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14/dez

Para uma mid-season finale, ainda mais sendo de The Vampire Diaries, não houve força na trama e nem foi nada impactante. Não houve aquela sensação de adrenalina quando o episódio termina, ainda mais perto de um hiatus, para saber o que acontecerá semanas depois. As storylines continuaram arrastadas e sem graça. Se não fosse por Katherine, tudo estaria perdido mais uma vez. Devo confessar que, ao longo deste episódio, fui transportada para a primeira temporada de TVD por um único motivo: as cenas entre Damon e Stefan. Os dois Salvatore não interagiam juntos há algum tempo e a nostalgia bateu forte, pois gosto muito quando eles deixam as diferenças de lado e trabalham para salvar – ou ao menos tentar – o dia. Confesso também que estou orgulhosa dos meninos, pois, em meio à bagunça do dia, eles resolveram ser honestos com os próprios sentimentos, doa a quem doesse.

 

A trama continuou presa à storyline sobre Augustine, mas sem dar nenhuma novidade. Afinal, salvar Elena pela milésima vez não é surpreendente, muito menos saber que seria Stefan o responsável em fazer isso. Para um episódio que tinha Grayson Gilbert como o cara da vez, minha expectativa foi para nada, pois esperava altos flashbacks que, com certeza, tornariam o episódio muito melhor. O que aconteceu foram resgates de objetivos e de momentos do pai de Elena, com destaque para o porão que foi destruído na primeira temporada e apareceu intacto, como um milagre, sendo que ninguém nunca comentou sobre uma reconstrução. Wes tentou explicar a escolha do local como um dos laboratórios da Augustine, mas foi muito pouco para me convencer. Nem o diário tornou Grayson interessante, pois Elena, como sempre, chamou a atenção para ela. Wes enrolou, enrolou e enrolou para explicar o motivo dela estar atada a uma cadeira, um assunto que levou 40 minutos para ser esclarecido.

 

É muito fácil notar que The Vampire Diaries corre em círculos para trazer um vilão tão convincente quanto Klaus e Silas. Os produtores e escritores tentam dar um charme de perigo ao Wes, algo que ele tem, mas essa ligação humana com Aaron meio que estraga as coisas. Ao assistir a este episódio, não considero Wes um perfeito inimigo, porque ele é apenas louco, como a maioria dos obcecados pela ciência é. A série ainda não conseguiu tampar o buraco que ficou marcado por ótimos vilões e acho que é muita responsabilidade para um personagem como Wes assumir, pois nem um plot decente ele tem para sustentar. Com Klaus, eu tinha aquele sentimento convicto de que ele venceria o tempo inteiro, essa era a graciosidade da coisa toda, mas, com Wes, você vê um fracassado querendo pagar de sabichão e você sabe que ele vai perder porque é óbvio.

 

O professor bem que tentou convencer com a crueldade científica, mas esse plot foi enrolação pura. Na espera de melhoras!

 

Enquanto Elena estava na cadeira tendo flashbacks da infância e tirando altas sonecas, Stefan e Damon se uniram para encontrá-la em nome dos velhos tempos. Posso dizer que sentia muita falta de cenas Defan? Eu amava a interação deles, como se a irmandade nunca tivesse sido abalada, por mais que Elena já existisse entre eles, como aconteceu nas duas primeiras temporadas. Essa foi a parte que me arrebatou com o sentimento de nostalgia, pois os Salvatore não são mais os mesmos desde que cada um conseguiu agraciar Elena Gilbert com diferentes formas de amor. Assinei embaixo quando Damon disse que ambos têm mais poder de persuasão juntos e foi muita sacanagem eles rodearem o pobre do Aaron que só faltou fazer xixi nas calças de tanto pavor.

 

O bacana das cenas entre os Salvatore é que Damon parecia o antigo Damon, como se nunca tivesse mudado, como se sempre tivesse sido daquele jeito. Os joguinhos mentais, a ironia, as piadinhas em momentos certeiros… Isso me fez sorrir, pois é desse Damon que sinto tanta falta. Sinto falta do Damon sarcástico, sem um pingo de piedade, impertinente e mala sem alça. Isso o fazia brilhar por ter uma personalidade própria e que se destacava muito fácil dos outros personagens da série. Bem que podia ser assim para sempre, mas, para isso, seria preciso dar cabo na Elena. Alguém?

