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10/jan

Pretty Little Liars retornou e trouxe o mesmo clima morno que parece que impregnou de vez nesta temporada. Para vocês terem ideia, eu tenho a sensação de que estou assistindo a mesma coisa desde o começo de 2013 de tão lenta que a trama está. Ainda me xingo por esperar que as situações ganhem mais impulso e fiquem mais interessantes, mas essa ideia de poupar tudo para o final já ficou sem graça. Tanta divulgação para nada. Tanta expectativa para terminar frustrado. É, é essa a vida de quem assiste PLL, não tem jeito. Eu já penso no season finale (está longe!), na torcida para que tudo volte a ser arrebatador e assustador, mas, não sei, acho que Marlene e companhia perderam o toque principal que faz a série incrível: amedrontar. Não há mais isso, nem o efeito surpresa e, quando há plot bom, ele se desenrola três semanas depois. É muito desanimador, sendo bem honesta.

 

O episódio desta semana foi direto ao ponto, mas ficou por isso mesmo. Quando achei que finalmente haveria socos e pontapés, o que já merece devido ao retorno de Ali, os casais ganharam foco, alguns dispensáveis e outros nem tanto. As liars abriram a trama desconfortáveis com a revelação em Ravenswood e não sabem o que fazer para ajudar Ali a voltar para casa. Porém, todas abraçam a mesma ideia de não se sentirem contentes com a sobrevida da Queen, o que foi algo muito bom, pois seria exigir demais que elas ficassem saltitantes com o retorno de uma pessoa que ainda não provou inocência perante o júri sobre ser ou não parte do “A” Team.Sem contar que Ali deve explicações. Muitas explicações. Especialmente sobre quem mandava as mensagens ao quarteto, mesmo que agora tudo aponte para Ezra. Sabemos que não há um único culpado, não adianta centralizar tudo no professor, pois ninguém nesta vida age sozinho contra quatro adolescentes futriqueiras que dão mais trabalho que criança rebelde. Ezra sabe disso e é o mesmo que brincar com fogo o tempo todo.

 

Quem se sentiu mais pressionada sobre o reaparecimento da até então falecida foi Emily, um fato que não foi de se surpreender, pois a liar sempre teve um chamego por Ali. Porém, o foco nela foi para elevar as emoções da personagem ao nível de irritação com a nova verdade que lhe serviu melhor que uma bofetada na face. Finalmente Ems virou a página, estava mais do que na hora, pois seria insuportável vê-la toda boladinha ao longo da segunda parte da temporada. Já me bastou ela com o bendito ombro (que se curou magicamente).

 

Hanna ganhou destaque por causa da crise de genialidade repentina. Nada como ter um diário embaixo do braço para sentir o poder de se tornar estrategista e assumir por poucos minutos o posto que costuma ser de Spencer. Eu gosto muito quando ela toma as rédeas das teorias e das investigações. É sempre bom quando fazem um rodízio de inteligência entre as liars, pois concentrar tudo na CDF do grupo é muita conveniência. Hanna foi sacal em pontuar um detalhe que, com certeza, muita gente deve ter pensado mais uma vez na teoria das gêmeas. Afinal, esse papo assombra os fãs da série e há ainda dúvidas se a Ali que apareceu é realmente a Ali.

 

Como Hanna pontuou, o corpo encontrado pertencia a melhor amiga do quarteto e, se a série não chegar ao ponto de pagar mico com relação à detectação de DNA, há possibilidades da pessoa na caixa ser Ali e a personificação dela em vida ser a suposta irmã gêmea. Tem que ser muito gênio para mudar esse fator só para camuflar a própria morte e eu acharia isso um extremo furo porque a genética de cada pessoa é única, oras! As dúvidas sobre Ali ser Ali ganhou até um respaldo a mais com os sonhos de Jessica que insiste em trocar o conjunto de cama da filha. Juro que ainda tenho minhas dúvidas sobre esse assunto, pois não senti firmeza de que a Ali é a Ali. Isso é um bom sinal, pois PLL está fazendo certo em instigar os questionamentos, mesmo com a teoria escancarada na nossa face.

 

Citando essa teoria, a detetive Hanna nos levou até Sarah Harvey, a suposta garota que estaria dentro do caixão no lugar de Ali. Pelas referências, as duas meninas seriam perfeitas doppelgangers: loiras, populares, amadas, odiadas e venenosas. Ambas faziam as amigas se sentirem especiais, mas sempre em troca de alguma coisa. Porém, Sarah e Ali desapareceram em dias diferentes. No final, o episódio ensinou que todo mundo tem a versão da Ali que merece, mas as semelhanças entre os dois grupos foram gritantes, especialmente quando Avery foi citada como a última pessoa que viu Sarah com vida, da mesma forma que aconteceu com Spencer. Contudo, não imagino essa panelinha aparecendo mais vezes, pois Claire só serviu para fazer emergir os piores sentimentos de Emily, o que surtiu um efeito extremamente positivo. Porém, eu queria pensar que esse novo plot não será esquecido, mas acho que foi apenas uma desculpinha para dizer que quem está na caixa é outra pessoa. Vamos aguardar!

