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25/jan

Depois de 5 anos, eis que o 100º episódio de The Vampire Diaries chegou e eu não sei muito bem como me sinto. Eu gostei dele em certos momentos, mas percebi que fiquei na maior parte do tempo infeliz, me perguntando o que diabos aconteceu para uma das minhas séries favoritas trilhar um caminho perpétuo que só a deixa cada vez mais desinteressante. É triste dizer isso, mas é a mais pura verdade. A trama teve seus acertos ao apostar no peso dramático em torno de Katherine, um trabalho que a série sempre acerta, especialmente quando alguém está prestes a morrer. Notou-se a tentativa de dar mais significância ao episódio devido ao retorno breve da fatia mais especial dos personagens que se foram, um detalhe que achei nosense só para dar certa importância para Bonnie.

 

A trama estava voltada para Katherine e não tinha necessidade de certas aparições, por mais que o clima fosse de “celebração”. Rever certos rostos me deixou com raiva, uma infelicidade que se propaga toda vez que me lembro do quanto a série perdeu o potencial a cada temporada por causa do hábito de Plec e Cia. matar aqueles que deveriam permanecer.

 

Deu sim para se emocionar com a história de Katherine que já estava fadada a ter um final muito óbvio. O episódio não conseguiu segurar o suspense da reviravolta, mesmo com Nadia toda decidida em manter a mãe viva. A trama abriu com um flashback da nossa querida Katherine, ainda jovem na Bulgária, em 1490, período do qual ela começou a ser boicotada pela vida por causa da perda da filha, do asco do pai, da perseguição de Klaus e do massacre da família. Ela enfrentou de uma vez só muitas coisas ruins que contribuíram para moldar o caráter dela. No leito, Kath não perdeu o charme e o senso de humor, um toque de empatia que foi intensificado com a presença de Stefan, o único que mostrou que se importava com alguém que teoricamente não merecia. Uma mão lava a outra, né?

 

A importância de Stefan no leito de Katherine não foi para mostrar que um dia eles se amaram, mas para realçar que a personagem já foi humana (antes da cura, ok?) e propensa a cometer erros como qualquer pessoa. Kath aprendeu a viver sozinha em uma eterna fuga e, mais tarde, teve que lidar com o novo lifestyle sem poderes vampirescos, se dando o direito de ficar depressiva para depois se animar com a chance de ter Stefan de volta. Ela era uma menina tola e ingênua, que foi condenada por ser sobrenatural. Desde os três últimos episódios, a relação Steferine fez esta temporada de TVD valer um pouco mais a pena. Não tem como criticar Stefan por querer ser bom, pois alguém precisa fazer isso em Mystic Falls. Como diz Damon, ele sempre tem que ser o herói.

 

Depois de ter se recuperado do trauma, Stefan voltou a ser Stefan, e deu um show de caráter. É fácil questionar os motivos dos quais o fizeram cuidar da mulher que arruinou a vida dele e do irmão, pois, em tese, ela merecia ser jogada na vala, sem um pingo de consideração. Porém, foi muito significativo apoiar a trama no passado de Katherine tendo Stefan como alicerce principal, pois ambos ajudaram a reforçar a melancolia de uma história que precisava ser recontada e finalizada. Foi lindo vê-la toda encantada quando viu o Salvatore pela primeira vez, como também foi triste vê-la chorar pelos pais. Katherine já foi uma menina de valor.

 

Além de ajudar Katherine, Stefan mostrou um amadurecimento que me surpreendeu. Ele estava muito tranquilo e nem se abateu com a presença julgatória de Elena. O Salvatore não tentou se explicar por ter dormido com Katherine para a ex-namorada e isso foi excelente, pois ele não tem que dar satisfações para ninguém. Quando ele diz a ela para não desistir de Damon foi um cuspe na cara da sociedade que ainda julga a índole do personagem. Stefan mostrou superioridade neste episódio, sendo que ele tinha tudo para desmoronar com extrema facilidade, especialmente na companhia de Elena que foi tratada como se fosse uma amiga.

 

Vale mencionar a conversa que ele teve com Damon que foi simplesmente sensacional por mostrar que Stefan impulsionou o irmão a lutar um pouco mais pela garota e brindou a isso. Se ele está bem com o fato de abrir mão da ex, cheers! Nada mais insuportável que ver dois marmanjos voltar a brigar por causa de uma garota que continua a não valer a pena.

 

Enquanto o drama rolava solto, Elena e a turma celebravam o momento fúnebre de Katherine e eu não tiro a razão deles em fazer isso. Afinal, eu faria o mesmo se essa safada tivesse acabado com a minha vida. Sem hipocrisias, por favor! O único errado na cena era Damon que uniu a fossa da perda de Elena com a raiva de ter que tolerar Katherine um pouco mais. Ainda bem que não teve DR Delena e achei válido o momento curto de estranheza quando os dois se reencontram, um toque mais do que suficiente para mostrar que as coisas continuam ruins. Damon estava muito Damon e isso ficou comprovado quando ele afirma que prefere diversão a ter que lidar com a situação, um detalhe que me fez lembrar da época em que Elena estava desligada. Uma grande dupla que sabe lidar com os próprios sentimentos, né (sqn!)?