 

A busca dos Salvatore por Elena também serviu para destacar mais uma vez como os irmãos agem em momentos de ação: Stefan trata a situação com compassividade e Damon com agressividade. Conforme me deliciava com as interações deles, senti como se estivesse me apaixonando de novo pelos Salvatore, pois as cenas com Aaron foram tão incríveis que é uma pena vê-los rebaixados para sustentar um triângulo amoroso falido.

 

Quem deu uma apimentada nas coisas foi Enzo que teve um dia de folga para infernizar Damon. A aparição do personagem deu mais importância à mágoa dele com relação ao abandono do Salvatore e aos efeitos colaterais de ser um vampiro Augustine. Virei fã dele com uma facilidade tremenda, não por ele ser sexy, mas por ter lavado a roupa suja com Damon. Achei sensacional, pois alguém precisava fazer isso. Como disse no review passado, a vida do Salvatore se torna muito mais fácil por causa da possibilidade de desligar os sentimentos, pois ele não tem coragem de enfrentar como um macho a dor e o sofrimento por ser covarde, psicopata, monstro, o que preferirem. Apenas repito todos os elogios que o personagem recebeu durante o episódio. Enzo foi um milagre que não serviu de muita coisa para a trama, a não ser fazer Damon reconhecer que ele é um demoniozinho em pele de cordeiro.

 

E essas cutucadas de Enzo causou o que eu não esperava que fosse acontecer tão cedo: o fim de Delena. Oi? Olá? Fiquei em choque! Damon sentiu o peso do passado confrontando com o presente, um detalhe que sempre acontecerá na vida eterna dele, pois o Salvatore não foi um santo e sempre curtiu uma pitada de crueldade. Realmente, são detalhes que sempre voltam para serem jogados na cara, independente de quem seja. Damon percebeu isso a força, mas antes tarde do que nunca. Ao receber o sermão de Enzo, o vampiro refletiu sobre as únicas opções que tinha: ou mudava ou ficava do mesmo jeito. Se eu for colocar na balança, Damon poderia mudar um pouco mais por Elena, mas isso mataria de vez toda a graça do personagem. O que sobraria para ele se trocasse toda a impetuosidade por amor? Seria bonito, mas só se a série estivesse prestes a dar adeus, mas, a essa altura do campeonato, não se pode causar mudanças radicais. Male, male, o que ele disse para Elena sobre não vou mudar, sou assim, goste ou pule fora (não aguento mais escutá-lo com o mesmo discurso, socorro!), acarretou no momento mais honesto do personagem durante esta temporada. A parte bonita é que ele abriu mão da garota que sempre quis com medo de torná-la igual a ele. Aplausos.

 

O relacionamento entre Damon e Elena estava fadado a fracassar por culpa de quem manda em TVD. Eu apenas sinto que ninguém se esforçou pelo casal e tudo ficou nas coxas. O namoro mais esperado da série começou como um incêndio e o fogo se dissipou em um piscar de olhos. Ao longo da jornada Delena, não vi crescimento, nem companheirismo, nem amadurecimento e nem evolução. Eles trocaram poucos beijos e abraços, e palavras eram entoadas no ar, como se fossem o bastante para garantir alguma coisa. É como se não quisessem aprofundar a história e nem acarretar simpatia por eles, pois daria muito trabalho separá-los. A única arma para balançar o casal é o caráter de Damon, mas acho que foi usada muito cedo. Por isso, acredito que Delena não acabou, pois ambos ainda precisam aprender muitas coisas como um casal. Não é possível que seja só isso!

 

Eu sempre imaginei que Elena colocaria um fim ao relacionamento e ver o Salvatore todo frustrado e magoado por ter que abrir mão dela para abraçar o próprio ego (a força) me fez sentir muito orgulho dele. Não foi uma tarefa fácil, pois ele sempre quis ficar com ela, mas isso deixou de ser o suficiente. Ele a ama, do jeito distorcido dele. Ela também, do jeito egocêntrico dela. Mas de que adianta uma união sendo que os pares não querem aprender juntos e preferem tapar o sol com a peneira? Complicado!

