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25/jan

É sempre engraçado e interessante como cada episódio de Pretty Little Liars consegue me dividir ao meio. Ultimamente, tem sido complicado chegar a uma única opinião sobre o que acontece a cada semana. É algo que não tem como remediar, pois sempre entro em conflito quando começo a escrever as reviews. Desde a última temporada, não sei bem definir se achei tudo muito bom, ruim ou regular, pois a série oscila na mesma fórmula: algo impactante no final e um clima morno e enrolativo na semana seguinte. Todo mundo está cansado desse ritmo, muitos compartilham a mesma opinião, mas só sei que é impossível largar PLL mesmo com tantos furos e expectativas que não passam de ilusões.

 

A saga das liars deu continuidade rumo ao Busy Bee Inn, o local que supostamente Ali estaria escondida. O lugar parecia ter sido invadido por um insano Ezra, com direito a janela quebrada, recadinho na porta e atmosfera pesada sobre o que poderia ter acontecido com Ali. Como disse Hanna, parecia um déjà vu. O sentimento de pessimismo das meninas foi o que mais pesou na abertura e isso me deu a entender que o episódio seria sensacional em comparação aos anteriores, mas logo o quarteto estava preso aos mesmos dilemas, envoltas de novidades bastante sutis.

 

A grande novidade foi Shana surgir e dizer que sempre foi a boa moça, mesmo tendo compactuado com o “B” Team formado por Jenna e Melissa. A personagem mostrou dignidade e surpreendeu ao dizer que sempre foi a amiga mais antiga de Ali, o alicerce primordial que a manteve protegida desde que foi dada como morta. Essa revelação foi muito difícil de engolir, pois não tenho simpatia por ela. Ao menos, a afirmação causou alvoroço entre as liars e é óbvio que logo, logo elas começarão a se separar. Ali sempre deu a falsa impressão de que todo mundo era especial, sendo que geral era um bando de usado. Eu não consegui digerir muito bem essa revelação, ainda mais por estar centralizada em uma pessoa que nunca inspirou confiança.Bem cômodo ela surgir do nada, detentora de um ímpeto de solidariedade, segura por ser o braço direito de Ali. Surreal demais para o meu gosto.

 

Por outro lado, Shana deu a Emily mais motivos para ser insuportável. Parece que a personagem fica pior conforme a temporada avança. Sinto falta dela forte, sem lamuriar. Eu comentei na review retrasada que estava feliz pela iniciativa dela de seguir em frente com relação à Ali, mas ela é o ponto fraco do quarteto e sempre será assim. Eu queria muito esbofeteá-la, vocês não fazem ideia do quanto. Dou todo apoio à Spencer que questionou a súbita crença de que Ali agia de boa fé, e a admiro por ser a única racional até o momento em comparação às outras liars. Emily está presa no mundo da Alice e o mais idiota é vê-la acreditar na bondade repentina de uma garota que fez da vida dela e das amigas um inferno. Eu não abraçaria Ali em hipótese alguma, mas vou considerar o background das duas, que me faz ver que essa atitude mamão com açúcar é insuportavelmente normal.

 

A tensão do episódio se prolongou até Toby, Peter e Spencer e fiquei meio horrorizada com o repentino comportamento do namorado da liar. Ou eu estou muito insensível esta semana ou houve um chá de tapadice na galera de Rosewood, porque está difícil aturar certos personagens que sempre mostraram potencial decaírem. Mas, tudo bem, vamos considerar que Toby e a mãe possuem um elo delicado e emocional, e isso é perdoável. O comportamento todo emotivo e surtado dele para cima de Spencer foi algo corajoso, mas não precisava de tanto dramatismo. Era óbvio demais que ele assinaria o contrato proposto por Peter, calando de vez o incidente de Marion no sanatório. Só sei que Toby já foi melhor e sinto falta dele como alicerce de Spencer na tramoia contra A. Espero que o plot dele evolua, pois, depois dele surgir como membro do “A” Team, nada de interessante voltou a acontecer com ele.

