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07/dez

O que dizer sobre esse episódio SENSACIONAL de The Tomorrow People? Desculpem-me pela palavra em caixa alta, mas a pessoa que escreve esta review está tremendo na base. Como diria nossa querida Tulla Luana: estou tremendo, Rosana. Estou cho-ca dís-si-ma! Estou maravilhada também, pois a série pegou um gás tão incrível que tenho muito medo do que virá a seguir. Foi um show de pancadaria, tanto na cara do pobre do Russell como na minha. Eu sabia que o seriado me convenceria (algo que já acontece lá no quarto episódio) e estou tão orgulhosa de ver algo que gosto mostrar potencial que meus olhos ficam enormes e brilham como nos desenhos de anime.

 

The Tomorrow People provou neste episódio que não precisa de peso amoroso para arrasar. O trio funciona na hora da ação, sem tantos atritos. Não houve frescurite, nem pausa dramática, só ação. Fiquei bem passada como a trama começou, totalmente na correria, de maneira a me fazer perder o fôlego incontáveis vezes. Fiquei que nem uma pulga na cadeira de tão tensa e boquiaberta com determinadas situações, como Jedikiah parar no esconderijo dos seres do amanhã. Gosto de ficar nesse estado, sem saber o que fazer, com vontade de puxar os cabelos. Pelo amor de Deus, serei torturada até semana que vem à espera da mid-season finale, que já dei uma bisbilhotada na promo e tem tudo para ser AWESOME.

 

Agora, sobre o episódio.

 

Na semana passada, ficou em aberto o que seria o bendito Thanatos e se Roger estaria vivo ou morto devido à alucinação de Stephen prestes a morrer afogado. Muito bem. O assunto ficou totalmente atrelado a mais um flashback da história de John com Jedikiah e acho que não poderia ter tido uma conclusão mais chocante. Foi estarrecedor saber que o ser do amanhã matou Roger, pois eu tinha (tenho) esperanças de que ele estava vivo. De fato, foi ali que as coisas realmente mudaram para John e eu não consigo julgá-lo, pois ele foi totalmente ingênuo por acreditar que Jedikiah era confiável. Ao menos, ele foi incumbido de cumprir duas promessas: proteger a própria espécie e encontrar Stephen. É fácil entender porque John foi tão solícito com Jedikiah ao topar fazer o experimento por conta própria para ser o primeiro ser do amanhã melhorado, pois ele viu no chefe dos Ultra uma figura paterna.

 

O pequeno John aprendeu a respeitá-lo como pai e, até chegar o momento do teste que tornaria oficial a capacidade dele matar, a lealdade sempre ficou em primeiro lugar. Afinal, John viveu em um lar disfuncional, era minorizado e não é todo dia que uma alma boa salva alguém de uma vida babaca. Porém, o emocional de John foi testado ao ser incumbido de dar cabo em Roger, o que pode sim mudar toda a perspectiva que o grupo escondido no túnel de metrô tem por ele. Especialmente Cara. Espero que, por causa disso, não venha a ideia de começar o romance entre Stephen e ela (mesmo sendo óbvio).

 

Jedikiah se mostrou mais sensível do que aparenta e vulnerável. Confesso que gostei disso também, pois, desde o primeiro flashback dele com John, era óbvio que o pesquisador ainda tratava o ser do amanhã como um xodó. Para piorar, Morgan voltou aos holofotes (e eu fiquei passada por ter pesquisado e ter descoberto que ela era a Sam da série Popular #infância). O impacto de John na vida de Jedikiah foi tão forte que ele ainda sonha com tudo o que aconteceu no passado e toma até remédio por isso. Porém, a parte mais sensacional quanto ao plot do personagem foi o fato dele ter sido teletransportado junto com Russell, um momento que me rendeu um completo desespero.

 

O refém Jedikiah não perdeu o senso de humor e isso é muito típico de um vilão que quer maquiar os próprios sentimentos. Piadinhas e cinismos só serviram para esconder o quanto ele ainda se preocupa com John e o quanto ele faz questão de pagar de bom moço quando está diante do ser do amanhã. Para o azar dele, o sentimento de respeito não é mais recíproco. A cara de tacho de Jedikiah ficou por conta da maneira desprezível que o “filho” o tratou, não só durante o “sequestro” como 6 anos atrás após a tarefa que foi incumbida ao John ser concluída com sucesso.

