personagem abriu a trama como nos velhos e bons tempos de TVD ao relatar um péssimo dia no diário. Para todos nós que achávamos que a série só chamaria The Vampire sem o Diaries, simplesmente porque Stefan e ela tiveram a ideia nada brilhante de botar tudo para queimar no mármore de inferno, Elena provou que há uma papelaria pelas redondezas e resgatou um dos fatores que é a base do seriado. Confesso que fiquei muito contente e nostálgica. Escutar o famoso Dear Diary me deu arrepio. Lembro-me que ficava extasiada com os relatos nos diários, especialmente quando as narrativas de Stefan e de Elena se cruzavam. Como comentei nos reviews passados, a série continua na tentativa de voltar ao que era antes, mas continua a pecar ao insistir em bobagens.

 

Um ponto positivo para Elena: ela ainda remói o luto por Bonnie. Como aconteceu com outras mortes, o assunto era simplesmente pulado, como se “curtir” a melancolia não fosse o suficiente para ninguém, especialmente para a personagem. Colocá-la tristonha e abatida pela morte da amiga foi muito bom, pois Elena sempre aparentou ser forte demais para uma adolescente que, pouco a pouco, ficava sem nenhum apoio familiar. O bom do diário é que Elena parecia a garota de antes: pernas encolhidas, escorada em alguma estrutura de pedra, o diário nos joelhos e muitas reflexões particulares. Com o impacto da morte da amiga, parece que a personagem voltou a ser centrada nos pontos que a tornam insuportável para muita gente: focada e xereta em assuntos que nem sempre são da competência dela.

 

Sim, eu gostei da apresentação da Elena de uma forma mais light neste episódio, sem tanto drama nos ombros, como também sem aquela necessidade de diversão que ela encontrou com Damon. Ser toda pomposa foi saudável, mas não é parte do caráter dela, pois Elena sempre foi a mais preocupada da série. Pior que descaracterizar 1 Salvatore é fazer isso com a protagonista que tem como função nos fazer apoiá-la e amá-la, dois itens que andam meio fora de cogitação desde a temporada passada quando o assunto é Elena. O que percebo é que, além de tentarem resgatar a mitologia e o lado mágico da série, há uma luta nítida de compensar as escolhas e as burrices dela. Elena estava a cara da Elena humana, típica de Mystic Falls, sem exibir o vampirismo – que era uma das apostas mais altas com relação à personagem e que continua a ser mal explorada. Como Caroline continuou como saco de porrada depois que se transformou, é exigir demais que Elena se comporte como uma vampira muito digna. Afinal, ela sempre quis ser humana, nada mais justo que bancar uma, só que com dotes a mais.

 

Um comentário: não estou gostando do fato de usarem a morte da Bonnie para fazer Damon se mexer no próprio egoísmo mais uma vez, no desespero de trazer a bruxa de volta. Se já é chato o plot dela com Jeremy, algo que imaginava que não fosse mais acontecer, nada mais insuportável que ver o Salvatore se importar com um assunto que ele só se engajou para oferecer bem-estar à Elena.

 

Elena está preocupada com o caso da Megan e era esse tipo de comportamento que foi roubado da personagem. Ela é chata ao se preocupar demais e procurar encrenca? É. Mas essa é a Elena Gilbert que nos conquistou anos atrás, antes de se envolver com os Salvatore: altruísta e envolvida em assuntos que precisam de respostas. O retorno à faculdade não só lhe deu a oportunidade de lidar com o luto, como também a chance de trabalhar, algo que também faltava, pois a vampira não fez nada de interessante desde o retorno da série. Agora, ela está focada em perseguir Wes. Para isso, Aaron finalmente chegou para dar uma força nessa parte do drama que rodeia TVD.

 

Elena e Aaron tiveram um primeiro encontro com poucas palavras, mas, sendo bem sincera, não tem como não querer que a amizade deles dê certo. Ambos estão atrás da mesma coisa: saber a verdade sobre a morte de Megan. Porém, não é isso que chamou a atenção nessa união inusitada, mas o fato dos dois estarem imersos em um mundo onde só se respira melancolia por conta das mortes seguidas de pessoas queridas. Elena agora resolveu se sentir culpada por ter curtido o verão sem se dar conta de que Bonnie e todo o resto não estavam tão bem quanto imaginava. Aaron, além de ser um meio de pegar Wes pela cauda, pode ser uma válvula de escape para ela superar a perda, até então parcial, da melhor amiga.