 

Por falar em silêncio, Peter reapareceu na série e posso sentir que ele promete. Jason voltou a ser citado como um novo membro da rehab e Jessica tem a intenção de deixar o papo do divórcio longe dos ouvidos dele. Uma conveniência, pois acho que o personagem deve ter muito a declarar. Até aqui, tudo normal, mas Spencer deu uma de investigadora em nome dos velhos tempos e descobriu que a mãe de Ali faz parte do conselho do Radley. Com isso, as coisas ficam complicadas, pois dá a impressão de que ela é a ponta do iceberg indestrutível e, provavelmente, sabe quem ou o que causou o acidente da mãe de Toby. Sem contar que o tal do personagem especial ainda é um mistério. Ainda voto em Courtney, mesmo que a teoria das gêmeas tenha disso descartada (e eu me esqueci de comentar isso na semana passada)!

 

Então que tinha que ter a parte dos casais e admito que já valorizei esse assunto e agora acho o maior desperdício de tempo. Consolidei-me por Hanna, pois até eu ficaria abatida com a perda de um namorado tão incrível como Caleb. Ashley foi uma linda ao levar a filha para destruir pratos e dispenso o fato dela ter se jogado para cima de Travis. O cara é fofo, mas não é o momento para inserir novos personagens, sendo que os antigos não dão conta do que acontece na trama desde o começo da temporada. A mensagem que a liar deixou para Caleb no final do episódio foi para chorar e espero mesmo que Hanna saia dessa escuridão e mostre para a amiguinha Emily o que é superar o passado, até mesmo um que foi maravilhoso.

 

Aria, Jake e Ezra deram o que falar e detestei a liar nos primeiros minutos em que ela aparece, toda amorosa ao lado do professor lunático. Como sempre, Ezra foi o ponto alto do episódio e achei demais ele agir feito um maluco no meio da rua, o que só mostra que ele tem sérios problemas psicológicos, algo meio Norman Bates e a fixação pela mãe, no caso, por Ali. Eu sentia falta de Jake, pois gostava das interações dele com Aria, mas era óbvio que ele seria boicotado por causa do contexto da trama. E que cena para isso, né? Fiquei chocada com a habilidade de Ezra ser cruel e doentio. O mais estranho é ter que tirar toda a perfeição do professor da mente para vê-lo como um monstrinho. É de arrepiar! Ao fazer isso, Ezra mostrou que realmente precisa da liar como garantia para trilhar os passos dela ao encontro de Ali.

 

Ali saiu da toca, mas parece que só Ezra deu nota disso. Mesmo com todo o chororô para cima de Emily, não confio nela nem a pau até que se prove que o professor é muito, mas muito perigoso para ela entrar em pânico. Sem contar que toda essa situação começa a ficar muito bizarra. Eram tantas pessoas envolvidas com o “A” Team que é meio surreal um time agora ser de uma única pessoa que maneja tudo. Claro que há muitas desconfianças, dentre elas está Wren que se mostrou suspeito no primeiro arco desta temporada e não me espantaria se ele fosse o comparsa de Ezra.

 

Enquanto uma revelação arrebatadora não acontece, ficamos com a certeza de que Ali demorará a reaparecer, pois Spencer estragou tudo. Porém, o aparecimento dela pontua algo interessante: por que não confiar nas outras liars? Percebe-se que a ponta de tensão dela é Spencer e Aria, uma que sempre a confrontou e a outra que é abençoada com muitas teorias de ser integrante do “A” Team. Seja o que for, Ali sabe que uma das meninas não presta e eu quero que essa ideia seja real. Nada como uma inimiga no próprio grupo!

 

PS: o final do episódio mostrou que há mais gente no tal “A” Team, afinal, Ezra estava agarrado no pescoço de Aria enquanto alguém abria o armário que deveria ser de Shana. Vamos fingir que todo mundo pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, né?

Stefs
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