Menu:
05/dez

Este episódio de The Originals trouxe muita informação, tudo de uma vez só. Não, não achei ruim, pois quando se faz sentido não há muito do que reclamar, certo? O foco da trama ficou preso à questão de caráter, um fator já batido na storyline da série, onde Klaus voltou a ser o centro das atenções (como se nunca fosse) por ter se tornado rei de Nova Orleans. Essa era uma questão em aberto, pois queria muito saber como o novo líder do Quarter se sairia em meio a uma vampirada que estava acostumada aos moldes do comando de Marcel. Era óbvio que alguns seriam mais relutantes que outros, mas o importante é que não se esqueceram de pontuar isso. Afinal, ninguém gosta do Klaus. Em meio ao caos, digo que o híbrido conseguiu ser irritante, mais que o normal, e começo a ficar cansada desse comportamento dele.

 

Digo isso porque Klaus na única versão que tem – o ser petulante – começa a ficar desgastado e não tão convincente. Ele é bolado, inseguro e tudo mais, mas o que era um diferencial de peso sobre o vilão impecável que é, alcançou um nível de repetição muito clara. Se continuar assim, Klaus será um ser intragável. Sem exagero! Sei que a característica principal dele é ser impiedoso, uma das graças do híbrido, e é o que o faz um inimigo sensacional. O meu descontentamento ganha cada vez mais força pela maneira como ele trata Cami também. Sei que faz parte da história, mas espero que esse círculo vicioso seja interrompido. No começo, gostei muito da união dos dois, parecia algo divertido, mas esse papo de hipnotizar toda hora está chato, pois aconteceu aos montes em The Vampire Diaries. Sendo assim, não é mais novidade. Klaus é quem tem o seriado nas costas e ele corre o mesmo risco que a Elena: deixar tudo insuportável por causa da centralização em demasia do ego.

 

Marcel sofreu alterações gradativas quanto ao comportamento perante Klaus. Ele se apresentou com falsa lealdade devido à opinião da sábia Rebekah e da proposta dela em convencê-lo a se manter vivo. Porém, ver a família destroçada é algo que o irrita. A solução? Realmente ser leal ao ex-mestre. Nesse chove e não molha, conhecemos um pouco mais do caráter do vampiro que de altruísta não tem nada. Marcel e Klaus se deram bem por um simples motivo: a vontade de comandar. Para esquentar, ambos fazem de tudo para estar no topo. É claro que essa dupla não ficará unida por muito tempo, pois Klaus não tem coração, algo que o ex-pupilo até que tem. Porém, Marcel viu possibilidades, como um estrategista e, quanto mais armas tiver, melhor.

 

No final das contas, depois de reprimir o ódio por ter sido deposto, forçar uma lealdade com Klaus e converter aqueles que restaram fez Marcel se revelar como um completo interesseiro. Não é à toa que ele chutou Rebekah pela conveniência da situação: ele tem um Original que é híbrido, a família, Davina e uma loba.

 

Davina sumiu nos últimos episódios, mas ela voltou com tudo. Ela de pequena e tolinha não tem nada. Sem dúvidas, deve haver grandes coisas reservadas para a bruxa assim que a série retornar. Critiquei um pouco a atuação da Danielle, mas ela anda acertando a passos lentos. A personagem ainda não tem tanta força e esse é um ótimo momento para fazê-la crescer. A surpresa no plot dela foi o resgate da morte de Agnes o que a fez, finalmente, quebrar a bolha que Marcel impôs a ela. Eu não duvido que o vampiro se preocupe com Davina, pois ele nunca poupou em dar carinho e atenção para quem importa, mas a vontade de comandar sempre fala mais alto e se há alguém para usar, so be it!

 

A parte formidável sempre será a amizade de Davina com Josh por ser fofo e engraçado. A dupla rendeu uma nova parceria: Hayley. Nada mais justo que as pontas mais fracas e sob ameaça se unirem, ainda mais quando se trata de uma bruxa, uma loba e um vampiro que são considerados um bando de tolinhos. Sem sombra de dúvidas, eles têm todo meu apoio e quero muito vê-los em ação para destruir não só Klaus como Marcel também.

 

Por falar em Hayley, ela deu uma brilhada só por ter caçoado Klaus e por ter quase beijado Elijah. O bacana é que a personagem ficou apagada sendo que ela tem plena habilidade de persuadir as pessoas e chamar mais atenção. Porém, a loba já tem muitos pontos fracos e isso inclui Elijah, pois já está escancarado que eles se gostam. O Original está todo bobo por ela, com direito a salvar a alcateia e se esforçar para quebrar a barreira de Klaus para vê-la bem. Posso pedir o beijo logo?

 

Cami também foi um ponto importante e volto a dizer que as sacadas dela em se lembrar das coisas depois dos encontros com Klaus é genial. A personagem foi responsável por mais uma belíssima reviravolta, pois o híbrido achou que terminou um serviço, mas Davina foi lá e estragou tudo. Eu ri internamente com isso, fato! Agora, o que todo mundo quer saber é o que ele esconde desde 1919, uma época marcada pelo incêndio de um teatro. Pelo peso do segredo para fazer Klaus apagar da memória de Cami, chuto um relacionamento. Esse assunto vai dar o que falar, pois é um ponto que afeta a relação do híbrido com todo mundo. Sem contar que Cami demonstrou piedade pelo que aconteceu no passado dele, a única que se importou sem considerar todas as atrocidades que ele fez.

 

Esse ponto de 1919 também deixou uma incógnita: uma palavrinha mágica que pode derrubar Marcel. Diz aí, Rebekah!

 

Vou encerrar este review com um adendo: a partir do momento em que se dá um spin-off para um personagem como Klaus, que saiu de um meio para dominar outro, exige-se pontos de inovação. A família Mikaelson é linda e brilha justamente pelo fato de cada componente ter personalidades distintas que, male male, se complementam. Elijah pode estar insuportável para alguns por ser doce demais, alguns devem não suportar mais a Rebekah por causa dos infinitos problemas amorosos. Alguns, como eu, devem querer dar uns tapas no Klaus por não aguentar mais tanto mimimi. Não seria uma boa hora para mudar, já que a série entrou em hiatus? Afinal, Klaus convidou os irmãos para voltarem ao lar da família e acho que essa alteração gradual no caráter dos Mikaelson, especialmente quanto ao comportamento do híbrido, pode ser útil, muito mais além que a preocupação dele com o bebê. Klaus pode ser frio, o que ele quiser, mas chega de lamúrias, pelo amor de Deus!

 

O episódio deixou muitas incógnitas, mas, além da foto de 1919, a nova família de Klaus está à espreita e ele fez questão de protegê-la. Esther não está presente fisicamente entre os Mikaelson, mas tudo aponta para a mulher que levou os filhos à danação. De um ponto de vista geral, The Originals mostrou potencial, mas precisa explorar mais os personagens principais e tirá-los da mesmice.

 

A série retorna no dia 14 de janeiro
Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3