 

Aaron veio com toda aquela expressão de cachorro abandonado, com poucas palavras e com uma queda por bebida alcoólica. Claro que a presença dele na universidade não seria aleatória, pois ele tem uma relação parental com o professor macabro. Isso pode ser realmente assustador, ainda mais pela maneira como Wes tratou a transição de humano para vampiro de um dos seus alunos, o que tornou Jesse um perfeito projeto de pesquisa. TCC agora, brow? Se Aaron é cheio dos mistérios, Wes não fica muito longe, pois, como foi dito em muitos spoilers, o professor sabe tudo de Mystic Falls. Ele só sabe disso, com certeza, por ter stalkeado a história de Grayson Gilbert, mas essa é uma lacuna que ainda não foi respondida. Porém, fica a brecha em saber quem vigia Elena e os amigos que de humanos não têm nada, e qual é o objetivo dele em estudar Jesse, além do suposto fanatismo por vampiros.

 

Enquanto os preparativos para a festa histórica de Whitmore acontecia, Katherine e Nadia roubaram a cena e renderam o plot mais interessante do episódio. Meio que quebrou o clima da Elena, com todo aquele pique de garota normal. Foi surpreendente saber que a relação das duas mulheres é mais que uma necessidade de contornar Silas. Não esperava o fato delas serem mãe e filha, uma bomba nuclear por ter Katherine envolvida nessa revelação. Ao menos, a traveler conseguiu incitar algo que a humana tentou contornar desde que Silas botou Mystic Falls inteira atrás dela: o medo de morrer.

 

Eu nunca cansarei de dizer que, mesmo sem a vantagem do vampirismo, Katherine não deixou de lado o amor pelo próprio umbigo, nem mesmo em meio às fraquezas humanas, como atacar quem for preciso para se defender. Além da necessidade de viver, Katherine ainda teve que enfrentar a culpa, um sentimento que a amedronta desde que engoliu a cura. No caso dela, uma das vantagens de ser vampira é a habilidade de se desligar, mas, agora, Katherine sente tudo o que contornou durante toda a sua existência e essa pegada tem sido bastante interessante. Seria surreal demais se ela continuasse como pedra, sendo que até Klaus, todo machinho perverso, não consegue esconder o recalque de certas coisas, especialmente quando Elijah está envolvido.

 

Adorei a descoberta de Kath e Nadia, cheguei a imaginar as duas em perfeitas cenas de ação, até as circunstâncias me mostrarem que nada disso aconteceria. Como sou tolinha!

 

A festa foi pontuada como o grande evento do episódio, mas nada bate o Dia das Bruxas da primeira temporada. Sinto muito sociedade, mas aquela sim foi digna ao celebrar uma das minhas datas favoritas. Ao invés de aproveitarem o clima sombrio (o episódio caiu na data do evento, por favor!) para dar plots mais envolventes aos personagens, lá estamos nós diante dos mesmos e irritantes dilemas amorosos, as bobagens que comentei no primeiro parágrafo. A começar por Elena e o fato de evitar Damon por sentir culpa. Isso foi incabível. Não vou reclamar dessa declaração dela, um detalhe que foi repetido pela segunda vez, pois a primeira foi quando ela choramingou ao saber que Stefan sofria em algum buraco embaixo d’água.

 

Explico. Elena sofreu horrores nas últimas temporadas. Não tanto em comparação a alguns personagens, mas ela sofreu e eu acho que ela tinha todo o direito de ser feliz. Todos nós temos o direito de ter uma pausa para usufruir o momento com aquilo ou com alguém que gostamos. No caso dela, foi Damon. O que há de errado em não ligar para os amigos para curtir a melhor parte de um relacionamento, ou seja, o começo? Como se trata de uma série que se alimenta do triângulo amoroso, Elena precisava se sentir mal, especialmente porque ela aparenta estar com o juízo no lugar.

