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21/jan

Um dos autores que mais aprecio é Stephen King e admito que ainda tenho muito que aprender com o tipo de escrita dele. Digo isso, pois há muitos títulos que ainda não explorei por tremenda falta de oportunidade. Só sei que o autor tem a mão perfeita para escrever um bom suspense. Não é à toa que um dos meus filmes favoritos de Kubrick foi inspirado em um dos meus títulos favoritos de King, O Iluminado. Ele pode não ser o escritor mais querido de muita gente, o que é uma pena, pois o cara é simplesmente sensacional.

 

Por ser sensacional, é óbvio que ele tem dicas valiosas para compartilhar aos aspirantes a escritores, e este é o tema de hoje aqui do Random Girl.

 

Há alguns meses, eu trouxe algumas dicas preciosas assinadas por Veronica Roth sobre como sair da procrastinação e vencer a falta de vontade de escrever. Hoje, para dar continuidade a essa parte do blog que acho muito legal, trago alguns insights para quem quer ingressar no mundo da escrita assinadas por Stephen King. Papel e caneta a postos, por favor:

 

Tudo começa com rejeição: eu acho que, hoje em dia, está mais fácil para uma pessoa ser publicada. Apenas tenho essa impressão, pois, às vezes, encontro cada título ruim que fico espantada na livraria. Sem contar que tem a autopublicação que dá frutos positivos para quem se arrisca e se empenha, o que pode atrair muitos seguidores e publicação por intermédio de uma editora. Quando Stephen descobriu que a sua vocação é escrever, ele arriscava e enviava textos para revistas. Com 14 anos, ele tinha acumulado muitas cartas de rejeição que tinham tudo para desanimá-lo, mas sabemos que isso não aconteceu.

 

Por causa das recusas, Stephen aprendeu uma das valiosas lições na hora de editar um manuscrito: cortar a parte gorda, ou seja, o excesso de palavras. Exemplo: ele tocou a maçaneta e a girou devagar, abrindo a porta. Forma reduzida: ele abriu a porta devagar. Digamos que isso é um hábito muito difícil de abandonar e ainda sou fail em retirar as gordices dos meus textos. Na verdade, esqueço completamente, até na hora de revisar fanfic.

 

Ler e escrever muito: “se você não tem tempo para ler, você não tem o tempo (ou as ferramentas) para escrever”. Cada livro tem uma lição para ensinar. Os títulos ruins nos mostram o que não fazer, enquanto os bons nos ensinam sobre estilo, narração, desenvolvimento de plot e elementos para criar uma história envolvente. Sem dúvidas, considero essa uma das maiores e mais importantes lições de casa para quem quer ser escritor. Não que eu seja mestra, mas aprendi e reaprendi ao observar a estrutura textual dos autores que escrevem gêneros de meu interesse.

 

Reunir os fundamentos da escrita: vocabulário, gramática e estilo. Outra dica é usar as palavras que lhe são confortáveis/familiares na hora de escrever. “Nós não concordamos que, às vezes, as habilidades mais básicas podem criar coisas além das nossas expectativas? Estamos falando de ferramentas, sobre palavras e estilos, mas, quando avançamos, você bem lembrará que também falamos sobre mágica”.

 

Escrever é trabalho, se prepare para isso: “parar de trabalhar em algum texto/peça só porque é difícil, é uma péssima ideia. Às vezes, você precisa continuar quando não está com vontade e, às vezes, você faz um bom trabalho quando sente que tudo o que faz é uma grande porcaria.” King já admitiu que escrever nem sempre é fácil, mas ele afirma que fazer isso requer comprometimento. Se você não trabalhar duro, teoricamente não existe um compromisso em tentar escrever bem e melhor.

 

Histórias podem ser encontradas em qualquer lugar e a qualquer momento: um dos conselhos mais preciosos do Stephen é que ideias esperam para serem encontradas. Boas histórias podem aparecer em qualquer lugar e é trabalho do escritor reconhecê-las. Muitas das ideias dele vêm da escuta de trechos de conversas, o que lhe dá aval para construir cenários com base neles. King encontrou inspiração para escrever Carrie durante um período em que ele trabalhou como zelador em uma escola. Em um dia em que esfregava as paredes do vestiário feminino, o autor imaginou a cena de abertura do livro, quando Carrie descobre que virou mocinha e as meninas jogam absorventes nela. Não há necessidade de esperar pela musa sendo que é necessário apenas manter os olhos e os ouvidos abertos.

 

Sempre ser honesto: “escreva o que você gosta. Junte tudo no próprio conhecimento pessoal de vida, amizade, relacionamento, sexo e trabalho.” Ao contrário da regra batidíssima de “escrever o que sabe”, King encoraja os aspirantes a acreditarem naquilo que gostariam de ler. Ao se envolver com um tema que aprecia, haverá sinceridade e honestidade, tanto nos personagens, quanto no desenvolvimento das storylines.

 

Apoio durante o percurso: no caso de Stephen, a maior inspiração dele é Tabitha, sua esposa. Ela é a pessoa que ele sempre busca quando precisa de conselhos. Quando King decidiu jogar fora as primeiras folhas de Carrie, Tabitha pegou as páginas e o encorajou a continuar com a história. E foi o que ele fez! “Escrever é um trabalho solitário. Ter alguém que acredita em você faz muita diferença. Eles não precisam fazer discursos. Geralmente, apenas acreditar é o suficiente.”

 

As dicas de Stephen King foram adaptadas desse artigo. Espero que tenham gostado e coloquem em prática!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Essa sou eu respondendo comentários com um atraso gigante. Hahahahaha

    Eu baixei o On Writing e tô ensaiando pra começar a lê-lo. Consegui a versão em PDF e vou ter que ler pelo meu celular, mas já é mta coisa Hahahahhahah

    Cortar a parte gorda sempre é dose. Eu sou mto recheada e acho importante expressar todos os sentimentos de um jeito hardcore HUAHAHUHUAAUHAUH daí quando releio fico com dó de tirar pq acho que tudo é importante. Mas, com o tempo, vc vai engordando as coisas. Eu tbm era mto direta e aprendi bastante com fanfics *_*

  • Mônica Oliveira

    Gente, gente, gente!!!!!! *-*
    Você leu On Writing? Ele dá uma verdadeira aula sobre a arte de escrever nesse livro, sem contar que metade das páginas é quase uma auto biografia. Amo! Sigo as dicas dele pra escrever desde que me deparei com elas, pelo menos tento. Em On Writing mesmo ele fala do horror que tem a advérbios, e graças a isso eu reparei que realmente (há!) uso eles mais do que devia. E sobre cortar a parte gorda, o meu problema é que a minha escrita já é light demais… eu preciso engordar minhas narrativas!!
    Amei o post, Stefs, quero demais um poster com essa foto dele! Hahahaha