Menu:
19/jan

The Tomorrow People retornou com um episódio bastante forte em comparação a mid season-finale que não teve tanto peso dramático para uma série nova que tem como obrigação impactar para conseguir sobreviver ao momento árduo dos cancelamentos. Sei que não é hora para pensar sobre o assunto, mas não tem como sentir medo de perder uma série que gostei bastante. Gosto da maneira como a trama cresce a cada semana, sempre apresentando algo novo para motivar a ação dos personagens. Agora, a série começa a tomar jeito por começar a alinhar todos os plots para serem resolvidos em uma sequência. Não há tanta abertura na trama e ela anda dentro dos mesmos moldes desde o início, onde as informações são lançadas pouco a pouco. É esse tipo de abordagem que é preciso ter daqui para frente, deixando apresentações de personagens e dramas amorosos de lado. Eu quero muito que TTP se salve e, se continuar nesse pique, me sentirei no direito de ter esperança.

 

O episódio deu continuidade ao momento em que Stephen decide morrer para ver se reencontra o pai. Para não deixar a lacuna, somos teletransportados para a mente dele e revemos Roger, todo amoroso com o filho que está muito decidido em trazê-lo de volta. A miragem serviu para abrir dois vieses para a trama: um tal de Simon Plane e o fato de que o homem só pode voltar à vida quando o corpo dele for encontrado. Muito provavelmente, esse último ponto será o que nos levará para um season finale que tem tudo para ser bombástica, pois é óbvio que não veremos o pai de Stephen tão cedo entre os seres do amanhã. Roger também deixou de aviso que se o Fundador pegar o filho, ele virará rato de laboratório, uma das partes de TTP que estou me contorcendo para ver logo. Não que eu queira saborear a tortura do adolescente, mas só de imaginar o impacto fico sem ar.

 

Depois do encontro com Roger, os sentimentos de Stephen ficaram à flor da pele, pois ele quer trazer o pai de volta a qualquer custo. Emotivo ao extremo, ele comete a primeira burrada que é mexer no que está quieto, sendo que Jedikiah fareja o cangote dele o tempo inteiro. Claro que a curiosidade sobre Simon traria problemas, mas isso não impediu que Stephen continuasse a infectar os seres do amanhã com uma crença que apenas John e Russell acreditam com sinceridade. O personagem não fez nada de interessante pela milésima vez, mas o foco no ambiente familiar soa como uma dica importante para possíveis novos acontecimentos. Peter, o namorado da mãe dele, não me inspirou confiança. Ainda mais por ser tão simpático de um jeito extremamente forçado.

 

Enquanto Luca é o mais light, Stephen é a porta que captou que há algo de errado, especialmente por não ter conseguido ler a mente do “novo” candidato a padrasto. Eu temi que o Fundador aparecesse como o date da noite, mas ainda bem que isso não aconteceu.

 

O ambiente Ultra foi mais explorado e conhecemos Citadel, uma instalação de pesquisa voltada para testar seres do amanhã e onde, muito provavelmente, nasceu o Projeto Anexo. Achei essa ideia excelente, pois Jedikiah é um monstrinho sádico que deve ter gostado de ver o irmão ser torturado. O point serviu de palco para nos apresentar Errol, um ser de bom coração que terminou de mal a pior ao defender Cara que queria levar Charlotte embora a todo custo. As cabines separadas e a expressão de loucura daquelas pessoas só reforçaram o quanto existem malucos pela ciência que fazem de tudo para fazer descobertas sem sentido. Acho que faltou só um pouquinho de peso emocional, mas a ideia pode ser intensificada sobre a existência desse lugar. Ainda espero que Stephen seja arrastado para lá, mas neste episódio eu queria que Cara ficasse enjaulada.

 

Quando vi a promo deste episódio, imaginei que Cara seria sensacional. Ela foi, mas em partes. O problema de ter uma mulher em meio a mais de um homem é que ela começa a se achar a dona da razão. O que contribuiu para deixá-la intragável neste episódio foi o fato de julgar John o tempo todo, com justificativas que davam nos nervos. Como nova líder, ela já provou não ter temperamento para isso, pois é levada pelo emocional. John sempre foi o chato da história, e com razão, pois demonstra que Cara precisará de todo o cacife para comandar o grupo de seres do amanhã. Como disse Jedikiah, ela acha que todo mundo tem o mesmo ponto fraco, o que a definiu como uma pessoa extremamente bunda mole.

 

Eu a detestei neste episódio, primeiro por ser insuportável com Stephen sobre a existência de Roger e depois por querer dar uma de superior para John, sendo que ela nem foi tão santa assim. Não é à toa que desejei muito que Cara se desse mal e se tornasse experimento, mas o papel de John em salvar a vida dela já ganhou status de conveniência.

 

O momento WTF do episódio foi quando Jedikiah conta que o corpo de Roger foi cremado. Claro que ninguém acredita nisso, né? Ainda tenho fé que Simon esteja vivo, mas Jedikiah entende dos paranauê de esconder as pessoas. Quero só ver onde essa tensão levará esses personagens que ainda não sabem a dor de cabeça que ainda terão.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3