 

Sem contar que, se Elena voltar para Stefan, é preciso haver um motivo muito plausível (que, nesse caso, de plausível não teria nada) para ela desistir de Damon mesmo que o amor continue a existir. Quer mais incômodo que olhar para uma pessoa e se lembrar, sem querer, de todos os entes queridos que se perderam no percurso? O que aconteceu com Bonnie e Stefan não tem nada a ver com Damon, mas a personagem precisa de razões para se distanciar do namorado e focar no que interessa. Ao contrário do Salvatore, que só vive no oba, oba, Elena tem que retornar ao posto de salvadora do dia. Por isso, acho que o clima Delena se tornará pesado, pois Damon gosta mais da vampira na versão desligada e divertida, não da menina que se importa. Ele acha bonito, mas não ligaria se ela simplesmente tocasse o foda-se, com todo perdão da palavra.

 

Jamais que Damon estaria preocupado com os seres alheios e acho uma tremenda hipocrisia ele querer trazer Bonnie de volta. Afinal, ele não está fazendo isso porque é importante para todos, mas porque é importante para Elena. Soa poético, mas para mim não é. Jeremy é apenas o porta-voz de toda a situação por ser o único capaz de se comunicar com o fantasma da namorada. Não é à toa que partiu dele a afirmação de querer Bonnie de volta para poder tocá-la. Daí, vocês perguntam: mas Damon se uniu ao Silas para salvar a bruxa e, talvez, ajudar a memória de Stefan. Nah! Se o Salvatore realmente estivesse sendo altruísta, jamais ele toparia machucar o irmão e, pior, sem explicar o motivo, independente de amnésia.

 

Damon só quer Bonnie de volta por ter medo de perder a namorada. Afinal, temos aí uma “nova” Elena, sacudida com mais uma morte e que não quer saber dele. É bem provável que, ao olhar para o Salvatore, a vampira só veja a morte de Bonnie e é óbvio que Damon não quer isso. Já basta Stefan, o empecilho que ele nunca refutou em dar um fim. Desde o retorno da série, desaprovo qualquer comportamento do Salvatore, porque, ao menos para mim, nenhum é sincero. Não em sua totalidade, porque o que o move é o amor que ele sente por Elena. Às vezes, quando o vejo em ação, começo a desconfiar desse sentimento que não está sendo tão saudável assim.

 

O Salvatore está obcecado em trazer Bonnie de volta, mas o quanto isso é uma atitude sincera? Ele quer o retorno da bruxa por causa do afeto por ela ou para diminuir o sofrimento da namorada? Ou pior, para se garantir, por notar que Elena não é mais a mesma com ele, na tentativa de manter o relacionamento que sempre quis?

 

As motivações de Damon são inexplicáveis e essa dualidade do personagem é insuportável. Eu não o entendo mais de tão zoado que ele está. O vampiro perdeu todo o sentido e todo meu sentimento negativo por ele só ficou maior pelo fato dele ter “matado” Stefan duas vezes (e eu acho que alguém assistiu isso, talvez, alguns amigos do Wes): uma por mera “necessidade” e a segunda por ter sido cutucado mais uma vez ao ouvir a verdade. Está muito claro que Damon quer solucionar as coisas sozinho para se provar para Elena, como Stefan genialmente pontuou, e acho bárbaro como tudo dá errado. Inclusive, Damon está louco para eliminar o irmão, algo que Silas também comentou pela maneira como o Salvatore quebrou o pescoço dele com animosidade em demasia.

 

Mesmo que Stefan não tenha de fato morrido, esse comportamento do Damon foi ridículo. Ele é um tremendo inseguro e não sabia que Bonnie valia tanto assim… tsc!

 

Mas daí que o Stefan deu um payback tão digno que quase cuspi sucrilhos. O Salvatore pode não ter plot, mas, sem memória, o cara tem mostrado atitude, um detalhe que ele sempre reprimiu ao ser muito apático quando não devia. A atitude dele em quebrar o pescoço de Damon foi mais épica ao toco que ele deu em Elena na semana passada. Só uma palavra resume esse momento: de-lí-cia! Faça isso mais vezes, Tefinho, estou com você.

 

E, meu, quer colírio melhor que Paul Wesley agredindo Paul Wesley? Pausa para morrer de orgulho.