 

Ao longo do episódio, Damon não sabia lidar com o derradeiro fim de Katherine e preferiu a forma mais prática que foi torturá-la em meio às alucinações. Infantil demais. O que não curti foi o fato dele colocar a culpa pelo que se transformou nela. O ódio da desilusão causada pela personagem foi o que o tornou brutal. Se fosse assim, Stefan iria no mesmo barco. Isso é uma questão de personalidade e Damon, por mais dócil que tenha sido quando ainda era humano, sentia a rejeição na pele antes mesmo de saber que Kath preferia Stefan. Ele sempre foi ignorado e jogado para escanteio, um detalhe que amedronta a vida dos típicos bad boys. O problema é que ele não se pergunta o porquê disso. Kath reconheceu o dado momento que a mudou e passou a ter uma vida crente de que não era digna de ser amada. Isso resultou em atrocidades. Ela também poderia mudar, mas preferiu se colocar no centro do universo.

 

Damon sempre culpa alguém pelo que é. No começo de TVD, ele tinha prometido a Stefan uma eternidade de sofrimento, mas, quando ele resolveu matar a família de Aaron, foi porque ele quis. Cada um se transforma naquilo que quer impulsionado por fatores positivos ou negativos. Damon escolheu ser cruel para superar o que ele sentia por Katherine. Ninguém colocou uma arma na cabeça dele para torná-lo um serial killer. Vale lembrar que Elena lutou muito para mudá-lo, para torná-lo melhor, e Damon cuspiu em cima disso muitas vezes, mesmo apaixonado por ela. Eu espero que o término com Elena sirva para que ele realmente mude. Não achei certo jogar a culpa em Katherine pelo que ele se transformou, pois todo mundo é detentor do poder da escolha e cada um decide o que quer fazer da vida. Ponto final.

 

Uma pausa para Klaroline

 

Quando vi a promo do suposto beijo entre Klaus e Caroline, a primeira coisa que pensei foi: o que ele vai fazer em Mystic Falls? Antes de assistir este episódio de TVD, fui conferir The Originals para ver se havia um comentário vou dar um rolezinho na cidade, porque tô com saudades, mas nada disso aconteceu. Eu não sei qual é a timeline de Nova Orleans e Mystic Falls, mas não fez o menor sentido Klaus – e Rebekah – pipocarem no episódio. Só Elijah por causa da relação dele com Katherine (e foi uma alucinação ainda, bleh!). Sei que era essencial os Originais aparecerem, pois eles foram a melhor parte do seriado desde então, mas prezo questões de plot e os dois Mikaelson não tinham storyline que ao menos disfarçasse a vinda deles à cidade.

 

Eu ainda tento entender o que diabos foi aquilo que aconteceu com Klaroline e admito que fiquei impassível. Não pelo fato de ter acontecido, mas como aconteceu. Se eu achava que Delena era minha fonte de frustração por causa da falta de consideração quando eles arrebataram o romance com aquele sire bond maldito, Klaus e Caroline entraram nesse mesmo grupo de relacionamentos que começam com um desenvolvimento impecável e que acabam reduzidos a 5 minutos de vamp sex. Isso é lamentável, de verdade.

 

Digo isso porque esse encontro me fez lembrar da terceira temporada quando Klaroline começou a compartilhar faíscas. Confesso que tudo era muito fofo, fiquei extremamente derretida pelo Klaus e minha antipatia pelo Tyler me fez ver que Caroline poderia ser a Elena do Original e torná-lo melhor. Como sou tolinha! Plec e Cia. simplesmente pisaram em mais um shipper que cresceu, pouco a pouco, para reduzi-lo a nada. Foi um presente para quem torce pelo casal e fim. Não é à toa que Klaus e Caroline repetiram mil vezes que não se reencontrariam e isso quer dizer que, em tese, só foi aquilo ali e pronto, seguida da mensagem: pega essa e não enche mais o saco. Isso foi um crossover muito porco. Lembrem-se de como Tyler saiu de Mystic Falls. O objetivo apareceu em TVD, algo que não aconteceu com Klaus e companhia que simplesmente resolveram dar um passeio na mata.

 

Adendo: Caroline já foi minha personagem favorita. Ela se tornou um poço de irritação, sem potencial algum. O que ainda me deixou bem chateada foi vê-la ao longo dos episódios focada em criticar o relacionamento Delena para cometer a mesma burrada. A personagem se tornou hipócrita ao mergulhar no próprio veneno e isso é um tanto quanto imperdoável.

