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02/fev

Chorei largada na cama com este episódio de The Tomorrow People. Ele foi simplesmente A+ e alguém me contou que a audiência voltou a subir, o que me dá ainda mais esperança e mais direito de amar esta série que simplesmente não pode ser arrancada da minha vida, um detalhe que me deixaria doente. Por mais que a mid-season finale tenha sido fraca, esses dois últimos episódios foram equivalentes a socos na cara e eu nem sei mais qual deles é meu favorito, pois ambos foram muito perfeitos. O que me deixou ainda mais feliz foi o foco que finalmente deram para a Astrid. Por mais que ela seja muito intrometida, algo típico de personagens assim, temi muito pela vida dela. Muita maldade colocarem uma cena de abertura tão impactante que me fez exclamar um palavrão com muito gosto.

 

Minha mente ficou um turbilhão depois do tiroteio contra Astrid. Juro que meu coração foi parar na garganta e fiquei indignada quando a cena foi cortada para o 48 horas antes. Ao menos, a jogadinha bem maldosa serviu para situar a personagem que estava dedicada a uma audição para entrar em uma escola de música, o que me fez notar que Stephen e ela podem estar no último ano da escola, o período que marca a busca pelas universidades. A personagem serviu para pontuar um assunto que ainda não tinha atingido o cotidiano dos seres do amanhã: o quanto os humanos estão em perigo ao presenciar uma revelação ou por saberem que uma pessoa tem poderes, mesmo que seja por acidente.Stephen fez a burrada de “aparatar” com a melhor amiga e o fato de Hillary ter visto foi explicado. A enxerida mostrou a forte disposição para eliminar a concorrência, doa a quem doer. Eu não poderia aprovar mais o aviso singelo de Jedikiah sobre a atitude dela, um adendo pertinente, pois o que ela fez foi por ter centrado os desejos pessoais no próprio umbigo. Ao menos, Hillary recebeu o recado, basta saber se ela se arrependeu e como reagirá ao saber que Astrid saiu viva da emboscada. Stephen ganhou, de novo, para infelicidade dela.

 

Por falar em Stephen, ele continuou preso ao antro familiar, bem afastado de Cara e companhia. Semana passada, comentei que o personagem precisa e muito sair da bolha Ultra para ser jogado inteiramente em uma ação para ser visto como um inimigo para Jedikiah. No começo da temporada até que fez sentido ele se infiltrar entre os agentes Ultra para espiar o tio, mas, ultimamente, esse plot não tem sido muito bem usado, só na hora de caçar algum revelado. O trabalho de Stephen foi diminuto neste episódio, mas teve certo peso por também estar atrelado à questão de humanos versus seres do amanhã.

 

No acampamento com a família, ele estava disposto a desmascarar Peter, mas caiu do cavalo ao associar as informações e ver que Luca é a pessoa com poderes. Foi uma surpresa, além dele quase matar um homem que não tem mais chances de ser seu padrasto, pois isso gerará mais caos na família Jameson. Isso atrairá Jedikiah, o que me fez levantar uma pergunta: Astrid quase morreu por saber da existência de um ser do amanhã e sabemos que Marla é cega sobre o assunto. O que acontece quando ela descobrir? Será perseguida e morta? O viés da trama soa como uma mensagem subliminar, pois não acho que Jedikiah pouparia a vida da ex-cunhada. Sem contar que Luca tem tudo para cometer uma burrada e implodir no lugar errado, o que o colocará na lupa dos agentes Ultra. Stephen terá mais sujeira para colocar embaixo do tapete e sinto cheiro de babado e confusão nas próximas semanas.

 

Os seres do amanhã também não tiveram muito o que fazer, pois tudo ficou focado em John. O que ando gostando bastante em TTP é o fato de revezar pequenos fragmentos do passado da galera, o que ajuda a deixar o episódio mais interessante. Confesso que tenho mais atração na storyline do John por causa da relação dele com Jedikiah, e nem preciso dizer que ele foi o responsável em me fazer chorar litros. 14 anos atrás, John se passava por uma criança normal, o que encantou Tony, o jornaleiro que era visto como o único melhor amigo dele. O carinho que ele criou com o velhinho foi de quebrar o coração, pois acredito que John já estava de saco cheio do treinamento Ultra, por justamente ser muito rígido e privativo. Jedikiah matou Tony por pura maldade, mesmo que a lei afirme a necessidade de aniquilar qualquer humano que soubesse a verdade sobre um ser do amanhã. Não precisava tirar o jornaleiro do mapa diante de John e isso me fez querer arrancar os olhos de indignação.

 

O mais terrível é que Jedikiah faz o que tem que fazer e tenta tirar o corpo fora para sair pela tangente, como se ele não fosse o real responsável pelas inúmeras mágoas que causou na vida daquele que ainda considera como filho. A parte boa do flashback foi o aparecimento de Roger que ofereceu sua amizade ao pequeno John e achei muito legal ele compartilhar essa lembrança com Stephen. Sou apaixonada pela camaradagem que existe entre os dois personagens, pois acho que ambos possuem muitas coisas em comum, sem contar que eles seriam perfeitos irmãos. Quando Roger menciona Stephen meu coração foi parar na garganta, especialmente com aquele papo de que John precisará ser bom ao filho dele. Adorei saber desse novo pedaço tristonho da vida de John, onde os humanos passam a ser mortos para assegurar um impasse, mesmo que ele esteja sob controle.

 

O drama de John se estendeu até o final do episódio quando ele protege Astrid da morte pelas mãos dos agentes Ultra, o ponto mais alto da trama. Posso dizer algo bem absurdo? Shipparia os dois muito fácil, pois amei a interação deles. Bem, é meio difícil não se apaixonar pelo John, por mais chato que ele seja em alguns momentos. Achei o companheirismo deles simplesmente encantador. Astrid foi salva pela pessoa certa e nem preciso dizer também que me debulhei em lágrimas quando ela começou a cantar Heroes para tentar aliviar a dor do tiro que John recebeu na barriga. Nossa! Eu não esperava que TTP fosse me emocionar, pois tudo é sempre rodeado de muita ação e pancadaria, e esse episódio uniu tudo isso acompanhado de um peso emocional que foi impossível se manter com a razão no lugar.

 

Cara fez uma breve aparição e salvou o dia. Russell ficou de molho por causa da surra que levou de Julian, mas o pouco que ele falou foi o suficiente para gerar risadas. Agora, se não bastasse o dilema de Luca, Stephen agora precisa proteger Astrid, mas de um jeito nada bacana: o de mantê-la foragida. A tensão fica por conta de Jedikiah que sabe que a salvação da menina aconteceu por intermédio de John e muito me espanta o fato dele não ter começado a farejar o esconderijo dos seres do amanhã. Stephen anda tão emocional que seria muito fácil enganá-lo para descobrir onde a gangue se encontra.

 

Sério, esse episódio foi muito @#@%¨$@, deu bastante coisa para pensar e, claro, se emocionar. Mal posso esperar pelo próximo.

Stefs
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