 

Os mistérios do episódio se renderam a isso e mais as caras e bocas sinistras de Ezra. Ele era o personagem que eu estava louca para ver como se comportaria depois da revelação e continuo a não gostar tanto assim. Eu me sinto desconfortável, só isso. Sei que a ideia é ampliar o suspense em torno dele, mas, depois da experiência com Toby, que abraçava Spencer com aquela cara de nojo sendo que a intenção dele no “A” Team era proteger a namorada, não quero imaginar que toda essa tensão revele no final o lado bom de Ezra. Está na cara de que ele é um desequilibrado, o que gerou muito pavor quando ele entrava em cena. Todas as cenas de Ezra foram de tensão absoluta pelo simples fato de querer saber o que se passa na cabeça dele, especialmente quando ocorriam os encontros com Aria.

 

Ezra ainda gosta da liar? Essa é a maior questão do universo e tudo mais, mas o episódio tentou deixar claro que o professor a usa por conveniência. Não é à toa que ele mostrou a cabana e incitou a menina a trair Jake de novo. Só para garantir!

 

Daí, a cena de Ezra com Mona foi um jogo de truco e quem sairia vencedor seria o melhor blefador. Ambos testaram o território um do outro. O professor deu ótimas indiretas para a garota vestida de Chiquinha, e ela compensou com a falsa inocência para tentar fazê-lo morder alguma isca. A parte bacana foi o momento das citações de máscaras e de identidades que ela jogou para ele e recebeu uma réplica que foi totalmente desconcertante. O medo te torna cuidadoso, então, nosso Ezra não é tão meticuloso assim, certo? Com certeza ele deve ter morrido de medo de se apaixonar por Aria, pois a intenção dele sempre foi usá-la, mas até que ponto ele conseguiu separar o emocional do racional? Ele só está à espreita e tem plena certeza de que as liars estão ao lado dele. Porém, temos Mona, a ameaça aos planos dele. Ela não fez toda aquela encenação às cegas do que acontece. Ao dizer que ele é venerado, poderia ser apenas uma provocação para desnorteá-lo.

 

Ezra é o personagem que retornou mais sombrio desde que foi revelado como o caçador de Ali. São muitos pontos de interrogação com relação ao personagem e tudo só piorou quando ele revela um novo spot que se tornou o segredinho particular dele com Aria, com uma entrada para o subsolo que aumentou a tensão de saber o que ou quem está lá embaixo. Eu senti falta da ferida que Spencer fez nele, mas daí lembrei que a série avançou 1 semana, o que não tornaria possível qualquer menção a esse assunto. Socorro!

 

Adendo: o que foi a projeção na sala de aula, algo meio propaganda nazista, cheio de professores com a chamadinha de onde está a Ali? Indiretinha!

 

Em meio à falta de caos, os casais se sobressaíram sobre Ali. Emily e Paige tiveram um atrito e depois ficaram bem, Aria e Ezra tiveram uns momentos estranhos e perigosos que me fizeram ter esperança de que eles são cúmplices. Spencer ficou o tempo todo ao lado de Toby e levantou mais um ponto interessante sobre Radley, o que trouxe Peter Hastings de volta, todo solícito em querer fechar o sanatório depois da conquista de Toby. Claro que esse interesse do pai da liar não passa de mais um tapa buraco sobre um segredo. Ele não tomou esse partido só porque Spencer passou uma temporada lá, o que também ficou muito claro para a liar que de burra não tem nada. E o que foi Peter todo tenso só com o nome da Jessica? Mais informações, por favor!

 

Caleb e Hanna deixaram o episódio mais triste, pois a despedida deles finalmente foi algo emocionante de assistir. Adorei as menções à Ravenswood, fez completo sentido, especialmente quanto a necessidade de Caleb guardar o que realmente viu na presença de Miranda e o quanto a cidade é subliminar e aterrorizante. Se esse era o término choroso prometido por Marlene antes do episódio de Dia das Bruxas, ela poderia ter avisado, pois esperei demais de uma despedida que foi feita só agora. Não estava preparada para isso. Escutei meu coração se repartir em mil pedacinhos e ainda não me conformo com a separação deles, mas terei que engolir isso igual criança birrenta.

 

O episódio de retorno de PLL apenas abriu um novo leque de questões e não chegou a nenhuma conclusão. Sarah não era a menina da caixa, mas Hanna tem o diário e mostrou para as liars. Estou maluca para saber o que Ali escreveu sobre elas. Ashley foi trabalhar para a louca da Jessica, o que não é bom sinal mesmo sendo uma indicação “imaginária” de Ali.

 

E cadê o Jason? A Bloody Mary sai do espelho, mas ninguém confirma se ele está realmente vivo.

 

E se Ezra é A, porque ainda o nosso amigo de black hoodie aparece sem mostrar o rosto, hum?

Stefs
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