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02/fev

Então que eu achei este episódio de The Vampire Diaries bem a cara de algum perdido na primeira temporada. Gostei dele e não fiquei tão revoltada como ultimamente vem acontecendo. Literalmente, foi tudo muito pacato e monótono, onde Katherine, a estrela de sempre, continuou no centro das atenções com o objetivo de querer sobreviver a todo custo. Ela conseguiu ofuscar em muitos momentos do episódio, mas a chegada de Enzo causou frisson e os dois personagens duelaram pau a pau pelos holofotes. Por mais que tenha sido um bom episódio, fica cada vez mais clara a carência de um vilão e a fraqueza das storylines que não empolgam e não trazem nada de novo. Elena e Cia. estagnaram e, pelo visto, não há tantos planos promissores para trazer a ação de volta ao seriado. A prova disso foi o fato de anularem a Augustine, algo que tinha sim certo potencial, mas acabou calado porque o ator que faz o Wes (Rick Cosnett) ganhou outra série para trabalhar. O que começou como uma temporada promissora agora apresenta quedas gradativas no contexto da trama e, por mais que a CW adore renovar séries só por lucro, TVD não tem mais o fôlego de antes.

 

Katherine tem sido a parte boa desta temporada e tudo fica melhor na companhia de Nadia. Ambas ficaram entregues a um plot intrigante, onde o processo da Petrova mãe ser passageira dentro de Elena não estava finalizado. Tudo dependia do corpo dela, algo que Damon não demorou tanto tempo assim para se livrar. Ao menos, tentar. Tudo o que precisava para selar o lado Viajante de Katherine foi um ritual que calou a Santa Gilbert por tempo indeterminado. Confesso que as cenas da personagem, bem como certas atitudes e modo de falar, lembrou-me da versão de Elena desligada. Juro que ela conseguiu me irritar quando fez todo aquele questionário sobre a vida da rival para Matt. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha, pois Katherine no corpo de Elena não conseguiu me convencer.

 

Tudo bem que essa pode ser a primeira impressão, pois Kath precisa ser Elena para não chamar atenção e não há muito o que fazer para tentar misturar a personalidade da boa moça com a da vilã, o que dá uma pessoa em conflito com os próprios sentimentos. Só digo que Nina Dobrev se dava melhor interpretando as duas personagens separadamente.

 

O que me intriga com essa situação é que a alma de Katherine deveria passar para o Outro Lado, o que faria Bonnie sentir o drama. Engraçado que nada disso foi comentado e a única bruxa que não é mais bruxa da cidade simplesmente foi cortada do episódio, sendo que está nas mãos dela o fato de saber que a inimiga do Estado permanece de alguma maneira vivinha da Silva. Como lidar?

 

Matt me deixou descontente e contente. Descontente porque ele voltou a ser o humano bobo que é hipnotizado toda hora. Está na hora de virar esse disco, né? Até porque Dries jurou que ele não teria a mesma storyline, prometeu que o personagem cresceria, algo que quase aconteceu até Katherine matar o namorado de Nadia que era passageiro no corpo dele. Depois disso, nada aconteceu. Mentiras atrás de mentiras para acabar no repeteco de sempre. Contente porque Matt e Katherine tem tudo para serem a melhor dupla e porque ele foi um alicerce fundamental para Tyler que estava emocionalmente destruído. A camaradagem acarretou em festa, motivo para o caos se instalar em Mystic Falls. Só faltou Jeremy fazer parte da bagunça, mas ele foi descartado junto com a namorada.

 

Para reforçar minha opinião de que Katherine parecia Elena desligada, a personagem resolveu causar mais um efeito colateral só por diversão ao fazer Tyler descobrir indiretamente o ocorrido entre Klaus e Caroline. Isso foi típico da Santa Gilbert quando humilhou a amiga em todos os sentidos na temporada passada. A atitude gerou discussão e vi muitos comentários negativos sobre a atitude de Tyler. Achei que ele tinha sido um monstro, mas ele estava no direito de fazer aquele show ao dizer boas verdades que Caroline precisava escutar. Bêbado ou não, Tyler foi honesto e isso foi ótimo, pois alguém precisava chacoalhar a única vampira de Mystic Falls que não evoluiu em absolutamente nada.