 

A parte mimizenta ficou por conta de Tessa que apareceu toda digna de Cleópatra. Ainda afirmo que não gostei da personagem, mas ela foi tão awesome em destruir Silas. Stefan e ela merecem uma salva de aplausos por terem mostrado quem é que manda na bagaça ao tomarem atitude contra a duplinha Damon e Silas, que foram bem babacas nesse episódio (Silas tudo bem, mas Damon? O bom samaritano da vez? Really?). A poderosa bruxa trouxe mais pulga para a galera se coçar: o âncora que segura o Outro Lado. Silas quer destruir esse submundo e me pergunto se isso levaria as cópias junto com ele. O véu entre vivos e mortos existe há 2.000 mil anos, a soma de todas as doppelgangers da linhagem de Elena e, provavelmente, de Stefan. Se o véu for destruído, podemos esperar algo meio como os Originais, onde, matando um, todos os transformados morrem? Socorro se for realmente isso. Me pergunto agora quem seria esse âncora e eu chuto na Amara.

 

Eu não tenho nada para dizer sobre Stefan, pois ele foi reduzido a coadjuvante. Esse episódio só confirmou que o personagem não tem plot, pois ele estava fora de circulação até metade do episódio e ficou desacordado o restante dele. Ao menos, o James Dean da festa apareceu de bom humor, com jeito de vampiro prestes a ficar muito bêbado e sempre fofo com a linda da Caroline que estava radiante, até Tyler voltar.

 

Amém que Forwood acabou. Nunca fiquei feliz com o fim de um shipper em toda minha vida. O mais incômodo foi a maneira como se deu o término: eles fizeram sexo o dia inteiro, daí o Tyler sai da seca, fica triste e dá adeus para Caroline, porque precisa se vingar do Klaus. Oi!? De onde veio isso, minha gente, pois até a Sra. Lockwood virou pauta. O final deles oficializou que o lobisomem não voltará mais, pois ele está a caminho de New Orleans. Faz muito mais sentido, pois alguém precisa sacudir a vida de Klaus e ajudar Hayley.

 

Outro momento WTF? foi Katherine surgir na porta da mansão Salvatore. Sem Nadia. Do nada. A pedido do Damon. Ele ligou e ela simplesmente foi? A humana supersegura em ter atacado Nadia simplesmente foi de boa vontade para ver Silas “morto”? Isso foi a maior falha do episódio. Nem com Klaus Katherine foi tão descuidada. Ela prezou tanto pela vida dela para aparecer diante de Silas como se fosse visitar um museu? Eu não sei o que foi pior: Damon morder Katherine e jogá-la para Silas ou a cara de Elena em um misto de repulsa e falsa piedade pela situação. Eu queria matar Delena nesse episódio, não pelo shipper, mas por eles existirem. Entendo que Elena podia muito bem fazer a dancinha da vitória, pois Katherine fez da vida dela um inferno, mas Damon? Nem aquela carinha dele de “so, sorry” me convenceu.

 

Outra falha: Silas comentou que Nadia tinha passado a noite inteira com Katherine? Olá, civilização! Parece que o episódio passado não aconteceu, sendo que ele falou isso já na hora do almoço.

 

O final do episódio me fez questionar até que ponto Damon vai na tentativa desesperada de tentar consertar as coisas para impressionar Elena. Se fosse por todo mundo, beleza, seria lindo, mas não é. Ele usa Stefan. Depois entrega Katherine. Pela Bonnie? Não. Pela Elena. Eu queria muito entender o que diabos estão fazendo com o personagem. Pôxa vida, ele era tão awesome quando era impiedoso. De malvado agradabilíssimo, Damon se tornou um pé no saco. Como ficar feliz com isso?

 

Katherine implorou pela vida dela e isso partiu meu coração. Espero que a little bitch seja imortal e volte para morder todo mundo na traseira. Sendo bem sincera, me senti mal como Damon jogou a Katherine para Silas. Achei desnecessário repetir o que ela fez com Jeremy na temporada passada. Parece até que TVD perdeu o senso de criatividade. É em bobagens como essas também que a série perde muito. Para mim, não foi um payback em nome do Jeremy ter sido jogado da mesma maneira para Silas, mas uma falta de necessidade em dar um poder que não existe para Damon e a Elena. Eles não são heróis.

 

No geral, o episódio foi morno. Só não foi tão parado quanto o anterior porque os assuntos mitológicos voltaram à tona. Silas bebeu a cura, Katherine ficou supostamente viva e o cara virou bruxo. Sendo assim, o que o episódio da semana que vem terá a me dizer sobre a memória de Stefan?

Stefs
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