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13/jan

Almas Sombrias é o segundo livro do arco O Retorno assinado por L.J. Smith. Como já comentei na resenha do livro Anoitecer, essa é minha “trilogia” preferida. Depois de passar pelos três primeiros – até considero Reunião Sombria bacaninha – a situação dá uma melhorada, mas não deixa de ser uma pura viagem na maionese. Por mais que muitos tenham dispensado a leitura de Diários do Vampiro (aka The Vampire Diaries), eu sempre serei uma defensora dos livros, simplesmente por causa da época em que eles foram publicados (1991).

 

Eles são chatos e com plots que ficam cada vez mais estranhos, confesso. É preciso estar com muita vontade para encará-los e estar preparado para lidar com ideias sem pé e nem cabeça (como uma coruja assassina) que podem deixar meio mundo revoltado e, possivelmente, indignado em acreditar que uma história dessas conseguiu ganhar certa popularidade.

 

Mas eu juro que melhora, gente! Basta ser persistente e ter muita paciência!

 

O Retorno: Almas Sombrias é a continuação de Anoitecer que dá ênfase ao romance entre Damon e Elena enquanto Stefan está em outra dimensão aprisionado por Shi no Shi, um pestinha em forma de raposa que colocou Mystic Falls de ponta cabeça. A história é a continuação do primeiro volume que representa este arco e que teve a trama prolongada a fim de dar uma conclusão que acontece em Meia-Noite. A premissa não muda muito em comparação ao antecessor, só a ambientação, pois Stefan se sacrificou para salvar o dia e sobrou para o irmão e Elena resolverem a situação. Quem gosta de Delena, não pode abrir mão deste e do volume anterior.

 

Quando Kevin Williamson e Julie Plec afirmaram que só usariam os personagens dos livros para construir a série, é bem verdade. Quem se lembra da Sage? Muito bem! Em Almas Sombrias a personagem é O personagem, mas honra a lealdade ao Damon.

 

Dá para notar certas semelhanças do plot da obra com a série televisiva, como o fato de Stefan parar em outra dimensão, um detalhe que me lembrou do período em que ele resolveu sair de Mystic Falls para acompanhar Klaus em uma aventura que o separou de Elena. Como no seriado, o Salvatore se ausenta para dar a Damon espaço para proclamar amor para cima da protagonista, um ponto que teve uma transição bem diferente do papel para a tela. Confesso que gosto muito mais de Delena nos livros, pois consigo sentir o tipo de sentimento que um compartilha pelo outro, algo que na série com o tempo, ao menos para mim, ficou muito vazio e apoiado ao sensualismo, só porque o Ian é maravilhoso.

 

Nos livros, Delena tem passagens bonitas e sensuais na medida certa e dá sim para suspirar. Até eu queria o Damon, mas o descrito no papel. Uma das passagens mais lindas em Almas Sombrias é quando eles dançam juntos e Elena realmente sente que está apaixonada por Damon. Quando o casal se beija, dá para notar as faíscas, um ato verdadeiro. Eu não sei o que os escritores da série beberam na hora em que decidiram dar destaque para a jornada Delena, pois, para mim, eles arruinaram tudo, especialmente agora na quinta temporada que é um acúmulo de fiascos. O casal não precisava de sire bond para perceber que há química, um fato que achei uma cachorrada sem limites com o shipper que sofreu uma reforma drástica na série.

 

Eles destruíram o que construíram ao longo de 3 temporadas, uma relação de amizade e de confiança que foi trocada por um apelo sexual. Ok, isso vende, mas, por mais que não torça pelo shipper com tanto afinco, fiquei transtornada com a desculpite sobrenatural para colocá-los juntos. Não precisava, porque eles já se gostavam, né?

 

Eu fico meio revoltada com o sire bond ainda, me desculpem. Eu sempre vou defender a iniciativa do Damon em ter beijado Elena na porta da casa dos Gilbert na terceira temporada e, logo em seguida, bater no peito e dizer que não se arrependia. Afinal, somos tolos quando amamos e cometemos bobagens para depois pensarmos nas consequências. Sou apaixonada pelo episódio 3×19, pois ele representou o auge Delena, um petisco do que poderia acontecer no futuro. O amor que consome entre Elena e Damon na série não remete em nada com a lindeza que está em Almas Sombrias. Isso inclui a cena que ele lambe as feridas dela, porque tipo assim, oi? E, o melhor, não soa vulgar como, com certeza, aconteceria no seriado.

 

No final da leitura, percebi que gostei muito de Almas Sombrias e mal posso esperar para resenhar Meia-Noite, o último deste arco, pois a maneira como ele terminou me fez ter quase um infarto do coração dentro do ônibus. Fiquei boquiaberta, ainda mais porque o tempo em que o li (no começo do ano passado. Reviews atrasadas, gente!), casou perfeitamente com a conclusão da quarta temporada. Fiquei chocada!

 

Dica: sabe a cura? Sim, ela realmente existe e o mais mágico é quem a ingere em Almas Sombrias. Assim, meu coração até palpita de novo só de relembrar. Tenho certeza de que seria demais se isso se repetisse na série, mas é pedir demais.

 

Opinião da Random Girl

 

Como qualquer livro de Diários do Vampiro, Almas Sombrias também não faz sentido, tem um suspense muito fraco, mas consegue prender depois de muitas páginas. A obra me fez ter saudades do Damon arisco e sensual do começo da temporada de The Vampire Diaries. Inclusive, esse livro explora muito mais o Salvatore mais velho e, a parte bacana, é que ele não muda mesmo apaixonado por Elena, algo que aconteceu na série, né? O vampiro não se rebaixa pela amada e a provoca, justamente por saber do poder que tem sobre qualquer pessoa. Ele continua com o jogo sujo e isso é sensacional. É esse Damon que eu gosto!

 

 

Por mais que seja difícil admitir, as partes Stefan e Elena geram um revirar de olhos. Ao contrário do que aconteceu com Delena, Stelena melhorou no âmbito série, onde o amor deles foi bem mais explorado. Não acho que eles funcionam de uma forma interessante no livro, pois ambos estão presos a frases prontas – que são lindas, claro – e não há o peso dramático em comparação ao que assisti em TVD, onde o amor deles ficou mais bonito. Porém, dá para suspirar, especialmente porque falo de Stefan Salvatore. Isso dispensa qualquer comentário porque é só amor.

 

Recado para os desistentes: começar a ler os livros de The Vampire Diaries é o mesmo que tentar assistir a primeira temporada de Doctor Who. É difícil. Você vai largar no primeiro momento por achar tosco e péssimo, mas há grandes chances de ser cativado. Vá à luta se você admira a série, por favor!

 

 

Na Prateleira:

Nome: Diários do Vampiro – O Retorno: Almas Sombrias

Autor: L.J. Smith

Páginas: 448

Editora: Galera Record

Stefs
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