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14/dez

Confesso que o episódio anterior foi melhor em comparação à mid-season finale de The Tomorrow People, mas isso não quer dizer que não tenha sido emocionante. Teve vilão de coração partido, teve cuspida na face, chorumelas para todos os lados e um rei do camarote pronto para esmagar qualquer um que não fosse um agente Ultra. A trama testou o emocional do ponto de vista de cada personagem e não tem como não morrer um pouco mais de amor por cada um deles. De Jedikiah até Stephen, ninguém passou batido dentro do objetivo principal que foi proteger ou encontrar aquilo que mais ama. De uma maneira geral, achei tudo muito tocante, com entonação familiar, mas sem se esquecer de que a maior fraqueza das pessoas, independente de poderes, é o amor.

 

Jedikiah foi colocado no limite da razão no episódio passado e essa tortura continuou, pois John e Morgan continuaram nos holofotes, especialmente do Fundador. O personagem não foi sequestrado, mas teve que lidar com o rapto da amada que ficou nas mãos de Cara e de Russell, e com a probabilidade de perder aquele que chama de filho. A troca de Morgan por John foi simplesmente justa. O que eu não esperava é que ele fosse optar em abrir mão dela, mesmo tendo conseguido liberar passagem para John fugir. Jedikiah se mostrou um dos personagens mais fortes desde o começo da temporada, um elemento surpresa, mas que acabou sendo ofuscado pela presença do vilão maior e é compreensível que ele tenha sido diminuído por aquilo que se refuta a entender por mera inveja.

 

O Fundador foi bem malandro em frisar a palavra humano para o pesquisador, como também não poupou em fechar o cerco ao pedir a morte de Morgan. Foi sensacional saber que Jedikiah mentiu, um vilão diabólico extremamente inteligente, e que merece um pouco mais de respeito a partir de agora.

 

John fugiu e continua a ser o maior ponto fraco de Jedikiah. O ser do amanhã nem teve motivos para celebrar a liberdade, pois o mundo dele ruiu de uma vez só. Ele foi o personagem que mais teve o passado revelado no decorrer da temporada por causa do relacionamento com o pesquisador e, com certeza, ele deve ter mais coisas para contar, especialmente por Roger ter sido o treinador dele. John encarou as verdades e foi muito digno ele tomar iniciativa para revelar uma parte obscura do seu passado para Cara ao invés de deixar outra pessoa fazer o serviço. É difícil odiá-lo, pois John agiu ludibriado por um homem que lhe fez promessas que pareciam ter sentido.

 

Como disse na review passada, ele foi enganado e agiu dentro da dança do “pai”, justamente por ter tido uma vida miserável. Ele pode não ter contado a verdade antes, mas o personagem tentou respeitar a promessa que fez ao Roger por mais que isso tornasse toda a união dos seres do amanhã e o esconderijo uma baita ilusão. Eu fiquei com dó dele, isso sim, pois John será rodeado por muita descrença. Ao menos, é o que eu acho.

 

Stephen fez diferente neste episódio e foi muito camarada com John. Ele sim sofreu uma reviravolta de caráter mesmo cego à própria crença de que Roger está vivo. Ele era bem irritante no começo da temporada, mas, dessa vez, ele estava na medida certa e conseguiu me convencer sobre tudo o que desejava e acreditava, por mais absurdo que fosse. Eu adorei a maneira como John e ele interagiram neste episódio, uma dupla que tem plena capacidade de ser imbatível, mas Cara existe com a capacidade de separá-los. A dinâmica dos dois, desde a fuga do prédio Ultra até o companheirismo durante a tentativa de encontrar o Limbo, foi uma evolução entre duas pessoas que só se bicavam o tempo inteiro. Acredito que a melhor parte foi Stephen dizer a Cara que o fato de John ter omitido a verdade sobre Roger foi meramente por amor. O cara simplesmente mostrou que é consciente da própria realidade mesmo com as emoções à flor da pele. Gosto de gente assim, mas está claro que, mesmo ele tendo sido nobre com John, Stephen ama Cara e ela já tem só olhos para ele.

 

Digo isso porque o amor declarado dela estava presente quando Stephen abraça a ideia de morrer para encontrar o limbo para trazer Roger de volta. John notou isso também. Eu queria que o triângulo amoroso não acontecesse, pois já sou totalmente a favor do bromance entre John e Stephen. Ambos já se entendem sem ao menos se falarem e as jogadinhas de palavras são o forte deles, detalhes que não queria um término por causa de uma garota. Tudo bem que adoro Stephen com Astrid, acho que teria mais futuro por causa da tensão humana/superpoderes e afins. Cara é muito melhor sozinha por ser sensata. A maneira desesperada como ela agiu para trazer Stephen de volta só provou que esse sentimento vai crescer, até porque John foi colocado para escanteio.

 

Thanatos continuou a ser pauta e foi bacana a mãe de Stephen saber da existência do assunto, o que a torna uma pessoa não tão alienada quanto ao comportamento do marido. Porém, Limbo ainda se tornou a pauta maior, pois Stephen realmente conseguiu ver o pai e agora é uma questão de encontrar o corpo dele. E não é só isso, pois o Fundador colocou a lanterna sobre os olhos de Jedikiah e já jogou o verde de que quer tornar Stephen um projeto de pesquisa o mais rápido possível. Essa é a parte que mal posso esperar para ver, sério!

 

Ao longo de 9 episódios, The Tomorrow People me conquistou pouco a pouco e a considero uma boa série para a CW, um diferencial em meio às séries que já são tradicionais do canal. Durante toda a trama, deu para notar como os atores amadurecem devagar. Sem contar que a história funciona melhor sem todo o peso amoroso e a série em si não coloca os personagens como heróis, ao menos não ainda, mas se alimenta da fórmula de dramas que qualquer pessoa que tenha nascido um pouco mais especial sofre durante e depois da descoberta. Até aqui, não estou decepcionada.

 

A série retorna no dia 15 de janeiro.
Stefs
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