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06/fev

Outro episódio muito bacana de Pretty Little Liars. Espero que esse gás permaneça até o season finale, o que é fácil pressentir, pois estamos perto do final da temporada. Ezra está cada vez mais assustador, Spencer continua com o devido destaque e Hanna arrasou e irritou na posição de segunda investigadora. Emily continua a me tirar do sério e Aria eu prefiro não comentar, porque meu coração dói. A trama trouxe uma nova pancadaria de informações e a parte boa é que nenhum plot abriu tanto. A partir de agora, as coisas começam a ficar mais fechadas e sufocantes, o que é um ato milagroso para uma série que adora incluir um monte de personagens de última hora. Tudo aconteceu bem rápido neste episódio, mas sem deixar de dosar o que PLL entende de melhor: cenas de perder o fôlego, suspense e reflexão.

 

Tudo começou com Ali e Shana ao telefone, uma atitude que acionou o alarme de Emily. A cena de abertura garantiu o potencial do episódio, um acerto para uma série que só esquenta as coisas e depois as amorna. O começo da trama foi o ponto-chave que desencadeou storylines mais fortes. Depois disso, as liars resolveram se unir para fazer um brainstorm sobre quem teria atacado Emily na escola, o que deu oportunidade para tirar a versão feminina de A para que Ezra possa ser inserido como único culpado de todo esse pesadelo contínuo até então. O que me deixou bem contente é que as cenas da Emily foram limitadas, pois o foco total nela já estava chato e desgastante. Sabemos que ela é a ponta fraca e que assume a posição de protetora, preocupada e emocional demais quando o assunto Ali entra na roda. Comedir as cenas dela foi excelente. Ela fez pouco, mas o suficiente.

 

Shana voltou a intrigar e adorei quando Hanna diz que ela possui várias facetas do confiar. Essa frase deveria ser tatuada na testa de todos os moradores de Rosewood que são uns belos mentirosos. Ao menos, a personagem mostrou que realmente está do lado das liars devido à posição dela de única protetora de Ali. A questão aberta pela personagem foi o quadro famoso das gêmeas. Posso dizer que surtei quando isso é mencionado? Eu esperava que Ali fosse pedir algo mais absurdo, ainda mais por ter ficado óbvio que Emily seria a sorteada para sujar as mãos um pouco mais para dar continuidade a um plano que falhou. Só sei que pirei quando o quadro foi mencionado e, por mais que tenham descartado esse plot, ainda tenho fé! Seria sensacional se apoiar nessa storyline na próxima temporada.

 

O susto de Shana no carro também foi um ponto importante e uma jogadinha bastante sacal. Ela simplesmente foi convidada a se retirar de Rosewood e, como há boatos de que é ela quem morre no season finale, não acho que ela se acovardará, pois Ali precisa muito dela e seria uma trairagem simplesmente abandoná-la. A personagem se provou como a melhor escudeira da situação e não acho que ela pulará do barco agora. Shana precisará de um descanso por conta do susto, o que levanta a questão de quem a atacou e quem seria o reforço no “A” Team.

 

Toda vez que Aria aparece em cena, choro por dentro. Ela estava tão desesperada neste episódio que fiquei prestes a arrancar meus cabelos. A breve conversa dela com Jesse foi muito bizarra, mas nada se compara ao fato de estar frente a frente com o inimigo. É impossível não temer o que Ezra fará com ela a cada encontro, especialmente porque ele também está completamente desesperado. Não é à toa que ele partiu para a pressão psicológica, o que fez a liar se manter no relacionamento. O professor simplesmente a esmagou e a colocou na jaula, pois a confiança que ele ofereceu a ela fez com que a reaproximação deles se tornasse mais forte.

 

Eu só acho meio estranho Aria não desconfiar do comportamento do namorado, pois é muito claro notar que Ezra está bem frio e distante. Os olhos dele falam muito. Achei o cúmulo a proposta forçada dele para um final de semana na cabana e ela aceitar, como também engolir o pedido dele sobre o quanto é importante ambos compartilharem tudo. Sabemos que essa não é a verdadeira intenção de Ezra, pois Aria virou um álibi. Enquanto ele age às escondidas, a menina servirá para comprovar que ele estava com ela o tempo todo e isso pode furar demais a investigação de uma Spencer que está no limite da razão. Sei que vai ser arrebatador quando a verdade vier à tona e não acho que Aria volte a ser a mesma depois disso.

 

O porão de Ezra ganhou destaque e, enquanto imaginava que ele escondida uma pessoa sequestrada, era apenas parte do covil. Aqueles computadores me dão arrepios, mas nada me tirou do sério como as fotografias e as câmeras espalhadas pela cidade. Ficou mais óbvio que o professor é doente e que tem um ajudante bem astuto. O problema agora é que Ezra está batendo de frente com a pior das liars e isso dará uma briga e tanto.

 

Para esquentar um pouco mais as dúvidas sobre o casal Ezria que está em eterna lua de mel, o professor tem um ajudante que usa uma máquina fotográfica para saber o que as liars fazem quando perambulam por Rosewood. Aria aparece com uma em mãos na cabana de Ezra e eu fiquei jogada na BR, porque não aguento mais essas provocações. Achei rude, apaga!

