Menu:
19/jan

Antes de ir direto para o review, preciso comentar rapidamente sobre a suposta treta entre a CW e a ABC Family. As séries começam a sair, pouco a pouco, do hiatus e Pretty Little Liars se tornou uma preocupação por ser transmitida no mesmo horário que The Originals. Isso quer dizer que ambos os seriados se interessam pela audiência uma da outra. Porém, acredito que tudo não passou de uma tremenda jogadinha de marketing para sacudir as estruturas, pois Lucy e Joseph estavam muito bem no People’s Choice Awards, lado a lado, exibindo os prêmios conquistados.

 

Se eu fosse responsável em decidir o vencedor dessa batalha, Klaus e Cia. ganharia o pódio por ter retornado com um episódio de tirar o fôlego, tenso e cheio de surpresas do começo ao fim, e impactante por causa de apenas uma personagem: Davina. Danielle Campbell mostrou muito potencial neste episódio e fiquei bastante admirada pela competência da atriz. Para uma personalidade que nem tem direito currículo no IMDB, isso é um grande avanço. Está aí uma chance para ela amadurecer.

 

A trama que trouxe os queridos Originais de volta foi centrada no poder feminino. A trama abriu com um flashback que recontou um período interessante de Nova Orleans: 1751, o dia em que as Casket Girls vieram para a cidade, sendo quase vítimas de homens malucos que, no mínimo, estavam sedentos por sexo. Rebekah surge como a heroína da vez ao salvar as damas parisienses e, graças a ela, a data se tornou motivo de celebração na cidade. Esse retorno ao tempo serviu para situar o episódio que foi dividido entre o clube das meninas e dos meninos, onde o time feminino do seriado ganhou destaque para dançar enquanto pisava na cara da sociedade. Nesse caso, no rostinho de Klaus.

 

A premissa de poder feminino se estendeu até Cami e Davina que estão dispostas a se unirem para derrubar Klaus. Acompanhadas de Josh, o trio foi a parte mais interessante do episódio e a causa de fazer toda a trama funcionar com extrema perfeição. Depois de ser obrigada a se esquecer de tudo o que o híbrido fez contra ela e pessoas próximas, Cami teve que lidar com muitas verdades, especialmente sobre o próprio tio que sabe da massa sobrenatural da cidade. Todos esses tapas na cara serviram para torná-la mais forte e a ameaça dela no final do episódio contra Klaus foi digna de bater palmas de pé. Nunca mexam com uma mulher consternada, pois todas, por mais bobas que possam parecer, sabem ser malignas. Basta pisar no calo certo. Mal posso esperar para Cami mostrar quem é que manda agora.

 

Claro que a mulherada de Nova Orleans não ficaria muito tempo no sossego, pois Klaus não demorou a sentir falta de Davina e explanar um plano ao lado de Elijah e Marcel, a dupla que se uniu pelas costas do híbrido caso alguma coisa desse errado. Depois de muito reclamar da atuação do novo rei da cidade, neste episódio ele estava ótimo, arrogante e inescrupuloso, sempre minucioso para conseguir o que deseja. Ainda bem que a parte do mimimi foi totalmente ignorada, pois não aguentava mais os resmungos dele. Achei sensacional o personagem terminar o episódio completamente chateado e bolado com o fato de não ter conseguido dar cabo na bruxa e ainda receber tom de deboche do irmão e do pupilo. Eu ri demais da cara dele e do fato dele ter caído do cavalo. Essa é a primeira de muitas quedas, com certeza.

 

Enquanto Klaus cantava de patrão, Rebekah começou a comer pelas beiradas. O resultado: ela quer puxar Nova Orleans pelo tapete. Isso definiu o episódio mais girl power que há muito tempo não assistia na televisão. Afinal, hoje em dia tudo se alimenta de triângulo amoroso, como se a mulher só pudesse ter destaque por causa de um homem. A parte ótima é que Rebekah se mostrou muito interessada em quebrar as correntes com os irmãos, um sinal de amadurecimento que é ótimo. Porém, por mais que ela tenha defendido a classe, lutado contra a opressão feminina, vamos combinar que a personagem é a última pessoa que eu confiaria um poderio por ela ser sempre mole com os assuntos do coração.

 

Claro que bondade é algo positivo, mas, nesse caso, Rebekah se apaixona muito fácil e sempre um homem destrói a dignidade dela e pisa em seu coração. Tudo por causa da necessidade de querer se sentir amada. Eu gostaria de acreditar que a vampira está mesmo disposta a vencer e deixar detalhes insignificantes como Marcel de lado, pois ela precisa encontrar o próprio lugar no mundo e nada melhor que fazer isso sozinha. Ela quer derrotar Klaus, torço muito para que isso aconteça, e espero que pela escolha dos alicerces o sucesso seja garantido.

 

Além de Klaus, claro que ainda haveria mais pessoas para atrapalhar qualquer plano de Rebekah, pois Sophie ressurgiu das cinzas presa ao desejo de finalizar com a Colheita. Fiquei enraivecida com Hayley por ter resolvido trair Elijah para proteger a família, sendo que ela nem tem certeza se essa possibilidade era real. Depois de todas as carinhas dela para o Original, seguida de uma atitude baixa, não quero mais que o shipper aconteça. Detesto quando supostos romances precisam acontecer depois de uma apunhalada nas costas. Por mais que sejam assuntos de família, foi desnecessário provocar e depois dar de presente uma dose de caos em forma de Celeste, que será o maior pesadelo de Nova Orleans. Achei bem feito o fato da profecia dos desenhos de Davina ter pontuado uma das paixões de Elijah como algo terrível. Pode aterrorizar tudo, está permitido!

 

Davina. A estrela deste episódio. Simplesmente surtei quando ela estilhaça as bruxas dentro da igreja. Claro que nada se comparou ao que ela fez com Marcel, Klaus e Elijah ao mesmo tempo, impiedosa e movida pelo ódio de terem mexido no seu ponto fraco. Eu estava ansiosíssima para ver este episódio justamente pelo grande enfoque que dariam nela, um desabrochar cheio de expectativas. A bruxa simplesmente mostrou que de pequena e de indefesa não tem nada. Se ela não pode matar um Original, ela sabe muito bem como torturá-lo para sair com o nariz empinado mandando beijinho no ombro. Senti até orgulho da personagem e quero que ela cresça muito mais para tocar terror na cidade. Fiquei com dó do Tim, pois ele até que era fofo. Contudo, quanto menos personagens, melhor. Tudo para não atrapalhar a dinâmica de The Originals que continua impecável.

 

Está permitido chegar o próximo episódio. Quero muito ver o que Hayley vai fazer com a burrada de ter apoiado Sophie por causa de uma barganha que ela nem sabe se era verdade. Ao menos, o episódio mandou o recado em nome de Rebekah: chega de mulheres serem diminuídas por causa dos homens. Estava mais do que na hora da mulherada se unir.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3