 

Damon é assim e não mudará. Palavras dele. Isso me fez pensar em Klaus, que sempre será minha base de exemplo para tudo (embora os resmungos dele sejam insuportáveis sobre as injustiças da vida), pois ele também sente vontade de mudar, especialmente por gostar de Caroline. Mas, se tirar o lado impiedoso dele, o que sobra? Nada. O mesmo vale para Damon. Ele é o anti-herói. E é isso que dá graça a ele acima do amor por Elena, da mesma forma que Klaus que age melhor sozinho, por mais que goste de Caroline.

 

O que inflou meu peito de orgulho sobre o falatório de Damon para Elena foi quando ele simplesmente berra para ela parar de defendê-lo. Damon, cadê você para eu te abraçar? Não é bonito e nem romântico Elena ser tolerante com o passado dele que ainda é muito presente. Afinal, ele ainda mata pessoas por vingança. Ela simplesmente puxou o banco e foi sentar com a Claudia ao preferir ser passiva, uma atitude que não impulsiona uma pessoa a ser melhor. Tudo bem que julgar Damon toda hora por causa de algo do passado seria um saco, concordo, mas ela faz isso por mais que não diga em voz alta. O que Elena preferiu reter foi a parte do sofrimento de Damon dentro da Augustine e não a dor que ele causou ao longo do percurso para se vingar e sempre vencer. E a família de Aaron? Como fica?

 

Elena está totalmente errada nesta temporada. Defender não é garantia de que a pessoa vai mudar e Damon (sendo verdade ou não) entoou isso e não tiro a razão dele. Nas primeiras temporadas, o encanto de Elena por Damon veio de uma amizade que custou muito a se fomentar. A vampira assistiu os esforços dele em mudar, pois ela o pressionava a ser melhor. Ela forçava Damon a ser mais racional. Foi uma confiança conquistada, algo justíssimo. Agora, quando eles estão juntos, Damon simplesmente aproveita a brecha para matar pessoas e está tudo bem? Não, não está! Sei que todo mundo está cansado de ouvir que a Elena não é mais como antes, mas ela devia voltar a ser como antes. Tenho certeza que se houvesse um encontro entre a Elena do passado e a do presente, a menina humana odiaria a menina vampira. Quando ela relata sobre Megan no diário do pai, Damon fez o gracioso favor de relembrá-la do que a ex-namorada é. Cadê o vampire proud agora, Elena? Ah! Tá! Não tem, né?

 

A Santa Gilbert não tinha motivos para se surpreender sobre o falatório de Damon, pois, por mais que doesse nele, ele foi honesto. Deu para sentir isso. Elena se tornou uma personagem conformista. Na verdade, nem posso chamá-la de personagem, pois ela não faz mais nada. Elena ainda age e pensa como humana, como se não fosse vampira. Damon fez o grande favor de jogar isso na cara dela e emendou de uma maneira muito sábia ao frisar que Grayson não gostava de vampiros e que muito provavelmente ele não aceitaria a filha como é agora. Vamos nos lembrar de John que nunca deixou de repudiar Stefan, mesmo tendo um amor engasgado por Isobel que se tornou vampira. É o preço a se pagar. Não tiro a razão de Damon ter dado a louca, porque realmente precisava para sacudir o cérebro de vento de Elena que, sem os Salvatore, precisa de uma repaginada.

 

Katherine roubou a cena de novo. Morri de amor quando ela acorda e olha para o Stefan como uma menina adolescente apaixonada. Em meio ao drama do envelhecimento precoce, Kath ainda teve tempo de arrancar muitos risos ao lado de Matt e algumas lágrimas ao lado de Nadia. A personagem estava com um brilho estonteante nos olhos, toda inspirada para abraçar a vida graças ao revival com Stefan. Porém, o que chamou atenção no plot dela foi a questão da possibilidade de ser perdoada. Isso foi o ápice da evolução da personagem. Jamais me passaria pela cabeça que esse momento chegaria, mas, prestes a morrer, tudo pode acontecer, e o peso na consciência sempre é algo que assombra a maioria das pessoas.