 

Sendo bem sincera, quem fez este episódio valer a pena foi Nadia e Stefan. A filha de Katherine mostrou que é tão decidida quanto à mãe e não desistiu dela em hipótese alguma. Adorei as jogadinhas dela para cima de Stefan e de Elena, algo que convenceu muito bem, pois deu para acreditar que Nadia seria o novo abrigo de Katherine. Mesmo com todo esse dramatismo, já estava escancarado o que ia acontecer e quero muito ver a cara de Stefan ao saber que as duas mulheres que amou compartilham o mesmo corpo. Quero muito ver também a cara de Damon, pois prevejo uma expressão de nojo e um revirar de olhos.

 

Por mais que Katherine não esteja morta, ela está morta. É confuso, mas, quando Elena for salva, a personagem sumirá para sempre. O que aconteceu foi uma enganação com apelo dramático, pois não haverá uma nova ode de despedida quando Katherine for realmente tirada de cena. Isso aconteceu com a Bonnie e achei o cúmulo trazê-la de volta depois de um funeral altamente depressivo. Depois da mão assassina de Plec, nota-se que ela e a turma querem controlar os efeitos colaterais, já que esta temporada não tem vilão, restando apenas Katherine. Todos os sentimentos com relação à perda dela foram dados neste episódio, uma despedida digna, pois, quando ela for “liberada”, não haverá mais história para contar. Confesso que me emocionei no final do episódio, como se ela fosse embora de verdade, mas me peguei ansiosa para ela dizer o que Nadia lhe pediu para ser parasita no corpo de Elena.

 

E o que foi a Santa Gilbert perdoando a rival, hein? A versão altruísta da personagem aflorou e é dessa parte dela que sinto muita falta. Tenho certeza que a atitude inusitada foi inspirada em Stefan que consegue mostrar o lado bom das coisas mesmo sem querer e Elena só ofereceu um pouco mais de paz de espírito para Katherine que conseguiu sobreviver às custas dela.

 

O que fica de aprendizado com este episódio é que nem todas as pessoas nascem com o gene danificado. Personagens como Katherine são apenas espelhos de muitas facetas que se transformam por causa das rasteiras da vida. Um grande exemplo é Klaus que foi torturado e humilhado pelo pai, o que o tornou ressentido e sádico. O mesmo vale para a vampira-humana que foi hostilizada e perseguida, aprendendo a levar vantagem. Porém, nada justifica as atrocidades, pois cada um tem livre arbítrio para fazer tanto bem como mal. Votar ao passado de Katherine foi a melhor coisa que o episódio 100 poderia proporcionar. Meus olhos se encheram de lágrimas com as palavras do Stefan e, de fato, não haveria ninguém melhor para estar ao lado dela neste suposto derradeiro final.

 

E a bitch nunca morre, né? Agora, Nina nos dará mais uma lição de atuação, pois as duas personagens dela agora se abrigam no mesmo corpo. Vai ser uma mudança e tanto de facetas.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    O que eu tenho a dizer sobre o seu comentário, anja, é que vc é mto minha anja e, como disse, eu achava que vc nem via TVD mais Hahahahaha Achei que estava sozinha na luta, porque me sinto exatamente dessa forma, mesmo detestando grande parte do que acontece.

    E só de saber que vc tbm achou mal feita aparição dos Originais, meu coração fica em paz HUAAUHAHUAHUAHUAHUAHUAHAUHUA

    [quote]Agora essa aparecida só pra agradar os fãs e aquela desculpinha de "sexo escondido" foi podre. TVD tava ÓTIMO quando o Silas tava ali, agora a mulher tem fogo e mata todo mundo.
    [/quote]

    The End! HUAHAUHAHUAHUAHUAHUA

  • Anja descendo o verbo! hahaha Eu fiquei PUTA pela Katherine não ter partido dessa pra melhor. Eu gosto dela, não queria realmente que ela morresse mas depois de todo o drama do episódio, ela só podia era partir mesmo e em paz ainda depois de toda a atenção que o Stefan deu a ela. Ele me deixou tão orgulhosa nesse último episódio, foi lindo da parte dele, pra no final a mulher me acabar com tudo e perder a razão, DE NOVO. Ri demais aqui imaginando o Damon com "uma expressão de nojo e um revirar de olhos." Porque esse cara só sabe fazer isso _o_ Achei maior mal feito essa aparição de Klaus e Rebekah lá em Mystic Falls porque quando o Tyler terminou com a Caroline, eu cheguei a dizer pra minha: "Daqui alguns episódios o Tyler vai aparecer lá em Nova Orleans" e foi exatamente o que aconteceu, 2 episódios depois e ele tava lá. Agora essa aparecida só pra agradar os fãs e aquela desculpinha de "sexo escondido" foi podre. TVD tava ÓTIMO quando o Silas tava ali, agora a mulher tem fogo e mata todo mundo. Os melhores personagens vão embora e ela quer que a série sobreviva de que? Eu tava adorando o drama do ep., meus olhos encheram de lágrimas por várias vezes mas foi muito zoado o final. Quero ver que carnaval vão inventar agora. Tudo o que quero é que a Elena fique bem longe do Stefan porque ninguém merece essa menina –'