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26/jan

Este episódio de The Tomorrow People foi simplesmente sensacional. Fiquei completamente sem fôlego, quase me pendurei na televisão e arranquei meus cabelos de tanta emoção. Sem dúvidas, este entrou na minha lista de favoritos desta temporada, pois adoro quando a trama corre contra o tempo, algo que aconteceu com o grupo de seres do amanhã, e quando a ação prevalece até o fim. Mais uma vez, a série investiu no que dá certo, e assistimos a perseguição daqueles com poderes especiais contra a ideia de aniquilar os humanos, dois vieses que começaram a atingir níveis de tirar o juízo de todo mundo, inclusive da nossa nova líder Cara.

 

A trama voltou no tempo mais uma vez e trouxe um pouco mais do passado de Cara. Seis anos atrás, a menina ainda estava perdida na vida depois de ter sido convidada a se retirar de casa. Assim, a impressão que dá é que o encontro dela com John – algo que estou louca para ver como aconteceu – é meio recente, pois a personagem dá impressão que tem mais de 25 anos, sendo que na verdade ela deve ter 23. Em meio a um pequeno furto, Julian a encontra, o vilão dessa semana que de bom samaritano não tinha nada. O ser do amanhã acolheu Cara ao lado da namorada, Nelly, e um novo background se abriu para apimentar ainda mais as coisas na série. Ainda sem saber muito bem o que fazer com os próprios poderes, Cara teve que lidar com a dupla que se revelou insana, sem contar que teve um lifestyle alterado, o que quase a transformou em uma assassina.

 

Sem sombra de dúvidas, a presença de Julian foi mais forte que a de Killian pelo fato dele querer matar, o que o faz ir até o limite e parar quando o cérebro avisa que algum confronto já deu tudo o que tinha que dar. Embora ambos estivessem centrados no mesmo objetivo, com todo aquele papo de serem superiores aos humanos, Julian conseguiu ser mais sádico, impulsionado pelo desejo de vingança em nome de Nelly, morta em uma das ações insolentes dele. Sempre tem que ter o Magneto na história e Julian representou muito bem esse lado de querer fazer os seres do amanhã saírem das sombras, enquanto Cara e companhia querem coexistir. Com o olhar lunático, o personagem conseguiu convencer com a pegada terrorista ao lado de uma gangue que parecia skinheads focados em massacrar humanos até dizerem chega. A parte boa é que ele colocou Cara no limite da razão e apenas realçou características da personagem que Jedikiah fez o favor de enumerá-las na semana passada.

 

Cara ganhou a liderança, mas continuou na sombra de John. Ela ainda não tem pulso firme para tomar certas decisões e ele se tornou o conselheiro em meio à crise que se instalou entre os membros do grupo após o fiasco em Citadel. A personagem não está pronta para lidar com certos embates e com a pressão, e John continuou a segurar as pontas mais difíceis. Ela não deixou de ser irritante, mas estava comedida em comparação a semana passada. Porém, Cara continuou a ser guiada pelo emocional e pela impulsividade, especialmente quando Julian a desafiou, acarretando em um embate. Enquanto John se posicionava de uma maneira mais endurecida, Cara demorou muito para perceber que precisa de um pouco mais de jogo de cintura, o que aconteceu quando ela defendeu a permanência de Charlotte no subsolo.

 

O que aconteceu com Cara neste episódio é que ela tentou se provar o tempo inteiro, tanto para ser uma boa líder, como para mostrar ao Julian que não era mais molenga como antes. Uma das coisas que faltava na série era uma luta em grupo, que finalmente aconteceu, e o fato de mostrar que Cara não foge de uma boa briga, mesmo com todas as inseguranças que ainda permanecem dentro dela. Em meio ao duelo, viu-se que há uma nova guerra além daquela contra os Ultra, pois enquanto Cara e companhia apenas querem viver em paz entre os humanos, Julian e sua gangue querem destruir a cidade para colocá-la sobre o poderio dos seres do amanhã. Só sei que quero mais pancadaria.

 

Enquanto tudo isso e mais um pouco rolava, Stephen ficou como papel de parede. Só eu que acha meio ridículo isso acontecer? Tudo bem que ele é espião Ultra e ele precisa agir conforme o jogo deles, especialmente agora que Jedikiah resolveu ser sádico de novo ao criar uma competição entre os agentes, de maneira que só aquele que atingir certo score permanece. Contudo, acho que está na hora de liberá-lo dessa responsabilidade ou dar algo mais desafiante para o personagem lidar. Para não dizer que foi de todo ruim, Stephen abriu um novo plot ao lado da Hillary. Só acho também que a vida pacata com Astrid e a família precisa ser abalada de imediato. De todos, Stephen é quem está mais ou menos sossegado.

 

Doeu muito no meu coração ver Russell apanhar, mas ele procurava por bagunça. Senti que ele não gosta muito de Cara como líder, mas ele sempre paga de bom samaritano e jamais diria isso em voz alta. Afinal, ele não hesitou em ficar ao lado do John. Charlotte brilhou muito no final do episódio com seu grito superpotente que debandou a gangue de Julian e mal posso esperar para trabalharem o passado dela, algo que seria de peso para o contexto da série. Hillary conseguiu chamar a atenção por causa do suposto interesse pela vida de Stephen e já a imagino atrás de Astrid só para colocar mais lenha na fogueira. Digo isso porque acho que ela só ganhou a confiança de Stephen em nome de Jedikiah.

 

O episódio foi sensacional, não tenho do que reclamar, e o final sádico, repetindo o encontro de Julian com Cara, foi simplesmente uma jogadinha brilhante, como se fosse um final de filme. Na espera de Julian – Parte 2 para aterrorizar todo mundo de novo.

Stefs
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