 

Stefan disse que a loirinha não merecia ouvir tudo aquilo do ex-namorado, mas, desculpe Tefinho, ela merecia sim. Primeiro, para se engasgar com o próprio veneno, pois ela sempre foi a primeira pessoa cheia das verdades ao afirmar que Damon não serve para Elena. Não é à toa que ela se viu na missão de fazer o casal reatar, o que achei bem feito. Segundo, nada mais digno que escutar podridão de uma pessoa da qual você já foi apaixonada. Como dizem, a bomba sempre vem daquele que se menos espera e Caroline enfrentou alguém muito pior que uma das melhores amigas. Eu esperava mais maturidade dela para lidar com isso, ainda mais por estar rodeada de exemplos, mas a vampira continua a agir como uma humana chorona, sendo que essa versão se foi quando Katherine a sufocou com o travesseiro.

 

Tudo bem, Caroline tinha todo o direito de seguir em frente, pois Tyler escolheu ir atrás de Klaus, mas o engraçado é que ela não pesou na balança os motivos do ex-namorado decidir por algo desse tipo. Klaus matou a mãe dele. Isso para mim é uma justificativa mais do que suficiente para ela não brincar no campo minado. Ok! Teve a Hayley que também deu dor de cabeça para Forwood, mas até aí era uma loba que não tinha matado ninguém, dona de uma pinta meio little bitch. Daí, alguém devolve que Damon matou Jeremy quinhentas vezes, mas não vou entrar nesse tópico porque a resenha viraria um romance. Posso dizer que o que Damon fez não se compara em nada ao que Klaus ainda provoca, basta assistir The Originals para ver que o pestinha não mudou e nem vai mudar, nem mesmo por Caroline. Cada um recebe de volta o que provocou e com ela não seria muito diferente.

 

Um adendo sobre Tyler

 

Depois de muito pensar e analisar, Tyler é o único personagem até então que teve o melhor desenvolvimento de storyline. Ele não era nada e se tornou por um bom tempo a parte essencial que fazia a trama de TVD funcionar. Ele evoluiu dentro do papel que representa na série enquanto a maioria dos personagens continua com o mesmo lifestyle e o mesmo melodrama. Um grande exemplo é a própria Caroline que se tornou vampira e só foi badass nos primeiros episódios da segunda temporada. Outro exemplo além de Tyler é Jeremy que deixou de ser o emo que buscava o sentido da vida para ganhar importância no meio sobrenatural. Para conflitar, temos Elena que não teve a transição bem trabalhada. Nota-se que o problema é meramente no desenvolvimento feminino.

 

Stefan ficou na penumbra o episódio inteiro e o senti extremamente triste. Tão triste que fiquei triste. Ele é o personagem que continua sem storyline e se move conforme o que acontece com os outros. Só nesse episódio ele aconselhou Damon, apoiou Caroline e lidou com a fake Elena. O embaçado foi o que deram de trabalho ao vampiro: ajudar o irmão a reconquistar a ex para evitar qualquer tipo de dano em Mystic Falls. Por mais que isso possa doer nele, o que ninguém percebe é que o Salvatore faz o que sempre fez desde o momento em que se envolveu com Elena: respeita as escolhas dela. Ele poderia dar um de doido e caçoar Damon quando soube do término, mas Stefan se tornou duramente uma boa pessoa e age conforme o que acha certo. Se Elena escolheu Damon, ele acredita que isso tem um propósito, o que o fez se empenhar para ajudá-los a reatarem. Stefan gosta de se automutilar, não tem jeito.

 

Claro que a parte bacana no plot de Stefan foi a conversa com Caroline. Por mais que eu não aguente mais a personagem, uma dose de Steroline sempre calha bem e causa empatia em qualquer episódio. Sem dúvidas, esse é um dos poucos relacionamentos mais preciosos que ainda restou na série e gostaria de acreditar em um mundo do qual eles não se envolveriam, pois isso causaria minha demissão de TVD em ordem definitiva. Stefan jamais julgaria Caroline por ter dormido com Klaus, não porque ele fez o mesmo com Katherine, mas porque ele vê o lado bom das coisas. Stefan é praticamente o irmão do Pat e o imagino tatuando no braço a palavra Excelsior. Contudo, mesmo com as piadinhas para aliviar o lado de Caroline, os olhos dele não esconderam o asco da verdade anunciada por Tyler. O que Stefan fez foi esconder o descontentamento com um sorriso. E olha que ele parece descontente com tudo.