 

Posso dizer que o encontro de Ezra e Jesse foi muito awkward? Ah! Tá!

 

Spencer estava sensacional no episódio. Seja louca ou viciada em comprimidos, Troian já mostrou o seu valor na atuação e ela não fez muito diferente neste episódio. Como comentei na review passada, nada me faz mais feliz que vê-la como líder de uma investigação para emparedar alguém. Nesse caso, Ezra. Adorei o empenho e a cautela para obter provas eficazes sobre a sua nova suposição que a cada passo dela na trama se torna real. Spencer é famosa por ser impulsiva e, como Emily e Hanna bem conversaram, ela também sabe tirar A do sério, algo que ela já é craque. O que importa é que Spencer resolveu ter 100% de certeza nas suas investigações antes de abrir a boca, não só por envolver uma das melhores amigas, mas por se tratar de uma pessoa que o quarteto jamais desconfiaria. É meio doloroso vê-las caindo na real com relação aos pedidos nada inofensivos de Ezra. Eu só sei que surtei quando Spencer liga para Aria e ela não atende, com aquela mensagem digna de partir o coração.

 

Uma coisa que chamou atenção foi a ficha médica de Spencer que Ezra fez questão de cutucar: ela toma medicamentos para ADHD, sigla em inglês que se refere ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade que também está ligado com transtornos da personalidade. Um segredo da liar ficou de ser revelado e estará interligado a noite do desaparecimento de Ali. Vale lembrar que a Spencer dos livros é pontuada como uma pessoa dual. Estamos de olho!

 

Quem surgiu como investigadora de última hora foi Hanna. No começo, a achei bem irritante por querer meter o bedelho na vida alheia, mas, no fim, ela tinha total razão. A liar estava em pânico por causa da última ameaça que recebeu de A e, por mais que quisesse, ela não recuou para saber o que acontecia ao redor dela, especialmente com Spencer que está fora do normal por causa do novo vício. A amizade dela com Gabe pode até cheirar mal, pois ele tem tudo para ser tão corrupto quanto Wilden. Porém, o detetive tem sido uma mão na roda para a liar, uma bússola que a direcionou para todos os caminhos certos. O que levanta a sobrancelha é o comentário de Gabe sobre CeCe e todas as insinuações de prestar atenção nos pequenos detalhes que estão na rotina e nos hábitos o que, claro, incitou Hanna.

 

A interação entre Gabe e Hanna tem sido bem interessante, pois fez a liar ser mais cautelosa também. Spencer e ela são um espelho de amadurecimento até então, pois ambas não correm mais completamente esbaforidas para contar as novidades sem ter certeza. Elas aprenderam a garantir a verdade antes de dar com a língua entre os dentes. A ensinou as duas a não pisarem de uma só vez em todos os quadrados do campo minado, algo que Emily e Aria ainda precisam aprender. Hanna e Spencer sempre renderam boas investigações e é ótimo vê-las mais maduras diante de tantas situações adversas. A inclusão de Emily foi a cereja do bolo, especialmente porque ela foi sincera ao dizer o que fazia a pedido de Shana que estava a mando de Ali para resolver um pequeno probleminha que virou problemão.

 

Ali está ferrada e confesso que fiquei bem comovida com a posição dela. Como Spencer disse, ela não vai continuar a se mover sem o dinheiro e, agora que Shana vai dar uma sumida, a rainha do camarote terá que dar um jeito para sobreviver. Ela está, literalmente, vulnerável. Ezra saiu na frente inúmeras vezes neste episódio e só comprovou que é muito doentio com relação a esse assunto. Ele quer Ali a todo custo e é impossível não se perguntar o por quê. Por que Ezra é obcecado por ela? Por que ela tem medo dele? Será que é medo mesmo? Ou é de outra pessoa além do professor? O episódio foi muito reflexivo neste ponto, pois até então Ali sempre foi apresentada como uma pessoa fria e egocêntrica. Vê-la fragilizada derruba todas as suspeitas de que ela esteja envolvida com as provocações do “A” Team.

 

Para gerar ainda mais dúvidas, Wren foi citado durante boa parte do episódio. Desde o encontro de Spencer com Ezra no pub na semana passada, tudo apontou para o médico que anda sumido de Rosewood. No final da trama, A possui fichas médicas com o nome dele, algo que julgo ter a ver com alguma tramoia que Ezra prepara contra Spencer. O professor já deixou o recado para a liar ao dizer que trabalho desleixado pode acarretar sofrimento, e sabemos que a garota deslizou bonito ao ser foco da câmera ao lado de Hanna, prestes a invadir o apartamento dele. Enquanto as três liars se empenharão em provar algo meio impossível, o “A” Team fechará o cerco e ficará feliz em saber que a rainha está desprotegida.

 

PS: E a Jessica sabe ou não sabe que a filha está viva? Eu voto sim.

 

Que venha o episódio noir de PLL!

Stefs
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