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09/fev

Eu estou assim bem passada com o viés que este episódio de The Tomorrow People tomou. Uma das coisas que mais desejava é que o papo de testes contra os seres do amanhã começasse a todo vapor e isso meio que aconteceu, o que me deixou feliz. Tudo bem que precisa de muito caldo para chegar lá, mas o bacana é ver que a história começa a abraçar riscos sem saber o que poderá acontecer até a navalha de cancelamentos chegar nas mãos dos donos da CW. Por mais que tenha tido muitas cenas de ação bem impactantes, já começo a criticar o retorno do apelo amoroso que, a meu ver, não é nem um pouco funcional, pois quebra muito o ritmo da trama. Quando se tem o Fundador, o trio pode muito bem esquecer o que sente um pelo outro, ainda mais quando se tem a benção de Julie Plec, que não é tão formidável assim na formação de casais.

 

Mas vamos falar de coisa boa! As situações de alguns personagens não mudaram tanto com relação à semana passada. Stephen ainda tinha dúvidas se Luca é a pessoa com poderes, Astrid continuou foragida por ainda ser alvo Ultra e John permaneceu ferido por causa do tiro. Uma das coisas que gosto muito em The Tomorrow People é esse senso de continuidade, como se todos tivessem um dilema por dia para lidar. Na semana passada, Russell ficou de molho por causa do confronto com Julian e ele apareceu ainda com o rosto machucado, dando a entender que os dias não passam tão rápido na série. John foi outro que mostrou esse respeito com a ordem cronológica dos fatos, por ainda estar indisposto por ter salvado Astrid. Posso dizer que meu coração palpita bem forte quando eles apareceram? Ele tem um cuidado tão fofo com ela que dá vontade de abraçar a tela quando ambos contracenam. Tudo bem que sou contra o romance na série, mas não tem como não suspirar pelos dois.

 

A surpresa da vez foi Cassie, a filha do Fundador, que não só trouxe dor de cabeça, como uma nova história para contar. Ela é filha de dois paranormais o que a torna uma sinérgica, ou seja, mais poderosa que os seres do amanhã que só possuem um ente da família com poderes. Achei que esse plot não iria a canto nenhum, mas a personagem nos levou ao submundo dos Ultra, onde se esconde o sofrimento dos experimentos. Não foi surpresa saber que o Fundador ministrava testes contra seres do amanhã, pois ele tem Jedikiah no comando para isso e o tio de Stephen gosta de torturar aquilo que não teve a sorte de ser. O dilema foi ver o Fundador torturar a própria filha e implantar memórias falsas para que ela não pudesse reagir contra ele. Daí, entra em cena o desejo de ser humana, algo que não tinha sido tocado na série e nada mais justo que ser um objetivo da filha do vilão top do seriado. Isso chamou a atenção de Stephen, não só pela dramatização do problema, mas por ser o único a senti-la telepaticamente, uma atitude até então sem explicação.

 

Isso gerou uma cena de ciúmes desnecessária por parte de Cara. A líder do grupo continua no meio de Stephen e de John, e isso me irrita profundamente. John a quer de volta, mas ela sente algo por Stephen. Eu não gosto desse papo de triângulo amoroso, pois já virou uma pegada old e desgastada. O que custa uma garota gostar de um cara só? O que me tranquiliza é que Cara parece bem certa dos seus sentimentos por Stephen e o final do episódio meio que deu apoio para isso. Além de me tirar do sério com a ciumeira, Cara conseguiu me decepcionar ainda mais. Por mais que eu a ache bad ass em muitos momentos, ela não sabe ser líder. O que ela quer é ser obedecida e não abre brecha para ninguém opinar, especialmente quando está com a mente feita.

 

Se John é uma pessoa difícil, Cara é teimosa e não aceita ser contestada. John foi mestre em passar por cima dela, eu teria feito o mesmo, e adorei quando ele berrou que salvaria Stephen de qualquer jeito. O que Cara esqueceu neste momento é que o ex-namorado tem uma promessa a cumprir para Roger e, independente do que ela decidisse, John quebraria esta regra. Cara já mostrou que não gosta de ser deixada de lado e que é extremamente competitiva. Ela quer a todo custo impor a voz no grupo de maneira que ninguém acate suas ordens. Foi um máximo vê-la falhar de novo. Cada vez mais a personagem ganha minha antipatia e expulsar John foi o ápice para isso. Infantil demais. Prevejo a cena em que ela correrá atrás dele para ajeitar alguma bagunça. No aguardo para rir.

 

Quando Stephen é colocado na cadeira para ser torturado, vi meu sonho quase ser realizado. Não porque não goste dele, o que não é verdade, mas porque o personagem anda muito na penumbra. Quando ele pede demissão do Ultra, aplaudi, pois o ser do amanhã precisa quebrar as amarras para se destacar. Quem sabe isso aconteça agora, pois Marla causou uma reviravolta tão !$#$%@ que fiquei chocada quando o episódio acabou. A mãe dos Jameson mostrou que conhecia muito bem o caminho Ultra e a estranheza dela diante do Fundador denunciou que ela não é tão alheia quanto parecia sobre a existência dos seres do amanhã. Afinal, ela é uma, o que não a coloca em perigo, nem os filhos – por enquanto. O que chama atenção agora é que Stephen é sinérgico, o que encaixou perfeitamente com a explicação dele sentir Cassie telepaticamente. Ele é um dos poderosos e agora tá explicado o interesse do Fundador que não aceitou muito bem a demissão dele.

 

O título do episódio representou muito bem o que aconteceu: o mundo caiu para todo mundo. Cara vai ter que liderar sozinha, ninguém sabe aonde John vai se abrigar, Stephen lidará com a verdade sobre a mãe, Astrid ainda é alvo Ultra e sabe-se lá o futuro da Cassie. Eu não tenho mais emocional para lidar com TTP e estou adorando esse sentimento de choque toda vez que um episódio acaba. Eu posso falar mil vezes mal da Julie Plec tem horas, mas ela sempre sabe o que faz em início de temporada e eu queria sonhar que a série tenha chance na repescagem.

 

A série volta no dia 26/02.
Stefs
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