 

Stefan estava todo serelepe também, com piadinhas ácidas e o instinto aflorado em salvar Elena. Parecia até que ele estava na fase ripper quando ele começa a atormentar Aaron. O que fez o Salvatore me encher de orgulho não foi ele pegar Elena no colo pela milésima vez, mas o quanto ele foi sincero com Katherine. Tudo o que ele disse a ela foi muito justo. Não se apaga 147 anos de sofrimento de uma hora para a outra. Não mesmo. A parte bonita é que mesmo com toda a mágoa, Stefan resolveu apoiá-la, talvez, pelo agradecimento dela tê-lo ajudado a encarar o drama do estresse pós-traumático. Katherine percebeu tarde demais que quer ser amada e o máximo que o Salvatore pode lhe oferecer é conforto.

 

Daí, mas cadê o universo? Não era supostamente para Katherine e Stefan ficarem juntos? Na minha singela opinião, esse papo de destino foi só para aumentar a tensão do fandom. Steferine apenas provou que o destino não tem nada a ver com a lei doppelganger, pois, no final das contas, o que importa é amor recíproco. Se Stefan aceitasse Kath de volta porque o universo quer, seria o que chamo de masoquismo emocional. Sem chance!

 

Eu estou bem decepcionada com este episódio, mas, ao menos, ele deu a resposta sobre a morte de Megan e a relação dela com Grayson. Muitos pontos ficaram em aberto, um mais sem pé e nem cabeça que o outro. Qual é da ideia de jerico de Katherine querer sobreviver, mas por meio do corpo de outra pessoa para honrar o gene de traveler? Nadia foi uma linda em querer que a mãe sobrevivesse e encontrou esse apoio em Matt, mas, a ideia que tenho, é que Kath ocupará/ocuparia o corpo de Elena, um remake de A Hospedeira.

 

E a seringa? Ela está vazia, não?! Wes não apertou o negócio, então, vou entender que estava cheia.

 

E Kath? Teve AVC?

 

Esta temporada de TVD começou quente, ficou morna e agora está absurdamente fria. Não há um ritmo bacana desde os cinco primeiros episódios que focaram na mitologia, com a pegada intrigante que a série costumava ter. Até aqui, a melhor coisa que a série teve foi Silas e Tessa. Arrisco a dizer que tudo está nas costas de Katherine, pois Elena não tem nada para fazer, assim como Damon e Stefan. Podem ver que os demais do elenco regular nem aparecem direito, porque não possuem storyline. Para uma mid-season finale, parecia episódio de começo de temporada. É chateante!

 

A série volta dia 23 de janeiro.
Stefs
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  • heyrandomgirl

    Olá, Vanessa! Obrigada pelo comentário *_*

    Eu concordo com o que você disse sobre Elena e Damon, ambos personagens que mais foram descaracterizados até então. O relacionamento deles está completamente vazio, não consigo sentir a simpatia que tinha lá na terceira temporada em que seguiram um propósito para fazê-los se gostarem. Sei lá, parece que poupam demais, pois não fazem a menor ideia de como separariam o casal, uma ideia mto real pq enquanto TVD durar, esse triângulo permanecerá.

    Stefan é tudo nesta vida, né? Ele não tinha nada no começo da temporada tbm, sendo jogado de um lado para o outro, e agora que ele tem um propósito, a Kath tem um AVC. Eu não posso com isso Hahahahaha

    Sinceramente, a temporada está com uma baixa qualidade. Não tem plot fixo e os personagens não têm storyline. É triste, mas é verdade.

    Beijosss!

  • Vanessa

    Olá…concordo plenamente com você.
    Para mim, a quinta temporada está sem sentido e sem graça….não gosto desta versão da Elena e Damon…relacionamento mais sem graça e totalmente sem noção..não parece que eles se amam…não é o mesmo que ver Stefan e Elena (na primeira temporada).

    Gosto muito do Stefan e quero que ele siga em frente encontrando alguém melhor…podendo até ser a Kath…