 

Os tiros que John acertou na parede me fizeram ficar coladinha na tela e fiquei muito possessa por Jedikiah ter continuado vivo. Não faz sentido ele morrer, claro, mas fiquei com tanta raiva que desejei isso por meros segundos. A parte boa é que o pesquisador temeu a própria vida, uma boa lição se quer saber. Afinal, vilões valem mais estando vivos, pois nada mais doloroso que serem desprezados. O líder dos Ultra ouviu verdades que não esperava, especialmente por achar que fez um bem danado para John. Só que não, né?

 

Depois de muita correria dos agentes Ultra para encontrar Jedikiah, uma força maior surgiu: o Fundador. O cara não tem nome, mas chegou causando horrores, com uma presença muito forte. Gosto de vilões assim e ele tem tudo para ser meu mais novo amor platônico. Nem preciso dizer que a cena da tal Equipe de Confiança foi uma cópia de Matrix, mas com objetivos diferentes. Isso me fez notar um pouco mais os efeitos especiais da série, algo que melhora a cada episódio e se torna muito mais atraente. Sem contar que é um fator que dá mais peso dramático à trama. Os GPS aka seres do amanhã telepáticos não ganharam tanto enfoque, mas os efeitos da incisão na nuca não poderiam ter sido demonstrados por ninguém melhor que o Fundador que não desgrudou em nenhum momento do que Stephen faz ou deixa de fazer, algo relevante, pois Jedikiah se faz de tonto.

 

Por falar em Stephen, o garoto ficou na penumbra, apenas atuando para ganhar tempo enquanto o interrogatório de John, Cara e Russell com Jedikiah rolava. No começo do episódio, ele continuou destemido e dono da razão para convencer o trio sobre a visão que teve sobre Roger, uma ideia que quase comprometeu Russell e o restante dos foragidos. Stephen é o típico protagonista que só atrai problema, mas ele estava muito de boa, o que aprovei. A relação dele com John, mesmo que pouca, estava na medida certa neste episódio, como se o impasse com Cara jamais tivesse acontecido. Sei que é necessário um amor para tudo, especialmente quando estamos no mundo das séries, mas, pela maneira como Stephen funcionou, bem como os outros e o plot central, ficou muito claro que pesar um triângulo amoroso só deixará as coisas paradas e chatas.

 

Para não dizer que Stephen não fez nada, o adolescente serviu para nos apresentar um novo personagem, o Dr. Death aka Aldus Crick, um dos fundadores da instituição Ultra. Ele não ganhou destaque, mas falou algo que comentei em reviews passadas – e o que era óbvio: Jedikiah não é confiável e tinha ciúmes do irmão porque não tinha poderes. Isso pode até justificar o carma dele de amor por John e pela consideração que ele demonstrou por Morgan. Além dessa revelação, o que pesou foi o fato de Stephen e Roger serem capazes de parar o tempo. E não só isso, como se teletransportar e parar o tempo ao mesmo tempo (eita repetição!), o que justificou a visão dele com relação ao pai.

 

Acredito que esse fator sendo apresentado nos episódios futuros dará mais importância ao Stephen que mais parecia uma barata tonta, coitado. Tudo em nome do disfarce de agente que agora está por um fio por causa de Cara que se revelou diante dos olhos de Jedikiah. Só dor de cabeça.

 

Explicação importante: Limbo. Embora eu tenha dado o significado real da palavra, o episódio esclareceu a jogadinha que tem haver com essa capacidade de Stephen em controlar dois poderes ao mesmo tempo. É um tempo fora do tempo. Seria a esperança de encontrar Roger?

 

A conclusão do episódio foi ainda mais desesperadora, quando John tenta se livrar de Jedikiah, mas acaba emboscado. O sonho do pesquisador em ter o filhote de volta se realizou e estou temendo e muito pelo que está por vir, pois sabemos que Jedikiah o tem eternamente como favorito. Eu não quis acreditar quando o esconderijo foi revelado como um point Ultra, dominado com um D chip. O pior foi o sorrisinho de Jedikiah, com aquele gosto de vitória, mas, mesmo assim, ele ainda preservou o ser do amanhã. Porém, com o Fundador a solta, sabemos que nem tudo poderá ser como Jedikiah quer.

 

Pelo amor de Deus, preciso do próximo episódio!

Stefs
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