 

Stefan ainda se tornou o foco da minha preocupação por causa da conclusão do episódio. Katherine saiu vitoriosa e vetou a participação de Elena. Agora, é o momento dela viver depois de 500 anos de fuga e, de quebra, tentar reconquistar o grande amor. Plec afirmou que Katherine colocaria pimenta no triângulo amoroso e eu não estou a fim de assistir isso pela milésima vez. Eu demorei para aceitar a possibilidade de Delena ser endgame, li muitos artigos e posts de fãs que me convenceram e, quando estava prestes a abraçar essa realidade, lá vão inventar história para mexer em um assunto que fica ótimo quando é jogado de lado. Nota-se como os personagens ganham mais atenção quando não tem tretinha entre Damon, Elena e Stefan. Nem dá para sentir falta do triângulo, pois está ótimo do jeito que está.

 

Posso dizer que fiquei com dó do Damon também? Confesso que estou bem animada e saltitante com o fato dele voltar a ser um perfeito motherfucker. Porém, Katherine pontuou algumas verdades que, por mais que tivessem o objetivo de tirar o Salvatore da jogada, fizeram sentido. Explico. Damon trata Elena como uma bola de energia positiva, como se ela fosse a única em lhe trazer coisas boas e não é assim que a vida funciona. Você não pode centrar tudo o que se é em uma única pessoa. Pode soar romântico, mas é tortuoso.

 

Você pode contar com alguém para lhe ajudar a ser melhor, algo que Elena fez nas temporadas passadas. Contudo, Damon sempre ficará preso ao dilema de ser bom ou ruim, e isso acontece porque ele quer e não porque Katherine o moldou. Se ele quer mudar por Elena, que faça isso. Foi tão mágico vê-lo poupar Aaron na frente de Enzo e achei que esse seria o ponto de partida que o ajudaria a amadurecer. Estava errada! Damon gosta de ser temido, pois sabe que há valor nisso. O problema é que ele sempre culpará alguém e, dessa vez, Elena foi a sorteada, da mesma forma que aconteceu com Katherine.

 

O que Katherine disse para Damon foi exatamente o que Stefan previu: Damon trata Elena como a pessoa universal da vida dele e a vê como um meio para se comportar. Isso é bacana, claro, mas o que deu a entender é que o vampiro deposita toda sua fé em uma pessoa que pode muito bem deixar de amá-lo e simplesmente ir embora. Isso é natural de qualquer ser humano. Damon age como se Elena fosse permanente. Se ela deixá-lo, ele vai matar pessoas e culpar mais uma ex-namorada? Ah! Mais vai sim! Damon é incompreendido e precisa ser amado de verdade, mas, enquanto ele sempre buscar pessoas para culpar pelo que é, ficará um pouco difícil cobrar dele uma mudança que dure por um longo tempo.

 

Com a chegada de Enzo, Damon voltará para o lado obscuro, especialmente por ainda digerir o que a fake Elena disse. O Salvatore teve uma segunda chance de provar que ninguém o influencia, mas ele foi atrás de Aaron na companhia do ex-amigo de cela para ser cruel por estar chateado. Agora, ele vai tirar toda a culpa da Kath para dizer que Elena é responsável pela recaída dele? Damon, está na hora de você crescer, por favor! Se Aaron realmente morreu, não quero nem ver o efeito rebote quando Elena voltar e descobrir.

 

O final do episódio dentro da tumba foi de pura apreensão. Tudo bem que achei Nadia muito burra e desligada em não notar que Elena estava presente enquanto Mia fazia o ritual para tornar Katherine uma passageira permanente no corpo da doppelganger. O corre-corre de Elena para tentar sobreviver abriu um leque de antigos momentos de Katherine, com direito a cenas da segunda temporada, o que fez meu coração sentir saudades. Com o corpo queimado, está aí a prova de que, quando ela for descoberta, será despachada para sempre e eu não imagino TVD sem ela. Katherine conseguiu o corpo que almejou e idealiza uma vida próspera ao lado de Stefan. Posso começar a chorar de apreensão por não querer tretinha Defan por causa da Elena que nem é Elena?

 

Agora resta saber como Elena voltará e quem vai descobrir o que há de errado. Sinto que vou me estressar daqui para frente com Steferine com cara de Stelena.

Stefs
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